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Indice -
compilado por Beraldo Figueiredo |
Página Principal |
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108.1.4 - OS PORÕES DA
IGREJA ROMANA: |
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108.1.4.1 - ATOS HISTÓRICOS DO CATOLICISMO ROMANO:
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A FOGUEIRA REAL FOI
APAGADA, E A MORAL FOI? |
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Não
é objetivo deste site criticar, condenar qualquer manifestação
religiosa, nem tampouco atacar qualquer doutrina ou ato de fé das
pessoas, mas repassar a história da espiritualidade.
A Igreja Católica
Apostólica Romana, escreveu sua história com muitas polêmicas, e
sobreviveu a seus próprios exageros apesar de tudo. O que tanto tentou
impedir no passado, no presente se tornou uma realidade, que é o
crescimento de outras religiões e a migração do seu rebanho para outros
pastores. Graças a Deus já não temos mais a inquisição, senão
faltaria lenha para tantas fogueiras que seriam acessas. Na certa eu
seria um herege a arder em uma delas.
Como pôde o PODER
desviar tanto os homens ditos "iluminados", o que fez a igreja
perder o seu foco, e se desviar de sua
missão maior, somente essa frase de Jesus Cristo bastaria para que
nenhuma inquisição fosse imposta no mundo:
"Pai
... (15) Não peço para que os tire do mundo, mas que os livre do
mal . (16) Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. (17)
Santifica-os com a verdade. A tua palavra é a verdade. (18) Assim como
tu me enviaste ao mundo, eu os envio ao mundo. Eu consagro-me por eles,
para eles também serem consagrados na verdade " - [São
João, 17:15,16,17,18].
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Apesar disso, as fogueiras foram acessas, corpos
queimados, lanças vararam corpos, espadas deceparam cabeças, torturas e
instrumentos cruéis foram criados e todos em nome de Jesus Cristo e do
CRIADOR.
Não culpo a fé, nem a
doutrina, mas o poder dado a pessoas despreparadas para exerce-lo.
Como acontece em diversos setores importantes na sociedade humana.
A Igreja Católica
Romana que sempre costumou julgar as pessoas supostamente desviadas do
caminho de Deus, agora está da mesma forma julgada, pela opinião
pública, do que pode ser revelado e somente pelo que foi encontrado nos
porões do Vaticano.
O que a igreja
aprendeu com seus erros? Já que a fogueira real foi apagada, a
pergunta que faço, é se o poder total a ela voltasse e o mundo
permitisse, haveria católicos com tochas na mão, para acender outras? Ou
finalmente seria usado o conselho que Jesus Cristo deu a todos:
"Não peço para que os tire do mundo, mas que os livre do
mal" .
Autor do Site:
Beraldo Lopes Figueiredo
108.1.4.2 - RESUMO DE ALGUNS ATOS PAPAIS: |
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Ano 370 -
Principia o uso de altares e velas. O culto dos santos foi
introduzido por Basílio de Cesareia e Gregoriano Nazianzeno.
Inicia-se o uso de incenso por influência pagã.
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Ano 400 -
Paulino de Nola ordena que se reze pelos defuntos e ensina o sinal
da cruz feito no ar.
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Ano 590 -
Gregório, o Grande, cria o Purgatório.
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Ano 607 -
O imperador Phocas dá ao Bispo de Roma o direito de primazia
universal sobre a cristandade, depois do 2º Concílio de
Constantinopla. Phocas foi um dos homens mais sanguinários que o
mundo concebeu.
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Ano 609 -
O culto à Virgem Maria é obra de Bonifácio IV. A invocação dos anjos
e dos santos é posta como lei.
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Ano 670 -
Começa a dizer-se a missa em latim pelo papa Vitélio.
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Ano 758 -
Cria-se a confissão auricular pelas ordem religiosas do Oriente.
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Ano 787 -
Pelo 2º Concílio de Nicéia foi estabelecido o culto das imagens e a
adoração da cruz e relíquias de santos.
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Ano 795 -
o incenso foi posto no lei nas cerimônias da igreja por Leão III.
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Ano 803 -
Foi criada a festa da Assunção de Virgem pelo Concílio de Mogúncia.
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Ano 818 -
Aparece, pela primeira vez, nos escritos de Pascácio Radberto, a
doutrina da transubstanciação e a missa, como como se ve nos nossos
dias.
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Ano 830 - começam a
usar ramos e água benta
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Ano 884 -
o papa Adriano III aconselha a canonização dos santos.
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Ano 933 - instituída a
canonização de "santos"
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Ano 998 -
É estabelecido o dia de finados.
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Ano 1000 -
A confissão auricular generaliza-se e os ministros da igreja arrogam
para si o "ego te absolvo". A missa passa a designar-se sacrifício e
organizam-se as peregrinações.
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Ano 1003 -
o papa João XIV aprova a fasta das almas nos fiéis defuntos.
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Ano 1059 -
Nicolau II cria o colégio de cardeais - o conclave.
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Ano 1074 -
O papa Gregório VII decreta obrigatório o celibato dos padres.
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Ano 1076 -
É declarada a infalibilidade dos papas.
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Ano 1090 -
Pedro, o Ermitão, inventa o Rosário.
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Ano 1095 -
Urbano II cria as indulgências.
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Ano 1125 -
Aparece a idéia da imaculada concepção de Maria.
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Ano 1164 -
Pedro Lombardo enumera os sete sacramentos da Santa Madre Igreja.
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Ano 1190 - instituem a
venda de indulgências.
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Ano 1200 - a hóstia
substitui a Ceia.
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Ano 1200 -
O concílio de Latrão impõe a transubstanciação e a confissão
auricular.
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Ano 1216 - instituída a
confissão.
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Ano 1227 -
Entra a campainha na missa por ordem de Gregório IX.
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Ano 1229 -
O concílio de Toulouse estabeleceu a inquisição que foi confirmada
por Gregório IX, em 1232, e logo aos dominicanos.
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Ano 1264
- Urbano IV determina a festa do Corpo de Deus.
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Ano 1300 -
Bonifácio VIII determina o jubileu.
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Ano 1311 -
Inicia-se a primeira procissão do Santíssimo Sacramento
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Ano 1317 -
João XXII ordena a Ave-Maria.
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Ano 1360 -
Começa a hóstia a ser levada em procissão.
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Ano 1414 - O concílio de Constança definiu que a comunhão do
povo deve ser a hóstia somente, sendo o cálice reservado para o
padre. Os Concílios de Pisa, Constança e Basiléia declararam a
autoridade do Concílio superior à do Papa.
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Ano 1438 -
O Concílio de Florença abre a porta ao Purgatório, que Gregório, o
Grande, havia criado. Ano 1563 - O Concílio de Trento definiu que a tradição é tão
valiosa como a própria Palavra de Deus, Os livros apócrifos foram
aceitos como canônicos.
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Ano 1600 -
Giordano Bruno foi queimado pela fogueira da Inquisição
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Ano 1854 -
Pio IX proclama o dogma da imaculada concepção de Maria.
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Ano 1870 -
O concílio Vaticano I declara a infalibilidade do papa.
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Ano 1950 -
O papa Pio XII proclama o dogma da Assunção da Virgem Maria ao Céu.
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108.1.4.3
- GRANDE CISMA: |
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O Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou simplesmente
Grande Cisma foi uma crise religiosa que ocorreu na Igreja Católica de
1378 a 1417.
Entre 1309 e 1377, a residência do papado foi alterada de
Roma para Avignon, na França, pois o Papa Clemente V, foi levado (sem
possibilidade de debate) pelo rei francês para residir em Avignon.
Em 1378 o Papa Gregório XI voltaria para Roma, onde
faleceria, a população italiana desejava que o papado fosse
restabelecido em Roma e então seria eleito o Papa Urbano VI, de origem
italiana, porém ele se demonstraria muito autoritário, então uma
quantidade considerável da alta hierarquia católica, anularia sua
votação e um novo conclave foi realizado, elegendo Clemente VII, que
voltaria à residir em Avignon, iniciando-se então o Cisma, em que o Papa
residia em Roma e o Antipapa residia em Avignon, reclamando para si o
poder sobre a Igreja Católica, posteriormente surgiria outra
Antipapa em
Pisa. O cisma terminou no Concílio de Constança em 1414, com o papado
estabelecido definitivamente em Roma.
Fonte:
Wikipédia
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108.1.4.3
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INQUISIÇÃO |
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Inquisição (é um termo que deriva do ato judicial de
inquirir, o que se traduz e significa perguntar, averiguar, pesquisar,
interrogar etc.) ou Tribunal da Inquisição ou Santa Inquisição (dentre
outros nomes) foi um tribunal cristão utilizado para averiguar heresia,
feitiçaria, bigamia, sodomia e apostasia. O culpado era muitas vezes
acusado por causar uma "crise da fé", pestes, terremotos, doenças e
miséria social[G. Balandier, o
Poder em Cena, Brasília, UnB, 1982, p.43], o acusado era entregue às autoridades do Estado, que o
puniriam, as penas variam desde confisco de bens, perda de liberdade,
até a pena de morte (muitas vezes na fogueira, método que se tornou
famoso, embora existissem outras formas de aplicar a pena de morte).
A Inquisição foi criada inicialmente pela Igreja Católica,
sob o nome do latim Inquisitio Haereticæ Pravitatis Sanctum Officium
para combater o sincretismo entre alguns grupos católicos, que
praticavam a adoração de plantas e animais e utilizavam mancias.[2] Os
tribunais da inquisição não eram permanentes, sendo instalados quando
surgia alguma heresia e eram depois desfeitos. Posteriormente tribunais
religiosos e outros métodos judiciários de combate à heresia seriam
utilizados pelas igrejas protestantes(Peters,
Edward. Inquisition. New York: The Free Press, 1988. Pág.: 58-67)
como por exemplo, na Alemanha e Inglaterra[Macaulay.
A História da Inglaterra. Leipzig, pag.:54.]. |
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O delator que apontava o "herege" para a comunidade,
muitas vezes garantia sua fé e status perante a sociedade.[
M.L.T. Carneiro, O Fogo e os Rituais de Purificação.
A Teoria do Malefício", Resgate. Revista de Cultura, Nº 3, Campinas,
Papirus, 1991, pp.27-32]
A caça às bruxas não foi perpetrada pela inquisição, mais sim por
Estados e tribunais civis independentes sem reais ligações com a
inquisição.
A Inquisição é confundida com "Tribunal do Santo
Ofício", porém o segundo é uma entidade que tem por função fazer
inquisições. Ao contrário do que é comum pensar, o "tribunal do Santo
Ofício" é uma entidade jurídica e não tinha forma de executar penas.
O resultado da inquisição, feita a um réu, era entregue ao poder régio.
Este tribunal era muito comum na Europa a pedido dos poderes régios,
pois queriam evitar condenações por mão popular. Diz Oliveira Marques
em «História de Portugal», tomo I, página 393: "...
A inquisição surge como uma instituição muito complexa, com objetivos
ideológicos, econômicos e sociais, consciente e inconscientemente
expressos".- “A sua atividade,
rigor e coerência variavam consoante a época". |
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A INQUISIÇÃO ESPANHOLA:
A Inquisição espanhola é, entre as demais inquisições, a
mais famosa porque mais marcante na lembrança. David Landes, por
exemplo, relata-nos: "A perseguição levou a uma
interminável caça à bruxa, completa com denunciantes pagos, vizinhos
bisbilhoteiros e uma racista
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"limpieza de sangre".
Judeus conversos eram apanhados por intrigas e vestígios de
prática mosaica: recusa de porco, toalhas lavadas à sexta-feira, uma
prece escutada à soslaia, freqüência irregular à igreja, uma palavra mal
ponderada. A higiene em si era uma causa de suspeita e tomar banho era
visto como uma prova de apostasia para marranos e muçulmanos. A frase "o
acusado era conhecido por tomar banho" é uma frase comum nos
registros da Inquisição.
Sujidade herdada: as pessoas limpas não têm de se lavar.
Em tudo isto, os espanhóis e portugueses rebaixaram-se. A intolerância
pode prejudicar o perseguidor (ainda) mais do que a vítima. Deste modo,
a Ibéria e na verdade a Europa Mediterrânica como um todo, perdeu o
comboio da chamada revolução científica".
Segundo Michael Baigent e Richard Leigh, a 1
de novembro de 1478, uma Bula do Papa Sixto IV autorizava a
criação de uma Inquisição Espanhola.
Confiou-se então o direito de nomear e demitir aos monarcas
espanhóis. |

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O primeiro Auto da Fé foi realizado a 6 de fevereiro
de 1481, e seis indivíduos foram
queimados vivos na estaca. Em Sevilha, só em novembro, 288
pessoas foram queimadas, enquanto setenta e nove foram condenadas à
prisão perpétua.
Em fevereiro de 1482 o Papa
autorizou a nomeação de mais sete dominicanos como Inquisidores, entre
eles, Tomás de Torquemada. Este viria a passar à história como a face
mais aterrorizante da Inquisição. Em abril de 1482, o próprio Papa
emitiu uma bula, na qual concluía: ¨A Inquisição há algum tempo é movida
não por zelo pela fé e a salvação das almas, mas pelo desejo de
riqueza¨. Após essa conclusão, revogaram-se todos os poderes confiados à
Inquisição e o Papa exigiu que os Inquisidores ficassem sobre o controle
dos bispos locais. O Rei Fernando ficou indignado e ameaçou o Papa. A 17
de outubro de 1483, uma nova bula estabelecia o Consejo de La Suprema y
General Inquisición para funcionar como a autoridade última da
Inquisição, sendo criado o cargo de Inquisidor Geral. Seu primeiro
ocupante foi Tomás de Torquemada. Até a sua morte em 1498, Torquemada
teve poder e influência que rivalizavam com os próprios monarcas
Fernando e Isabel. Sob os inflexíveis auspícios de Torquemada, o
trabalho da Inquisição espanhola prosseguiu com renovada energia. A 25
de fevereiro de 1484, 30 vítimas foram queimadas vivas em Ciudad Real.
Entre 1485 e 1501 foram queimadas 250 pessoas em Toledo. Em Barcelona,
em 1491 três foram executadas e 220 condenadas à morte em in absentia. |
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O Poderoso
sinistro e sanguinário Carrasco:
Esse é o título que
ostenta essa figura sinistra, que recebeu o poder das mãos do Papa e dos
Reis Fernando e Isabel. Estamos falando do inquisidor-mor Tomás de
Torquemada, que nasceu em 1420 em Àvila, tornou-se frade no convento
Dominicano de São Paulo de Villadoli. Neto do Cardeal Juan de Torquemada
pilar da ortodoxia no Concílio de Constância e acirrado defensor da
infalibilidade do Papa.
Tomás de Torquemada
para fogueira, entre 1483 e 1498, 8.000 pessoas acusadas de feitiçaria.
Milhares de outros a outros castigos, como torturas, prisões,
perseguições, tomada de bens.
Era descendente de
Judeu, o que não impediu de perseguir sua própria raça. Para conseguir
provas que pudessem condenar Torquemado usava dois métodos
infalíveis: 1º a Delação e 2º a Tortura (escreve Oliveira Martins). O
réu não sabia quem os acusava, a delação era aplaudida, a espionagem
tornou-se uma virtude. Os delatores infiltravam-se nas famílias, eram
médicos, filhos, pais, esposas, parentes, confessores, conselheiros,
supostos amigos. Não existia apelação após a sentença. Na espanha a
inquisição tornou-se uma epidemia, uma peste, um horror social.
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INSTRUMENTOS DE
TORTURA:
A obra História da
Inquisição de Henry Kamen, relata que a confissão, era infalível diante
da tortura e os meios usados. O arrependimento, era obtido por meio de
uma lavagem cerebral.
As três principais
ferramentas de torturas usadas eram a: Garrucha, a
toca e o Potro.
A Garrucha,
era uma roldana presa no teto, o torturado era suspenso pelos pulsos com
peso preso aos pés. Variante dessa suspender com os pulsos amarrado
atrás e depois içado.
A Toca,
a tortura da água, no qual o torturado ficava deitado com a boca aberta
e por meio de jarros de água derramados lentamente em sua boca.
O Potro,
era uma tortura que usava várias cordas, que era amarradas numa armação
de madeira e o carrasco esticava o membros do corpo de acordo com a
conduta do torturado
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Censura
literária:
O Index
ou Index Librorum Prohibitorum era a lista de livros proibidos cuja
circulação tinha de ser controlada pela Inquisição. Os livros
autorizados eram impressos com um "imprimatur" ("que seja publicado")
oficial. Assim era evitada a introdução de conteúdo considerado herege
pela Igreja.
Em 1558
foi introduzida na Espanha (pela própria Coroa Espanhola, à revelia da
Igreja) a pena de morte para quem importasse livros estrangeiros sem
permissão ou para quem imprimisse sem a autorização oficial. Um exemplo
desta desconfiança dos espanhóis perante as idéias que lhes chegavam da
Europa no século é-nos dado pela estatística dos alunos espanhóis da
Universidade de Montpellier. Esta universidade costumava receber
estudantes de medicina espanhóis. Eles deixaram de ir. Entre 1510 e 1559
foram 248. Já entre 1560 e 1599 foram apenas 12 (Goodman).
Livros
como os de Monstesquieu, Voltaire, Rosseau, Galileu de Galileu, Renê
Descartes (FR) - Toda a sua obra filosófica, John Locke (ENG) - Ensaio
Sobre a Compreensão Humana, Jean-Jacques Rousseau (FR) - O Contrato
Social,
Blaise Pascal (FR) - As cartas ao Provincial e muitos outros ...
Extinção
da Inquisição:
A
Inquisição foi extinta gradualmente ao longo do século XVIII, embora só
em 1821 se dê a extinção formal em Portugal numa sessão das Cortes
Gerais.
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INQUISIÇÃO EM
PORTUGAL:
Na História da cultura universal - e, mais especificamente, da cultura
portuguesa e brasileira que se viram amordaçadas durante séculos pela
atuação da Santa Inquisição -, são múltiplos os exemplos de "caça à
literatura sediciosa". Podemos considerar Portugal pioneiro na censura
literária e defesa da fé e dos bons costumes. Antes mesmo da instituição
da Inquisição em Portugal (1536), observamos por parte do Estado a
preocupação em cercear idéias consideras como perigosas ao regime. Em
meados do século XV foi instituída a censura real através de um alvará
de Afonso V, de 18 de agosto de 1451, que manda "queimar livros falsos e
heréticos". Orientado pelo Conselho, ordenava que os livros de Johannes
Wickef, Johannes Hus, Frei Gaudio e de outros fossem queimados e "non
fossem mais achados em os nossos reinos" [9].
VATICANO PEDE DESCULPAS PELA INQUISIÇÃO:
Por: Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Conversas sobre julgamentos,
bruxas queimadas e livros proibidos ecoaram no Vaticano na terça-feira,
dia em que o papa João Paulo II (2º) pediu perdão pela Inquisição,
quando a Igreja Católica torturou e matou pessoas consideradas
heréticas.
O papa fez seu apelo em uma carta lida durante uma entrevista coletiva
convocada para o lançamento de um livro sobre a Inquisição.
João Paulo II (2º) repetiu uma frase tirada de um documento de 2000, no
qual pela primeira vez o pontífice pediu perdão pelos: "erros
cometidos a serviço da verdade por meio do uso de métodos que não têm
relação com a palavra do Senhor".
A declaração refere-se à tortura, aos julgamentos sumários, às
conversões forçadas e às fogueiras nas quais eram queimados
os acusados de heresia.
Mas, na carta de terça-feira, o papa foi mais longe, dizendo que o
pedido de perdão valia tanto para "os dramas relacionados com a
Inquisição quanto para as feridas deixadas na memória (coletiva) depois
daquilo".
O papa Gregório IX (9º). criou a Inquisição em 1233 para
combater a heresia, mas autoridades da Igreja Católica logo começaram a
contar com autoridades civis para multar, prender, torturar e matar
supostos heréticos. As atividades inquisitoriais atingiram um pico no
século 16, como resposta à Reforma.
O livro lançado na terça-feira baseia-se nos discursos feitos no
simpósio acadêmico patrocinado pelo Vaticano seis anos atrás.
Mas a entrevista coletiva foi além disso.
Um mapa mostrou que a Alemanha registrou o maior número de "bruxos"
e "bruxas" mortos por tribunais civis no começo do século 15:
Foram cerca de 25.000 pessoas - a
população do território contava então com 16.000.000 de pessoas.
Mas, em termos proporcionais, o recorde pertence a Lichtenstein,
onde 300 pessoas, ou 10% dos 3.000 habitantes da região, foram
mortas por bruxaria.
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Massacre da noite de São
Bartolomeu |
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Figura ao lado pintado por Dubois
retratando o Massacre de São Bartolomeu.
O massacre da noite de São Bartolomeu
foi um episódio sangrento na repressão dos protestantes na França pelos
reis franceses, católicos.
As matanças, organizadas pela casa real
francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses,
inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando
entre 30.000 e 100.000 protestantes franceses (chamados
huguenotes).
Este massacre veio dois anos depois do tratado de paz de Saint-Germain,
pelo qual Catarina de Médici tinha oferecido tréguas aos protestantes.
Em 1572, quatro incidentes inter-relacionados têm lugar após o casamento
real de Marguerite de Valois, (a irmã do rei da França) com Henrique de
Navarra, uma aliança que supostamente deveria acalmar as hostilidades
entre protestantes e católicos e fortalecer as aspirações de Henrique ao
trono.
Em 22 de Agosto, um agente de Catarina de
Médici (a mãe do rei da França de então, Carlos IX de França, o qual
tinha apenas 22 anos e não detinha verdadeiramente o controle), um
católico chamado Maurevert, tentou assassinar o almirante Gaspard de
Coligny, líder huguenote de Paris, o que enfureceu os protestantes,
apesar de ele ter ficado apenas ferido. |
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Nas primeiras horas da madrugada de 24 de
Agosto, o dia de São Bartolomeu, dezenas de líderes huguenotes foram
assassinados em Paris, numa série coordenada de ataques planejados pela
família real.
Este fora o sinal inicial para um massacre mais vasto. Começando em 24
de Agosto e durando até Outubro, houve uma onda organizada de
assassínios de huguenotes em cidades como Toulouse, Bordéus, Lyon,
Bourges, Rouen, e Orléans.
Relatos da altura dão conta de cadáveres nos rios durante meses, de modo
que ninguém comia peixe.
Não foi o primeiro nem o último ataque massivo aos protestantes
franceses. Outros pogromas se seguiriam.
Os eventos em ficção:
A história foi relatada por Alexandre Dumas em sua obra La Reine Margot,
um romance de 1845, historicamente acurado, apesar de Dumas ter inserido
romantismo e aventuras em seu texto. O romance de Dumas foi adaptado ao
cinema em 1994, em La Reine Margot ("A Rainha Margot"), de Patrice
Chéreau, que obteve grande sucesso comercial.
O massacre já tinha sido representado no cinema por D.W. Griffith no
filme mudo Intolerance ("Intolerância"), de 1916
Fonte:
Wikipédia
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JOANA D'ARC queimada viva em
1431 em Ruão |
GIORDANO BRUNO,queimado
em 1600 |
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A
INQUISIÇÃO PROTESTANTE: |
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Entretanto,
fica a questão: importa saber quem foi mais radical nas perseguições
entre um e outro?
Fica o registro de alguns exemplos de perseguições por parte dos
protestantes.
- Registre-se o massacre dos monges da Abadia de São Bernardo de Brémen,
no séc. XVI: os monges foram assassinados ou desfolados, atirando-lhes
sal na carne viva, sendo a seguir pendurados no campanário por bandos
protestantes.
- Seis monges cartuxos e o bispo de Rochester, na Inglaterra
protestante, foram enforcados em 1535.
- Henrique VIII mandou queimar milhares de católicos e anabatistas no
séc. XVI (mas foi sua filha católica, Maria, que acabou recebendo o
título de "Maria, a sanguinária"!).
- João Servet,
o descobridor da circulação do sangue, foi queimado em Genebra, por
ordem de Calvino (porém, é comum se recordar apenas do "caso Galileu
Galillei, o qual NÃO foi justiçado!).
- O historiador protestante Henry Hallam afirma: "A tortura e a execução
dos jesuítas no reinado de Isabel Tudor foram caracterizadas pela
selvageria e o dano [físico]".
- Um ato do Parlamento inglês decretou, em 1652, que: "Cada sacerdote
romano deve ser pendurado, decapitado e esquartejado; a seguir, deve ser
queimado e sua cabeça exposta em um poste em local público". |
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- Na Alemanha luterana, os anabatistas eram cozidos em sacos e atirados
nos rios.
- Na Escócia presbiteriana de John Fox, durante um período de seis anos,
foram queimadas mais de 1.000 (mil) mulheres acusadas de feitiçaria.
- Nas cidades conquistadas pelo "Protestantismo", os católicos tinham
que abandoná-las, deixando nelas todas as suas posses ou então
converter-se ao Protestantismo; se fossem descobertos celebrando a
Missa, eram apenados com a morte.
É um mito a afirmação de que a prática da tortura foi uma arma católica
na Inquisição. Janssen, um escritor desse período, cita uma testemunha
que afirma:
"O teólogo protestante Meyfart descreve a tortura que ele mesmo
presenciou: 'Um espanhol e um italiano foram os que sofreram esta
bestialidade e brutalidade. Nos países católicos não se condena um
assassino, um incestuoso ou um adúltero a mais de uma hora de tortura.
Porém, na Alemanha [protestante] a tortura é mantida por um dia e uma
noite inteira; às vezes, até por dois dias (...); outras vezes, até por
quatro dias e, após isto, é novamente iniciada (...) Esta é uma história
exata e horrível, que não pude presenciar sem também me estremecer".
O mesmo Janssem nos fornece este outro dado:
"Em Augsburgo, na Alemanha, no ano 1528, cerca de 170 anabatistas de
ambos os sexos foram aprisionados por ordem do Poder Público. Muitos
deles foram queimados vivos; outros foram marcados com ferro em brasa
nas bochechas ou suas línguas foram cortadas. [Ainda] em Augsburgo, no
dia 18 de janeiro de 1537, o Conselho Municipal publicou um decreto em
que se proibia o culto católico e se estabelecia o prazo de 8 dias para
que os católicos abandonassem a cidade; ao término desse prazo, soldados
passaram a perseguir os que não aceitaram a nova fé. Igrejas e mosteiros
foram profanados, derrubando-lhes as imagens e os altares; o patrimônio
artístico-cultural foi saqueado, queimado e destruído".
-Frankfurt, também na Alemanha, emitiu uma lei semelhante e a total
suspensão do culto católico foi estendida a todos os estados alemães.
- Em 1530, em seus "Comentários ao Salmo 80", Lutero aconselhava aos
governantes que aplicassem a pena de morte a todos os hereges.
- No distrito de Thorgau (Suiça), um missionário zwingliano, liderando
um bando protestante, saqueou, massacrou e destruiu o mosteiro local,
inclusive a sua biblioteca e o acervo artístico-cultural.
Fontes:
http://grandarcanum.blogspot.com/2008_05_01_archive.html
http://unabrasil.wordpress.com/2009/06/06/a-inquisicao-protestante/
BIBLIOGRAFIAS: |
- O Cristianismo
Através dos Séculos – Earle E. Cairns
- História Geral e
Britanica – H.G. Wells
- História da Igreja
de Cristo – Daniel Robs
- Diferenças ente
igrejas evangélicas e Igreja Católica – Prof. Jaime
Francisco
- A Caça às Bruxas na
Europa Moderna - Brian P. Levack
- Documentos da Igreja
Cristã - H. Bettenson
- História de uma
Viagem feita à Terra do Brasil – . João de Léri
- Igrejas Cristãs - Estêvão
Tavares Bettencourt
- Lutero e a Igreja do
Pecado - Fernando Jorge
- Nova Enciclopédia
Católica - vol. 3
- Por que amo a Igreja
- frei Battistini
- Revista Pergunte e
Responderemos nº 451
- Revista Pergunte e
Responderemos nº 500
- A Inquisição
Protestante – D. Estevão
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Veja Também:
108.1.1 - Catolicismo Apostólico Romano
108.1.2 - As Cruzadas
108.1.3 - Lista dos Papas
108.1.4 - Pecados da Igreja Católica
Romana
108.1.5 - Os Carismáticos
108.1.6 - Opus Dei
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Indice -
compilado por Beraldo Figueiredo |
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