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compilado por Beraldo Figueiredo

 

 14 - REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO

ÍNDICE:

14.1 - Conceito

14.1.1 - Metempsicose

14.1.2 - Palingenesia

14.2 - História da Reencarnação

14.2.1 - Pré–História

14.2.2 - Na História dos povos

14.2.3 - O Budismo e o Renascimento

14.3 - Evolução

14.3.1 - Mônada

14.3.2 - Evolução Vertical e Horizontal:

14.3.2.1 - Processo Estrutural

14.3.2.2 - Os Astros

14.3.2.3 - Reino Mineral

14.3.2.4 - Reino Vegetal

14.3.2.5 - Reino Animal

14.3.2.6 - Animais Extintos

14.3.2.7 - O Elo Perdido

14.3.2.8 - Reino Hominal

           - Por que não lembramos outra vida

14.3.3 - Intermissão

14.3.3.1 - Intermissão entre Reencarnações

14.3.3.2 - Planos Astrais

14.3.3.3 - Restringimento do Corpo Espiritual

14.3.3.4 - Sangue e Perispírito

14.3.3.5 - Tempo entre as Reencarnações

20.12 - Origem do Universo

14.1 - CONCEITO:

Reencarnação é uma idéia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo. Chamada consciência, espírito ou alma, essa porção seria capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos carnais nascendo e morrendo sucessivamente para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou a anulação do carma.

 

14.1.1 - METEMPSICOSE:

Do grego: meta: mudança + en: em + psiquê: alma - é o termo genérico para transmigração da alma, de um corpo para outro, seja este do mesmo tipo de ser vivo ou não. É usualmente denominada de metacomorfose. Essa crença não se restringe à reencarnação humana, mas abrange a possibilidade da alma humana encarnar em animais ou vegetais. Era uma crença amplamente difundida na Pré-história e na Antigüidade, sendo encontrada entre os egípcios, gregos, romanos, chineses, africanos, etc, mas não na Índia entre os budistas tibetanos essa migração é possível, embora muito rara (os budistas descrevem várias formas de reencarnação, sob vários contextos diferentes).

 

Os esquimós e outros povos atuais considerados "primitivos" mantém a mesma convicção.

É considerada entre os espiritualistas em geral uma involução.

O termo é encontrado em Pitágoras e Platão. Acredita-se que Pitágoras aprendeu seu significado com os egípcios, que por sua vez aprenderam com os indianos. A problemática desse raciocínio é a divergência entre as crenças. Platão e os indianos não acreditavam na metempsicose. Utilizavam o termo na ausência de outro como sinônimo de reencarnação. Já os Egípcios, estes sim, acreditavam na metempsicose (como ela é descrita aqui). Dessa maneira, sendo o termo grego, há polêmica quanto ao seu significado.

movimento cíclico por meio do qual um mesmo espírito, após a morte do antigo corpo em que habitava, retoma à existência material, animando sucessivamente a estrutura física de vegetais, animais ou seres humanos; reencarnação

No código de Manu, existem regras sobre o comportamento de uma pessoa numa vida A metempsicose prega a reencarnação de forma cíclica e não linear. Ou seja se um homem difamou (seu guru) ou alguém, pode voltar na forma de um burro, o que o censura voltará como um cão; o que rouba os bens de outros volta como um verme, se invejoso volta como um inseto.

 

O ladrão volta como mosca. Assassinos como piolhos, vermes de serpentes, carrapatos e assim sucessivamente, aves, seres de todas as espécies se enquadram nos pecados humanos. Segue pelo reino vegetal, podem voltar a ser homem novamente.

Num ciclo simples pode-se concluir que Criaturas possuídas pela essência divina alcançam a divindade; as possuídas pelas paixões, o estado humano; as possuídas pela obscuridade, o estado animal. Sattva: dos Deuses; Rajas: nos Homens; Tamas: nos animais.

 

14.1.2 - PALINGENESIA:

Do grego palin= repetição, de novo + genes(e)= nascimento]- Nascer de NovoRenascimentos sucessivos dos mesmos indivíduos, sempre de forma linear, progressiva até podendo ser estacionária, mas não retrógrada.

Segundo Schopenhauer, renascimento sucessivo do mesmo Indivíduo em corpos físicos diferentes.

Esse processo é evolutivo e linear, a Reencarnação palingenésica é pregada pelas escolas ocultas como Esoterismo, teosofia, rosacruzes, maçonaria, alquimia, o espiritismo criado por Allan Kardec  e por algumas doutrinas orientais.

Allan Kardec, acreditava que os Druidas (povo que viveu nos primórdios europeus em terras franceses), deram origem a Reencarnação, porém históricamente não se pode afirmar isso. Mas sabe-se de relatos de 5000 anos no oriente.

Palingenesia A palavra é um termo que corresponde a conceitos semelhantes na história do direito, filosofia, teologia, da política e da biologia.

Ela vem do grego palavras Palin (de novo) e gênese (nascimento).

Esta doutrina afirma que cada ser vivo tem um ciclo de existência, a partir do nascimento, através de sua existência após a sua morte a reencarnação. Em alguns casos, tem sido chamado de 'eterna recorrência ". A literatura sugere que este ciclo se repete uma e outra vez, assegurando a continuação da evolução dos seres humanos. A diferença entre a metempsicose, está justamente da Palingenesia, não aceitar os renascimentos em animais mas sim na mesma espécie.

 

14.2 - HISTÓRIA DA REENCARNAÇÃO:

14.2.1 - PRÉ – HISTÓRIA:

ARQUEOLOGIA:

É através dela é que temos conhecimento das crenças dos primeiros homens na face da terra, pelas amostras dos fragmentos de gravuras e esculturas que sobreviveram à ação dos séculos, fica clara entre eles uma idéia universal do espírito que sobrevive a morte do corpo físico. Algumas dessas crenças tomavam uma forma de regresso ao corpo físico pelos processos da mumificação, ou do renascimento em um corpo novo.

14.2.2 - NA HISTÓRIA ENTRE OS POVOS:

ÁFRICA:

A crença da reencarnação existem em quase 100 tribos negras:
47 tribos:– Acreditam na metempsicose, aceitando a possibilidade da reencarnação em animais.
36 tribos:– Na reencarnação propriamente dita, palingenesia.
12 tribos: – Em que ambas são possíveis.

  • ZULUS
    Reencarnação aperfeiçoamento gradual do individuo, até que o retorno não seja mais necessário.

  • OESTE DA ÁFRICA
    Reencarnação é algo tão bom que as pessoas não querem se livrar do ciclo, nascimento e morte. Reencarnar é bom para a alma.

  • SUL DA NIGÉRIA
    Acredita-se que a alma pode retornar em pessoas variadas e de sexo diferentes.

  • OS IORUBAS (YORUBA)
    Povo do grupo Sudanês da África Ocidental, que vive no sudoeste da Nigéria. Essas tribos deixam que os feiticeiros advinhem o que a criança foi, para depois a mãe dar um nome adequado, segundo essas tribos, a alma desce para o centro da terra e lá permanece de 2 meses a 2 anos, dependendo da extensão da saudade que sente do mundo acima. A gravidez dolorosa indica uma morte dolorosa na vida anterior.
    Povo do grupo Sudanês da África Ocidental, que vive no sudoeste da Nigéria. Essas tribos deixam que os feiticeiros advinhem o que a criança foi, para depois a mãe dar um nome adequado, segundo essas tribos, a alma desce para o centro da terra e lá permanece de 2 meses a 2 anos, dependendo da extensão da saudade que sente do mundo acima. A gravidez dolorosa indica uma morte dolorosa na vida anterior.

  • ZAIRE: Gêmeos e trigêmeos são honrados como chefes renascidos.

ÁSIA:

  • BIRMANESES
    Crêem no retorno dos indivíduos.

  • BUDISMO OFICIAL
    Aceitam que as pessoas assumam características de uma ou mais personalidades prévias, mas negam que sejam idênticas a alguma personalidade anterior.

  • BALINESES – (INDONÉSIA)
    Tem forte tradição na reencarnação, crêem que as pessoas renascem repetidas vezes na mesma família.

  • JAPONESES
    Tem algumas visões de reencarnações que são anteriores ao budismo.
     

EUROPA:

  • CELTAS
    Acreditam que após um número de vidas, possam atingir um “Céu Branco” onde se tornariam conscientes de Deus. Após cada morte, a alma tem um período de descanso.

  • TEUTÕES
    Acreditavam que reencarnavam na mesma família com o mesmo nome.

  • SAXÕES
    Acreditavam que a pessoa torna-se uma rosa ou uma pomba, por um tempo, e depois segue seu rumo a lugares divinos.

  • DRUÍDAS:

    Tidos como bárbaros, os antigos druidas, principalmente os que viviam na Gália (hoje França e Bélgica), sustentavam uma admirável concepção filosófica e mística a respeito da imortalidade da alma. Seus sacerdotes eram famosos pelo nível de sabedoria. Os gauleses chegaram a dar, a cada criminoso condenado, um prazo de cinco anos, depois da sentença de morte e antes da execução, para que se preparasse para o estado futuro, através do cultivo da vida anterior. As influências da conquista romana destruíram sua filosofia e religião. Segundo Allan Kardec eles acreditavam na Reencarnação, porém historicamente não se pode afirmar isso.

AMÉRICA DO NORTE:

  • TLINGITS
    Habitavam o sudeste do Alasca e noroeste do Canadá, tinham especial atenção aos Estigmas (marcas no corpo que indicam a identidade do recém-nascido). A alma que retorna pode escolher sua futura mãe. O sonho das grávidas com os parentes falecidos tinha muita importância. Após a morte, a alma vai para diferentes lugares. Um deles é para onde vão os que morreram violentamente. Há indícios de crença na Metempsicose.

  • ESQUIMÓS OCIDENTAIS
    Acreditavam na reencarnação, acreditam em cincos estágios ascendentes após a vida, entre eles reencarnações sobrepostas, em que alguém renasceu antes da personalidade previa ter morrido.

  • LESTE DA AMÉRICA DO NORTE
    Crença na reencarnação raizada e difundida. Em comum que as pessoas de coração puro podiam se lembrar das vidas passadas.

  • CHIPPAWAYS
    Acreditavam que o sonho era o instrumento para rever e enxergar o futuro. Outras Tribos Indígenas: viam os pioneiros brancos como gerações que retornavam do passado.

MÉXICO E AMÉRICA CENTRAL:

  • As tribos acreditavam na reencarnação:

  • ÍNDIOS MEXICANOS
    Acreditavam na Metempsicose. Pessoas importantes retornariam como belos pássaros e animais superiores; os de baixa condição como: besouros e outros animais inferiores.


AMÉRICA DO SUL:

  • INCAS
    Acreditavam que uma pessoa poderia retornar ao seu corpo, se este fosse corretamente mumificado.

  • TRIBOS BRASILEIRAS
    Acreditam na reencarnação.

AUSTRÁLIA E OCEANIA:

  • ABORÍGENES AUSTRALIANOS
    Tudo leva a crer que as idéias sobre a reencarnação fossem universais entre os Aborígenes Australianos, tendo permanecido mais tarde entre as Tribos Centrais e as do Norte. Depois da chegada dos Europeus, foi difundida entre eles a crença de que retornariam como homens brancos.

  • OKINAWA
    Ao Norte do Pacífico, acreditam que a alma deixa o corpo 49 dias após a morte. Depois de um período não maior que 7 gerações, a alma retorna num corpo cuja aparência lembra a encarnação prévia.

EGÍPCIOS:

  • EGITO
    Foi a pátria dos mais elevados ensinos ocultos e segundo Heródoto, a pioneira na crença da imortalidade da alma. Ensinava, em sua pureza original a doutrina dos vários “invólucros” do homem, como o corpo físico, o corpo astral e o duplo etéreo.Os Egípcios acreditavam que depois da morte a alma habitava durante 3 mil anos em todo tipo de encarnação vegetal e animal, e só então retornava como humana. Só voltaria ao corpo original se ele estivesse corretamente mumificado

CALDEUS:

  • Sua sociedade secreta sustentava a doutrina da reencarnação como uma das suas verdades fundamentais. Seus mestres, chamados “Magos”, acreditavam que a alma evoluída, após várias encarnações, encaminhava-se a um estado de suprema felicidade, no qual podia lembrar-se de todas as suas vidas anteriores e não precisava mais encarnar. Com esse tesouro de sasbedoria, passaria a ajudar e guiar as raças futuras que surgissem na Terra. Para eles todos os seres vivos eram variantes manifestações da Vida Uma e do Ser Uno.
     

CHINA:

  • Sua doutrina esotérica referente à encarnação aparece na obra de Lao-Tsé, o Tão-Teh-King. Nela, o universo e a alma humana procedem da união e ação do princípio universal. O Tão, com a atividade criadora do universo, o Teh. Tudo sai do Tão e volta ao Tão, a grande unidade.

GREGOS:

  • GRÉCIA
    Famosa por seus grandes filósofos, a Grécia teve também grandes ocultistas e místicos. Sua visão sobre a reencarnação originava-se dos “Mistérios Órficos”. Segundo a doutrina órfica, a pessoa é formada de um pequeno elemento divino e um grande e mau elemento tirânico. Os humanos precisam aprender a eliminar o elemento tirânico dentro de si. Isso leva necessariamente muitas encarnações, a partir das quais a libertação é possível. A recompensa e a punição virão nas próximas reencarnações humanas ou animai

  • PITÁGORAS
    O grande instrutor ocultista da Grécia, sua escola e seus adeptos aceitavam e ensinavam a doutrina da vida depois da morte, diferente das mais antigas, por pregar que os bons animais podiam encarnar como humanos, e que os humanos podiam encarnar como animais ou plantas.

  • PLATÃO
    Filósofo que marcou fundo o pensamento ocidental, defendia que a alma reencarnada tem vislumbres de recordações de suas vidas passadas, como instintos e intuições. Dessas vidas originam-se as idéias inatas.


JUDEUS:

  • JUDAISMO
    Fazia parte dos dogmas judaicos o nome ressurreição. Entendiam que era o retorno a vida no próprio corpo(cadáver). Para a ciência é materialmente impossível. Reencarnação é a volta da alma ou espírito a vida corpórea, mas num outro corpo que nada tem a ver com o corpo anterior.

  • CABALA
    Escritos Secretos, é a principal base Esotérica dos Judeus. Segundo ela, todas as almas, entre longos intervalos de descanso e purificação, são sujeitas a repetidos renascimentos. Nestes, há um esquecimento total das vidas anteriores. A finalidade é purificar-se, evoluir e atingir a perfeição.

  • ZOHAR
    Livro Secreto - Baseia-se nos ensinamentos da cabala e os amplifica a idéia de que se atinge a perfeição através de repetidos renascimentos.

  • ESSÊNIOS
    Constituíam uma seita mística que apareceu entre os judeus durante o século que precedeu o nascimento de Jesus. Ela contribuiu muito para a divulgação das verdades da reencarnação entre os judeus. Foi a mais importante seita mística do seu tempo.

CRISTIANISMO:

  • CRISTÃOS PRIMITIVOS
    Na primitiva igreja cristã havia uma doutrina esotérica e, parte dela, consistia no ensino da preexistência da alma. Essa doutrina era conhecida como “Mistérios” ou “Ensinos Íntimos” e não era revelada as massas. Os escritos dos primeiros padres da igreja cristã estão repletos de muitas alusões a esses mistérios. Orígenes escreveu muito sobre essas coisas. João Batista era geralmente reconhecido como a reencarnação de Elias, até pela massa popular.

  • GNÓSTICOS
    Os Gnósticos que constituíam uma ordem e escola na igreja primitiva, ensinavam a reencarnação clara e abertamente, sendo por isso perseguidos pelos mais conservadores.

  • SANTO AGOSTINHO
    Em confissões, diz textualmente: “Não vivi em outro corpo antes de entrar no ventre de minha mãe”.

  • CLERO
    A Reencarnação teve por vários séculos muito adeptos sérios da igreja primitiva, ela era reconhecida como florescente até pelos que a combatiam. Os diversos Concílios Eclesiásticos pronunciaram-se contra a doutrina da reencarnação, consideravam-na uma heresia. Os ensinamentos foram condenados e censurados. Até que, no ano de 553, um Concílio cuidadosamente preparado pelo Imperador Bizantino Justiniano, considerou-a um anátema. Dois fatores levaram a Igreja a esta decisão: primeiro foi a grande campanha desencadeada por Theodora – cortesã libidinosa, amante e, posteriormente, esposa de Justiniano – que não se conformava com a idéia de ter de reencarnar diversas vezes para expiar seus crimes e erros; segundo, a doutrina do céu e do inferno imediatos dava maior poder ao clero, em vias de consolação. Uma vez cristalizado, é muito difícil modificar-se um dogma. Assim, até hoje a Igreja condena a doutrina da reencarnação.

ISLAMISMO:

  • ISLÃ:
    Embora não tenham uma crença explícita na reencarnação, algumas seitas muçulmanas acreditam nela, de um modo fatalista, que conduz o homem a uma quietude e a uma indiferença inimigas de todo o progresso e que negam o livre-arbítrio. Há os que pensam que a alma humana possa passar para um animal ou para outra pessoa, dependendo do seu estágio.

  • SUFIS:
    Nesta seita, influenciados por Zoroastro, crêem na reencarnação. Segundo eles a alma imortal entra neste mundo por um curto período para ganhar experiência. Ela pode ter descido de esferas superiores ou estar trabalhando para a sua ascensão, a partir da esfera inferior. O número de reencarnações é pequeno, pois consideram a progressão e o retrocesso da alma como um processo de auto-fortalecimento. A aceleração do auto-fortalecimento leva, depois de algumas encarnações, a uma virada decisiva.


ÍNDIA:

  • HINDUÍSMO:
    A Índia pode ser considerada a grande mãe da doutrina da reencarnação, pois lá encontrou o seu mais completo florescimento. Talvez em nenhuma outra parte do planeta se encontre uma convicção tão coletiva e forte na vida da alma. Seus livros religiosos se referem a reencarnação. O conceito geral HINDUÍSTA, é que as almas humanas originam-se do Ser Supremo e essencialmente permanecem idênticas a Ele. Muitas encarnações sucessivas provocam uma involução gradual, fazendo que as almas se esqueçam de suas origens, confundam-se e se entorpeçam. Mas gradualmente, por meio de outras experiências ao longo de sucessivas encarnações, as pessoas começam a perceber para onde devem retornar. Então, cada vida é um empenho para o retorno. Ficar preso aos fascínios do mundo material é um erro. A pessoa deve separar-se deles e tornar-se espiritual, atingindo o Moksha (libertação) , e finalmente encontrando o caminho de volta a Brahma. Uma outra visão é de que as almas Jivas , começam como formas mais simples de vida. Elas alcançam o estágio humano através de estágios como minerais, vegetais e animais. Por último, tornam-se anjos, após muitas encarnações.

  • Cada Jiva tem em si o atman, o eterno, a essência divina. Samsara, o ciclo de vidas sucessivas, leva mais ou menos naturalmente ao crescimento e ao amadurecimento. Quando a alma alcança a autoconsciência humana e atinge a liberdade de escolha e a responsabilidade pessoal, seu próprio esforço determinará seu carma.

  • VEDAS
    Os Vedas (conhecimento em Sânscrito) - Conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas que surge na Índia a partir de 2.000 a.C., objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara) para atingir o nirvana, sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e do Universo. O caminho para o nirvana passa pelo ascetismo, pelas práticas religiosas, pelas orações e pela Yoga.

  • UPANISHADS
    Os Upanishads, falam da reencarnação de forma clara.

  • MAHABHARATA
    O Mahabharata e as leis do MANU, também falam da reencarnação.

  • BHAGAVAD-GITA
    O Bhagavad-gita diz, literalmente: “O Homem Real, isto é, o Espírito do Homem, nem nasce, nem morre; inato, imortal, perpétuo e eterno, sempre existiu e existirá. O corpo pode morrer ou ser morto e destruído; porém aquele que ocupou o corpo permanece depois da morte deste”.

  • BUDISMO
    Tanto o Budismo como o Hinduismo acreditam na ação do Samsara, a repetição infinita de vidas, até atingir o Mosksha. Mas os Budistas preferem falar em renascimento, em vez de reencarnação. A diferença entre as duas correntes está em annata: embora as características do falecido sejam transmitidas para a nova vida, a entidade pessoal tem um EU permanente; como se fosse a chama de uma vela acendendo outra vela, a continuidade, não a identidade. Ver Renascimento

  • BUDISMO TIBETANO
    Para eles o renascimento ocorre imediatamente. Uma especialidade tibetana é a reencarnação dos Lamas, chamada Sprul-Sku, nela a entidade é preservada, pois uma força contrária é empregada contra a desintegração da personalidade. Para tanto, é necessário muita força física e muita força de vontade. Pessoas cujas missões não foram cumpridas, algumas vezes retornam dessa maneira.

  • BUDISMO MAHAYANA
    São os que atingiram a iluminação e não precisam encarnar mais para resgatar carma, fazem-no apenas por compaixão à humanidade ainda em sofrimento. O Budismo introduziu a reencarnação na China e se tornou uma das religiões populares, no Japão e em outros países , se transformou em uma religião de ritualismo, dogmas e cerimonialismo, perdendo muito da filosofia original.

  • JAÍNISMO
    Fazem referência ao Samsara e ao Moksha , mas acreditam que o carma depende unicamente da conseqüência dos atos e não da intenções morais. Causar a morte de alguém, não intencionalmente, produziria o mesmo carma que um assassinato a sangue frio ou passional. Muito conscienciosos, os jainistas praticam ahimsa – total pacifismo – vegetarianismo estrito e o trabalho incessante. Para eles, após a morte, a alma une-se imediatamente à concepção de uma criança e renasce depois de 9 meses.

  • FILOSOFIA YOGA
    Ensina que a alma reencarnará na Terra tantas vezes quanto for preciso, para se tornar capaz de passar a planos superiores de existência. Nesta filosofia a lei de causa e efeito e a lei de atração, em que o igual é atraído por um igual, tem um grande efeito.

  • TEOSOFIA:
    Conserva pura a doutrina da Reencarnação e sua lei fundamental: a lei do carma. Para os Teósofos as idéias reencarnacionistas tiveram maior prestígio intelectual e cultural e menos polêmica, devido a sua ligação com a filosofia indiana. Segundo os adeptos, seus mestres que inspiraram o movimento vivem no Himalaia. Seu conceito de reencarnação é mais místico do que espiritual. Para se ter uma boa compreensão da teoria da reencarnação é indispensável conhecer exatamente a lei do carma e suas funções. Ela gerou um grande número de escolas, entre elas a ANTROPOSOFIA, ( movimento de esoterismo cristão fundado em 1913 por Rudolf Steiner), com doutrinas próprias sobre a reencarnação e o carma . Steiner era um gnóstico, valorizava o pensamento ensinado na fonte. Procurava o conhecimento direto com suas origens, e suas teorias são todas baseadas na inspiração do Insight (ato de perceber, de maneira súbita, a solução de um problema, a natureza de uma figura ou de um objeto, etc.).

  • ROSACRUZES, MAÇONS, ESOTÉRICOS, ALQUIMISTAS: Aceitam e difundem a Reencarnação Palingenésica.

Fonte: http://paginas.terra.com.br/religiao/maria/reencarnacao.htm


14.2.3 - O BUDISMO E O RENASCIMENTO:
 

por Michael Beisert


1. O Budismo acredita na reencarnação?
O Budismo não ensina a reencarnação, o Budismo acredita no renascimento.
 

2. Qual é a diferença entre reencarnação e renascimento?
A reencarnação é a idéia da existência de um espírito separado do corpo; com a morte do corpo esse mesmo espírito reassume uma outra forma material e segue evoluindo. O renascimento na concepção Budista não é a transmigração de um espírito, de uma identidade substancial, mas a continuidade de um processo, um fluxo do devir, no qual vidas sucessivas estão conectadas umas às outras através de causas e condições.

 

 

14.3 - EVOLUÇÃO:

 

14.3.1 - TEOSOFIA: SOBRE MÔNADA (PRINCÍPIO INTELIGENTE)

A Doutrina Secreta: Síntese da Ciência, Religião e Filosofia.

Título original: The Secret Doctrine.

Autora:
Helena Petrovna Blavatsky

Como se nos é ensinado na Doutrina Secreta: “Diz o bem conhecido aforismo Cabalístico:

“Uma pedra se torna uma planta; a planta, uma besta; a besta, um homem; o homem, um espírito; e o espírito, um deus”.

 

A ‘centelha’ anima todos os reinos por sua vez antes que entre e anime o homem divino, entre o qual e seu predecessor, o homem animal, há toda a diferença do mundo... A Mônada - (Super Alma Universal)... existe primeiro de tudo, lançada abaixo pela lei da evolução na mais inferior forma da matéria – o mineral.

Depois de um ciclo sétuplo encerrada na pedra, ou aquilo que se tornará mineral e pedra na Quarta Ronda, sai dela, digamos, como um líquen.
Passando adiante, através de todas as formas de matéria vegetal, para o que é chamado matéria animal, chega agora ao ponto em que terá se tornado o germe, por assim dizer, do animal, que se tornará o homem físico
” (vol I. pp. 266-267).

É a Mônada, Âtmâ-Buddhi, que vivifica assim cada parte e reino da natureza, fazendo tudo ser permeado de vida e consciência, um todo palpitante. “O ocultismo não reconhece nada inorgânico no cosmos. A expressão empregada pela ciência, ‘substância inorgânica’, significa simplesmente que a vida latente, dormitando nas moléculas da assim chamada ‘matéria inerte’, é irreconhecível.

Tudo é vida e cada átomo mesmo do pó mineral é uma vida, embora além de nossa compreensão e percepção, porque está fora do alcance das leis conhecidas dos que rejeitam o Ocultismo” (Doutrina Secreta. vol. I, pp. 268-269).

E mais: “Tudo no universo, em todos os reinos, é consciente, isto é, dotado de uma consciência de seu próprio tipo e em seu próprio plano de percepção".

 

Constituição setenária segundo a Teosofia:

Segundo Blavatsky, o Absoluto emana de si raios, que são chamados de Mônadas ou Atman. Estas Mônadas são a Essência Imortal do Homem.

O Atman, com o objetivo de individualizar-se, emana de si um princípio mais denso chamado Budhi. Este díade Atman-Budhi reveste-se de princípios cada vez mais densos, e em número de sete:

Corpos do Homem:

1.Atman - O raio do Absoluto, nossa Essência Divina;
2.Budhi - Nossa Alma Divina;
3.Manas - Nossa Alma Humana, ou Mente Divina. É o elo entre a Díade Atman-Budhi e nossos princípios inferiores; O corpo mental de Manas inferior;
4.Kâma Rupa - O corpo de desejos ou corpo emocional, o corpo astral na literatura Teosófica posterior a Blavatsky;
5.Prâna - O corpo vital;
6.Linga Sharira - O duplo etérico, o corpo astral na Teosofia de Blavatsky;
7.Sthula Sharira - O corpo físico, corpo denso.

 

As Monadas: Veículos de Manifestação

Por: Mario J. B. Oliveira

As Mônadas são descritas como fagulhas do Fogo Supremo, como “Fragmentos Divinos”. O Catecismo Oculto, citado em A Doutrina Secreta diz: “Ergue tua cabeça, ó Lanu; vês uma ou incontáveis luzes acima de ti, ardendo no céu escuro da meia-noite? ‘Distingo uma chama, ó Guradeve; vejo inumeráveis fagulhas aglomeradas brilhando ali”. A Chama é Ishvara, em Sua manifestação como o Primeiro Logos; as fagulhas aglomeradas são as Mônadas, humanas e outras. A palavra “aglomeradas” deve ser notada especialmente, como significado que as Mônadas são o Próprio Logos.

 

Uma Mônada pode assim ser definida com um fragmento da vida divina, separada como entidade individual pela mais sutil película de matéria; matéria tão rarefeita que, enquanto dá forma separada a cada uma delas não oferece obstáculo à livre intercomunicação de uma vida, assim encaixada, com as vidas similares que a circundam.

A Mônada não é então pura consciência, puro Ser. É uma abstração. No universo concreto sempre há o Eu e seus envoltórios, por mais tênue que eles possam ser, de forma que uma unidade de consciência é inseparável da matéria. É por isso que a Mônada é consciência mais matéria.

Como a vida das Mônadas provém do Primeiro Logos, podemos descrevê-las como Filhos do Pai, tal como o Segundo Logos é também o Filho do Pai. As Mônadas, porém, são Filhos mais moços, sem qualquer dos divinos poderes que as capacite a agir em matéria mais densa do que a de seu próprio plano – o Anupadaka; enquanto o Segundo Logos, que tem eras de evolução atrás de Si, está pronto para exercer Seus poderes divinos como “o primogênito entre muitos irmãos”.

 

A Individualidade das Mônadas:

Quando está no reino mineral, a vida, às vezes, é chamada “Mônada mineral”, tal como em estágios posteriores será chamada “Mônada vegetal” e “Mônada animal. Contudo, esses títulos são causadores de equívocos, porque parecem sugerir que uma grande Mônada anima todo o reino, o que não é o caso, já que mesmo quando a essência monádica surge pela primeira vez entre nós, como Primeiro Reino Elemental, não é uma só Mônada, mas muitíssimas Mônadas: não é uma grande fluxo de vida, mas muitos fluxos paralelos, cada qual possuindo características próprias.

Quando a Emanação alcança o ponto central do reino mineral, a pressão descendente cessa e é substituída por uma tendência ascendente. A “exalação” parou e a “Inalação” ou absorção começou.

Todo o plano tende, cada vez mais, para a diferenciação e os fluxos, descendo de reino para reino, vão se dividindo e subdividindo mais e mais. O processo de subdivisão continua até que – ao fim do primeiro grande estágio de evolução – seja finalmente dividido em individualidades, isto é, em homens, cada homem sendo uma alma distinta e separada, embora tal alma seja, de início e como é natural, sem desenvolvimento.

As matérias preparadas pelo Terceiro Logos são compostas pelo Segundo Logos em fios e tecidos com os quais serão feitas as futuras roupas, isto é, os corpos.

Assim o Segundo Logos “tece” vários tipos de pano, isto é, de matéria com a qual mais tarde serão feitos os corpos caudal e mental dos homens. Do tecido de matéria astral, ou substância de desejo, serão feitos posteriormente os corpos astrais dos homens.

Toda essa movimentação descende da Onda-de-vida através dos planos, dando qualidades aos vários graus de matéria, é uma preparativo para a evolução e é com freqüência e mais apropriadamente chamada Involução.

Depois de atingir o mais baixo estágio de imersão na matéria, tanto a Primeira como a Segunda Emanação voltam-se para cima e começam sua longa ascensão através dos planos: essa é a evolução propriamente dita.

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A Mônada: É a centelha Divina, é uma partícula da Divindade, elas formam  o espírito humano. A Mônada contém em si todas as possibilidades do Pai, pois ela possui em si, a Consciência Divina. Tem consciência autônoma, portanto tem capacidade criadora. - Quando o processo de manifestação se inicia, ou seja, quando a Mônada desce à matéria, ela se diferencia em três aspectos: 1. Vontade/Poder2. Amor/Sabedoria3. Inteligência ativa - Se diferencia novamente triplamente, conforme vai se aproximando da matéria. Nesse estágio é chamada tríade espiritual: 

1. Vontade espiritual

2.Intuição

3. Mente 

Em cada plano a Mônada possui um estado de consciência diferente. No momento da manifestação, a Mônada emite uma chispa de si mesma e se conecta com o homem nascente, no seu corpo mental superior e se constitui, nasce, o corpo causal, ou alma. Assim está formada a individualidade, que se manterá encarnação após encarnação desse ser humano. Assim surge a autoconsciência.

 

"A consciência dorme no mineral, respira no vegetal, sonha no animal e acorda no hominal".

Autor Desconhecido

(Alguns autores afirmam ser de autoria  de Léon Denis)

14.3.2 - EVOLUÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL

Por: Beraldo Lopes Figueiredo

14.3.2.1 - Processo estrutural:

A reencarnação tem duas etapas bem delineadas.

O processo evolutivo Vertical, que é entre os reinos (mineral, vegetal, animal e hominal)  e o processo evolutivo Horizontal que é um processo linear constante evolutivo dentro do próprio reino. Esses dois processos trabalham juntos num processo diagonal espiralado.

 

14.3.2.2 – Os Astros:

Evolução é o universo respirando, no fluxo e refluxo de um pulsar constante. Assim ele se movimenta,  e nascem as estrelas, em energias espiraladas, que se plasmam, carregadas por ventos estelares essas nuvens eletromagnéticas, vivas, brilhantes dançam constantemente formando corpos luminosos.

Energias gigantes  se condensando, incorporando uma massa, e como tudo no plano físico, nasce, vive e morre com  o pulsar milenar, as estrelas gigantes, vão se encolhendo, esfriando e no seu lento morrer, se transformam. Muitos planetas, já foram estrelas depois se esfriam e morrem quietos sem rotação, sem vida, frios como a lua sem vida.

A terra dança, tem calor, tem um fogo por dentro (magnitude = energia que está no seu núcleo), tem vida, se plantarmos uma semente o calor da terra vai germinar essa semente, junto com água e ar (os quatro elementos trabalhando= água, fogo, terra e ar).

 

Mesmo que colocássemos atmosfera na lua, e plantássemos uma semente ela não germinaria, pois falta o calor do elemento fogo, a energia, pois a lua está MORTA, é estéril, não germinaria uma semente.

Como um dia será a nossa terra, que como um ser vivo possui o seu ciclo vital (nascer, viver e morrer = início, começo e fim).

Os planetas e astros só se movimentam em conjunto, dentro de um sistema. Um pequeno átomo tem a mesma aparência de um SISTEMA PLANETÁRIO, notem que o átomo tem os eletróns, prótons e neutrons todos circulando em torno do seu núcleo.

 

Note também os CHAKRAS magnos também possuem o Chakra magno no centro, em volta grandes, os médios e os pequenos ao seu redor como se fosse um sistema solar, como se fosse um simples átomo. O coronário possui 5 chakras grandes em sua volta e cada grande possui chakras médios em seu redor que por sua vez possuem chakras pequenos em seu redor.

14.3.2.3 – O Reino Mineral:

A mônada, molécula atômica, oriundas na mais sutil energia, tendo em si a força criadora, em forma de chuva, desce ao plano concreto, de forma espiralada, penetrando dessa forma no seu primeiro contato, animando o reino mineral.  O ser humano começa sua senda evolutiva dessa forma, dando inicio a sua epopéia em milhares de reencarnações.

 

No mineral essa energia disforme é o principio mais denso da matéria, princípio vital, porém inorgânico, sem órgãos, não se locomove, não se auto-reproduz, por não possuir órgãos.

Principio Mineral: - É preciso falar das forças dos elementos (fogo, água, ar, terra) da energia etérica, semi-física elo primordial (éter universal), das energias cósmicas mais sutis. Essa fusão é comandada pelos reinos elementais, seres que gerenciam a vida oculta, dos elementos da natureza. Neste processo estão inserido muitas classes de seres inclusive aqueles que nunca serão humanos.

 

Uma pedra, não possui a vida por nós entendido, possui uma energia bruta moldada por três forças naturais físicas, semifísicas e espirituais  e através do reino dos elementais: Evolui gradativamente através dos elementos.


As pedras formam as montanhas que foram forjadas pelo fogo vivo do CENTRO da terra (magma) e brotaram formando as grandes cadeias montanhosas do planeta, essas placas foram se movimentando e formando continentes, as pedras também morrem quando perdem sua estrutura se transformam em pó, quando voltam a ser areia e essa areia escorrega por entre as placas e volta a ser forjada pelo fogo na junção de dois elementos poderosos a terra e o fogo. A montanha entra em conflito com outros dois elementos a água e o ar que desgastam a pedra transformando em areia e o processo é cíclico nos milhares de anos que se passam.

Como vê a vida é dinâmica e contínua e esse processo todo, trás essa energia bruta que evolui. Dentro do minério a vida pulsa, num contínuo processo  esta vida se esvai, a pedra se desmorona, vira pó. Esta organização molecular que dá sustentação a estrutura da pedra, é viva, e vibra é o primeiro sinal da vida, uma energia que está ligada com todo o planeta, com todos os elementos.

No reino Mineral a vida evolui na forma Horizontal e estática (as camadas na terra são como fatias de um bolo na horizontal), esse processo vai evoluindo e elementos orgânicos se formando. É nas águas das fontes e rios, águas que brotam fundo da terra, trazendo elementos minerais que ressurgem as primeiras transformações, como os líquens, musgos, e outros elementos com estruturas orgânicas simples que surgem nas profundezas do mares, rios, cavernas.    

14.3.2.4 - Reino Vegetal:

Os minerais são inorgânicos, portanto não possuem órgãos, não podem se reproduzir, não possuem movimentos, não crescem, mas possui energia uniforme. Se partimos uma pedra ela continua com sua energia e estrutura, nos pedaços.
 

Já os vegetais possuem uma vida vertical e estática, mas as florestas todas são como lanças cravadas na vertical, cujo cérebro que são as raízes está cravado na mãe terra, ainda em convívio com o reino anterior na escala evolutiva.


Sua vida energética é a mais básica existente, a mais primitiva possível, não possui memória, é apenas um lastro que mantém sua estrutura molecular. Porém ela se deteriora, se desestrutura (vira pó) apodrece, se desmancha virando areia, barro, argila terra e ao contato com água e ar (umidade)começam a surgir os Vegetais primitivos como fungos, algas e liquens.

Os vegetais começaram sua vida nas água. Possuem órgãos sexuais a partir daí podem se auto-reproduzir, possuem uma anatomia mais independente e na medida que essa energia se organiza nasce os primeiros traços de uma inteligência.

 

Os vegetais possuem raiz de onde se nutrem, alimentando-se e desenvolvendo-se do reino mineral, caule e órgãos sexuais ficam em contato com a luz e com a ação do elemento ar, na polinização, na fotossíntese que é o processo através do qual as plantas, seres autotróficos (seres que produzem seu próprio alimento) e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono e outros compostos.

 

Como vê os 4 elementos físicos estão presentes na continuidade evolutiva dos vegetais, o calor da terra, os nutrientes da terra, ar e água. A inteligência dos vegetais está na sua alma coletiva, as matas, florestas na sua diversidade convivem harmonicamente sem entrar em conflito.

Entrar dentro de uma floresta e sentir suas vibrações energéticas é conversar com os vegetais, as energias captadas pelo folhas e galhos são do quinto elemento, que é a energia prânica, que distribui como flechas em direção ao solo. Estar embaixo de uma árvore é receber essa chuva espiralada energética.

Quanto mais profunda for as raízes de uma árvore melhor serão os benefícios energéticos que teremos ao ficar embaixo de uma árvore.

Mas os vegetais não possuem o instinto, pois não podem se Locomover, sua vida é na VERTICAL, os cabelos são as raízes e bocas que se nutrem de nutrientes e minerais, que sobem pelo tronco transformando-se em energias que se preparam para a auto-reprodução. Da própria água, ressurgem as primeiras estruturas unicelulares animais, como amebas, e tantas estruturas ainda desconhecida pela ciência, residentes, no fundo dos oceanos, fungos, parasitas, micróbios, bactérias, etc.

Nota sobre Vírus: Vírus é uma partícula, basicamente protéica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular.

14.3.2.5 - Reino Animal:

Já foi questionado por diversos cientistas a origem da vida no nosso planeta terra, tem até teoria dela ser trazida para cá pelos ET’s, porém é preciso compreender que, onde existir os quatro elementos ativos da natureza física e o elemento cósmico universal (astral – elo cósmico – alimento vital), a vida irá ser formar por conta própria.

Quando os vegetais evoluem organicamente no ápice criam estruturas animadas unicelulares primárias capazes de se movimentar tornar-se animado, por isso o nome animal = animus (principio espiritual), colônias de fungos, micróbios, parasitas, bactérias, vírus. Ao contrário do que se pensa quanto maior uma árvore estruturalmente, mais primitiva ela é.

A evolução do reino vegetal se dá pela complexidade estrutural como é as plantas carnívoras, principalmente nas profundezas do mar.

Por isso o que anima esse conjunto micro-orgânico, e um espírito grupal em formação evolutiva e um dos motivos que leva eles a evolução é o desenvolvimento de instintos primordiais como: INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA, forma-se então a CADEIA ALIMENTAR.  Porque os animais, passam a caçar seus alimentos externamente.


Na medida que existe a morte, estas estruturas retornam as suas origens e renascem novamente, sempre agregando experiências, e trocando de níveis conforme a mudança estrutural energética, reflete na reencarnação física, quando um espírito grupal une-se a outro para formar um novo grupo acasalando as energias, renascendo em outra estrutura mais evoluída, dentro do micro-mundo.

Quanto mais evoluído for a alma grupal, mais instintos vão agregando, O MEDO é um dos instintos básicos, que faz com que ao longo da existência a alma coletiva do grupo vá criando defesas e reconhecendo o seu inimigo natural na cadeia alimentar. Uma alma grupal sempre se preocupa em não morrer integralmente, sempre se preocupa em preservar algumas espécies.

Colméias, formigueiros, cardumes de peixes, bandos de aves e todos tem o mesmos instintos básicos, agem da mesma forma, porque são comandados por essa alma coletiva elementar da natureza, que se desenvolveu ao longo das eras e faz parte do processo evolutivo.

Soltando-se essas energias, elas se organizam em colônias, são os insetos, essas colônias evoluem para menores grupos, esses espíritos grupais vão se acoplando até chegar em sua individualidade, como é o caso de alguns cães, gatos, macacos, cavalos que se mostram inteligentes e entendem seu donos, começam a ter almas individualizadas, depois entra na cadeia humano, nascendo em tribos primitivas neste planeta ou em próximos em outro sistema planetário vizinho ao Sistema Solar.

14.3.2.6 - Animais Extintos:

- Dinossauros e os animais extintos?

 quinto elemento (elemento energético = Éter Universal) é primordial para explicar a evolução dos planetas, ele carrega o princípio energético que impulsiona a vida, conforme o grau de evolução do planeta, o princípio inteligente efetua sua descida à matéria para que esta última a auxilie no despertamento desta "divindade latente".


E é aí que começam os estágios nos reinos. Um estudo mais detalhado pode esclarecer sobre as potencialidades que afloram em cada período e do grau evolutivo de cada planeta.

Na medida que o planeta evolui, a sua aura vai mudando os padrões que ficam menos densos, não existindo energias de padrões primitivos não existirá possibilidade de surgirem vidas pré-históricas.

Apesar do nosso planeta ainda ser embrionário e pouco evoluído, existem ainda planetas em formações, que estão passando pelo que a terra já passou.

 

14.3.2.7 - O Elo Perdido:

Muito se tem falado do elo perdido (Darwinismo), uma espécie de macaco-homem. Porém o homem primata, está relacionado a evolução planetária, não a evolução reencarnatória do espírito. Um espírito do reino animal, pode ser um cão inteligente, com princípios racionais e penetrar no reino hominal, na próxima reencarnação, nascendo ser humano com atributos ainda primitivos e grosseiros, mas totalmente integrado ao novo reino, para seguir sua evolução linear e horizontal no processo evolutivo.

 

Por isso o elo perdido, jamais será encontrado, pois ele está vinculado a EVOLUÇÃO DO PRÓPRIO planeta. Isso configura a hipótese lógica de que um dinossauro, não poderia sobreviver atualmente da terra, porque os elementos já não são o de sua época, o etérico era mais denso, as energias primitivas. Talvez se isso possível, esses imensos animais seriam disseminados por uma simples gripe, já que não possuem anticorpos apropriados para enfrentar as mudanças energéticas das colonias virais.

 

Evolução:
Desde o principio, note que a natureza em todos os sentidos preza pela evolução, parece que existe uma escada espiralada, por onde todos os seres sobem, desde o reino mineral até o reino animal.

Nota-se também a inteligência existente em todos os reinos, que responde aos estímulos ambientais, Darwin já havia demonstrado como a tendência dos animais em se afastarem de sua origem ancestral por mutação ou seleção natural, formando novas espécies com novas características. Chega-se ao homem, não de favor, mas puramente por meio da evolução.

14.3.2.8 - Reino Hominal:
O homem carrega consigo uma bagagem mais refinada de energias, mas um corpo denso mais preparada para os desgastes e embates que enfrentará pela escada evolutiva.

Não trás mais o couro resistente nem os músculos poderosos, esses ao longo da evolução não foram suficientes para ser o mais forte. Foi a inteligência, o raciocínio que deram ao homem o senhor de todas as espécies, vivendo e se adaptando em qualquer parte do planeta e será também fora dele.

Quando o homem nasce trás consigo, uma energia poderosa, o seu espírito. Este é o seu legado, uma energia bruta, mas capaz de se refinar, capaz de pertencer as mais finas e vibrantes energias do universo.

INSTINTO X RACIONALIDADE:

Nasce no homem um grande conflito, sua guerra pessoal, vencer seus próprios instintos. A racionalidade, trás a livre escolha, o DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA, onde ele pode desenvolver a capacidade de pensar e escolher, o Livre Arbitrio. Isso nasce com o EGO, com a individualidade, a capacidade que faz com que um ser humano não seja exatamente igual a outro, como são os animais, que agem por instintos e hábitos previsíveis.  Heis a evolução! Crescer.


Nesta batalha de se tornar um ser humano, espiritualmente estamos falando de energias primárias, pesadas, que apenas sonha em ser um Deus, pois trás na sua estrutura espiritual essa energia ainda cheia de impurezas, precisa ser tratada, lapidada, esculpida, passar pelo ar, pelo fogo, pela terra, pela água, nascer e renascer quantas vezes for preciso, para refinar-se, sutilizar e transcender para dimensões superiores, libertando-se do ciclos reencarnatórios.

- O QUE SÃO ESSAS IMPUREZAS?
 

– São densidades energéticas, resquícios da evolução, da rigidez da pedra, da possessividade dos vegetais, da força bruta dos animais selvagens, do medo da gazela, da voracidade de um leão. São sentimentos arraigados na alma, que através dos renascimentos, vão sendo tratados e energeticamente vai limpando da carne densa até sua aura, e construindo corpos melhores a cada evolução.

O próprio corpo físico vai ficando mais sutil em suas formas, em sua composição em seu cheiro, vai suportar mais as energias mais sutis.

O homem é um só em todos os sentidos, desde ao seu espírito mais refinado até o seu corpo físico, nada é emprestado, tudo é construção dele. Um óvulo e um espermatozóide são apenas o principio no qual o seu espírito vai construir com sua energia o seu corpo que suportará a sua manipulação energética.

Um corpo comum sucumbiria em poucos minutos um espírito evoluído de um Buda ou Cristo, porque não suportaria a energia, pura e radiante, entraria em autocombustão ou se desintegraria.

Portanto cada um tem o corpo que merece. Com suas doenças, com suas virtudes com seus defeitos.

Não digam por aí que este corpo que te carrega agora é passageiro, pois ele é o reflexo mais vivo do teu espírito.

- PORQUE NÃO LEMBRAMOS DE OUTRAS VIDAS?
 

Espiritismo:

O homem não pode e nem deve saber tudo, inclusive, não deve lembrar do seu passado (encarnações anteriores). 

O Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado.  Deus assim o quer em Sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si

Livro dos Espiritos - Questão 392

 

Obs: Como seria para um espírito reencarnado se apaixonar e casar com sua própria mãe de uma vida anterior?

 

ESPIRITUALISMO:

Para que lembrar, do que serviria, só atrapalharia, no cumprimento dos ENLACES CÁRMICOS.

A vida é uma só os renascimentos são capítulos, um dia lembraremos de tudo, no dia em que adquirirmos um espírito puro, que será capaz de entender sem culpa todas as atrocidades que foram feitas para estar onde está.

Mas não lembramos, porque nossa memória INTEGRAL está num estágio elevado (PLANO ABSTRATO) - Plano mental superior, no topo energético da pirâmide, está no corpo CAUSAL, não tem como chegarmos até este local vivendo na densidade (Plano concreto) da energia plasmada em matéria (energia densa modelada, ESTAGNADA).

Lembraremos lentamente os capítulos da vida, aos poucos vai se clareando o verdadeiro mundo, na medida que vamos SUTILIZANDO nossas energias.

A evolução é um processo lento, as vezes carregamos uma energia negativa (sentimentos e emoções), por várias vidas, até expulsar e purificar energeticamente, por isso cabe ao ser humano apressar sua evolução ajudando o processo natural, através de um ação mais ativa: A BUSCA DE SI MESMO.

Existe um código de ética universal, que é aplicado em todos os planos, em todos os mundos: O amor universal neste amor reside todos os outros conceitos, como dignidade, honradez, interesses coletivos acima dos privados.

 

- QUAL O SENTIDO DE EVOLUIR, PARA ONDE VAMOS?

As mônadas, são centelhas, divinas, que descem ao plano para criar seres purificados em energia, e ascendem para o oceano cósmico, potencializados, como ser integral, unindo-se ao todo.

Por isso o ser nasce da chuva cósmica, reencarna-se, verticalmente e horizontalmente nos reinos, unifica-se ego, individualiza-se para tratar as energias e retorna-se para integralização  no todo (plano monádico).

 

OUTRAS EXPLICAÇÕES SOBRE A  EVOLUÇÃO:

- ORIGEM DO UNIVERSO

- ORIGEM DA VIDA NA TERRA

 

14.3.3 - INTERMISSÃO  REENCARNATÓRIA:

 

14.3.3.1 - Intermissão:

Termo empregado por Hernani Guimarães Andrade (cientista brasileiro) para designar, em Espiritismo, o intervalo entre encarnações.

LIVRO PERISPÍRITO:

"Nas fases de intermissão os centros vitais nada perdem em importância, na sustentação do dinamismos perispirítico, embora com algumas transformações importantes, principalmente, nos centros gástrico e genésico, como informa André Luiz (espírito)".
Zalmino Zimmermann - 2a Edição Revisada e Ampliada

 

LIVRO DOS ESPÍRITOS:

A alma no intervalo das encarnações foi definida por Allan Kardec como Espírito errante, que aspira a novo destino, que espera.

Dizem todos os Espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, a fim de fazerem a sua escolha para a próxima reencarnação.

Esses intervalos podem durar desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes.
Essa duração é uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas, também, para alguns, constitui uma punição que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, a fim de continuarem estudos que só na condição de Espírito livre podem efetuar-se com proveito.
Allan Kardec

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS:

Os Espíritos errantes não têm liberdade para ir a todos os mundos. Pelo simples fato de haver deixado o corpo, o Espírito não se acha completamente desprendido da matéria e continua a pertencer ao mundo onde acabou de viver, ou a outro do mesmo grau, a menos que, durante a vida, se tenha elevado, o que, aliás, constitui o objetivo para que devem tender seus esforços, pois, do contrário, nunca se aperfeiçoaria. Pode, no entanto, ir a alguns mundos superiores, mas na qualidade de estrangeiro. A bem dizer, consegue apenas entrevê-los, donde lhe nasce o desejo de melhorar-se, para ser digno da felicidade de que gozam os que os habitam, para ser digno também de habitá-los mais tarde.
Allan Kardec.

 

LIVRO DOS ESPIRITOS:

O Espírito pode apressar ou retardar o momento da sua reencarnarão. Pode apressá-lo, atraindo-o por um desejo ardente. Pode igualmente distanciá-lo, recuando diante da prova, pois entre os Espíritos também há covardes e indiferentes. Nenhum, porém assim procede impunemente, visto que sofre por isso, como aquele que recusa o remédio capaz de curá-lo.
Allan Kardec – Questão: 332

LIVRO DOS ESPIRITOS:

O Espírito pode, também, escolher o corpo, porquanto as imperfeições que este apresente ainda serão, para o Espírito, provas que lhe auxiliarão o progresso, se vencer os obstáculos que lhe oponha. Nem sempre, porém, lhe é permitida a escolha do seu invólucro corpóreo; mas, simplesmente, a faculdade de pedir que seja tal ou qual. Se o Espírito recusar, à última hora, tomar o corpo por ele escolhido, sofreria muito mais do que aquele que não tentasse prova alguma.
Allan Kardec

 

LIVRO MISSIONÁRIOS DA LUZ:

"São inúmeros os projetos de corpos futuros nos setores de serviço das instituições reencarnacionistas. Depreende-se, da maioria deles, que todos os enfermos na carne são almas em trabalho da ingente conquista de si próprias. Ninguém trai a Vontade de Deus, nos processos evolutivos, sem graves tarefas de reparação, e todos os que tentara enganar a Natureza, quadro legítimo das Leis Divinas, acabam por enganar a si mesmos. A vida é uma sinfonia perfeita. Quando procuramos desafiná-la, no círculo das notas que devemos emitir para a sua máxima glorificação, somos compelidos a estacionar em pesado serviço de recomposição da harmonia quebrada".
 Francisco Cândido Xavier – por André Luiz Pág. 165 - 36ª edição.

 

14.3.3.2 -  Planos Astrais

CONSCIÊNCIA ESPÍRITA:

Os reinos do espírito geralmente são descritos como dimensões ou planos que se distinguem pelas densidades diferentes, ou oscilações vibratórias (freqüências), da substância neles contida. Essas várias dimensões se interpõem umas às outras, da mesma maneira que os nossos veículos conscienciais se interpõem também dentro de nós mesmos.
 

Os planos astrais geralmente são divididos em:  ( Leia mais sobre o Plano Astral  )

  • baixo ou inferior;

  • mediano ou intermediário;

  • alto ou superior, embora os contatos tenham revelado que, de fato, cada uma dessas divisões contêm inúmeros outros sub-planos, ou seja, inúmeras dimensões de vibrações variadas.

Quando abandonamos o corpo físico, por ocasião da morte, despertamos no além utilizando do veículo astral (ou corpo astral), no plano astral específico ao qual a substância deste vibra, em igualdade de freqüência, com a substância do próprio corpo astral.

 

Os domínios astrais inferiores são descritos como uma dimensão de escuridão, podendo ser comparados ao purgatório ou inferno, descritos pelo Cristianismo. Algumas pessoas que acalentam pensamentos de baixa-vibração e hábitos vis, depois de morrer, são aparentemente "puxadas" para essas regiões, permanecendo próximas ao plano físico em um estado de confusão mental-emocional.

Os domínios astrais medianos, ou intermediários, são descritos como um reino agradável. Neles, a maioria de nós desperta para reabilitação, depois do período de educação terrestre, que corresponde a uma escola de duras lições.

Os domínios astrais mais elevados são aparentemente reinos maravilhosos, o chamado Céu dos cristãos, ou Summerland dos espiritualistas.

Os planos mentais-causais são descritos como um reino de inspiração divina, livre de desejos terrestres e de todo conflito. Os seres dessas dimensões, aparentemente, são os agentes inspiradores das muitas inovações artísticas e técnicas na Terra, enviando mensagens silenciosas aos seus habitantes.

Os planos celestiais estão muito além da compreensão da maioria das pessoas.
Atualmente, todo contato feito através da Transcomunicação Instrumental parece ocorrer com os seres desses domínios astrais acima mencionados, desde as zonas mais próximas, entre o plano terreno denso, onde predominam a decepção, o medo e a violência, até os reinos mais elevados, mais sutis, de puro amor, Luz e sabedoria.
www.consciesp.org.br -
 Sonia Rinaldi

 

14.3.3.3 - RESTRINGIMENTO DO CORPO ESPIRITUAL

Aproximando-se o momento de reencarnação, o Espírito reencarnante, comumente, entra em gradativo processo de redução psicossômica (lembrando o chamado fenômeno da ovoidização), o qual acontece concomitantemente com a diminuição da consciência de si.

Para os Espíritos superiores dispensariam esse apagamento da consciência, pelo menos, até as fases finais. No momento da concepção do corpo que se lhe destina, o Espírito é apanhado por uma corrente fluídica que, semelhante a uma rede, o toma e aproxima da sua nova morada. Desde o instante da concepção, a perturbação ganha o Espírito; suas idéias se tornam confusas; suas faculdades somem.

No ato da reencarnação, as faculdades do Espírito não ficam apenas entorpecidas por uma espécie de sono momentâneo, todas, sem exceção, passam ao estado de latência.
PERISPÍRITO –  Zalmino Zimmermann p.39/40

OBRAS PÓSTUMAS – Kardec - cit.pp.202 / 203 *

 

ESTADO DE LATÊNCIA:

Período de inatividade entre um estímulo e a resposta por ele provocada.
Presença de elementos psíquicos esquecidos na esfera subliminar da consciência, donde podem ressurgir.

 

REDUÇÃO PSICOSSOMÁTICA (RESTRINGIMENTO):
Para reencarnações compulsórias e adiadas, e pequeníssimo corpo ovalado em que resulta, contendo todo o substrato do Espírito reencarnante, sendo que os pontos indicados correspondem aos seus Centros de Forças (Chakras).

IMAGENS DO ALÉM – Heigorina Cunha / Espírito Lucius

 

Miniaturização ou restringimento, no Plano Espiritual, significa estágio preparatório para nova reencarnação.

E A VIDA CONTINUA - Francisco Cândido Xavier – André Luiz

14.3.3.4 - SANGUE E PERISPÍRITO:
O corpo humano tem as suas atividades propriamente vegetativas, mas talvez ainda não saiba que o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. Na organização fetal, o patrimônio sangüíneo é uma dádiva do organismo materno. Logo após o renascimento, inicia-se o período de assimilação diferente das energias orgânicas, em que o “eu” reencarnado ensaia a consolidação de suas novas experiências e, somente aos sete anos de vida comum, começa a presidir, por si mesmo, ao processo de formação do sangue, elemento básico de equilíbrio ao corpo perispirítico ou forma preexistente, no novo serviço iniciado.

O sangue, portanto, é como se fora o fluido divino que nos fixa as atividades no campo material e em seu fluxo e refluxo incessantes, na organização fisiológica, nos fornece o símbolo do eterno movimento das forças sublimes da Criação Infinita. Quando a sua circulação deixa de ser livre, surge o desequilíbrio ou enfermidade e, se surgem obstáculos que impedem o seu movimento, de maneira absoluta, então sobrevém a extinção do tônus vital, no campo físico, ao qual se segue a morte com a retirada imediata da alma.
OBRAS PÓSTUMAS – 26a. ed. FEB – Kardec -  Pág. 203 - André Luiz 1943

O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos. Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.
Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem, e por que tão profunda é a missão da mulher perante as leis divinas.

 

14.3.3.5 - TEMPO ENTRE UMA REENCARNAÇÃO E OUTRA:

Obviamente ele varia de acordo com o número de encarnados. Segundo Elsie Dubugras, é um incognita um cálculo exato.

Mas criou-se um gráfico aproximado pelo estudiosa Drª Helen Wambach extraído do Livro Reliving Past Lives que tem os seguintes números:

  • Em 2000 antes de Cristo uma pessoa levava em media 900 anos entre uma encarnação e outra.

  • Em 1000 antes de Cristo uma pessoa levava em média 610 anos

  • Em 500 a.C. uma pessoa levava em média 550 anos.

  • Em 500 anos Depois de Cristo levava em média 350 anos

  • Em 1000 anos d.C. levava 250 anos.

  • Em 2000 anos d.C levava 50 anos em média.

Já segundo Goldstein, usando outros coeficientes, chegou a conclusão:

  • Em 1952 a média era de 600 anos.

  • Em 1975 a média era de 409 anos

  • Em 1987 a média era de 236 anos.

Na verdade sem saber a existência total de espíritos não existe como precisar esses cálculos. Segundo Chico Xavier existem atualmente no plano espiritual cerca de 20 bilhões de espiritos desencarnados. Com 7.000.000.000 encarnados teríamos uma população total de 27.000.000.000 de entidades espirituais aproximadamente.
Resta-nos saber se somente esse planeta físico é usado para as reencarnações. Segundo os Teosóficos e o próprio Kardec, existem muitos planos físicos como a terra.

As TVP (Terapia de Vidas Passadas) ajudaram a alguns estatísticos a coletarem dados mais precisos, mesmo assim longe de uma estatística real. O Dr. Karl Muller chegou a um número atual de 78 anos de média entre uma vida e outra.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a expectativa de vida do ser humano na terra, que aumentou consideravelmente. Na idade média era de 40 anos e hoje se aproxima dos 100.

Outro fator é o controle da natalidade, que se faz presente em todos os países evoluídos, e agora dissiminando-se pelos países subdsenvolvidos. Era comum no sertão do Nordeste a 20 anos atrás uma mulher com 20 filhos, hoje esse número baixou para 5 filhos como média e vai baixar mais.

 

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compilado por Beraldo Figueiredo