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117.9.1 - TEÍSMO:
Teísmo (do grego Théos, "Deus") é
uma crença na existência de deuses, seja um ou mais de um, no caso de
mais de um, pode existir um supremo. Teísmo não é religião, pois não se
trata de um sistema de costumes, rituais e não possui sacerdotes ou uma
instituição. Teísmo é apenas o nome para classificar a opinião segundo a
qual existe ou existem deuses. Algumas religiões são teístas, outras são
deístas, panteístas, etc. Então, podemos dividir o Teísmo em:
Monoteísmo: crença em um só Deus.
Politeísmo: crença em vários deuses.
Henoteísmo: crença em vários deuses, mas com um supremo a todos.
Monoteísmo:
O monoteísmo (do grego: μόνος, transl. mónos, "único", e θεός, transl.
théos, "deus": único deus) é a crença na existência de apenas um só
Deus.Diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses,
como também diferencia-se do henoteísmo por ser este a crença
preferencial em um deus reconhecido entre muitos.
A divindade, nas religiões monoteístas, é onipotente, onisciente e
onipresente, não deixando de lado nenhum dos aspectos da vida
terrena.mas lembrando que a espiritualidade é bem mais importante em um
só Deus, que para além de ser considerado todo-poderoso é também um
ícone moral para os adeptos de religiões monoteístas - exigindo dos
fiéis observância de normas de conduta consideradas puras.
São exemplos de religiões monoteístas:
Judaísmo
Cristianismo
Islamismo
Zoroastrismo
Fé Bahá'í
Politeismo:
Politeísmo (do grego: Poli, muitos, Théos, deus: muitos deuses) consiste
na crença em mais do que uma divindade de gênero masculino, feminino ou
indefinido, sendo que cada uma é considerada uma entidade individual e
independente com uma personalidade e vontade próprias, governando sobre
diversas actividades, áreas, objectos, instituições, elementos naturais
e mesmo relações humanas. Ainda em relação às suas esferas de
influência, de notar que nem sempre estas se encontram claramente
diferenciadas, podendo naturalmente haver uma sobreposição de funções de
várias divindades.
O reconhecimento da existência de múltiplos deuses e deusas, no entanto,
não equivale necessariamente à adoração de todas as divindades de um ou
mais panteões, pois o crente tanto pode adorá-las no seu conjunto, como
pode concentrar-se apenas num grupo específico de deidades, determinado
por diversas condicionantes como a ocupação do crente, os seus gostos, a
experiência pessoal, tradição familiar, etc.
São exemplos de religiões politeístas as da antiga Grécia, Roma, Egipto,
Escandinávia, Ibéria, Ilhas Britânicas e regiões eslavas, assim como as
suas reconstruções modernas como a Wicca, Xamanismo , Druidismo e ainda
o Xintoísmo e as religiões afro-brasileiras.
Henoteísmo:
Henoteísmo é uma religião teísta. Em relação a outras crenças, é muito
pouco conhecida, tendo poucos fiéis, embora alguns nem saibam que sejam
(ver abaixo). A religião acredita em vários deuses, assim como o
politeísmo, podendo ser qualquer tipo de divindade ou força natural
existente. Porém, a crença também é dedicada a um deus supremo, como o
monoteísmo, criador das outras divindades. Não existem religiões
totalmente henoteístas, essa crença está presente em diversas outras
como podemos ver na próxima seção.
Henoteísmo presente em diversas religiões
Cristianismo
Vários cristãos acreditam numa grande variedade de anjos, santos,
demônios, porém eles sempre são inferiores a Santíssima Trindade. Embora
muitos fiéis negam que tais seres sejam deuses, muitas vezes existem em
orações ou crenças.
Hinduísmo
Atualmente o Hinduísmo é descrito como uma religião monista e algumas
partes monoteísta. Porém, antigamente tais fiéis acreditavam, além de um
deus supremo, certas forças da natureza que controlavam diferentes
elementos.
Mitologia greco-romana
A mitologia greco-romana é um dos mais famosos exemplos de politeísmo,
por crer em vários deuses, para diversos elementos ou sentimentos. Mas,
segundo os mitos, existia o deus Zeus (ou Júpiter), que era supremo a
todos, chamado de "O Deus dos Deuses".
Antiga religião egípcia
Na antiga religião egípcia, sempre existiram vários deuses (ou neteru),
sendo Rá, o primeiro deus, considerado o líder e Amon, chamado de "O Rei
dos Deuses" os mais poderosos. Mas, a crença diz que os dois seres se
uniram (ver Antiga religião egípcia), formando o supremo Amon-Rá.
Podendo dizer que o último seria superior a todas as outras divinidades.
117.9.2 -
DEÍSMO:
O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de
um Deus criador, mas questiona a idéia de revelação divina. É uma
doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da
existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de alguma
religião denominacional.
Introdução
O deísmo pretende enfrentar a questão da existência de Deus, através da
razão, em lugar dos elementos comuns das religiões teístas tais como a
"revelação divina", os dogmas e a tradição. Os deístas, geralmente,
questionam as religiões denominacionais e seu(s) deus(es) dito(s)
"revelado(s)", argumentando que Deus é o criador do mundo, mas que não
intervém, diretamente, nos afazeres do mesmo, embora esta posição não
seja estritamente parte da filosofia deísta. Para os deístas, Deus se
revela através da ciência e as leis da natureza.
É interessante dizer, que o conceito deísta de divindade não
corresponde, necessariamente, ao que comumente a sociedade entende ser
"deus". Ou seja, existem várias formas de se compreender aquilo que é,
supostamente, transcendente ou sobrenatural. Então, Deus pode ser
compreendido como o princípio vital, a energia criadora ou a força
motriz do Universo. Todavia, não propriamente como um ser
antropomórfico. Tal representação é específica das religiões
fundamentalistas, os quais o deísta não considera como sendo a verdade.
O deísta não necessariamente nega que alguém possa receber uma revelação
divina, mas essa revelação será válida apenas para a pessoa que a
recebeu (se realmente a recebeu). Isto implica a possibilidade de estar
aberto às diferentes religiões como manifestações diversas de uma mesma
realidade divina, embora não crendo que nenhuma delas seja a "verdade"
absoluta.
Muitos deístas podem ser definidos como agnósticos teístas, pois
consideram que no dia-a-dia as ações humanas devem ser orientadas pelo
pensamento racional.
História:
As raízes do deísmo estão ligadas aos antigos filósofos gregos, e
sobretudo a filosofia aristotélica da primeira causa. Mais tarde este
movimento floresce durante o Renascimento, com o apoio de cientistas
britânicos e italianos como Galileu Galilei e Isaac Newton.
As primeiras obras de crítica bíblica, tais como Thomas Hobbes no
Leviatã e Spinoza no Tratado Político Teológico, bem como obras de
autores menos conhecidos, como Richard Simon e Isaac La Peyrère,
pavimentaram o caminho para o desenvolvimento do deismo crítico.
Edward Herbert, Lorde de Cherbury (1583-1648), é geralmente considerado
como o "pai do deismo inglês", e seu livro De Veritate (na verdade, It
Is Distinguished from Revelation, the Probable, the Possible, and the
False) (1624) a primeira grande demonstração do deismo.
Herbert apresentou os pontos básicos do deísmo que pode ser resumido na
seguinte maneira: "Deus existe, e pode ser cultuado pelo arrependimento
e por uma vida de tal modo digna, que a alma imortal possa receber a
recompensa eterna em vez do castigo". Outros deístas influentes, como
Charles Bloynt (1654-1693), John Tolarndt (1670-1722), Lorde Shaftesbury
(1671-1713) pregaram que o cristianismo não era um mistério e poderia
ter sua autenticidade verificada pela razão; tudo o que não pudesse ser
provado pela razão deveria ser descartado.
Entretanto, foi na época do Iluminismo no final do século XVII, que o
movimento deísta atingiu o seu apogeu partir dos escritos de autores
ingleses e franceses como Thomas Hobbes, John Locke, Jean Jacques
Rousseau e Voltaire. O mais famoso dos deistas franceses foi Voltaire,
que adquiriu o gosto pela ciência newtoniana, e reforçou inclinações
deístas, durante uma visita de dois anos a Inglaterra a partir de 1726.
Ao mesmo tempo, com a imigração de deístas ingleses, a divulgação dos
escritos deístas e a difusão das idéias iluministas nas Treze Colônias
contribuiram para popularizar o deísmo nos Estados Unidos, com os
escritos dos norte-americanos, John Quincy Adams, Ethan Allen, Benjamin
Franklin, Thomas Jefferson, James Madison, George Washington e,
especialmente, Thomas Paine em seu livro A Idade de Razão. Os princípios
deístas, especificamente tiveram efeito sobre as estruturas política e
religiosa dos Estados Unidos, tais como a separação entre Igreja e
Estado e a liberdade religiosa.
O Deismo, geralmente considerado como uma influente escola de
pensamento, declinou em cerca de 1800. O termo deísta tornou-se
raramente utilizado, mas as crenças deístas, suas idéias e influências
não. Elas podem ser vistos no século XIX na teologia liberal britânica e
na ascensão do Unitarianismo, que adotou muitas das suas crenças e
idéias. Mesmo hoje, há um número significativo de Web sites deístas.
Vários fatores contribuíram para um declínio geral na popularidade do
deismo, incluindo:
o surgimento, crescimento e propagação do naturalismo e do materialismo,
que foram ateístas;
os escritos de David Hume e Immanuel Kant (e mais tarde, Charles
Darwin), que aumentaram dúvida sobre o argumento da primeira causa e do
Argumento Teleológico, transformando muitos (embora não todos)
potenciais deístas ao ateísmo ou panendeísmo;
perda de confiança em que a razão e o racionalismo poderiam resolver
todos os problemas;
críticas de excessos da Revolução Francesa;
críticas que o livre pensamento levaria inevitavelmente ao ateísmo;
uma campanha antideísta e anti-razão de alguns clérigos cristãos para
caluniar o deismo e equipará-lo com o ateísmo na opinião pública;
revivalismo de movimentos cristãos que afirmavam que uma relação pessoal
com uma divindade era possível.
Características
Os deistas acreditam na possibilidade da existência de dimensões
transcendentais. Contudo, não estão presos a nenhum tipo de mitologia ou
dogma. Frequentemente, os deístas se encontram insatisfeitos com as
religiões denominacionais, e apresentam, geralmente, algumas afirmações
que os diferenciam dos religiosos convencionais ou teístas.
Afirmações deístas:
1- Acredito em um Deus, mas não pratico nenhuma religião em particular;
2- Acredito que a palavra de Deus são as leis da natureza e do Universo,
não os livros ditos "sagrados" escritos por homens em condições
duvidosas;
3- Gosto de usar a razão para pensar na possibilidade de existência de
outras dimensões, não aceitando doutrinas elaboradas por homens;
4- Acredito que os ideais religiosos devem tentar reconciliar e não
contradizer a ciência.
5- Creio que se pode encontrar Deus mais facilmente fora do que dentro
de alguma religião;
6- Desfruto da liberdade de procurar uma espiritualidade que me
satisfaça;
7- Prefiro elaborar meus princípios e meus valores pessoais pelo
raciocínio lógico, do que aceitar as imposições escritas em livros ditos
"sagrados" ou autoridades religiosas;
8- Sou um livre pensador individual, cujas convicções não se formaram
por força de uma tradição ou a "autoridade" de outros;
9- Acredito que religião e Estado devem ser separados;
Lista de deístas:
Esta é uma lista parcial de pessoas que foram categorizadas como deistas,
a crença em Deus baseada apenas na religião natural, ou na crença de
verdades religiosas descobertas pelos individuos através do processo de
raciocínio, independente de qualquer revelação mediante a escrituras ou
livros tidos como "sagrados" ou profetas. Elas foram selecionadas por
sua influência sobre o deismo, ou devido a sua fama em outras áreas.
Ethan Allen (1738 – 1789), revolucionário americano e líder guerrilheiro
Napoleão Bonaparte (1769 – 1821), militar francês e líder político
Marlon Brando (1924 – 2004), famoso ator americano
Cicero (106 BCE – 43 BCE), estadista, advogado, teórico político,
filósofo, e constitucionalista romano
Paul Davies (1946 – ), físico e escritor britânico
Antony Flew (1923 – ), Proeminente filósofo britânico e ex-ateu
Benjamin Franklin (1706 – 1790), intelectual americano, um dos
fundadores dos Estados Unidos da América
Frederico o Grande (1712 – 1786), Rei Prussiano da dinastia Hohenzollern
Brett Gurewitz (1962 – ), guitarrista e compositor norte-americano da
banda de punk rock Bad Religion
Edward Herbert (1583 – 1648), Soldado
britânico, diplomata, historiador, poeta e filósofo religioso
William Hogarth 1697 – 1764), pintor inglês, artista plástico e
cartunista pioneiro
Victor Hugo (1802 – 1885), Escritor, artista, ativista e estadista
francês
David Hume (1711 – 1776), Filósofo escocês, um dos principais filósofos
do empirismo
Thomas Jefferson, autor da Declaração de Independência, um dos Pais
Fundadores dos Estados Unidos e o 3ª. presidente dos Estados Unidos
Gotthold Ephraim Lessing (1729 – 1781), escritor, filósofo, dramaturgo,
jornalista, e crítico de arte Alemão
John Locke (1632 – 1704), influente filósofo inglês no domínio do
empirismo
James Madison (1751 – 1836), político e o quarto presidente dos Estados
Unidos da América
Moses Mendelssohn (1729 – 1786), Influente filósofo alemão
Thomas Paine (1737 – 1809), panfletário, revolucionário, radical,
inventor, e intelectual inglês
Elihu Palmer (1764 – 1806), Autor americano e defensor do deismo
Alexander Pope (1688 – 1744), poeta inglês do século XVIII
Maximilien Robespierre (1758 – 1794), Revolucionário francês e advogado
Adam Smith (1723 – 1790), Filósofo e economista escocês, considerado o
pai da economia moderna
Lysander Spooner (1808 – 1887), Anarquista americano, filósofo e
abolicionista
Matthew Tindal (1657 – 1733), controverso autor inglês cujas obras foram
influentes no pensamento iluminista
John Toland (1670 – 1722), filósofo irlandês, cunhou o termo "panteísmo"
Mark Twain (1835 – 1910), Autor e humorista americano
George Washington (1732 – 1799), o primeiro presidente dos Estados
Unidos da América
Henrik Wergeland (1808 – 1845), poeta norueguês e teólogo (por
auto-definição).
Voltaire (1694 – 1778), escritor do Iluminismo e filósofo francês
Rousseau (1712 – 1778), escritor, filósofo e intelectual francês.
Pandeísmo:
Pandeísmo (em grego πάν) é uma corrente filosófica que surgiu da
mistura do panteísmo com o deísmo.
Corrente religiosa sincrética (do grego: πάν (pan), "todo" e do latin
deus, "deus") proveniente da junção do panteísmo (identidade de Deus com
o Universo) com o deísmo (O Deus criador do universo não mais pode ser
localizado, senão com base na razão), ou seja, a afirmação concomitante
de que Deus precede o Universo, sendo o seu criador e, ao mesmo tempo,
sua Totalidade.
Como o deismo, faz uso de razão na religião, o pandeísmo usa o argumento
cosmológico, o argumento teológico e outros aspectos da chamada
"religião natural". Tal uso se deu entre os disseminadores de sistemas
filosóficos racionais, durante o século XIX.Também foi largamente
empregado para identificar a expressão simultânea de todas as religiões.
Algumas Mitologias, tais como a nórdica, sugerem que o mundo foi criado
da substância corporal de uma deidade inactiva, ou ser de capacidades
similares; no exemplo citado, Odin, junto de seus irmãos Ve e Vili
derrotaram e mataram o gigante Ymir, e de sua carne fizeram a terra, dos
cabelos, a vegetação, e assim por diante, criando o Mundo conhecido.
Semelhantemente, a mitologia Chinesa propugna a mesma estrutura,
atribuindo á Pan Gu a criação dos elementos físicos que compõe o Mundo.
João Escoto Erígena em De divisione naturae (862-866), sua obra mais
conhecida e também a mais importante, mostrava sua visão sobre a origem
e a evolução da natureza, na tentativa de conciliar a doutrina
neoplatônica da emanação com o dogma cristão da criação, também um livro
posteriormente condenado.
Modernamente, Thomas Paine, filósofo britânico, e o naturalista holandês
Franz Wilhelm Junghuhn redimensionaram os conceitos sobre deísmo e
panteísmo em suas obras, introduzindo-as na mentalidade contemporânea. O
termo Pandeísmo foi inventado por Moritz Lazarus e por Heymann Steinthal
em 1859: "Man stelle es also den Denkern frei, ob sie Theisten,
Pan-theisten, Atheisten, Deisten (und warum nicht auch Pandeisten?)" ("O
homem deixa-o aos filósofos, se são Pantheístas Theístas, atheístas,
Deístas (e porque não também Pandeístas?)".
Em 2001, Scott Adams escreveu God's Debris (Restos do Deus), que propõe
um formulário de Pandeísmo.
Panenteísmo:
Panenteísmo (pan-en-teísmo), ou krausismo, é uma doutrina que diz que o
universo está contido em Deus (ou nos deuses), mas Deus (ou os deuses) é
maior do que o universo. É diferente do panteísmo (pan-teísmo), que diz
que Deus e o universo coincidem perfeitamente (ou seja, são o mesmo). O
termo foi proposto por Karl Christian Friedrich Krause, na sua obra
System des Philosophie (1828), para designar a sua própria doutrina
teológica que pretendia servir de mediação entre o panteísmo e o teísmo.
O termo passou a ser utilizado para designar múltiplas tentativas
análogas, extravasando o sentido original que lhe fora atribuído por
Karl Krause.
No panenteísmo, todas as coisas estão na divindade, são abarcadas por
ela, identificam-se (ponto em comum com o panteísmo), mas a divindade é,
além disso, algo além de todas as coisas, transcendente a elas, sem
necessariamente perder sua unidade (ou seja, a mesma divindade é todas
as coisas e algo a mais).
Esta crença panenteísta pode ser identificada de forma bastante válida
com a interpretação cabalística (que hoje em dia vem sendo utilizada por
alguns teólogos cristãos, especialmente católicos) da criação,
especificamente a idéia de Tzimtzum
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117.9.3 -
ATEÍSMO:
Obviamente não é um caminho
espiritual, sim um caminho materialista.
Ateísmo é a posição filosófica de que não
existem deuses, ou que rejeita o conceito do teísmo.
Em sentido lato,
é a ausência de crença na existência de divindades.
O termo ateísmo foi originado do grego (atheos), e era aplicado a
qualquer pessoa que não acreditava em deuses, ou que participava de
doutrinas em conflito com as religiões estabelecidas. Com a disseminação
de conceitos como a liberdade de pensamento, do ceticismo científico e
do subsequente aumento das críticas contra as religiões, a aplicação do
termo passou a ter outros significados. Os primeiros indivíduos a se
auto-identificarem como "ateus" apareceram no século XVIII. Hoje, cerca
de 2,3 % da população mundial descreve-se como ateu, enquanto 11,9 %
descreve-se como não-teístas. Entre 64% e 65% dos japoneses e 48% dos
russos descrevem-se como ateus, agnósticos, ou não-crentes. A Europa é a
região do planeta em que a descrença absoluta ou relativa em deuses é
mais disseminada, sendo posição majoritária em diversos países deste
continente. Entretanto a percentagem destas pessoas em estados membros
da União Europeia varia entre 6% (Itália) a 85% (Suécia). Por outro lado
a África e a América Latina são as regiões com menor incidência de
ateístas.
Ateus podem compartilhar preocupações comuns com os céticos quanto a
assuntos sobrenaturais, citando a falta de provas empíricas. Entre essas
racionalidades comuns incluem-se o problema do mal, o argumento
inconsistente de revelações e o argumento de descrença. Outros
argumentos a favor do ateísmo crescem com o apoio da filosofia e da
história.
Na cultura ocidental, ateus são frequentemente consideradas como
irreligiosos ou descrentes. No entanto, sistemas de crença religiosa e
espiritual, como formas do budismo, que não defende a crença em deuses,
têm sido descritos como ateus. Embora alguns ateus tendem em direções
filosóficas como o humanismo secular, o racionalismo e o naturalismo,
não há nenhuma ideologia ou um conjunto de comportamentos a que todos os
ateus devem respeitar.
Etimologia
No grego antigo, o adjetivo atheos formado pelo prefixo grego a-,
significando "ausência" e o radical "teu", derivado do
grego theós, significando "deus". O significado literal do termo
é, então: "sem deus".
A palavra passou a indicar de forma mais direta pessoas que não
acreditavam em deuses no século V a.C., adquirindo definições como
"cortar relações com os deuses" ou "negar os deuses" em vez do anterior
significado de ἀσεβής (asebēs) ou "incrédulo". Modernas traduções de
textos clássicos, por vezes tornam atheos como "ateu". Como um resumo
substantivo, também houve ἀθεότης (atheotēs), "ateísmo". Cícero traduziu
a palavra do grego para a palavra em latim atheos. O uso frequente do
termo no sentido pejorativo era encontrado no debate entre os primeiros
cristãos e os Helênicos.
Karen Armstrong escreve que "Durante os séculos XVI e XVII, a palavra
"ateu" ainda era reservada exclusivamente para a polêmica … O termo
"ateu" foi um insulto. Ninguém teria sonhado de pôr-se um ateu." o termo
"ateísmo" foi utilizado pela primeira vez para descrever uma crença
autoconfessa europeia, no final do século XVIII, especificamente
denotando descrença no deus monoteísta abraâmico. No século XX, a
globalização contribuiu para a expansão do termo para referir-se à
descrença em todos os deuses, embora ainda seja comum na sociedade
ocidental descrever ateísmo como simplesmente "descrença em Deus." Mais
recentemente, tem havido um movimento em certos círculos filosóficos
para redefinir ateísmo como a "ausência de crença em divindades", e não
como uma crença em si mesmo; esta definição tornou-se popular em
comunidades ateístas, embora sua utilização tenha sido limitada.
Definição
O ateísmo é considerado como uma posição ideológica em relação à crença
em deuses. Não pode ser considerado como um tipo específico de religião
já que, na maioria das definições aceitas, para que uma dada perspectiva
seja classificada como tendo caráter religioso, esta deve ter como
elemento central um ou mais deuses, ou entidades divinas. Certas
correntes filosóficas podem ser consideradas como ateístas, mas o
conceito de ateísmo não se prende a uma filosofia ou religião
específica. Devemos lembrar que algumas correntes do Budismo e Jainismo
podem ser denominadas ateístas por não apresentarem nenhuma definição de
deus, (mas isso é controverso e não devemos confundir Budismo com
ateísmo, ou, muito menos, o inverso).
De fato, existem tantos ateus, diferentes entre si, quanto as pessoas de
uma dada população, no seu todo. Pelo simples fato de uma pessoa ser
ateista, não se pode inferir que esta pessoa esteja alinhada a qualquer
crença positiva particular (isto é, que não se limite à ausência de
crença) e não implica a aceitação de qualquer sistema filosófico
específico. O ateísmo também não é uma visão do mundo ou um modo de
vida: existem ateus com os mais diversos gostos musicais, preferências
políticas, clubes de futebol, escolhas morais, etc. Além disso, o
indivíduo ateu não é necessariamente ligado ao comunismo ou a qualquer
outro sistema particular de organização social. Os ateus representam
muitas vertentes do espectro político. Obviamente, o fato dos ateus
discordarem das idéias de pessoas religiosas não significa que defendam
a perseguição dos religiosos - embora algumas correntes políticas tenham
optado pela repressão, como na antiga União Soviética, alegando que os
religiosos tinham sido cúmplices do regime czarista.
Em discursos contra o ateísmo são, ainda, frequentes algumas acusações
infundadas e que entrariam mesmo em contradição com a própria definição
do termo. Por exemplo, os ateus não defendem a adoração de Satã (do
hebraico satan, "o adversário"), já que a crença em forças demoníacas só
faria sentido se se aceitasse a existência de um ou mais deuses. O
Satanismo, portanto, é uma religião por definição, sendo rejeitada pelos
seguidores do ateísmo. As crenças típicas da "nova era", ou semelhantes,
são também rejeitadas, em princípio, por qualquer ateu.
O ateísmo no mundo e na história:
A Enciclopédia Britannica estima que cerca de 2,5% da população mundial
se classifica como ateísta. Parte considerável da população mundial,
cerca de 20%, descreve-se como "não-religiosa" - termo que engloba
agnósticos e deístas. O ateísmo é um pouco mais preponderante na Europa
e na Rússia do que nos Estados Unidos e raramente se encontra no
terceiro mundo (existe, contudo, em Estados que durante a Guerra Fria
eram considerados do 2º mundo, onde o ateísmo é ideologia oficial do
Estado, como a República Popular da China, a Coreia do Norte e Cuba uma
elevada percentagem de ateus). De acordo com uma pesquisa de 2003, 33%
dos franceses adultos dizem que o termo "ateu" define muito bem sua
posição sobre religião. Destaca-se 59% da população da República Checa,
que se declara como ateísta.
É possível que o ateísmo esteja mais disseminado do que as pesquisas
sugerem. Ateus que expressam abertamente a sua opinião passam
frequentemente a carregar um estigma social, correndo o risco de serem
discriminados, ou, em alguns países, condenados à morte. Alguns adeptos
de visões teístas julgam aqueles que não professam qualquer crença em
divindades como sendo amorais ou não confiáveis - inadequados, portanto,
como membros da sociedade. O ateísmo já foi considerado crime em muitas
sociedades antigas, sendo-o ainda em algumas da atualidade. As
escrituras de muitas religiões condenam os descrentes.
Podemos encontrar um exemplo bíblico na
história de Amaleque. Na Europa Medieval, o ateísmo era tido como amoral
e muitas vezes criminoso; ateus podiam ser sentenciados à morte na
fogueira, especialmente em países onde atuava a Inquisição. Enquanto o
Protestantismo sofria discriminação e perseguição pela então dominante
Igreja Católica Romana, Calvino também defendia a morte de ateus e
hereges na fogueira.
O fato é que algumas igrejas, seitas ou
grupos perseguiram, e ainda hoje perseguem, aqueles que não compartilham
de suas interpretações religiosas, perseguindo ateus e teístas - mesmo
aqueles que fazem parte da mesma religião mas que se insiram em grupos,
seitas ou igrejas com interpretações religiosas distintas.
Por outro lado, o ateísmo é, por vezes, a posição oficial de países
comunistas, como a ex-União Soviética, o ex-bloco Oriental e a República
Popular da China. Karl Marx, ateu e descendente de rabino judeu,
afirmava que religião é "o ópio do povo". Queria com isto afirmar que
esta existe para encobrir o verdadeiro estado das coisas numa sociedade,
tornando os indivíduos mais receptivos ao controle social e exploração.
Concomitantemente, afirmava que a religião era "a alma de um mundo sem
alma", querendo assim dizer que a experiência religiosa surgia como uma
reação normal de busca de sentido numa realidade social alienante.
Doutrinas marxistas à parte, o fato é que tais Estados encontraram um
meio de desencorajar todas as religiões no intuito de enfraquecer
quaisquer possíveis centros de oposição ao seu completo controle sobre
esses Estados. Na União Soviética e na República Popular da China, eram
toleradas algumas igrejas que se submetiam ao estrito controle do
estado. É notável que a resistência ao comunismo frequentemente
encontrasse focos em assuntos religiosos, e ao papa João Paulo II é
muitas vezes dado o crédito de ter ajudado a terminar com o comunismo no
Leste Europeu. A luta do Dalai Lama pela independência do Tibet seria
outro exemplo.
Desde a Segunda Guerra Mundial, toda formatura militar nos Estados
Unidos é acompanhada pelo freqüente uso dos dizeres "Não existem ateus
em trincheiras"[carece de fontes?]. Durante a Guerra Fria, o fato dos
inimigos dos EUA serem oficialmente ateus ("Comunistas sem Deus")
Macartismo somou-se à visão de que ateus não são confiáveis nem
patriotas. Recentemente na campanha presidencial de 1987 nos
(oficialmente seculares) EUA, George H. W. Bush disse "não sei se ateus
deveriam ser considerados como cidadãos nem como patriotas. Essa é uma
nação sob Deus."[21] Declarações similares foram feitas durante a
discussão que cercava a inclusão da frase "sob Deus" no Juramento de
Lealdade Americano, palavras que foram adicionadas ao juramento no
início do período da Guerra Fria.
Apesar das atitudes do período de Guerra Fria, os ateus são legalmente
protegidos da discriminação nos EUA e são os mais fortes advogados da
separação legal entre igreja e Estado. Os tribunais estadunidenses
regularmente - se não controversialmente - interpretam o requisito
constitucional em relação à separação entre Igreja e Estado como sendo
protetor da liberdade dos descrentes, e também proibindo o
estabelecimento de qualquer estado religioso. Os ateus muitas vezes
resumem a situação legal com a frase: "Liberdade religiosa também
significa liberdade da não religião."
A despeito dos preconceitos, a desfiliação religiosa cresce em vários
países, incluindo os lusófonos. No Brasil, de acordo com dados do
IBGE,[22] 7,4% (cerca de 12,5 milhões) da população declaram-se sem
religião, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas. A religião não é a
única fonte de formulação de valores éticos e morais, pois a
secularização das sociedades é algo inegável.
Tipos de ateus
Em termos gerais, o ateu é visto como alguém que aspira à objetividade e
que recusa qualquer dogma. Muitos são céticos. Recusam-se a acreditar em
algo por meio da fé, essencialmente e assumidamente irracional. A mesma
fé que, sendo o sustentáculo das crenças de grande parte dos teístas,
não o é obrigatoriamente: as idéias teístas nem sempre dependem dela.
Muitos ateus consideram que a concepção mais frequente de divindade, tal
como é apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente
autocontraditória, sendo logicamente impossível a sua existência. Outros
ateus também podem ser levados a rejeitar a ideia de um deus por estar
em desacordo com sua ideologia.
Alguns dos que poderiam ser chamados ateus não se identificam com o
termo, preferindo ser chamados de agnósticos, ou seja, ainda que deixem
aberta essa possibilidade, não afirmam nem negam a existência de
qualquer entidade divina, de modo que não orientam a sua vida ou suas
escolhas com base no pressuposto na existência de potências
sobrenaturais. Nesse caso, o agnosticismo identificar-se-ia com o
"ateísmo fraco". Para muitos, o verdadeiro ateu não aceitaria nenhuma
das posições acima, sendo que julga a inexistência de deuses pela
impossibilidade física ou lógica dos mesmos. Não abre chance a
possibilidades, pois já estaria provada pela natureza em si sua posição.
Essa corrente é a também chamada de "ateísmo forte". Em última
instância, há vários tipos de ateus e muitas justificativas filosóficas
possíveis para o Ateísmo. Desse modo, se quiser descobrir por que uma
pessoa em particular diz ser ateísta, o melhor é perguntar-lhe
directamente.
Ateísmo teórico
O ateísmo teórico produz teorias filosóficas sobre a ausência de Deus, a
realidade do universo e da vida na terra, sem intervenção divina. É
baseado em elementos da filosofia, para o definir um horizonte teórico
de ateísmo conceitual, em vez de políticos, éticos ou sociológicas. Dois
são elementos conceituais:
1) a teórica impossibilidade da existência de Deus,
2) a formulação de uma filosofia ateísta. Na perspectiva teórica do
ateísmo o objetivo não é combater a religião, mas a ideia filosófica do
divino em todas as suas expressões: metafísica.
117.9.4 -
AGNOSTICISMO:
As bases filosóficas do agnosticismo foram assentadas no século XVIII
por Immanuel Kant e David Hume, porém só no século XIX é
que o termo agnosticismo seria formulado. Seu autor foi o biólogo
britânico Thomas Henry Huxley numa reunião da Sociedade
Metafísica, em 1876. Ele definiu o agnóstico como alguém que acredita
que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi
nem nunca será resolvida.
Conceito
Nas palavras de Huxley, sobre a reunião da Sociedade Metafísica, "eles
estavam seguros de ter alcançado uma certa gnose — tinham resolvido de
forma mais ou menos bem sucedida o problema da existência, enquanto eu
estava bem certo de que não tinham, e estava bastante convicto de que o
problema era insolúvel."
Desde essa época o termo "agnóstico" também tem sido usado para
descrever aquele que não acredita que essa questão seja intrinsecamente
incognoscível, mas por outro lado crê que as evidências pró e contra
Deus não são ainda conclusivas, ficando pragmático sobre o assunto.
Se existem ou existiram deuses é considerada uma questão que não pode
ser finalmente respondida, ou que no mínimo não foi suficientemente
investigada antes que possa considerar satisfatoriamente respondida,
pois muitas coisas tidas como relacionadas podem ser freqüentemente
independentes. Mesmo com a comprovação e aceitação científica da
ancestralidade comum universal e do mecanismo de seleção natural, não é
possível afirmar que deuses não existam; isso apenas impede a
interpretação fundamentalista de diversos relatos de criação. Ao mesmo
tempo, uma hipotética refutação científica da ancestralidade comum
universal, Big-bang e outros eventos da história do universo, ou mesmo
uma eventual comprovação de algo como a vida após a morte, também não
seriam provas da existência de algum deus em particular ou de deuses de
modo geral.
O agnóstico opõe-se à possibilidade de a razão humana conhecer entidades
nas linhas gerais dos conceitos de "deus" e outros seres e fenômenos
sobrenaturais (gnose tem a sua origem etimológica na palavra grega que
significa «conhecimento»). Para os agnósticos, assim como não é possível
provar racionalmente a existência de deuses e do sobrenatural, é
igualmente impossível provar a sua inexistência. Isso não é
necessariamente visto como problema, já que nenhuma necessidade prática
nos impele a embrenharmo-nos em tal tarefa estéril.
Uso do termo
Muitas pessoas usam, erroneamente, a palavra agnosticismo com o sentido
de um meio-termo entre teísmo e ateísmo. Isso é estritamente incorreto
pois teísmo e ateísmo separam aqueles que acreditam num Deus daqueles
que não acreditam. O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a
razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a
capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística.
Um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta. Alguém que
admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão —
portanto agnóstico — pode com base nisso não ver motivos para crer em
qualquer deus (ateísmo fraco), ou pode, apesar disso, ainda crer em
algum deus por fé (fideísmo). Nesse caso pode ser ainda um teísta, caso
acredite em conceitos sobrenaturais como propostos por alguma religião
ou revelação, ou um deísta, caso acredite na existência de algo
consideravelmente mais vago.
Origem do termo
"Agnosticismo" derivou-se da palavra grega "agnostos", formada com o
prefixo de privação (ou de negação) "a-" anteposto a "gnostos"
(conhecimento). "Gnostos" provinha da raiz pré-histórica "gno-",que se
aplicava à idéia de "saber" e que está presente em numerosos vocábulos
da língua portuguesa, tais como cognição, cognitivo, ignorar, conhecer,
ignoto, ignorância, entre outros.
História
Pirro de Elis (c360 a.C. - c270 a.C.) Filósofo grego nascido em Élida,
fundador da escola filosófica, o ceticismo, uma doutrina prática, também
conhecida como pirronismo, que se caracterizava por negar ao
conhecimento humano a capacidade de encontrar certezas. Filósofo de
teorias complicadas, acompanhou Alexandre, o Grande (356-323 a. C.), na
conquista do Oriente, ocasião em que entrou em contato com os faquires
da Índia. Estudou filosofia com o atomista Anaxarco de Abdera, durante e
após esta expedição (334-325 a. C.) e iniciou-se no magistério (324 a.
C.), na cidade de Élida. Ao meditar sobre os discursos filosóficos de
sua época, concluiu que todas as doutrinas eram capazes de encontrar
argumentos igualmente convincentes para a razão. Desdobrou sua filosofia
em três questões: qual a natureza das coisas, como devemos portar-nos
ante elas e o que obtemos com esse comportamento. Para ele toda intenção
de ir além das aparências está condenada ao fracasso pelas deficiências
dos sentidos e pela fraqueza da razão. Seu principal seguidor foi o
escritor satírico Timón de Fliunte (320-230 a. C.). Seus ensinamentos
exerceram influência sobre a Média e a Nova Academia. Durante o século
XVII voltaram à atualidade em razão da reedição dos livros de Sexto
Empírico (150-220), que codificara as obras doutrinárias da escola
cética no século III da era cristã.
Grupos
Agnósticos
A principal divisão interna do agnosticismo reside entre o Agnosticismo
Teísta e o Agnosticismo Ateísta. Diferenciam entre si nos termos dos
pressupostos para os quais ambos tendem, os teístas partem do
pressuposto que existe um Deus, Deuses ou Divindades, os ateístas do
princípio que tal é de todo inexistente, embora ambos os grupos assumam
que faltam provas que comprovem um ou outro lado.
São igualmente considerados os seguintes grupos:
Agnosticismo Estrito - (também chamado de agnosticismo forte,
agnosticismo positivo, agnosticismo convicto ou agnosticismo absoluto) a
idéia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o
sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e
que jamais tal será possível. Um Agnóstico Estrito diria "Eu não sei e
você também não".
Agnosticismo Empírico (também chamado agnosticismo suave,
agnosticismo aberto ou agnosticismo fraco) — A idéia de que a
compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao
momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o
assunto tal é uma possibilidade. Um Agnóstico Empírico diria "Eu não
sei. Você sabe?".
Agnosticismo Apático - a idéia de que, apesar da impossibilidade
de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural,
estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na
vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral. Um Agnóstico Apático
diria "Eu não sei, mas também para que é que isso interessa?".
Ignosticismo - embora se questione a compatibilidade deste grupo
com o agnosticismo ou ateísmo há quem o considere como um grupo
agnóstico. Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso
definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência. Para
cada definição de Deus, pode haver uma discussão diferente e diferentes
grupos de ateus, teístas e agnósticos referentes àquela definição
particular. Um Ignóstico diria "Não sei. O que considera "Deus"?".
Agnosticismo Modelar — A idéia de que questões metafísicas e
filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo
maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente
agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades. Um
Agnóstico Modelar diria "Eu não sei. Mas podemos criar um".
Agnosticismo e a
crença ou descrença em deuses
O agnosticismo não avança sem o conhecimento mas Deus é por fé e não só
por conhecimento.
A relação entre a postura agnóstica e a crença (ou não) em algum deus é
quem vai determinar se o agnosticismo é teísta, deísta ou ateísta.
Agnosticismo teísta
Um agnóstico pode crer apenas por fé em algum deus ou deuses, ao mesmo
tempo em que admite não ter conhecimento sobre a existência do(s)
mesmo(s), podendo ser teísta se acreditar nos conceitos de deuses como
descritos por alguma religião, ou deísta se for algo diferente desses
moldes.
Agnosticismo ateísta
Contrariamente ao agnóstico teísta, o agnóstico ateísta é alguém que
assume não ter conhecimento da existência de deuses e não tem fé na
existência de qualquer um.
Fé e conhecimento
De acordo com a tradição filosófica, é considerado conhecimento uma
crença que seja verdadeira e adequadamente justificada. Dessa
perspectiva, dizer que acredita em algo sem alegar que isso constitua
conhecimento não é contraditório; é apenas incomum, já que normalmente
se supõe que as pessoas com determinada crença afirmem que ela seja
necessariamente verdadeira (e a parte da justificação costuma ser
simplesmente esquecida).
É importante destacar também a crise do conhecimento exato, causal ou
científico. Hoje a crença em verdades justificáveis perderam
credibilidade na medida em que a verdade também pode ser concebida como
a "substituição de erros grosseiros por erros menos grosseiros", segundo
as palavras de um conhecido filósofo. Ou que "o conhecimento pode ser
entendido como o eterno questionamento do mesmo". Logo, a razão humana
perde seus limites sólidos com a fé, visto que esta de certa forma
também agrega lógica e provas (milagres), perfeitamente cognicíveis para
uma grande parcela da população.
Conhecimento no
agnosticismo
No agnosticismo, postula-se que a compreensão dos problemas metafísicos,
como a existência de Deus, é inacessível ou incognoscível ao
entendimento humano na medida em que ultrapassam o método empírico de
comprovação científica. Assim, o conhecimento da existência de Deus é
considerado impossível para agnósticos teístas ou ateístas.
Fonte: Compilação da Wikipédia. |