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Compilado por Beraldo Lopes Figueiredo |
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INDICE: 103.1.01 - Umbanda Popular
103.1.02 - Umbanda Esotérica
103.1.03 - Origem dos Cultos Afros no Brasil 103.1.04 - Preto Velhos 103.1.05 - Magia na Umbanda 103.1.06 - A Encruzilhada 103.1.07 - Perdas de Fiéis 103.1.08 - Diferenças entre Mediunidade (umbanda x Kardecista)
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103.1.1.01 - ORIGEM: No dia Seguinte levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada, antes lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava apenas com dezessete anos e destinava-se a carreira militar na Marinha. A medicina não soube explicar o que tinha ocorrrido. Os tios, que eram padres católicos, foram colhido de surpresa e nada esclareceram sobre a misteriosa ocorrência. Um amigo da família, sugeriu então, uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida por José de Souza na época. No dia 15 de Novembro de 1908, o jovem Zélio foi convidado a participar de uma sessão, o dirigente dos trabalhos determinou que ele ocupasse um lugar à mesa.
Tomado por um força estanha e superior à sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer membro da mesa, o jovem Zélio levantou-se e disse: "Aqui, está faltando uma flor!" - Levantou-se, retirou-se da sala. Pouco depois, voltou trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa. Essa atitude insólita causou um tumulto.
Restabelecida a "corrente" manifestaram-se espíritos que se diziam pretos, escravos, índios, caboclos, em diversos médiuns. Esses espíritos foram convidados a se retirar pelo presidente dos trabalhos, advertidos do seu estado de atraso espiritual.(Fonte: Seleções da Umbanda, em 1975) A insistência dos dirigentes da mesa, para que os espíritos de negros, escravos, não perturbassem a sessão, causou uma discussão acalorado, entre o espírito que Zélio incorporava com os demais que queriam doutriná-lo. Zélio tinha argumentos sólidos, e um dos médium da mesa, perguntou ao espírito que estava incorporado no Zélio:" Porque o irmão, fala nestes termos, pretendendo que esta mesa aciete a manifestação de espiritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? E, qual teu nome irmão?"
Zélio Respondeu, incorporado: "Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos, índios, caboclos, devo dizer que amanhã estarei em casa desse aparelho (corpo do médium Zélio), para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja esse: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim." Continuou:
"O que você vê em
mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era
Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da
Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física,
Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro."
Anunciou também o tipo de missão que trazia
do Astral:
O vidente retrucou: "Julga
o irmão que alguém irá assistir a seu culto?" - perguntou
com ironia. E o espírito já identificado disse:
Para finalizar o caboclo completou: "Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?"
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.
A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus. O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.
A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos.
O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas. Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras: " Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá."
Após insistência dos presentes fala: "Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nego." Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde:
"Minha caximba. Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca." Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai Antonio também a primeira entidade.
Assim Zélio se tornou o Sacerdote de Umbanda, dando início a uma nova religião: (Revista Planeta - Candomblé e Umbanda -Ari Moraes)
A Umbanda é uma religião brasileira, fundada em
15/11/1908, e
fundamentada em 3 pilares que são sua base de sustentação: O AMOR, A
CARIDADE E A HUMILDADE, composta de um deus único (OLORUM), que é o criador
de tudo e todos, onde seus frequentadores (chamados também de "filhos de
fé") reverenciam entidades superiores denominados ORIXÁS, sendo o principal
Jesus (OXALÁ). 103.1.1.02 - Sacrifício de animais:
103.1.1.03 - Natureza e incorporação de Exús:
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Existe grande confusão em torno de Exu, principalmente quanto a sua errônea concepção com o demônio dos católicos. Num estudo profundo sobre a mitologia africana, principalmente a Iorubana, poderemos constatar que Exu não é diabo, mas, sim, um Deus, responsável pelas mensagens dos Orixás. Na verdade, Exu serve de intermediário entre os Orixás e os adeptos do Candomblé. Cada Orixá possui seu Exu, assim também como cada pessoa. O trabalho de Exu é, principalmente, o da comunicação, por este motivo ele é o senhor das vias de acesso, como estradas, atalhos, caminhos e encruzilhadas.
Exu possui grande importância dentro dos cultos afro-brasileiros, visto que, sem seu apoio, as mensagens e os pedidos não chegarão aos Orixás. |
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103.1.1.04 -
DESPACHOS:
Kiumbas vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos. |
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Não há necessidade de ingestão de bebidas, mas seu uso externo se faz porque o álcool volatiza-se rápidamente, servindo como condensador energético para desintegrar miasmas pesados que ficam impregnados nas auras dos consulentes além de agir como elemento volátil de assepsia do ambiente.
103.1.1.06 - Vestimentas e o
Trabalho: |
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Há ainda para se
dizer que na Umbanda os orixás maiores ou santos (Iemanjá, Oxóssi, Xangô,
Ogum, Oxum, Iansã, etc) não falam, quando eles "baixam" no terreiro, só sua
presença já é uma benção, os santos não tem a falange (linguajar) para que
as pessoas possam entender, eles já transcenderam da Terra há muitos anos e
adquiriram muita luz, portanto, aqui na Terra, o máximo que fazem são emitir
sons (ou mantras) como por exemplo o canto de Iemanjá, que para uns pode ser
um canto e para outros um choro. |
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Outra diferença básica é como
os médiuns se preparam para incorporar, ao contrário do Candomblé que dançam
num círculo em movimento, rodopiando seus corpos ao som dos atabaques e
outros instrumentos, na Umbanda o médium fica parado, acompanhando por
palmas os pontos cantados e esperando o momento exato para a incorporação
dos orixás ou das entidades. No candomblé os orixás formam um sistema, estando ligados por laços de casamento e descendência; por exemplo: Nanã é a ancestral feminina, a avó, enquanto Ogum é filho de Oxalá com Iemanjá e assim por diante. Assim no candomble cada orixá tem sua história, suas paixões, lutas e apresentam preferências alimentares de cada um, cores, roupas, adereços, etc.
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De acordo com os mais variados critérios e sem limite de número, o que na prática se traduz em uma multiplicidade de esquemas, a partir das sete linhas tradicionais da Umbanda, por sua vez subdivididas em sete falanges ou legiões.
Cada terreiro tem a sua forma de interpretar a Umbanda, os ritos também
diferem de casa para casa. A maioria utiliza atabaques e outros instrumentos
musicais para acompanhar os seus pontos cantados, mas alguns só cantam seus
mantras. Toda gira de umbanda tem como base o processo de defumação -
elemento característico das giras - que consiste na queima de ervas
essenciais, com o fundamento de limpeza do campo áurico energético das
pessoas e do ambiente para que a faixa vibracional seja ajustada para o
recebimento das entidades que ali trabalharão. |
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Atua nos centros de força dos corpos e campos magnéticos das pessoas que "...vêm em busca de socorro, alivio e cura para suas dores morais e físicas." E também traz muito ensinamento das verdades da espiritualidade maior Um Deus único e superior Zâmbi, Olorum ou simplesmente Deus – os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confunde-se a força da natureza com o próprio Orixá):
Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução, Geração. |
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As pessoas que recebem,
incorporam entidades dentro dos terreiros, são ditos médiuns, cavalos ou
"burros". Pessoas que têm o Dom de incorporar os Orixás e Guias. |
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103.1.1.09 - Médiuns:
Para tanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e prática da Umbanda, respeitar os guias e Orixás, ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é um prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia e não apenas no terreiro.
Assim temos os seguintes grupamentos na
Umbanda: |
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Iemanjá:
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103.1.1.11 - OBJETOS RITUALÍSTICOS:
As Velas: As
velas vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo. As velas
funcionam como um transmissor rumo aos planos que se desejar atingir. A
chama da vela é a conexão direta com o mundo espiritual superior, sendo que
a parafina atua como a parte física da vela ou símbolo da vontade, e o pavio
a direção.
Passo fundamental no ritual de acender velas. O pensamento mal-direcionado, confuso ou disperso pode canalizar coisas não muito positivas ou simplesmente não funcionar. Diz um provérbio chinês: "cuidado com o que pede, pois poderá ser atendido". A pessoa se concentra no que deseja e a função da chama é o de repetir, por reflexo, no astral, a vontade e o pedido do interessado. Existem diversos fatores dentro da magia no tocante ao número de velas a serem acesas e outros detalhes.
O ato de acender uma vela deve ser um ato de fé, de mentalização e concentração para a finalidade que se quer. É o momento em que o médium faz uma "ponte mental", entre o seu consciente e o pedido ou agradecimentos à entidade, Ser ou Orixá, em que estiver afinizando.
Muitos médiuns acendem velas para seus guias, de forma automática e mecânica, sem nenhuma concentração. É preciso que se tenha consciência do que se está fazendo, da grandeza e importância (para o médium e Entidade), pois a energia emitida pela mente do médium, irá englobar a energia ígnea (do fogo) e, juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.
Imagens: As imagens são pontos de focalização, baseado no conceito de egrégora, ponto focal seria um concentrador de energia, é uma herança católica, que veio para umbanda no confuso sincretismo. Mas não basta juntar muitas imagens no congar, que podem causar confusão.
Outra característica marcante é o congar de um terreiro de Umbanda que tem, lado a lado, imagens de santos católicos (estes representando os orixás) e imagens das entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos-velhos, crianças, etc) e também podem ter outras imagens como de Santa Luzia, Santo Agostinho, Santo Expedito, etc. Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um quartinho, onde ficam os objetos do orixá.
Porém a propagação de uma imagem errada pode gerar mã interpretação como é o
caso do Exú que não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de
artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo. Essa é uma
das confusões causado por esse casamento da umbanda com o catolicismo
(sincretismo). A umbanda é muito criticada, por usar o fumo nas sessões. As folhas da planta chamada " fumo" absorvem e comprimem em grande quantidade o prana vital enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça dadas pelo cachimbo ou charutos usados pelas entidades. Essa fumaça libera princípios ativos altamente benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente. A defumação é usada em várias religiões, justamente por ter a fumaça propriedades de dissipar cargas pesadas no meio ambiente a nível etérico e astral com baixas vibrações. As entidades aconselham os médiuns apenas a baforarem a fumaça em direções determinadas, sem tragar para dentro do pulmão a fumaça, justamente porque a fumaça carrega consigo elementos bloqueadores, e podem deixar sequelas no aparelho mediúnico.
Guias (Colares /Rosário): Segundo Caetano de Oxossi: “As guias ou colares que todos usam a começar da guia de Oxalá tem significado duplo. Primeiro de proteção, que aquele médium carrega consigo elementos que foram e são constantemente carregados pela energia dos Orixás, promovendo uma circulação de energias protetoras e de descarga não permitindo que energias deletérias se fixem no médium; que não haja a influência de espíritos trevosos nos trabalhos.Por essa razão ao entrarmos na Umbanda nos é permitido a utilização da guia de Oxalá e da guia de esquerda. Apenas após o Amaci é que podemos utilizar a guia do nosso Orixá ancestral, nosso Pai de Cabeça. Pois não é um ato mecânico e sem importância a utilização dessas guias. As guias das entidades tem significado semelhante, mas acrescido de uma força mágica para auxiliar na condução, liberação e direcionamento das energias do médium para os trabalhos daquela entidade. Isso significa que apenas aqueles que já foram liberados para o toco (médiuns que podem dar consultas nas giras) poderão usar essas guias de entidades. Lembrado que na nossa Casa todas as guias devem ser fechadas pelo Pai de Santo.”
Segundo Rivas Neto e W. Mata e Silva as guias brancas induz às coisas puras, além de terem caráter refletor. As vermelhas são úteis para repusar cargas negativas, as amarelas para refutar o mau olhado, as verdes limpam o pensamento atraindo fluídos para a cura, as azuis são calmantes, cor-de-rosa, elevam a mente e as pretas para contactar forças inferiores negativas.
Lembrando que no Candomblé, a cor está
associado ao ORIXÀ. Alguns terreiros fazem essa confusão, pois na umbanda as
guias tem função ao cromatismo, uma vez que existe para os orixás uma cor
energética que variam de um lugar para outro. Na umbanda as cores energéticas dos Orixás, de sua verdadeira vibração são as seguintes: Para ORIXALÁ – BRANCO Para OGUM – ALARANJADO Para OXOSSI – AZUL Para XANGÔ – VERDE Para YORIMÁ – VIOLETA Para YORI – VERMELHO Para YEMANJÁ – AMARELO.
Guias NATURAIS que são guias feitos com elementos naturais, que são elementos da natureza tais como minérios, madeira, sementes, elementos animais como osso, cálcio animal, encontrados nos reinos da natureza tem um valor magnético que constitui um escudo eficaz para os médiuns:
ELEMENTOS MINERAIS: - Pedras preciosas, semi preciosas, cristais, rochas, etc.
ELEMENTOS VEGETAIS: Favas, sementes, caules, frutos, etc.
ELEMENTOS ANIMAIS: Conchas, búzios, ossos, etc.
EFEITO TALISMÂNICO: Uma guia precisa ser imantada, senão seu valor protetivo serão nulo, apenas um enfeite. Outro erro é a quantidade de guias no pescoço, quantidade não é qualidade. É costume da entidade proteger o aparelho, não elas próprias.
Recomenda-se não usar atabaques em todos os trabalhos que envolvam contacto
mediúnico. A explicação tem vários angulos: Concentração é um dos pontos e o
barulho ensurdecedor neste aspecto, não é condizente, com a calma, a busca
de um estado mental e emocional para isso. Podendo causar bloqueios no
aparelho. Num segundo momento, o atabaque induz com seu som, ao transe
mediúnico, em determinados trabalhos, onde o cérebro trabalho como um
captador frequencial, hipnóticas e rítmicas, alegam alguns especialistas que
neste caso pode ser animismo do médium, o que causaria uma confusão, já que
o imaginário entraria em questão, e condenam o uso de atabaques para um
trabalho mais refinado e não primitivo que os sons dos tambores induzem a
mente. Existe um ritual correto no uso de atabaques que é desbloquear áreas do inconsciente, porém é na fase inicial, chamado de RITUAL DO TRANSE ANÍMICO, nestes rituais não existe INCORPORAÇÃO DE ENTIDADES.
Já segundo Fernando Sepe: “Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós. Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc. Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora. Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando – os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação. As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais. A curimba tranforma – se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.”
A casa de Exu: Sempre quando entramos num terreira, geralmente a primeira coisa que visualizamos, na maior parte dos casos é chamada casinha de Exú, geralmente de portas fechadas, já que as mirongas lá dentro não podem ser vistas. Geralmente lá dentro se encontram aquelas estátuas de mal gostos. Vermelhas, formas assustadoras, que na realidade espiritual nada tem a ver com o EXÚ. Na falta de conhecimento dos Babalorixás (donos de terreiros), que insistem em dizer que essas estatuetas são figuras fiéis dessas entidades. Algumas tendas colocam animais mortos dentro dessas casinhas e ainda se dizem casas de umbanda. Isso só atraí Kiumbas, ignorancia e afasta as entidades de boas vibrações. A umbanda não corrobora com isso.
No Brasil, Exu/Legbá (Mavambo, Bombojira, Cariapemba nos candomblés congo-angola) é familiarmente chamado de Compadre, o Homem da Rua ou das Encruzilhadas, onde suas oferendas são colocadas. Nom terreiros, o seu lugar consagrado fica ao ar livre ou dentro de uma pequena choupana isolada denominada "a casa de Exu" ou atrás da porta de entrada do barracão. Simbolizado por um tridente de ferro ou por uma estátua de ferro brandindo um tridente, segunda-feira é o dia da semana que lhe é dedicado. Suas contas são pretas e vermelhas." (Museu Afro-Brasileiro).
Muniz Sodré: “Exu, o princípio dinâmico que rege a vida, e Ifá, encarregado de transmitir os propósitos dos orixás aos homens, são as duas divindades que aparecem com destaque nos rituais afro-brasileiros. A casa de Exu fica próxima à entrada dos terreiros com o objetivo de proteger o espaço sagrado. Muitas vezes confundido com o conceito cristão de demônio, Exu é, na verdade, uma força que possibilita a ligação entre este mundo físico, Aiyê, e aquele habitado pelas divindades, Orum.”
A Pemba:
A pemba é um giz branco usado nos rituais mágicos pelas entidades para traçar sinais cabalisticos que movimentam energias e uma certa classe de espíritos, os elementares.
A Pemba, de origem africana, é um instrumento Ritualístico
de alto significado. É normalmente utilizada para riscar pontos pelas
Entidades e pelo médium, visando estabelecer Contatos vibratórios com as
esferas espirituais.
A LEI DA PEMBA: é a grafia dos Orixás, ela é cósmica. Tais sinais identificam as ordens diretas das entidades espirituais bem como a linha em que pertencem. Os sinais se identificam com um som específico no qual pode ser traduzido como um MANTRA. O termo SARAVÁ por exemplo que é tão ridicularizado pelos que atacam a Umbanda, é um desses mantras: SA = Força, Senhor. RA = Reinar, movimento. VÀ = Natureza, energia. SARAVÁ, significa então, força que movimenta a natureza. Esse termo quando pronunciado, movimenta estruturas energéticas que usam o campo cósmico para se expandirem vibracionalmente, movendo em si energias. Aliás, as palavras possuem esse poder. Uma simples palavra é capaz de tirar o humor como provocar um riso de uma pessoa.
A LEI DA PEMBA É DIVIDIDA:
A LEI DA PEMBA TEM 3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
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103.1.1.12 - Outros Rituais: |
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O Estalar de Dedos: Porque as entidades estalam os dedos? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima, mas esse ato encerra alguns detalhes esotéricos de grande importância. Como já foi dito nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos que se comunicam com cada um dos chakras de nosso corpo: - O dedo Polegar tem uma ligação direta com o chakra esplênico; indicador: Chakra cardíaco; anular: Chakra genésico (rádico / Básico); Dedo médio: chakra coronário; uma polegada abaixo do anular o chakra solar e no lado oposto do dedo polegar, no monte de Vênus o chakra frontal.
1. Polegar - polegar, dedão, positivo ou mata-piolho. 2. Dedo indicador - indicador, apontador ou fura-bolo. 3. Dedo médio - dedo médio, dedo do meio ou pai-de-todos. 4. Anelar - anelar, anular ou seu-vizinho. 5. Dedo mínimo - dedo mínimo, dedinho ou mindinho.
Trecho acima: Revista Umbanda nº 3 - Editora Escala.
Ramatís afirma:” A verdade é que vossas mãos, como vossos pés, possuem terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos gânglios e plexos nervosos do corpo físico e com os chacras do complexo etérico-astral, como demonstramos a seguir: 1. dedo polegar - chacra esplênico (região do baço);
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indicador - cardíaco (coração);
3. médio - coronário (alto da cabeça); 4. anular - genésico ou básico (base da coluna); 5. mínimo - laríngeo (garganta); 6. na região quase central da mão, chacra do plexo solar (estômago); 7. próximo ao Monte de Vênus (região mais carnuda logo abaixo do polegar) - chacra frontal (testa). Essas terminações nervosas das palmas das mãos são há muito conhecidas da Quiromancia e das filosofias orientais.
O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras funções conhecidas disso, está a retomada de rotação e frequência do corpo astral, "compensando-o" em relação às vibrações do duplo etérico, aumentando a exsudação 1 (liberação, doação) de energia animal - ectoplasma - pela aceleração dos chacras. Com isso se descarregam densas energias áuricas negativas, além do estabelecimento de certas condições psíquicas ativadoras de faculdades propiciatórias à magia e à intercessão no Plano Astral. São fundamentadas nas condensações do fluido cósmico universal, imprescindíveis para a dinâmica apométrica, e muito potencializadas pela sincronicidade entre o estalar de dedos e as contagens pausadas de pulsos magnéticos”
Continua Ramatís: "Já quando bateis palmas, sendo
vossas mão pólos eletromagnéticos, a esquerda (-) e a direita (+), quando as
duas mãos ou pólos se tocam é como se formassem um curto-circuito, saíndo
faíscas etéricas de vossas palmas. Quando os pretos velhos em suas
manifestações batem palmas, durante os atendimentos de Apometria, é como se
essas faíscas fossem "detonadores" de verdadeiras "bombas" ectoplásmicas que
desmancham as construções astrais, laboratórios e amuletos dos magos negros. (1) Exsudação: Segregação de líquido viscoso que sai pelos poros ou em forma de gotas ou de suor. Fonte: Casa da Caridade Rosa – Site
Defumação: A defumação é essencial para qualquer trabalho nos terreiros de umbanda: O corpo físico e seus agregados sutis (duplo etérico, corpo astral, mental), coletam durante o dia no seu contato social (pensamentos, ambientes), todos os tipos de emoções, cargas que estão no ar, que se grudam no duplo etérico causando altas densidades, influenciam todo o sistema aurico e podem causar bloqueios. Pois estas pessoas todas se dirigem ao terreiro. Essa concentração de pessoas, que levam consigo, toda essa carga, formam um grupo com variados problemas, pois essas formas-pensamentos que acompanham seus criadores, adentram o centro espiritual. A defumação tem a função de desagregar essas cargas negativas. A preparação para as ervas a serem queimadas, precisam de um ritual especial, serem colhidas na lua certa, queimadas em vaso de barro (neutro). A fumaça não pode irritar as pessoas, a função é além da fumaça leve que deve estar acima da cabeça das pessoas agindo com leveza sem poluir o ambiente, é principalmente pela sua função aromática. Uma boa defumação pode ser feita com cravo, canela em pau, erva-doce, sempre feita dos fundos para frente, acompanhada com um ponto cantado adequado a situação.
Pontos Cantados: Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais de Umbanda, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira.
Os verdadeiros pontos cantados, são os chamados de raiz (são os pontos ensinados pelas próprias entidades). Apesar disso, há uma gama infinita de pontos desconexos sendo entoados por ai. Um verdadeiro ponto evoca imagens fortes e atingem lá dentro do coração e da emoção a verdadeira fé', pura e simples.
Os pontos cantados servem para impregnar certas energias e desimpregnar outras, de acordo com o ponto, uma vez que cada linha representa um imagem, traduz um sentimento inerente a vibração daquela entidade que o canta, ou que o trás, existindo por trás deles uma freqüência toda especial, que se modifica de acordo com a Linha Espiritual :
Oxalá - Sons místicos; Ogum - Sons vibrantes; Oxossi - Sons afinados com a natureza e sua harmonia; Xangô - Sons graves; Yorimá - Sons melancólicos; Yori - Sons alegres, predispondo ao bom animo; Yemanjá - Sons suaves, destinados à renovação afetiva e emocional.
Fonte: Sociedade Espírita Mata Virgem http://www.geocities.com/Heartland/Valley/5185/artigos1.htm
Assobio e Brados: Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?
Muitos pensam, ingenuamente tratar-se dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Não é bem assim. Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza, os chamados "Tatwas". Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direciona-lo corretamente, afim de libera-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.
Os assobios, assim como os brados, ou sons graves e guturais emitidos pelos Pais-Velhos quando incorporados, são o chamados mantras; cada entidade emite um som de acordo com a linha que trabalha, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes." Mestre W.W. da Mata e Silva
Pés Descalços: Por que tirar os sapatos na hora de se entrar num congá (congar) ? O grande mestre Matta e Silva nos explica : "Nós, umbandistas, consideramos o conga', mesmo sem "santos" no altar, um lugar imantado, onde forma fixadas certas forcas ou vibrações positivas, que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forcas ou ordens, mesmo porque certos preceitos são procedidos nele. Assim, é de obrigação se tirar o calcado, visto este objeto ser anti-higiênico, pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por querermos estar em ligação desembaraçada com o elemento terra, sabendo-se que esta é o escoadouro natural das vibrações ou ondas eletromagnéticas."
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Fontes:
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103.1.2 - UMBANDA ESOTÉRICA: |
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Segundo W.W.Mata da Silva e F.Rivas Neto não existe Umbanda Branca, Umbandomblé, Umbanda traçada, Umbanda Mística. Todos esses nomes fazem parte do que o homem entende das leis cósmicas, integrais. A Umbanda de fato, é o que vem de cima para baixo e não o que vai de baixo para cima.
Na verdade essa suposta divisão, está no tipo de terreiros e suas vivências interiores externadas ao mundo físico. Imagine uma pirâmide, faça 3 divisões horizontais, na base da pirâmide está a maioria, que é os terreiros de vivências populares e podem ser facilmente reconhecíveis por possuírem em sua maioria, atabaques e muitas imagens de santos em grande quantidade.
No centro da pirâmide está imbuído maiores sofisticações, no tocante ao modo de proceder. Já não possuem atabaques, mas geralmente batem palmas e o número de imagens diminui sensivelmente. São tendas que apesar de se dizerem umbandas. Dividem a semana com sessões, trabalhos de mesa branca (Kardecismo), tendo um grande aparato social voltada para a caridade e outras atividades de benfeitoria (campanhas de alimentos, arrecadação de roupas usadas, etc). Claro que essa variação não é genérica, já que existe uma variante dentro de cada modelo de tenda dentro da estrutura piramidal, que vai ao infinito, tamanha é as diferenças entre uma casa e outra, tanto no tocante ao ritual quanto a sua importância para a mentalidade de cada pessoa.
No topo da pirâmide, as tendas ou templos da chamada Umbanda Iniciática, que são em menor tempo. Nesses terreiros os ensinamento do astral inferior e superior (doutrinação esotérica). Por isso nesses terreiros não existem os aspectos sincréticos confusos, pois seus fundamentos estão calcados dentro da lógica e da razão.
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103.1.2.2 - ALEGORIA :
103.1.2.3 - PRINCÍPIO:
Desaparecida a Atlântida, isola-se o continente americano, entretanto os descendentes da terceira e quarta raças que ali habitavam, em declínio.
Sobre a
África influências das mais variáveis na sua parte norte, de outras
civilizações proveniente do Oriente, fazendo-se sentir o seus reflexos mesmo
no seu interior, formando centros cenográficos, ou seja, aquelas regiões em
que o conjunto de caracteres são mais puros estendendo-se para a zonas onde
a mescla de caracteres é intensa, isto é nos pontos fronteiriços de dois ou
mais pontos culturais. 1) – Hotentote; 2) – Boschimana; 3) – Área Oriental do Gado; 3a) – Subárea Ocidental; 4) – Congo; 4a) – Subárea da Costa da Guiné; 5) – Ponto Oriental; 6) – Sudão Oriental; 7) – Sudão Ocidental; 8) – Área do Deserto 9) – Área do Egito.
Os Hamatitas, também chamados de Kamitas, compreendem dois grupos: 1) – Os Orientais-Egípcios, os Bedjas, os Berberin ou Núbios, os Gala, os Somali, os Danakil, grande parte dos negros abissínios são mestiços de Semitas e Negros; 2) – Os Setentrionais compreendem os Berberes, os Líbios, os Taureg, os Tebu, os Peuhl ou Foulah e os Guanches, já extintos ( Ilha das Canárias ).
Os Hotentotes, resultantes, parece, da mestiçagem de Boschimanos com
Kamitas, povos pastores.
Os Negrilios ou Pigmeus, são os anões da África, já cantados por Eródoto, de
pele avermelhada ou amarelo escura.
Os Boschimanos, Hotentotes e Negrilios, parecem ser os mais antigos
habitantes do Continente Negro e, hoje, apresentam-se como os sobreviventes
de uma estranha raça pré-histórica desaparecida. Sobre os Negros, velhas
lendas os davam como vindos do Oriente, de onde se derramaram no Continente
Africano, em varias migrações sucessivas. A mais recente dessa migrações são
os Malgaches, originários da Indonésia, o que parece confirmar a hipótese de
Delafose, de que a origem dos Negros na estaria na extremidade sul-oriental
do Continente Asiático. Essa asserção colabora com as afirmativas da tradição Rosacruz.
Para nosso
estudo, as áreas culturais que merecem maior atenção por sua influencia na
formação étnica religiosa e social do Novo Mundo, são:
A organização religiosa compunha-se de um sistema de divindades- os Òrìsàs - (Orixás), forças despersonificadas, e de um sistema iniciático bem característico.
Constitui esta área uma das mais evolutivas da África, nada ficando a dever
às velhas civilizações; Área do Sudão Ocidental: - De grande importância
para nós do Brasil, pois, desta zona é a importação da Cultura Male. É a
área de cultura fronteiriça, assinalada pela fusão das culturas maometanas e
aborígines. Floresceram nela impérios famosos, como o de Songoi, Lentouana,
o dos Mandingas ou Malí e de Ghana. Sua religião é um misto de islamismo com
religião dos naturais.
E não
foram pesquisadores como o padre Schimidt, descobrir o monoteísmo primordial
“Urmonotheismo” em grupos humanos, os Pigmeus que eram considerados os mais
atrasados da civilização africana.
A costa do
Pacifico é rica em detalhes deste gênero, onde o estudioso encontra um reino
de pesquisa. A Ilha da Páscoa, ao largo do Chile, leva a confusão aos mais
hábeis decifradores, já por seus monumentos, pelos costumes do povo,
caracteres raciais que diferem por completo dos aborígines da costa chilena
e do culto povo conhecido por Inca no Peru, onde a civilização chegou a um
apuramento apreciável. Pode-se afirmar que a América, ao tempo de Colombo,
era toda habitada, ora por grupos compactos de grande densidade demográfica,
ora por pequenos grupos tendo a orla litorânea maior numero de habitantes,
embora esparsos. O grau de cultura era variável, desde os conhecimentos
superiores nos impérios citados até a mais rude condição de vida.
ESCRAVIDÃO:
-
Escraviza-se o homem da terra – o índio americano, - como o chamavam. Porém,
este não se adaptou ao estado de coisas, mesmo muitas campanhas foram
levantadas, tendo a frente padres jesuítas, contra este tipo de escravidão.
E, aqui, em nossa Pátria, ouve-se , pela primeira vez, quem sabe, o
“tan-tan” africano. Combate o branco o seu ritual, proibindo tais
manifestações e, mais uma vez, os jesuítas intervém permitindo os seus
trabalhos, procurando ao mesmo tempo apresentar, através da catequese, um
único Deus. Assim, traduz-se o termo Òrìsàs por santos, em similitude ao
santo católico, datando daí, a confusão entre o santo católico e Òrìsàs Nagò.
E, mistura dos dois rituais: Católico e Nagò-Jèje, notando-se, nas primeiras
épocas de colonização, santos católicos entronados em mesas de Batuque (Batukàjé).
O São Jorge passou a ser o Ògún ou Òsóòsi (Oxossi) e a confusão continuou, não que o
Negro iniciado não soubesse suas diferenças, porém, aceitou por necessidade.
Tanto que, se por cima de uma mesa tosca havia uma estátua de um Santo
Católico, por baixo estava o “fetiche”do Òrìsà Africano – o “Etá ou Otá”.
Estas
reuniões de culto Afro-Ameríndio-Católica, tomaram várias denominações tais
como: na Bahia, - “Candomblé” deturpação por extensão do termo que se
referia às grandes festas anuais do Africanismo; os “Encantados de Caboclos,
onde o misto é mais nítido; “Cabulá”, Sociedade Secreta de Componentes
Bântus, que teve o seu apogeu com o “13 de Maio”, entrando rapidamente em
declínio e, atualmente, quase extinta; no nordeste brasileiro, “Xangô” –
onde a dosagem da cultura ameríndia é bem maior; no norte do País, o “Catimbó”,
com influências da magia mediterrânea, com seus bonecos de cera e a
aceitação de manifestações, por médiuns (aves), de espíritos de “animais
desencarnados”, como o da “Cobra Grande”( sem levarmos em consideração o
símbolo esotérico da nossa “Boi-Açu”); No Rio de Janeiro, “Macumba”; no Rio
Grande do Sul, “Batukàjé”, mais conhecido por “Batuque e Toque”.
O sincretismo continua em sua marcha, mas, nos dias de hoje é indevido, por
este imenso Brasil, nas mais variadas formas e percentagens de misturas.
É o período preparatório, de confusão, de adaptação, descambando em vezes
para a involução de processos espiritualistas, depois de um apogeu em
Cristo.
O sopro evolutivo chega. A massa se agita e surge um movimento renovador. É
a “UMBANDA”, o renascimento dos velhos princípios, titubeantes ainda, mais a
névoa já é menor. A codificação; é pouco. Escrevem-se “livros”de doto
gênero. Nova confusão. O neófito perde-se na entrada do “Templo”.
Concorrem as diversas correntes espiritualistas, os ramos de uma árvore,
quer através de suas obras ou de seus membros, para reerguer as velhas
tradições, concretizando-as na “Umbanda”, provocando um movimento de caráter
nitidamente evolutivo e sem fanatismo.
É
FILOSOFIA, porque estuda os problemas gerais relativos aos sumos
princípios de interpretação do Cosmos e a intuição universal da
realidade em que se fundamenta. Admite uma única Lei. A lei de Umbanda, a da
causa que é o próprio efeito, a realidade única indefinível, Olorun (Deus).
É
RELIGIÃO, porque mantém “um culto” e uma liturgia baseada em
“símbolos” com caráter : “MONOTEISTA” por venerar somente um Deus, em
Espírito e Verdade, não passível de representação; NATURAL, pela consciência
do mundo com as forças que o impulsiona; MORAL, pela consciência do ser em
si mesmo, das idéias de progresso espiritual; REDENTORA, pela consciência em
Deus, quer por abstração negativa, como Buda, quer por abstração positiva,
como Jesus Cristo.
103.1.2.4 - UMBANDA UNIVERSAL E MATER
103.1.2.5 - UMBANDA NO BRASIL:
Os vários cultos africanos se “amalgamaram” a princípio, entre si, e depois com as religiões brancas :
Catolicismo e espiritismo. (nota de Ocipalede:
amalgaram-se também, com a do ameríndio-cabôclo). De modo que temos, em
ordem crescente de sincretismo :
Outras correntes de pensamentos chegaram, como a Teosofia, o Protestantismo e o Rosacrucianismo, para enriquecer o manancial de conhecimento litúrgico da Umbanda Brasileira, por assim, chamar, pois de fato, a não ser didaticamente, não há distinção da Umbanda Universal, já que a “Umbanda e Una”, sendo, apenas polimórfica.
Não há dúvida de que “Ela é Sincrética; faceta brasileira, com “nada de seu”, porém, por sua origem “Universal e Mater”, “tudo” lhe pertence, como até o próprio nome, que de fato lhe é exclusivo.
103.1.2.6 - FUNDAMENTOS DA UMBANDA (A LEI):
INTRODUÇÃO:
Alguns fazem como certos prosélitos de outros cultos, e a exemplo, citamos
Católicos que dizem: “sou Católico mas não aceito a confissão nem comunhão”.
Estes, certamente não são Católicos. O Católico é aquele que segue os
mandamentos de Moisés, chamados “Mandamentos de Deus e os Mandamentos da
Igreja Católica Apostólica Romana”.
Exercer, portanto, a mediunidade e a caridade, freqüentar reuniões
umbandistas, usar vestes brancas e ter restrições aos “Fundamentos da
Umbanda”, não é ser “umbandista”. E sim, quem poderia afirmar, simpatizante.
Porque, umbandista consciente, é aquele que aceita os “Fundamentos” emanados
dos básicos aspectos:
Obs.: Para
serdes um “iniciado”, tendes de conhecer a Deus, a Natureza e o Homem”.
“FUNDAMENTO SEPTENÁRIO”- O septenário é o número universal por encerrar
os demais. Sete são os Fundamentos da Umbanda. Sete é a soma do Ternário com
Quaternário. E isto, quer significar: a soma dos Princípios, dos Fatos e das
Leis: Assim a Umbanda se fundamenta:
103.1.2.6.1
- PRIMEIRO FUNDAMENTO:
DEUS
Esotericamente, Deus é um “ENTE CÓSMICO”, que em sua atividade se exterioriza sob três aspectos distintos, que são harmônicos e simultâneos.
103.1.2.6.2 - SEGUNDO FUNDAMENTO
PLURALIDADE DOS MUNDOS
A doutrina da pluralidade dos mundos é, atualmente, de caráter quase
universal. Todavia, nem sempre foi assim, pois muitas das filosofias e
religiões, que ainda hoje existem, afirmavam a sua unidade, cujo centro
seria a nossa “acanhada” Terra. Com a evolução do entendimento filosófico e
as conquistas da ciência, os conceitos também progrediram e, hoje, nas
elites pensantes do planeta, discute-se a habilidade de seres em outros
mundos físicos, os seus aspectos e os seus graus de inteligência. A Umbanda,
nitidamente evolutiva, para ser redundante, conclama com a “ciência
acadêmica”a pluralidade física dos mundos – mundos da forma – e, com a
ciência esotérica aceita a sua pluralidade hiper e infra-física.
Quanto a
forma, a ciência atual costuma classificar os Cosmos, em “quatro ordens de
universos”:
Segundo
plano Cósmico:
A Divindade Cósmica, passando pela Trindade se desdobra em “Sete Universos”.
103.1.2.6.3 - TERCEIRO FUNDAMENTO
OS CORPOS DO HOMEM - ESPÍRITO
SEGUNDO- O HOMEM DUAL: Algumas correntes espiritualistas, como a dos Católicos e Protestantes, aceitam o Homem como constituído de um “Corpo Físico” onde habita, e um “Corpo Espiritual, o Espírito”, pertencente a um “Mundo Espiritual, o hiper-físico e, portanto, o Homem seria “DUAL”, formado por dois corpos:
TERCEIRO – O HOMEM TRINO:
O
Espiritismo, em sua filosofia espiritualista, acentuada por Kardec na
codificação, dá ao Homem um tríplice constituição:
QUARTO – O HOMEM HEPTENÁRIO: Os teosofistas, hinduístas e algumas correntes espiritualistas, apregoam que o Homem é composto de sete corpos, que são:
QUINTO – O HOMEM DECENÁRIO:
Os
espiritualistas rosacrusianos, em primeiro lugar, fazem distinção entre
“Mente”e “Alma”e consideram o Homem como composto de Dez Princípios. Afirmam
que o Homem é um Tríplice Espírito, possuidor de uma Mente, que comanda um
Tríplice Corpo, que gerou uma Tríplice Alma.
A Mente, que pertence a região inferior do plano Mental, é constituída de
seu material e forma um elo entre o Tríplice Espírito e os Três Corpos. A Tríplice Alma, que é emanação do Tríplice Corpo, seria:
O Tríplice Corpo, emanação do Tríplice Espírito, seria:
O ESPÍRITO:
Todas as correntes de pensamentos, a não ser as materialistas, são acordes,
que no Homem há um “Espírito”.
MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO:
Os espiritualistas não estão acordes com a
manifestação do Espírito fora da matéria, quer quando encarnado, quer após o
desencarne. Para alguns, o Espírito quando fora do Corpo Físico, jamais se
manifesta.
A REENCARNAÇÃO:
Como conseqüência de existência e imortalidade do Espírito
Humano, nasce o problema dos renascimentos ( reencarnação).
103.1.2.6.4
- QUARTO
FUNDAMENTO
PLURALIDADE DAS ENTIDADES ESPIRITUAIS É conceito firmado em quase todas as Religiões, a existência de Entidades Espirituais, umas acima e outras abaixo, da escala evolutiva do Homem. Há nessa cadeia, Entidades Sublimes, pelas suas perfeições, que formam uma verdadeira Hierarquia Espiritual, que cuidam e guiam a evolução de “Entes” em estágios inferiores aos seus.
ENTIDADES ESPIRITUAL HUMANA COM EGO—“EGUM”: Neste grupo se situam as formas Espirituais que tiveram Corpo Físico como nosso, e que são atidas por sua essência – O Espírito.
ENTIDADE HUMANA SEM EGO: São resíduos dos corpos do homem, que militam em plano inferior, comumente no Astral, enquanto que o Êgo, o Espírito, com os demais corpos superiores, encontram-se em plano mais elevado. Para melhor entendimento, poderemos agrupa-los em:
A) SOMBRAS:
Compreenda-se por “sombras”, as entidades
espirituais, não mais animadas pelo Êgo Superior, mas, que por falta de
libertação, o seu Êgo inferior não foi absorvido totalmente, ficando, pois,
este “Ente Hiper-Físico” vitalizado, apenas, por seu reflexo. Estes Entes
Espirituais não tem consciência de si mesmo como “Personalidade”, pois, na
sua inteligência limitada, “supõem-se ser o indivíduo de que fez parte,
transitoriamente, como um de seus corpos”.
B) INVÓLUCROS OU CASCÕES: O invólucro é um
cadáver do plano que pertence. É o que resta, no plano, daquilo que foi
veículo do Espírito, em sua fase última de desintegração, ou melhor, quando
os estão abandonando as últimas partículas do plano imediatamente superior
e, quase sempre, “é o que resta do que foi uma “Sombra”. Mas, o Cascão, ao
contrário da Sombra, não tem consciência e inteligência de qualquer espécie,
vagueiam, por assim dizer, em correntes no plano que pertencem . Acontece,
porém, que quando entram no campo de atração de um “médium”, reproduzem as
expressões e até mesmo a letra daquele que serviu como um dos seus corpos.
Mas, são atos automáticos, que devido a qualquer excitação, tendem a
repetir, mecanicamente, os movimentos habituais. Às vezes, achamos
inteligência nos “Cascões”, que de fato a tem, mas, não sí próprio, como
poderia parecer à primeira vista e, sim, provenientes do “médium” que o
aciona ou das Entidades com Êgo Superior, que lhes emprestam a inteligência,
por momentos. Os invólucros podem ser vitalizados, quer por pensamentos
humanos, quer por Entidades Espirituais. Em geral, esta vitalização visa o
mal, pois são de fácil manejo e servem como ação na Magia do Vood e do Obeah
. No entanto, sua vitalização pode ser para o bem, quando utilizada como
roupagem de Entidades Espirituais Superiores.
C) CORPO ETÉREO OU VITAL: Como o “Cascão”,
também é um cadáver, porém, pertencente a parte Etérea do plano Físico.
Difere do “invólucro”, por não vaguear daqui para ali, e sim, por manter-se
a pouca distância do Corpo Físico em decomposição – É o fantasma dos
cemitérios.
É massa que
permanece nos
planos evolutivos e que pertencente a nossa evolução, reage aos
pensamentos humanos. Existe uma outra espécie de “Essência Elemental”, em
Umbanda, se faz através de cerimonial mágico, por “Entidade Espiritual”
evocada para tal, ou pelo “Mago”. Os minerais, as plantas e os animais não tem espíritos individualizados e, sim, coletivos cuja sede é o plano “Mental”. Estes Entes, pouco a pouco ganham a sua individualidade. Basta observar o grau de evolução que separa um animal selvagem de um doméstico.
F) ESPÍRITOS DA NATUREZA – ELEMENTARES: São Entidades Espirituais que muito diferem das demais, pois nunca foram, nem são, nem hão de ser membros de uma humanidade como a nossa, por terem evolução completamente diversa . Somos apenas companheiros evolutivos no mesmo planeta Terra . Estas Entidades são mais evolutivas que a “Essência Elemental”, mas guardam entre si, a sua classificação primária, que é septenária, como tudo no Cosmos.
G) ORIXÁ ( Òrìsà):
É o “Deva” do Hindu, o Anjo Ocidental. É a
classe de Entidades Espirituais de Maior Evolução que tem contato com a
Terra . Apesar de sua relação conosco, não estão confinados nos seus
limites, porque o conjunto dos Sete Universos que constituem a nossa cadeia
planetária, é o campo evolutivo daqueles de maior elevação.
H) ENTIDADES ESPIRITUAIS ARTIFICIAIS:
Consideram-se como
Entidades Espirituais Artificiais, aquelas produzidas pelos pensamentos
humanos. A mais levada ação de pensar, faz com que a Essência Elemental se
agite . No entanto, se o pensamento é mais intenso a Essência Elemental
ganha forma que dependerá do tipo de pensamento emitido, e a sua duração, da
intensidade do pensamento .
Assim, a
Umbanda, esotéricamente, é a Egrégora do Planeta. É, pois, “O CONJUNTO DOS
PENSAMENTOS EMITIDOS PELA HUMANIDADE ATRAVÉS DO TEMPO”.
103.1.2.6.5 - QUINTO
FUNDAMENTO
AS LINHAS DE UMBANDA
O estudo das Linhas de Umbanda,é deveras complexo e extremamente importante
para a “CONSOLIDAÇÃO DA UMBANDA”, e não dogmatização, pois a Umbanda não tem
“Dogmas”e sim “Fundamentos Evolutivos”. Alguém já disse : “A UMBANDA MUITO SE DÁ OU TUDO SE LHE TIRA”.
Desta forma, nascem as chamadas “LINHAS PRÁTICAS DEVOCIONAIS, DE CABOCLOS,
AFRICANAS, DE SANTO CATÓLICO, DE ORIXÁ, MITOLÓGICAS OU HISTÓRICO-
MITOLÓGICOS, ESOTÉRICAS ORIENTAIS OU OCIDENTAIS, DE “QUIMBANDA”, etc... LINHAS PRÁTICAS OU DEVOCIONAIS: Quando se situa a Umbanda como, religião independente de suas origens, ressalta ao observador, seu sincretismo e suas fazes ecléticas. Assim, a Umbanda seria formada por fragmentos de cultos religiosos, onde, aqui e ali há a predominância deste ou aquele, por formação ou escolha eclética.
Estas
“Linhas”são constituídas, por agrupamentos de regras ditadas por “Chefe de
Cultos” ou por “Entidades Espirituais” responsáveis por eles. Daí, haver
tantas “Linhas” quantas forem as idealizações ou necessidades, ambientais
das reuniões.
A filosofia da história, a história, a
“Cosmogonia”e a comparação dos “Mitos dos Povos”, trazem novas concepção de agregamento que vão constituir as “LINHAS DE UMBANDA HISTÓRICO-MITOLÓGICAS”.
LINHAS DE QUIMBANDA: Sobre esta, “lembramos”que são sete as cabeças da besta do apocalipse . Tais cabeças representam os sete instintos baixos do Homem, os sete vícios capitais da Igreja Católica :
Logo, alguém que tenha juízo e queira fazer um quadro esquemático com as “sete linhas de quimbanda”, é melhor que aproveite os nomes acima e dêem aos seus respectivas Entidades da Quimbanda. As sete “Linhas da Quimbanda”, se existem, estão dentro dos vícios de cada Homem . É, lamentável, pela incapacidade de muitos “Chefes de Terreira”, hoje, substituindo certos fundamentos da Quimbanda, em troca por “Giras de Kiumbas”, onde possibilita a infiltração dos vícios como: Cachaça, cigarros, charutos, maconha, e outras. Saiba mais profundamente sobre A KIMBANDA.
Com a finalidade de conquistar novos adeptos e, fazer exploração
através destes vícios, um meio lucrativo. Não desejando generalizar, ou
seja, nem todas as Terreiras de Umbanda se utilizam deste expediente. Que,
em, futuro próximo, a tendência é prejudicar aquém realmente não se utiliza
destes rituais, que na verdade é um passo para “Magia Negra”. LINHAS ESOTÉRICAS: As Linhas Esotéricas, ou mais precisamente, Linhas Esotérica Oriental, têm por base a constituição planetária: Sol, Mercúrio. Vênus, Júpiter, Marte, Saturno e Lua, onde estes planetas não são “Santos”, “Entidades” ou “Orixás”, ou não foram classificados como tais. Senão vejamos:
Portanto, se pode estabelecer uma correspondência “Básica entre Orixá,
Planeta e Raios”- Temperamentos.
LINHA MÁGICA:
A Umbanda também é magia, por isso, melhor seria dizer “Linha
Mágica de Umbanda”, linhas traçadas pelo raciocínio, através do Saber que é
a “Magia da Ciência”, com os recursos da “Metafísica”, da “Tradição”, da
“História”, das “Mitologias dos Povos” e das “Cosmogonias Religiosas”, e que
se originam do “Uno”, “Olorun”, na sua restrição astrológica. Como Hermes : “Assim como é em cima é em baixo”. Como Olorun é Uno, Trino e Septenário, assim, também, o nosso Universo, o Sistema Solar é Uno, Trino e Septenário.
Fonte: Comunidade Estudos da Umbanda - Orkut
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103.1.3 - A ORIGEM DOS CULTOS AFRO NO BRASIL |
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103.1.3.1 - A
ORIGEM DA UMBANDA:
"Já em
1894, através da palavra de Hely Chanterlain encontramos o registro dos
termos com o seu significado e derivação.
Para isso
muito contribui: fonte: http://www.casadejurema.org.br/
103.1.3.2 - Outra versão para a origem da Umbanda: Tentaremos mostrar uma face dessa origem, salientando que não importa as formas variáveis da origem, e sim, como ela atua e o que têm em comum: sua essência.
O início do movimento Umbandista se coloca entre a primeira e a segunda metade do século XIX, junto ao candomblé. Os negros nas senzalas cantavam e dançavam em louvor aos Orixás, embora aos olhos dos brancos eles estavam comemorando os Santos católicos. Em meio a essas comemorações eles começaram a incorporar espíritos ditos Pretos-Velhos (reconhecidos como espíritos de ancestrais, sejam de antigos Babalaôs, Babalorixás, Yalorixás e antigos "Pais e Mães de senzala": escravos mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e sabiam as antigas artes da religião da distante África) que iniciaram a ajuda espiritual e o alívio do sofrimento material, àqueles que estavam no cativeiro.
Embora houvesse uma certa resistência por parte de alguns, pois consideravam os espíritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (espírito de pessoas que já morreram e não são cultuados no candomblé), também houve admiração e devoção. Com os escravos foragidos, forros e libertados pelas leis do Ventre Livre, Sexagenário e posteriormente a Lei Áurea, começou-se a montagem das tendas, posteriormente terreiros. Em alguns Candomblés também começaram a incorporar Caboclos (índios das terras brasileiras como Pajés e Caciques) que foram elevados à categoria de ancestral e passaram a ser louvados. O exemplo disso são os ditos "Candomblés de Caboclo". Muito comuns no norte e nordeste do Brasil até hoje.
No início do sec. XX surgiram as Macumbas no sudeste do Brasil, mas precisamente no Rio de Janeiro (sendo que também existiam em São Paulo) que mesclavam ritos Africanos, um sincretismo Afro-católico e outros mistos magísticos e influências espíritas (kardecistas). Isso era feito isoladamente, por indivíduos e seus guias, ou em grupamentos liderados pelo Umbanda ou embanda que era o chefe de ritual. De certa forma, com o passar do tempo, tudo que envolvia algo que não se enquadrava no catolicismo, protestantismo, judaísmo ou no espiritismo, era considerado macumba. Virou um termo pejorativo e as pessoas que a praticavam, o que podemos rotular como uma "Umbanda rudimentar", não estavam muito interessadas ou preocupadas em dar-lhe um nome. Porém, o termo Umbanda já era utilizado dentro de uma forma de culto ainda meio dispersa e sem uma organização precisa como vemos hoje.
A mais
antiga referência literária e denotativa ao termo Umbanda é de Heli
Chaterlain, Contos Populares de Angola, de 1889. Lá aparece a referência à
palavra Umbanda.
Segundo
Heli Chatelain, tem diversas acepções correlatas na África (ref.: Cultura
Bantu): Com o passar do tempo a Umbanda foi se individualizando e se modificando em relação ao candomblé, ao Catolicismo e ao Espiritismo. Através dos Pretos-Velhos e Caboclos, que guiaram seus "cavalos" (médiuns), a Umbanda foi adquirindo forma e conteúdo próprios e característicos (identidade cultural e religiosa) e que a difencia daquela "Umbanda rudimentar" ou Macumba.
A incorporação de guias de Umbanda também ocorreu em outras religiões além do Candomblé, como foi no caso do espiritismo. Em 1908, na federação espírita, em Niterói, um jovem de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, foi convidado a participar da Mesa Espírita. Ao serem iniciados os trabalhos, manifestaram-se em Zélio espíritos que diziam ser de índio e escravo. O dirigente da Mesa pediu que se retirassem, por acreditar que não passavam de espíritos atrasados (sem doutrina).
As entidades deram seus nomes como Caboclo das Sete encruzilhadas e Pai Antônio. No dia seguinte, as entidades começaram a atender na residência de Zélio todos àqueles que necessitavam, e, posteriormente, fundaram a Tenda espírita Nossa Senhora da Piedade. Zélio foi o precursor de um "trabalho Umbandista Básico" (voltado à caridade, assistencial, sem cobrança e sem fazer o mal e priorisando o bem), uma forma "básica de culto" (muito simples), mas aberta à junção das formas já existentes (ao próprio Candomblé nos cultos Nagôs e Bantos, que deram origem às Umbandas mais africanas - Umbanda Omoloko, Umbanda de pretos-velhos-; ou aquelas formas mais vinculadas ao espiritismo - Umbanda Branca-; ou aquelas formas oriundas da Pajelança do índio brasileiro - Umbanda de Caboclo -; ou mesmo formas mescladas com o esoterismo de Papus - Gérard Anaclet Vincent Encausse -, esoterismo teosófico de Madame Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), de Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre - Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática, entre outras) que foram se mesclando e originando diversas correntes ou ramificações da Umbanda com suas próprias doutrinas, ritos, preceitos, cultura e características próprias dentro ou inerentes à prática de seus fundamentos.
Hoje temos várias ramificações da Umbanda que guardam raízes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se absorveram características de outras religiões, mas que mantém a mesma essência nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé. Alguns exemplos dessas ramificações são: Umbanda
tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes"; · · "Umbanda
Popular" - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou
Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos
Católicos associados aos Orixas Africanos"; Umbanda Branca e/ou de Mesa - Com um cunho espírita - "kardecista" - muito expressivo. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas - "kardecistas - como fonte doutrinária;
Os Fundamentos: A Umbanda se fundamenta nos seguintes conceitos:
Um Deus único e superior: Zâmbi, Olorum ou simplesmente Deus.. Em sua benevolência e em sua força emanada através dos Orixás e dos Guias, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e social.
Os Orixás.
Seres do
Astral superior que representam a natureza e como esta atua e interage com
os seres humanos.
Os Guias. Espíritos de Luz e plenitude que vêm à Terra para ensinar e ajudar todas as pessoas, encarnadas e desencarnadas.
Guias: Pretos-Velhos, Caboclos,
Boiadeiros, Africanos, Baianos, Marinheiros, Crianças, Orientais, Ciganos,
Exus e Pomba-giras, ... Os Espíritos (generalização). Seres desencarnados que atuam de várias maneiras no mundo em que vivemos: maneiras positivas (são os Guias da Umbanda; os espíritos de Luz do Espiritismo - Kardecismo). Maneira negativa: espíritos maléficos ou perdidos (os Kiumbas - nome dado na Umbanda); obsessores ou espiritos sem Luz (nome dado no Espiritismo).
A Reencarnação. Ato natural do cliclo de vida (vida - morte - renascimento); aperfeiçoamento do espírito e do proprío homem. Consite na crença de que várias existências são necessárias para se chegar ao equilíbrio evolutivo e aos diversos planos da espiritualidade. A origem dessa crença é indiana e penetrou em várias religiões ao longo dos séculos: Religiões Hindus, Budismo, Umbanda, Candomblé, Espiritismo etc
O Kharma. Lei reencarnatória a qual todos estamos subordinados que dita a forma e os meios pelos quais será dado o retorno a um corpo material afim de resgatarmos nosso erros (de existências passadas) e fazer cumprir boas ações (na existência futura). O Kharma, por vêzes, ultrapassa as barreiras temporais da materialidade fazendo com que o espírito cumpra sua passagem pela Terra não reencarnando, mas sim, como um Guia (Preto-Velho, Caboclo, etc; no caso da Umbanda). O qual tem como comprometimento, missão ou provação guiar e ajudar os seres humanos e outros espíritos. Exemplo em termos genéricos do Kharma: Uma pessoa A que por pura ganância e egoísmo prejudicou a vida de B colocando-a na sarjeta e levando-a a cometer atos espúrios e em conseqüência a morte, sendo que B morreu nutrindo um ódio muito grande por A que a prejudicou. O Kharma que A poderia ter seria vir (reencarnar) como mãe de B. E B, por sua vez, poderia aceitar um Kharma de vir como filho deficiente de A, para que ambas pudessem cumprir seus Kharmas e evoluir e aprenderem juntas o sentido da solidariedade e do amor.
O Dharma. De várias modos os Umbandistas, em geral, vêem o Dharma embutido dentro do Kharma e, por vêzes, fazem referências ao Dharma em formas de Kharma e vice-versa. Por isso, eu preferi fazer a referência ao Dharma em separado, mas resaltando que não há o Dharma sem o Kharma, mas que ambos têm seu próprio significado. Lei de conduta na qual o espírito já encarnado, ou não, tangem sua existência, afim de cumprir seus Kharmas. Quando há a quebra do Dharma ou sua deturpação caímos em novos Kharmas. Exemplo genêrico do Dharma: Utilizando o exemplo acima, teríamos como Dharma de A o cuidado materno que ele teria que dar a B como seu filho, o comprometimento e a atenção. Já o Dharma de B seria o respeito, a atenção e o carinho que ele teria que dar a A como sua mãe.
A Mediunidade. O Dom dado por Deus às pessoas para que elas possam interagir com os espíritos, como instrumentos de difusão de força divina através da incorporação, da psicografia, da audição, da PES (Percepção Extra Sensorial), e de outras forma no sentido de, humildemente, servir a Deus e ajudando a todos que necessitem de caridade e no encontro da fé.
O Caminho (ele tem relação com o Dharma e com o Kharma). Os Umbandistas crêem na caridade, no amor e na fé, como os elementos principais na evolução espiritual e material do Homem em seus vários estágios no Ciclo da vida. A Umbanda não discrimina nenhuma religião, visto que todas, desde que alicersadas pelas mão divinas (e não por interesses econômicos e/ou mesquinhos e materialistas), são válidas na caminhada ao encontro da fé. Cada pessoa, cada ser humano, deve procurar a Religião que mais o complete; com a qual se identifique nos seus fundamentos, preceitos, doutrina e rituais, ou meramente nos aspectos filosóficos e científicos.
Referências Africanas, Indígenas, Européias e Indianas. A UMBANDA é uma junção de elementos Africanos (Orixás e culto aos antepassados), Indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Brancos (o europeu que trouxe seus Santos e a doutrina cristã que foram siscretizados pelos Negros Africanos) e de uma doutrina Indiana de reencarnação, Kharma e Dharma, associada a concepção de espírito empregada nas três Raças que se fundiram (Negro, Branco e Índio). A UMBANDA prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, a natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião. A máxima dentro da UMBANDA é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".
O CULTO UMBANDISTA: A Umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização de suas giras, sessões.
O chefe do
culto no Centro é o Sacerdote [ a Babá (Sacerdote feminino) ou o Babalaô
(Sacerdote masculino) ] que é quem coordena a gira e que irá incorporar o
guia de luz que comandará a espiritualidade do local dos trabalhos.
Normalmente, esse guia de luz, que comanda é um Preto-Velho ou Caboclo
(varia de casa para casa, de linha doutrinária para linha doutrinária). As pessoas que recebem, incorporam entidades dentro dos terreiros, são ditos médiuns, ou cavalos. Pessoas que têm o Dom de incorporar os Orixás e Guias. As entidades que são incorporadas pelos médiuns podem ser divididas entre:
OS MÉDIUNS: Médium é toda pessoa com o Dom da incorporação, audição, fala, escrita, visão voltados ao contato com os espíritos e Orixás. O médium tem como uma de suas missões na vida ser um instrumento nas mãos dos guias e Orixás. Ele deve ter e seguir, em sua vida, os conceitos de caridade, amor e fé, praticados dentro da Umbanda. Para muitos é dado a entender que o médium sofre. Ser médium na concepção maior, não é dor e sim provação. Pode-se dizer que a vida de quem é médium 24 horas por dia, 7 dias na semana, realmente não é fácil, mas não chega a ser castigo, como algumas pessoas entendem, e sim, como se pode dar em benefício do próximo, encarnado ou desencarnado. Mas, existem médiuns que sofrem muito, realmente sofrem muito: por sua própria culpa, porque acham que os guias devem-lhes dar de tudo, ou se envaidecem, ou agem de maneira errada e leviana em suas vidas, ou não levam a sério a vida espiritual, ou por ignorância sentem vergonha da forma como se dá a incorporação e "prendem os Guias". Esses médiuns acabam sendo recriminados pelos seus Guias e Orixás, como alguns dizem: "tomando uma surra". Existem aqueles médiuns que são como "pára-raios" das forças negativas, basta estar uma pessoa muito carregada no terreiro ou passar por perto de alguém que esteja com alguma demanda ou obsessor para começar a passar mal. Mas esses, com o tempo, vão aprendendo a se controlar com a ajuda dos Guias e acabam resolvendo o problema. O médium deve tangir sua vida como um mensageiro de Deus, dos Orixás e Guias. Ter um comportamento moral e profissional dígnos, ser honesto e íntegro em suas atitudes. Nos dias de hoje, é difícil ser tudo isso, mas vale a pena e pode ser feito. As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério suas missões e ter muito amor e dar valor ao que fazem, ter sempre boa vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida do dia a dia. O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus Orixás e Guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material. "Deve deixar, na medida do possível, seus problemas materias sempre do lado de fora do terreiro", ou seja, tentar entrar no terreiro com a cabeça mais arejada e limpa, fazendo com que haja uma divisão entre o material e o espiritual, embora eu saiba que deixar os problemas lá fora seja difícil, mas não é impossível. O médium deve estar sempre atento as obrigações que ele deve fazer, todos os anos, para seu Orixá de cabeça (Orixá que rege sua vida e sua coroa, mente, do médium). Essa obrigação deve ser passada pelo Guia chefe do terreiro ou pela Babá do Centro. Outra consideração importante com relação a mediunidade, e, ao terreiro, é que o médium deve abster-se de relações sexuais no dia das sessões. Pois isso, além de enfraquecer a energia psíquica, pode levar a falta de concentração e à dispersão no decorrer das sessões Fonte: http://www.umbanda.etc.br/umbanda/umbanda.html
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113.1.4 - OS PRETO-VELHOS |
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Entrevista: A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam?
Vó Benedita:
– A linha de pretos-velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda. Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o que muitos sabem, não é bem verdade. Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia. As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos.
Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características similares. Surgia a linha de preto–velho, uma linha transmissora da calma, da sapiência, da humildade, detentora do conhecimento sobre os Orixás e que, acima de tudo, falaria ao simples de coração até ao mais erudito doutor, sempre com palavras de amor e espalhando luzes dentro da espiritualidade terrena. Era uma forma de identificar e aproximar a população ao culto nascente. Era uma forma de homenagem.
Era também uma forma de hierarquizar e organizar. Além disso, temos a questão arquetípica e mítica por detrás de cada uma das linhas. Os pretos-velhos estão fundamentados no arquétipo do sábio, ou, "ancião", aquele que com as experiências vividas alcançou a sabedoria. Em cima desse arquétipo, criou-se muitos mitos dentro da cultura universal, onde a figura do ancião sempre foi utilizada como símbolo para a sapiência. Um dos mitos brasileiros para esse arquétipo é a figura do preto-velho, que sofreu, tinha poucas condições, mas tudo isso superou, com fé, amor, determinação etc. Na verdade, dentro da figura simbólica do preto-velho vemos um ideal de luta e superação das pessoas. Fonte: Revista Cristã de Espiritismo
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113.1.5 - Magia na Umbanda |
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Desta forma, com os Símbolos Sagrados de Umbanda, podemos invocar, fixar e/ou irradiar a Força Astral (Axé) de uma Entidade Espiritual em determinados Pontos Riscados que, ritualisticamente fixados em suportes materiais bem preparados, passam a se constituir em Meio de Comunicação entre a Entidade Espiritual e seus devotos, tal e qual acontece com um Médium, um Congá ou um Assentamento.
É dentro dessas condições que os Símbolos
Sagrados de Umbanda têm larga aplicação na Magia Talismânica, mormente no
preparo e consagração de Guias, Sinetes e outros Talismãs.
Daí decorre o fato da Geometria Esotérica
relacioná-lo com o Polígono Piramidal por este objeto ter cinco (5)
superfícies: quatro verticais inclinadas e uma base horizontal plana. A
Magia Talismânica Heleno-Semita simboliza-o pelo Pentagrama, a famosa
Estrela de Cinco Pontas, por assim melhor poder expressá-lo em sua Dupla
Polaridade : Positiva - Uma só de suas pontas apontando para cima; Negativa
- Uma só de suas pontas apontando para baixo.
O Pentagrama em posição positiva é o
símbolo do Ser Humano harmônico e evolutivo, com seus desejos e instintos
submetidos à sua consciência; o Pentagrama em posição negativa é o símbolo
do Ser Humano desajustado e regressivo em conflito consigo mesmo, cuja
consciência está subjugada aos seus instintos.
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113.1.6 - A ENCRUZILHADA: |
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A VERDADEIRA ENCRUZILHADA DOS GUARDIÕES Trecho extraído do livro: “A Magia das Oferendas na Umbanda” – autoria: Pai Juruá
Oferenda: Objeto ou coisa qualquer que se oferece: presente; dádiva – Diz-se na Umbanda, que oferenda é um presente para captar apenas vibrações, ou melhor, para harmonizar vibrações.
Despacho: Ato ou efeito de despachar (dispensar os serviços de; mandar embora; despedir).
Muitos acreditam ser a encruzilhada de Guardiões estas de rua ou de cemitério. Mas a verdadeira “Encruza” está no campo astral e não no campo físico (pedimos aos leitores estudarem o assunto: Linhas Ley; aí, encontrarão muitas respostas para a questão “encruzilhada”).
Os Guardiões somente realizam “despachos” em encruzilhadas de rua e de cemitério, desde que sejam para fins específicos, quando à necessidade de manipular energias humanas que se entrecruzam. Fora disso, as encruzilhadas de rua e de cemitério não são os pontos de força dos Guardiões.
Aquilo que rege o Macrocosmo também rege o Microcosmo, pois existe apenas uma Lei que comanda os mundos, adaptada conforme a forma de vida que esteja debaixo de sua ação e reação. As leis que ordenam e coordenam os astros, a natureza e os elementos são as mesmas leis que coordenam a biologia e a física do ser humano, exatamente por ser este influenciado pelo meio e pelas regras matemáticas dos astros e das potestades.
E a Lei que dá formação e ajuste à matéria e que faculta, inclusive, o próprio modo de ser da movimentação Cármica, a Lei Mater aplicada a movimentação dos elementos, é sintetizada na Encruzilhada dos Guardiões, ou na Roda Cabalística da Encruzilhada.
Sabemos que muitos irmãos realizam seus trabalhos ritualísticos nas chamadas encruzilhadas de rua ou cemitério. Achamos por bem alertar que encruzilhadas de rua e de cemitério são locais onde existem determinadas portas dimensionais que se ligam diretamente às covas mais profundas do Baixo Astral. São as chamadas “Portas Cruzadas” e os trabalhos feitos nestes locais, tem aceite somente por entidades que nada tem a ver com os verdadeiros Guardiões, ou são efetuados por ordens dos Guardiões de Lei, quando da manipulação energética necessária.
Nas encruzilhadas de rua e de cemitério habitam os seres mais estranhos e terríveis, verdadeiros monstros, que alteraram a forma de seu corpo astral (Zoantropia), devido a sua própria conduta mental e emocional. Adulteraram completamente seus sentidos e seus objetivos na caminhada evolutiva, sendo seres viciados, dementados e na sua maioria perversos, coléricos e vingativos. Estes são os famigerados quiumbas, seres que habitam a contraparte astral de locais como prostíbulos, matadouros, casas de jogos, cemitérios, bares e mesmo churrascarias, pois são loucos por sangue, morte, bebida e vícios, os mais variados.
E são eles que recebem nas encruzilhadas de rua e de cemitério as oferendas feitas com sangue, animais mortos, ossos e todos os tipos de materiais de baixa vibratória.
Estes seres se agregam na aura dos infelizes que realizam tais práticas, como se realmente os vampirizassem, fomentando-os a realizarem sempre tais oferendas sangrentas no intuito de alimentá-los vibratoriamente. Muitos destes são acompanhados por outros seres que são chamados de “larvas astrais”. Estas são formas pensamentos viciadas, que possuem a forma de baratas ou de algo semelhante a lagostas, polvos, lombrigas, etc. Tais coisas se agregam à vítima e funcionam como um sensor que a liga ao quiumba, mesmo à distância.
Estas larvas trazem realmente muitas doenças, tanto mentais como físicas fazendo com que a vítima se sinta, na maior parte das vezes desanimada e sem força de vontade, só se recuperando quando estão em qualquer prática viciosa.
Esses quiumbas são combatidos pelos Guardiões de Lei da Umbanda, que exercem verdadeiro policiamento nas zonas onde existem o tóxico, o álcool, a prostituição e coisas piores. Os Guardiões os policiam para não utilizarem a contraparte etérica de elementos como o sangue, ossos, etc., por exemplo, para fins de contundência.
Na verdade, estes quiumbas são igualmente nossos irmãos, estando apenas caídos na rota evolutiva, desviados que foram por outros seres sumamente poderosos, embora intencionalmente voltados para o mal; os magos negros.
Quando os Guardiões aprisionam estes quiumbas, os levam a determinados postos corretivos no astral, onde ficarão recebendo um tratamento que lhes facultará a retomada de sua linha evolutiva afim e o possível reencarne. Dissemos possível pelo fato de muitos deles não terem condições vibratórias de reencarnarem, pois que seus corpos astrais se encontram em terrível desajuste e mesmo suas mentes estão em tal estado de revolta e ódio que seria prejudicial a si e as outras pessoas o passe reencarnatório.
Mas perguntará o leitor: já não encarnam tantos assassinos, facínoras e corruptos? Como estes conseguem o tal passe? E responderemos que estes se encontram nesta condição por já estarem extremamente melhorados e que as coisas no submundo astral são bem piores.
Determinados assassinos que reencarnam (ou mais exatamente são como que “jogados” na roda da encarnação para reajustar-se com seus afins. Só o mal corrige o mal) já foram e vieram muitas e muitas vezes, sendo que o seu livre arbítrio se torna cada vez menor enquanto não corrigirem as suas ações.
Para muitos o passe da reencarnação é vedado e são estes – os mais perigosos – aprisionados em sua consciência como se fossem certas formas ovóides, em estágio estacionário. Mas este é um aspecto dos mais terríveis e perturbadores e que deixaremos de citá-lo de forma mais aprofundada para não causar traumas ao inconsciente de muitos...
É bom frisarmos que a Umbanda não doutrina o maniqueísmo, ou a dicotomia BEM/MAL como se Deus fosse um déspota que se deleitasse em ver seus filhos sofrendo num inferno eterno. A única coisa eterna é o bem, o Amor Cósmico; sendo o mal uma distorção destas realidades e um artifício utilizado pelo Criador, a fim de sabermos diferenciar o bem do mal. O inferno está na consciência de cada um, sendo esta direcionada e escalonada de acordo com as atitudes que se realizem durante as encarnações. Pois a verdade é uma só: podemos enganar aos outros, mas jamais enganaremos a nós mesmos, que somos testemunhas de nossos próprios atos, ninguém escapa do passado e os erros são contados e pesados não somente pelos Tribunais Cármicos, mas muito principalmente pela nossa própria consciência, pois quem já sentiu dentro de si uma fagulha que seja da Verdade e do Amor das Almas, sabe o quanto pesa as atitudes passadas e os atos infelizes realizados contra a natureza e os semelhantes.
E o que acontece com aqueles que não se questionam sobre seus atos? Estes, quando seu Carma se torna impraticável, repleto de ações negativas são direcionados a seus afins, para determinados planetas menos evoluídos ou mais primitivos que o nosso. Como? Se em nosso mundo que é uma casa abençoada necessitamos ainda pagarmos para nos alimentar, (o que já é resultado de excessivas ganâncias do passado...) embora não paguemos pela luz, ou pelo ar, existem mundos onde estas coisas são pagas, pois que estes seres formaram tal condição negativa sobre si que seus próprios atos os forçaram a construir uma sociedade afim a suas experiências passadas.
Achamos importante, para esclarecer os irmãos umbandistas, repetir que fazer entregas em encruzilhadas de rua ou de cemitério é atividade perigosíssima, principalmente quando estas entregas levam elementos animais ou mesmo materiais densamente negativos. Repetimos que a Umbanda não usa matar animais em hipótese alguma, seja para louvar Orixás ou para resolver qualquer desmando com o baixo astral. A Umbanda também não usa colocar sangue na cabeça de seus iniciados.
Acreditamos – pois temos certeza – de que o sangue atrai esta classe de espíritos do quais falamos. Os irmãos dos Cultos de Nação muitas vezes questionam a nós Umbandistas sobre o uso do sangue, alegando que este é Axé e que a sua utilização revitaliza todo o sistema magístico de um ritual; mas isto não faz parte da ritualística/doutrina da Umbanda Sagrada. Cada coisa no seu lugar, e cada liturgia na sua religião.
Nós também cremos que o sangue é Axé, mas este só realiza sua função de Princípio e Poder de Realização quando no animal vivo. Matar um animal ou vários e entregá-los no seio da Natureza é uma violação e uma afronta a esta mesma natureza, pois as vibrações expressas em oferendas deste tipo agridem aos espíritos elementares que atuam nas matas e nas cachoeiras, espíritos estes que estão aprendendo e se adaptando às realidades que os aguardam e são agredidos com estas vibrações negativas.
A VERDADEIRA ENCRUZILHADA: Pois bem, os locais corretos para se preceituar os Guardiões é simples:
1º) Identifique o ponto de força da Natureza que o Guardião irá utilizar.
2º) Providencie os materiais necessários para a oferenda, todos de energia positiva (nunca utilizar carnes, sangue, ossos ou qualquer tipo de material de baixa vibratória).
3º) Chegando ao ponto de força da Natureza, firme uma vela na cor da vibratória do Orixá correspondente; de joelhos, peça licença para o trabalho que irá realizar. Se afaste dessa vela por 77 (setenta e sete passos); aí esta o ponto de força onde os Guardiões do Orixá específico manipulam suas energias. Exemplo: O trabalho a ser realizado necessitará a presença e a força do Guardião conhecido como – Veludo. Esse Guardião vibra as forças da Mãe Oxum. Com isso, já definiremos que teremos que realizar a nossa oferenda no ponto de força – Cachoeira. Lá chegando, firme uma vela cor-de-rosa para a Mãe Oxum, e de joelhos faça suas preces, pedindo o que necessita. Logo após, afaste-se 77 (setenta e sete) passos para qualquer lado. Nesse exato local, vibrará a energia poderosa dos Guardiões da Mãe Oxum. Assim o é para todos os Guardiões dos Orixás. Uma campina, um riacho, onde elementos da natureza se cruzam, não precisa ser uma encruzilhada do mundo físico, como ruas, cemit´rios.
Esta é a verdadeira “encruzilhada” dos Guardiões, pois é situada na Natureza. A real encruzilhada dos Guardiões não está no campo físico, mas sim no campo astral, na combinação dos elementos naturais, que são os já conhecidos Ar – Fogo – Água – Terra – Vegetal – Mineral – Animal – Etérico Humano e Magnético Telúrico, formando o ciclo da vida, havendo os segredos invioláveis deste mistério que é conhecido apenas pelos Guias Espirituais da Umbanda e a quem eles abrem o mistério.
Esta encruzilhada, a verdadeira Encruzilhada ou Roda Cabalística obedece aos pontos cardeais e as entradas e saídas de força que agregam e desagregam os elementos e mantém a transformação da vida.
Estas transformações são possibilitadas pelas chamadas Linhas de Força, que são a consubstanciação da Energia dos Orixás, pois cada um dos Poderes Reinantes do Divino Criador (Orixás) é senhor de uma Energia:
• Pai Oxalá – senhor da energia etérica.
• Mãe Yemanjá – senhora da energia das águas salgadas
• Mãe Oxum – senhora das energias das águas doces.
• Pai Oxumarê – senhor das energias dos ciclos da vida
• Pai Ogum – senhor das energias dos metais
• Mãe Yansã – senhora das energias do ar
• Pai Xangô – senhor das energias do minerais
• Mãe Obá – senhora das energias das águas revoltas.
• Ibeji – senhor das energias da espiritualidade
• Oxossi – senhor das energias da fauna
• Ossain – senhora das energias da flora
• Omulú/Obaluaiê – senhor das energias da terra
• Nanã Buruquê – senhora das energias das águas paradas
• Yewá – senhora das energias das fontes
• Logunedé – senhor das energias das beiras dos rios junto das matas
• Kitembo – senhor das energias do tempo cronológico
• Exu – senhor das energias magnética telúrica
• Pomba Gira – senhora das energias do fogo
Estas Energias são transformadas pelos Guardiões em Forças Elementais propriamente ditas, chamadas de Forças Sutis e são coordenadas pelos Guardiões de Lei responsáveis pela Coroa da Encruzilhada, que são os que estão assentados a trabalho das Irradiações Divinas, Os Sagrados Orixás.
Lembramos que os Guardiões nos dão nomes simbólicos, não sendo os seus verdadeiros, embora eles tenham relação sonométrica com suas designações originais que são poderosos mantras e por isso não devem ser revelados sem a devida oportunidade e a qualquer pessoa. Mas mesmo estes nomes possuem a vibração correta dentro da magia de som para que suas invocações sejam atendidas.
Declinamos nos nomes simbólicos dos Maiorais, devido a grande confusão reinante quanto à denominação de cada um. Cada escritor ou mesmo sacerdote umbandista, cria a sua hierarquia, o que causa uma grande confusão entre os estudiosos. Por isso, vamos ligar os Guardiões somente à linhagem de trabalho pertinente a cada Orixá.
Seja qual for o Guardião pertencente à Linha Espiritual regida por qualquer Orixá, vai responder, com os atributos e atribuições do Maioral que rege essa Linha de trabalho.
Cada um dos Maiorais se agrupam conforme as forças (Orixás) que manipulam. E estas forças (Orixás) estão relacionadas aos pontos cardeais.
Esta é, então, a Verdadeira Encruzilhada de Guardião, sendo que suas oferendas e preceitos devem sempre seguir a orientação dos pontos cardeais, pois isto é importantíssimo na magia de imantação e desagregação.
Novamente nos explicaremos melhor, para orientar os menos atentos, pois sabemos que tal assunto é novo para a maioria dos irmãos de fé sendo assim, não é fácil de ser digerido.
A Encruzilhada de Guardião é a síntese magística da Umbanda e da Quimbanda. É interessante observar-se as entradas e saídas da encruzilhada, pois são elas as responsáveis diretas pela manutenção da vida e pela limpeza astral do planeta. Sabendo utilizar-se delas, é possível manter-se a saúde e a harmonia, além da paz interior.
Diremos que basta observar que o Norte e o Sul são entradas, o Leste e o Oeste são saídas. No centro da roda está o chamado “centro indiferenciado”, que é de onde saem energias positivas e para onde são levadas todas as energias negativas ou estáticas de nosso planeta. Por isso, revelaremos apenas que se um indivíduo quiser revitalizar-se quando realizar algum preceito que não utilize, repetimos, NUNCA o elemento sangüíneo, deve-se voltar aos cardeais LESTE/OESTE e para se descarregar deve-se voltar aos cardeais NORTE/SUL pedindo o Agô (licença) e as forças necessárias aos senhores da Encruzilhada para imantar-se ou descarregar-se, dentro da Lei e da Justiça.
A Magia não se divide em negra ou branca, e também não existe magia da Umbanda, egípcia, cigana, etc. A magia é planetária e responde a uma só lei. Ela está condicionada a vontade ao saber e a moral do operador, pois os conceitos de bem ou de mal são condições ligadas à inteligência do espírito de acordo com o grau evolutivo ou com a abertura de seu consciencional, pois a Lei Cármica pode ser acionada de acordo com os atos conscientes ou inconscientes de quem manipulam as forças ocultas da matéria.
Isso é comprovado no fato de que muitas vezes o desconhecimento da existência de um carma coletivo, grupal e individual resulta na realização de atos que entram em choque com estas três leis reguladoras. Exemplificando: pode-se achar que está se fazendo um bem individual a uma pessoa, mas ao mesmo tempo pode-se prejudicar uma coletividade, pois através da magia é possível evitar-se que algo aconteça a alguém, mas e se esse alguém tiver em seu carma a suposta dívida que se desejou sanar?
Nesse caso a balança da Lei será pesada e contada, sendo que, cedo ou tarde, a Lei de Causa e Efeito aliada a seus choques de retorno será acionada.
Coloboração de Aurélia Janunci Texto também encontrado na REVISTA UMBANDA- Editora Escala.
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113.1.7 - PERDA DE FIÉIS |
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Os números oficiais, do IBGE, não deixam qualquer dúvida quanto a essa condição de minoria que é uma realidade das religiões afro-brasileiras.
No censo de 2000, em uma população que ultrapassa 160 milhões de habitantes, pouco mais de 525 mil pessoas se declararam adeptas do Candomblé e da Umbanda, embora outros tantos milhares de não-adeptos freqüentem terreiros e tendas como "clientes". Os dados também revelaram que existem mais Umbandistas que "candomblezistas"... [Umbanda: 397.431 ─ Candomblé: 127.582, em universo onde mulheres são a maioria... meditemos...]. Sobre os clientes, escreve Reginaldo Prandi:
"[O candomblé] ...como agência de serviços mágicos... oferece ao não-devoto a possibilidade de encontrar solução para problema não resolvido por outros meios, sem maiores envolvimentos com a religião. [O cliente é] ...consumidor de serviços mágicos que a religião oferece também aos não-devotos, sob pagamento... - [PRANDI, p 12]...
E sobre as religiões afro-brasileiras como minorias, comenta Prandi:
"Em 2001, Ricardo Mariano, analisando o crescimento evangélico, em sua tese de doutorado, fez uma descoberta sensacional. Descobriu que as religiões afro-brasileiras estavam perdendo fiéis... E apontou como razão o enfrentamento com as igrejas pentecostais [[os evangélicos, até porque os pastores se apropriaram de rituais do candomblé ou adaptaram esses rituais como o descarrego, o banho com a rosa branca, os passes e juntaram tudo isso com o apelo à figura de Jesus Cristo!]. ...Pode-se ver que a perda de fiéis do conjunto afro-brasileiro se deve ao encolhimento da Umbanda. Como o pequeno crescimento do Candomblé não é suficiente para compensar as perdas umbandistas, o conjunto todo se mostra, agora, debilitado e declinante diante do avanço pentecostal." [PRANDI, p 17/18]
No imaginário popular, especialmente daqueles pouco informados sobre estas religiões, Candomblé, Kimbanda, Umbanda não "tudo a mesma coisa", "tudo macumba!", não reconhecendo cada uma como credo distinto, como se não houvesse diferença entre suas teologias, liturgias e origens históricas. Porém, o estudo, ainda que superficial revela que as três não se confundem; ao contrário, diferem significativamente em suas características essenciais e o único fato que têm em comum é a adoção de elementos da cultura religiosa afro-brasileira e, por brasileira, entenda-se catolicismo no molde português colonial. Fonte: http://mortesubita.org/jack/cultos-afros/teoria/diferencas-entre-umbanda-candomble-e-quimbanda/view
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113.1.8 - DIFERENÇAS DE MEDIUNIDADE |
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DIFERENÇAS MEDIUNIÚNICAS DE
UMBANDISTAS E KARDECISTAS:
Por
isso a proteção dos filhos de Terreiro é constituída por verdadeiras tropas
de choque comandadas pelos experimentados Orixás, conhecedores das manhas e
astucias dos magos negros. Sua atuação é permanente na crosta da Terra e
vigiam atentamente os médiuns contra investidas adversas, certos de que
ainda é muito precária a defesa guarnecida pela evocação de pensamentos ou
de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas.
Os Chefes de Legião, Falanges, Sub-falanges, Grupamentos e Protetores,
também assumem pesados deveres e responsabilidade de segurança e proteção de
seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mutua, porem, de
maior responsabilidades dos Chefes de Terreiro. |
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Compilado por Beraldo Lopes Figueiredo |
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