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13.1 - APOMETRIA
Apometria é praticada por
determinados grupos adeptos de alguma destas três correntes de
pensamento: Doutrina Espírita, Umbanda ou ao espiritualismo
universalista.
Trata-se de suposta técnica de assistência extrafísica. É realizada
mediante alegada projeção da consciência (também conhecida como
experiência fora do corpo, desdobramento espiritual, emancipação da alma
ou viagem astral), por meio da qual o apômetra, ao se projetar ou se
desdobrar em dimensão extrafísica (plano espiritual ou astral),
ampararia o paciente no tratamento de traumas inconscientes, surgidos em
outras reencarnações, e evitaria a continuidade de assédio moral
(obsessão) de espíritos sobre seres humanos.
Etimologicamente o termo se compõe do prefixo grego apo (além) e do
radical metria (medida).
Foi sistematizada por equipe médica coordenda pelo Dr. José Lacerda de
Azevedo (1919-1997), no Hospital Espírita de Porto Alegre, dos anos 1960
aos 1970.
Na Apometria, a energia gerada pelo corpo humano (sobretudo pela mente)
seria canalizada, mediante força de vontade, direcionada à finalidade de
auxílio fraterno a outrem. É empregada como ajuda espiritual a
portadores de doenças genéticas de difícil terapêutica médica, moléstias
físicas incuráveis e sofrimentos psíquicos e psicológicos.
Na ótica da Apometria, o ser humano é composto por um corpo físico
(sétimo corpo) e seis corpos extrafísicos.
A aplicação da Apometria segue as orientações chamadas Leis da Apometria.
13.1.2 - Forças
Empregadas na Apometria:
13.1.2.1 - Força Mental:
A mente é uma usina de força que
tem o poder ilimitado de moldar, mover e direcionar a energia cósmica,
plasmando-a. Nesse sentido, Ramatís sempre insiste na frase "toda magia
é mental", pois é a força e a intenção de um pensamento que pode
determinar se uma magia será benigna (magia branca) ou se violará o
livre arbítrio de um ser humano (magia negra).
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Primeira Lei: Lei do desdobramento espiritual (Lei
básica da Apometria).
Enunciado:
"Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de
comando a qualquer criatura humana, visando à separação do seu corpo
espiritual – corpo astral – de seu corpo físico, e, ao mesmo tempo,
projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta,
dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua
consciência".
A aplicação desta técnica possibilita explorar e investigar com
facilidade o plano astral. O comando é dado enquanto emitem-se impulsos
energéticos através de contagens em voz alta. Nos manuais de apometria,
principalmente nas obras do Dr. Lacerda, esclarece-se que a contagem de
1 até 7 geralmente é suficiente, porém se for preciso deve-se contar
quantos números forem necessários.
Uma das muitas críticas que a Apometria recebe daqueles que ainda não
têm sequer um certo conhecimento é sobre a necessidade de realizar
contagens e ou estalar os dedos quando se pronuncia os números. De fato,
as contagens e comandos não podem ser confudidos com atos ritualísticos,
o que muitos espíritas ortodoxos alegam sobre a metodologia da Apometria.
Todavia, o próprio Dr. Lacerda explicou que as contagens não são usadas
como rituais, mas uma forma prática de verbalizar a emissão de energia
mental. O trabalho é mental, portanto as contagens são uma forma de
apoio e de organização, pois qualquer palavra poderia ser dita, ou até
mesmo não dita, já que a energia é emitida pela mente.
O desdobramento é produzido pela emissão da energia da mente que,
direcionada pelo comando, cria o fluxo energético formado pelas forças
cósmicas e mental/física. Logo, é justamente um fenômeno anímico do
médium/operador (emissão de energia própria) que permite o
desdobramento. Este é um dos diferenciais das técnicas da Apometria: a
passividade dos médiuns é substituída por atividade e participação
direta nos planos astrais.
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Segunda Lei: Lei do acoplamento físico:
Enunciado: "Toda vez que se der um comando para que se
reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada, (o
comando se acompanhado de contagem progressiva) dar-se-á imediato e
completo acoplamento no corpo físico".
Terceira Lei: Lei da ação à distância, pelo
espírito desdobrado (Lei das viagens astrais)
Enunciado: "Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do
médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se
obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção
acompanha de pulsos energéticos, através de contagem pausada, o espírito
desdobrado clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde
foi enviada".
Dr. LACERDA em "Espírito e Matéria", pag. 110-112. Ed. Pallotti Porto
Alegre, 1988.
Quarta lei: Lei da Formação dos Campos-de-Força:
Enunciado: "Toda vez que mentalizarmos a formação de uma
barreira magnética, por meio de impulsos energéticos, através de
contagem, formar-se-ão campos-de-força de natureza magnética,
circunscrevendo a região espacial visada, na forma que o operador
imagino”..
AZEVEDO, José Lacerda de. Espirito/Matéria: Novos horizontes para a
medicina. Porto Alegre. Pallotti, 1988. Pp.131-132.
Quinta Lei: Lei da revitalização dos médiuns:
Enunciado: "Toda vez que tocarmos o corpo do médium (cabeça,
mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a
da contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará
recebe-la, sentindo-se revitalizado".
Sexta Lei: Lei da condução do espirito
desdobrado, de paciente encarnado para os planos mais altos, em
hospitais do astral.
Enunciado: "Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente
poderão subir a planos superiores do astral se estiverem livres de peias
magnéticas".
Sétima Lei: Lei da ação dos espíritos
desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados.
Enunciado: "Espíritos
socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes
estiverem desdobrados, pois que uns e outros, desta forma, se encontram
na mesma dimensão espacial".
Oitava Lei: Lei do ajustamento de sintonia
vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros
espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o
ambiente para onde, momentaneamente foram enviados.
Enunciado: "Pode-se fazer a
ligação vibratória de espíritos desencarnados com médium ou entre
espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio
onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação
vibratória desses ambientes".
Nona Lei: Lei do deslocamento de um espírito no
espaço e no tempo.
Enunciado: "Se ordenarmos a um
espírito incorporado a volta a determinada época do passado,
acompanhando-a de emissão de pulsos energéticos através de contagem, o
espírito retorna no tempo à época do passado que lhe foi determinado".
Décima Lei: Lei da dissociação do espaço-tempo.
Enunciado: "Se, por aceleração
do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob o
comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em
região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico
Karmico (km) negativo – ficando imediatamente sob a ação de toda a
energia km de que é portador".
Décima primeira Lei: lei da ação telúrica sobre
os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação.
Enunciado:
"Toda vez que um espírito desencarnado, possuidor de mente e
inteligência bastante fortes, consegue resistir à Lei da Reencarnação,
sustando a aplicação dela nele próprio, por longos períodos de tempo
(para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres
desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa
planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o
Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce
sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do
espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável”.
Décima Segunda Lei: Lei do choque do tempo.
Enunciado: "Toda vez que levarmos
ao Passado espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele
sujeito a outra equação de Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da
seqüência do Tempo tal qual o conhecemos, ficando o fenômeno temporal
atual (presente) sobreposto ao Passado".
Décima Terceira Lei: Lei da influência dos
espíritos desencarnados, em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre
o presente dos doentes obsidiados.
Enunciado: "Enquanto houver
espíritos em sofrimento no Passado de um obsidiado, tratamentos de
desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado
com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de
agitação psicomotora".
Décima quarta Lei: Esta Lei consta do livro:
"Energia e Espírito: Teoria e prática da Apometria" de José Lacerda de
Azevedo.
Enunciado: "A energia produzida
pela mente, em nível cósmico, é diretamente proporcional a energia
cósmica (K) multiplicada pela energia (Z) de zoom-animal e inversamente
proporcional à energia barôntica de baros-peso oriunda da estrutura
humana e, consqüentemente, de baixa freqüência (energia desarmônica -
D), ou seja (Wap) = (K) x (Z) / (D)".
APOMETRIA:
É apenas uma técnica de trabalho.
Não propõe qualquer alteração nem acrescenta nada aos fundamentos
filosóficos, morais e filantrópicos da Doutrina Espírita. É uma técnica
de desdobramento espiritual induzida por energia mental do operador,
encarnado. Trata-se de uma técnica anímica.
Fonte: AZEVEDO, José Lacerda
de. Espirito / Matéria: Novos horizontes para a medicina. Porto Alegre.
Pallotti, 1988
Dr. JOSÉ LACERDA DE AZEVEDO:
Formado em. Exerceu, ainda o
magistério, disciplina de Física. Era também formado em História Natural
e Belas Artes. Foi espírita convicto e atuante desde a juventude. Viveu
a doutrina com amor e por amor por mais de 50 anos.
Desenvolveu e fundamentou cientificamente a Apometria e a criação da
Casa do Jardim – instituição espírita assistencial. A Apometria está
desenvolvida e fundamentada na obra básica: “Espírito e Matéria: Novos
Horizontes para a Medicina”. Em “Energia e Espírito”, formulou novos e
importantes conceitos e teorias sobre espírito-energia e espaço-tempo.
Não considerava o Espiritismo apenas uma religião, mas uma realidade
cósmica, uma ciência e filosofia. Vivia a doutrina como instrumento de
caridade, servindo ao próximo. Para ele, o codificador do Espiritismo –
Allan Kardec – estabeleceu uma ponte entre dois universos e possibilitou
o estudo e o melhor entendimento do homem no seu duplo aspecto
espírito/matéria. As leis foram reveladas, iluminando o “Conhece-te a ti
mesmo”.
13.1.4 -
Entrevista na Revista Espiritismo & Ciência:
- Revista Especial Curas Espirituais nº 7.
Entrevistado: Médico e Escritor Vitor Ronaldo Costa.
Qual a vantagem de usar a Apometria, ao invés dos procedimentos
usuais nas reuniões e trabalhos espiritas?
- "A aplicação do desdobramento magnético dos médiuns
permite-lhes o alargamento da visão espiritual. Dessa forma o grupo
mediúnico, utilizando-se da dupla vista induzida pelo desdobramento
magnético, passa a operar em igualdade de condições, pois todos os seus
integrantes observam e comentam os mesmo fenômeno que se desenrola no
campo astral.
Isto significa a não dependência da informação de um médium vidente
apenas, o que trás mais segurança efetiva aos trabalhos.
Uma vez desdobrados os médiuns se deslocam com mais rapidez ao lado dos
mentores, podendo fazer investigações a distância, além de identificar
com presteza os espíritos presentes na reunião, de forma a distinguir
obsessores e mentores pela variação do padrão vibratório, em que reduz
ao máximo os casos de mistificações.
Os médiuns desdobrados também visualizam, com boa margem de acerto, as
ligações obsessivas sutís que se prendem aos pacientes atendidos, mesmo
que os agressores desencarnados se encontrem a distância. A apometria
vem apenas a somar e não substituir o que já funciona bem.
A apometria poderá sofrer contínuos aperfeiçoamentos, por se tratar de
uma técnica experimental. Os aperfeiçoamentos da técnica devem continuar
a acontecer, desde que, continue as linhas de pesquisa éticas e que se
coadunem com o moral espirita".
Quando se aplica a Apometria:
"Se considerarmos que a atividade mediúnica repousa
obrigatoriamente nas leis que regem os fenômenos magnéticos, eu diria
que a apometria pode ser conjugada às atividades mediúnicas de qualquer
caráter, especialmente quando se objetiva a investigação das mais
intrincadas enfermidades humanas de natureza espiritual". |