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107.3 - TAOÍSMO E XINTOÍSMO: |
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O Taoísmo se baseia num livro chamado Tao Te Ching , o livro do Tao e do Te. Tao (ordem do mundo) e Te (força vital) são antigos conceitos chineses, aos quais Confúcio deu uma interpretação um pouco diferente. O Tao Te Ching, é um livrinho de apenas 20 ou 25 páginas, dividido em 81 capítulos. Ninguém sabe ao certo quem o escreveu, mas diz a lenda que foi o filósofo Lao-Tsé, que viveu no século VI a.C., tendo sido mais ou menos contemporâneo de Confúcio. As histórias sobre a vida de Lao-Tsé são muitas e variadas, e os historiadores não têm certeza sequer se ele de fato existiu. Feita esta advertência, a seguir, vamos nos referir à Lao-Tsé como o autor do Tao Te Ching.
TAO - O Grande Princípio
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A diferença mais importante entre a concepção de Lao-Tsé sobre o Tao e as outras, é que Lao-Tsé acreditava ser impossível descrever o Tao de maneira direta e racional. O Tao que pode ser descrito, não é o Tao real, disse ele Isso significa que o homem não pode investigar ou estudar a verdadeira natureza do Tao, não pode usar o intelecto para compreendê-lo. Ele deve meditar, imerso numa tranqüilidade sem nexos e esquecer todos os seus pensamentos a respeito de coisas externas, como o lucro e o progresso na vida. Só então irá alcançar a união com o Tao e será preenchido pelo Te, a força vital. O Taoísmo implica passividade e não atividade. Para um sábio taoísta, a ação mais importante é a não-ação. Isso obviamente tem uma grande influência em sua visão comunitária. Enquanto Confúcio desejava educar o homem por meio do conhecimento, Lao-Tsé preferia que as pessoas permanecessem ingênuas e simples, como crianças. Enquanto Confúcio ansiava por regras e sistemas fixos na política, Lao-Tsé acreditava que o homem deveria interferir o mínimo possível no desdobramento natural dos fatos. Confúcio queria uma administração bem ordenada, mas Lao-Tsé acreditava que qualquer administração é má. Quanto mais leis e mandamentos existirem, mais bandidos e ladrões haverá, diz o Tao Te Ching. O líder, devia ser um filósofo, e sua única tarefa era que sua passividade e seu distanciamento servissem de exemplo para os outros. A caridade ativa não faz sentido para um taoísta. Mas ele tem uma boa vontade sem limites com todos os outros, sejam eles bons ou maus. Alguns discípulos de Lao-Tsé direcionaram o misticismo natural para aspectos mais mágicos. Foram esses elementos de magia que encontraram maior ressonância entre as massas, ao se incorporarem às crendices e feitiçarias de tempos antigos. Por exemplo, Lao-Tsé acreditava que quando um indivíduo permanece passivo, preserva sua força vital por longo tempo, mantendo-a saudável e pura. Mais tarde, algumas pessoas começaram a interpretar essa idéia como a possibilidade de alcançar uma longevidade cada vez maior, e passaram a se interessar em se tornar imortais. Filósofos taoístas, além de meditar, exercitavam práticas mágicas e tentavam descobrir o Elixir da Vida Eterna. Lado a lado com o taoísmo filosófico, foi se desenvolvendo uma religião popular, baseada em Lao-Tsé, mas que também tinha seus próprios deuses, templos, sacerdotes e monges . Havia rituais complexos, em parte inspirados pela prática budista, com procissões, oferendas de alimentos aos deuses e cerimônias em honra dos vivos e dos mortos.
ORIGEM DO TAOISMO:
O mais famoso, o livro de aforismos místicos,
o Dao De Jing (Tao Te Ching), supostamente escrito por Lao Zi (Lao Tse),
que, segundo a tradição, foi um contemporâneo mais velho de Confúcio;
A filosofia ocidental pergunta o que é a
verdade; o taoísmo, o modo de atuar.
1) seguir a linha da menor resistência; 2) esperar o
momento do retorno.
1) a mente em branco ou não mente; 2) o reflexo.
Acessar página do I Ching - Oráculo
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"Se alguém sabe como cessar os pensamentos, então há concentração; concentrando-se se pode ‘chegar à tranqüilidade’; por meio da tranqüilidade, pode-se obter a paz;
com a paz se alcança a sabedoria; e com a sabedoria
pode-se ter o Tao”. |
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Traços Gerais Enquanto que as restantes grandes religiões adquiriram um estatuto de internacional, muito embora tenham surgido como um conjunto de crenças religiosas locais e específicas a uma comunidade, o Xintoísmo é aquela que ainda hoje podemos referir como sendo particular ao Japão e, por inerência, aos japoneses. Origem Como foi já referido, o Japão foi nos seus primórdios um arquipélago constituído por uma série de reinos feudais, cada qual posse de um Shogun, ou chefe/príncipe feudal, que estabelecia o seu território como independente dos outros. Neste território ela colectava os impostos, comandava o exército e decidia sobre a governação da sua população. |
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Era frequente reinos vizinhos combaterem ao longo de extensos períodos de tempo, mas também existiam comunidades mais isoladas dos grandes centros populacionais a quem era reconhecida uma considerável paz social. Quer por posicionamento geográfico, quer por relativa insignificância que os maiores feudos demonstravam por eles, estes territórios viviam relativamente isolados de contacto exterior, sendo sociedades maioritariamente tribais. Desta forma, era frequente as comunidades locais desenvolverem as suas próprias crenças do divino, construindo crenças religiosas particulares e exclusivas, e que por vezes mostravam até princípios filosóficos inerentes a religiões exteriores que conseguiam alguma aceitação por comunidades japonesas por via de emigrantes ou comerciantes. Mas, uma vez estabelecido o Império do Japão, sob uma única bandeira e governo de um Imperador, e devido à constante permuta de crenças entre povos vizinhos, foi também criada uma única religião que pudesse abranger, até certa medida, muitos dos ensinamentos que se encontravam anteriormente dispersos pelas comunidades locais. Desta forma, o Xintoísmo surge como uma doutrina que se fundamenta centralmente num politeísmo e na veneração de princípios naturais, como o sejam o Sol, a Terra, etc. Ensinamentos Devido à sua simplicidade formal, não implica um intricado sistema de crenças como é comum às restantes grandes religiões, sendo de fácil entendimento e absorção. Como tal, não advoga nenhum conjunto específico de condutas morais e sociais, nem defende um conjunto de valores morais necessários à realização espiritual dos seus crentes, mas antes indica alguns princípios que seguem ser comuns a todos os membros da sociedade, independentemente de partilharem essas crenças nas divindades ou princípios cósmicos ou não. Assim, o Xintoísmo caracteriza-se por um conjunto de "indicações" morais genéricas, como o respeito aos idosos, à práctica da moderação dos impulsos do coração, honra pelo indivíduo e respeito pelo próximo. Fonte: http://www.nostrumtempus.com/2007/01/religies-xintosmo.html
XINTOISMO 2 No Japão, a antiga religião nacional é o xintoísmo. A partir de 500 d.C., o xintoísmo enfrentou dura competição com o Budismo, e as duas religiões acabaram por influenciar uma à outra. Não é raro, no Japão, o uso alternado de várias religiões. Uma criança pode ser abençoada pelos deuses num ritual xintoísta e ser enterrada num ritual budista. O casamento pode se realizar numa igreja cristã. Essa mistura de religiões, encontrou expressão modernamente numa série de novas seitas, cultos e comunidades religiosas, o que levou o Japão moderno a ser chamado de Laboratório Religioso. Diferentemente do Cristianismo e do Islã, o Xintoísmo não tem um fundador. É tipicamente uma religião nacional, que ao longo dos séculos adotou tradições de várias outras religiosidades. Ela não conta com nenhum credo ou código de ética expressamente formulado. A essência do xintoísmo são a cerimônia e o ritual, que mantêm contato Dom o divino.
Costuma-se dizer que o xintoísmo possui diversos milhões de deuses ou kamis, que se manifestam sob a forma de árvores, montanhas, rios animais e seres humanos. Só que a palavra kami também pode ser traduzida como espírito. O culto aos espíritos naturais e ancestrais sempre foi fundamental para o xintoísmo, desde os dias em que o Japão ainda era uma sociedade agrária. O culto aos antepassados se difundiu particularmente sob a influência do Confucionismo Chinês.
No princípio, segundo a mitologia japonesa, um casal divino, Izanagui e Izanami, desceu do céu e gerou as filhas japonesas, depois o resto do mundo e tudo que há nele, e por último uma série de deuses, os kamis. Destes, o mais importante era a deusa do sol, Amaterasu. Os outros kamis, se estabeleceram na terra e conceberam os primeiros seres humanos. Mas a sociedade humana precisava de ordem e comando, e por isso o neto de Amaterasu foi enviado à terra. Um de seus descendentes se tornou o primeiro imperador do Japão. Assim, todos os japoneses têm origem divina, mas em especial o imperador, que é descendente da própria deusa do sol. Aos poucos foi ocorrendo uma mudança: em vez de adorar os kamis do falecido imperador, passou-se a adorar o próprio imperador. Ele era uma kami vivo.
A origem do culto ao imperador se explica , em parte, pelas condições políticas do século passado. O Japão estava ameaçado pelo expansionismo ocidental e sentiu a necessidade de reforçar no povo o caráter nacionalista. As mesmo tempo, a autoridade do imperador tinha sido solapada por líderes militares, os xoguns, que detinham o poder. Em 1867, um golpe de Estado, deu ao imperador Meiji, o controle do país; ele iniciou então uma renovação política e religiosa. O xintoísmo, se tornou a religião estatal, ao passo que templos budistas foram derrubados e vários elementos budistas foram expurgados da cultura xintoísta. A religião ficou então totalmente vinculada ao nacionalismo. Um exemplo: o xintoísmo era a ideologia dos pilotos suicidas japoneses (Kamikaze quer dizer vento divino). Cada soldado que morria nas guerras era imediatamente transformado num kami, e em sua honra se realizavam cerimônias nos templos xintoístas. O culto é observado tanto no lar como nos templos, dos quais há cerca de 20 mil; Antes administrados pelo governo imperial, os templos são hoje organizados em associações, com líderes eleitos pelo voto. O Templo xintoísta não é um local de pregações. É a morada de um kami, o lugar onde este é cultuado segundo certos rituais prescritos. Originalmente, as cerimônias eram realizadas pelo chefe da família ou do clã; num nível mais alto da escala social, por um príncipe ou pelo próprio imperador. Esse sacerdócio hereditário foi abolido quando o imperador elevou o xintoísmo condição de religião estatal e transformou os sacerdotes, em funcionários públicos. Hoje, os sacerdotes em tempo integral ou parcial são nomeados pela organização dos templos. A maioria deles é casada e tem também um emprego secular. Após a guerra, as mulheres passaram a ser elegíveis para o sacerdócio.
Bibliografia:
RETIRADO DO SITE: http://br.geocities.com/umbandaracional/religioes.html
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