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Indice -
Compilado por Beraldo Lopes Figueiredo |
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205 - Magia, Ritos e Feitiços |
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interesse:
205.1 - MAGO X BRUXO
205.2 - RITUAIS MÁGICOS DO
CAMPO
205.3 - A
MAGIA DE ABRA-MELIN
205.4 -
FEITIÇO ZULU
205.5 - JUJU
- FEITIÇO DA ÁFRICA
205.6 -
TALISMÃ
205.7 - A
MAGIA DAS VELAS
205.8 - MAGIA
NEGRA
205.9 - ZUMBIS
SOBRE O TEMA:
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As crenças, superstições e a medicina
popular fizeram sempre parte da vida de todos os seres da terra. Existem
poderosas simpatias,
rezas e benzeduras que se
repetem durante séculos E esta parte foi e ainda é transmitidas de geração para geração.
A crença, é fundamental para que elas deem certo e surtam os efeitos
desejados, precisam acima de tudo que sejam feitas com toda a força do
pensamento. |
205.1 - MAGO
x BRUXO
CIÊNCIAS
OCULTAS (OCULTISMO) é o conhecimento TEÓRICO
das leis ocultas do universo, já a MAGIA
se difere do Ocultismo por ser PRÁTICA, mas só
pratica a magia quem conhece as Ciências Ocultas
e quem tem esse conhecimento só pode ser um
MAGO.
Um mago
usa e domina, as forças da
natureza.
Mago ou
Magi, plural da palavra Persa antiga
magus, significando tanto imagem quanto "um
homem sábio", que vêm do verbo cuja raiz
é "meh", significando grande, e em sânscrito, "maha".
Mago usualmente denota aquele que pratica
a magia ou ocultismo.
BRUXA é um termo
português quase equivalente a FEITICEIRA.
Uma bruxa é uma pessoa que manipula determinadas
energias e tem conhecimentos sobre determinadas
forças da natureza.
Um Bruxo usa as
forças, mas não as domina.
Feiticeiro(a)s,
bruxo(a)s, curandeiro(a)s possuem
o dom, mas não o conhecimento profundo das
forças elementais da natureza oculta. Um
bruxo, um feiticeiro, tem grandes
conhecimentos práticos de encantamentos,
simpatias, fórmulas, plantas curativas,
feitiços, mas não tem o controle total sobre
essas forças. Usam elas, mas não as controlam.
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Os Pajés e Xamãs ( chamados de feiticeiros) são
conhecedores de rituais primitivos, lidam diretamente com os elementos da
natureza e seus elementais.
Um Xamã é um sacerdote, um conhecedor de técnicas, a função
mais importante de um Pajé e um Xamã é CURAR, defendem a tribo
contra as forças do mal, indicam os melhores lugares para caça, pesca,
controlam o tempo, o destino e o futuro da tribo, partos, doenças,
aconselhamento, etc.
Os Feitiços estariam relacionados a
encantos e seduções. Pajés e Xamãs por praticarem feitiços são
também chamados de bruxos.
Feitiço seria a transmutação de algo, uma mudança do natural através de
palavras e gestos.
Muitas Bruxas por praticarem Magia Branca,
preferem ser chamadas de Feiticeiras. No entanto Feiticeiro pode ser
usado tanto para praticantes de Magia Branca (ajudar o próximo) como para
praticante de Magia Negra (prejudicar o próximo).
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205.2 - RITUAIS MÁGICOS DO
CAMPO
Autor do texto J.M. Ferreira (Revista Magia
- Planeta Especial)
Se um ovo for colocado na janela ou no canto
da porta da casa camponesa no dia de Ascensão, protegerá seus moradores
contra qualquer tipo de mal. O ovo ocupa um lugar de destaque nos rituais
mágicos do campo. Nem a igreja,nem o racionalismo conseguiram acabar com os
costumes, crendices dos antigos. Até hoje na Europa, surgem todos os anos as
árvores-de-maio, durante o mês de maio, são resquícios do rito pagão de
primavera e fecundidade.
Nas casas antigas, quando demolidas são
encontradas restos de animais mortos, como sapos, gatos, também restos de
objetos como machado, pontas de lança e flechas. Por outro lado, objetos que
trazem boa sorte são enterrados junto ao alicerce. Benzimentos, pequenos
rituais, como matar uma galinha no local da construção: Se esta desaparecer,
a construção está aprovado pelos elementos da natureza, mas se ela apodrecer
no local, significa que o local tem energias negativas.
Enterrar moedas de ouro, prata, cruzes, estatuetas dos santos e da virgem
maria, são amuletos de proteção. Colocar chifres no frente da casa, no
telhado, é um dos mais poderosos símbolos de proteção.
As carrancas nos prédios europeus,
disseminadas pelas construções do mundo todo, é um símbolo de proteção.
Principiaram-se nas aldeias compestres e nas embarcações dos Vikings, no
povo Celta.
A ferradura, usada nos portais, simbolizam a
força e a concentração de energias, bem como círculos, cruzes, estrelas.
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A
vassoura com o cabo voltado para baixo, também tem funções mágicas como
afugentar visitas indesejadas. Posição da cama, ritual no preparo de
alimentos, pé de coelho, trevo de quatro folhas e tantos outras crendices,
que ainda se arraigam nas pessoas, mostra que apesar da tecnologia e da era
moderna, ainda reside no intimo dos povos, a superstição e o temor ao
invisível.
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205.3 - A MAGIA DE
ABRA-MELIN
Autor do texto: Paulo Coelho
No
ano de 1898, era publicado na Inglaterra um misterioso trabalho que logo se
tornou a leitura favorita de todas as pessoas que participavam - ou se
interessavam - por Ciências Ocultas. A Sagrada Magia de Abra Melin, que
descrevia uma operação mágica de seis meses de duração, findos os quais o
operador invocava, durante uma semana, o seu Sagrado Anjo Guardião. Para
isto, era requirido uma casa com certas características próprias, alguns
poucos materiais (bastante fáceis de encontrar) e muita disciplina. Nada
mais.
Desde então, várias pessoas se propuseram a realizar a operação descrita por
Abra-Melin, inclusive o mago inflês Aleister Crowley - a quem se deve a
popularização do livro junto às correntes esotéricas e filosóficas de hoje
em dia Crowley nunca levou a termo o ritual, mas outras pessoas o fizeram.
O que é exatamente um Ritual? Durante séculos a maior parte da raça
humana acreditou que residia no ritual a verdadeira forma de comunicação com
forças desconhecidas. O Padre levanta a hóstia na missa e pronuncia palavras
mágicas: o espírita senta-se na mesa e faz uma oração invocando alguma
entidade; o alquimista se debruça sobre vidros e retortas e decifra
símbolos.
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No
oriente e no ocidente todas as culturas sempre tiveram uma série de
movimentos e invocações para se comunicar com a divindade. Porém apenas uma
parte tinha o privilégio - sacerdotes, magos, feiticeiros - e que podia
fazer uso indiscriminado deles, quanto ao resto das pessoas cabia uma
atitude passiva e respeitadora temendo o operador do ritual. Foi daí que
nasceu o fenômeno mais social do que divino - a religião - onde os fiéis
sempre estão dependendo de uma terceira pessoa para comunicarem-se com Deus
e seus Santos, além do local dito sagrado. Porém existe uma realidade, que
em nossa vida real, temos pequenos rituais em tudo que fazemos.
A
sagrada magia é um ritual de 6 meses, recolhimento, anotações, regras,
culminando com uma semana de invocações e conjurações, onde o operador irá
culminar com uma conversação com seu sagrado anjo Superior. O livro
está dividido em 3 partes: a primeira narra a história de Abraão que não é a
mesma da bíblia, o lado místico do homem que buscava o conhecimento. O
ritual depois de começado, não pode ser interrompido, fica estabelecido que
o operador deve ter entre 25 e 50 anos de idade e outras regras como não
dormir enquanto o sol estiver a vista dos olhos, as janelas de um dos
quartos da casa deve ser virada para o norte, sul e leste (um quarto com 3
janelas) e outras regras que não vem ao caso. Essa magia, segundo alguns, é
uma magia que dá resultados surpreendentes.
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Abramelin,
o Mago, é o nome (ou pseudônimo) de um mago egípcio
(ou, apenas, um personagem fictício) que teria ensinado uma
poderosa forma de magia cabalística a Abraão, o Judeu
(provavelmente, um outro personagem fictício) no famoso
grimório O Livro da Sagrada Magia de Abramelin, o Mago.
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205.4 - FEITIÇO
ZULU
Autor Erich Nietsch
Somente em Soweto, o subúrbio "negro" de Johannesburg (maior cidade
sul-africana), existe pelo menos 1.000 feiticeiros pajés que gozam de grande
prestígio entre a população (inclusive brancos).conseqüência direta dos
resultados positivos que conseguem com seus métodos de tratamento,
naturalistas e mágicos, tanto é que a própria Organização Mundial de Saúde
da ONU, reconhece que a MEDICINA NATURAL E TRADICIONAL do país seja
respeitada e reconhecida, como a medicina ocidental. Porém para o resto do
mundo, ela se restringe apenas ao local de origem e pouco se sabe sobre os
seus segredos.
Na
procura por um pajé, os visitantes se deparam com os filhos do "Povo
Celestial", pois é assim que o povo Zulu se autodenomina.
Acontece coisas curiosas na terra dos Zulus, existem moscas que picam o gado
causando inflamações de onde se desenvolvem larvas (moscas-varejeira =
postam na carne, bernes). Os animais sofrem muito quando são espremidos. Os
fazendeiros da região chamam os curandeiros zulus, esses conhecem remédios
preparados com raízes, cascas e folhas, que passam nos animais e os bernes
saem rapidamente caindo no chão em questão de minutos.
Despachos feitos com frango, cobra mortos, ervas ou flores, são respeitados
e temidos como feitiços poderosos contra alguém.
A
base da doutrina Zulu está em conhecer os meios usados pelos espíritos
ou abatakatis, para provocar doenças ou a morte; os remédios usados para
causar a doença, deverão ser usados para tratar e empregadas da mesma
maneira e nas mesmas quantidades. O médico DR. Koch médico Sul-africano e
aluno de um curandeiro, explica assim essa verdade básica: Os espiritos
trazem as doenças, o curandeiro tem que descobrir os remédios. Um exemplo é
uma flor altamente tóxica que ao cheira-la pode levar a morte por
intoxicação, a cura está na casca dessa árvore, porém o curandeiro deve
retirar a casca dessa árvore de maneira que o vento sopre por trás dele para
ele não ser intoxicado. |
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205.5 - JUJU
- O FEITIÇO DA ÁFRICA
Autor do texto: Amelie Schenk
O policial inglês James H. Neal que trabalhou
entre 1952 e 1962 com o chefe do Departamento de investigação Criminal
para o governo de Gana (Africa Ocidental), em sua capital, Acra, caçoava da
magia Africana, considerando-a uma ridícula superstição - isso até ele ser
envolvido por ela. O relatório de Neal mostrou sua mudança de opinião. Ele
não era um parapsicólogo, apenas um funcionário público procurando provas e
nada sabia sobre os fenômenos paranormais.
A experiencia de Neal são impressionantes,
pois não existe interpretações, somente fatos. O primeiro fato, foi com a
dificuldade da retirada de uma árvore que estava localizada em um
determinado lugar, os trabalhadores não conseguiam aremoção, ora o trator
inguiçava, o operador tinha dores de barriga, enfim toda a ordem de
dificuldades para o corte. Contra a vontade de Neal, foi chamado um
feiticeiro local, e esse afirmou que a árvore era sagrada e que um espirito
morava nela. Então iniciou-se a negociação, três carneiros sacrificados,
sangue em volta da árvore, cantos, oferendas, gim, oferta de uma nova
árvore, e só depois que os espírito concordou e a retirada da árvore foi
fácil.
PÓ PRETO NO AUTOMÓVEL
Portanto os efeitos do Juju, aconteceram mais
tarde, um chantagista que conhecia a arte do Juju, ameaçou as testemunhas,
se estas depusessem contra ele. O juiz do caso sempre adoecia na véspera da
audiência e essa acabava sendo transferida. Após semanas finalmente o
acusado foi condenado e preso, mas o policial conheceria então o efeito do
feitiço Juju.
O
assento do seu carro apareceu coberto de um pó preto. O motorista que era um
negro africano e conhecia o poder do feitiço, retirou o pó cuidadosamente e
urinou sobre ele, além de um pequeno ritual com um ovo girando sobre si e
depois joga-lo o mais longe possível. Neal fez todo o processo rindo e
descrente. O pó usado no Juju é um elo entre o feiticeiro e sua
vítima. Porém o assento não ficou tão limpo, e uma semana depois Neal sentiu
fortes dores de cabeça, fraco e abatido, ele mal podia ficar em pé.
Projetado do corpo físico, viu seu corpo estendido na cama e seu algoz, um
gigante negro. Neal foi internado no hospital, sofreu uma bateria de
exames, e nada foi encontrado, suspeitou-se de um vírus africano
desconhecido. Voltou para o trabalho ainda debilitado e um subalterno nativo
chamado Adjei, avisou: Os sintomas de sua doença são causadas pelo JUJU.
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O
primeiro ataque enfraquece o espírito, preparando a vítima para o próximo
que muitas vezes é fatal. A sorte de Neal, é que o seu motorista viu o
pó e retirou, pois se algum resquício causou isso, imagine se ele sentasse
em todo o pó, ou mesmo tocasse nele. Aconselhado a procurar um xamã, Neal
aceitou, e diante de um grande Xamã chamado Tettey que logo ao vê-lo
disse: Foi borrifado no assento do seu carro o pó negro. Alegou que só
sobreviveu porque este tinha uma boa proteção e vontade de viver. com uma
moeda do próprio Neal, retirou do corpo do policial toda a energia ainda
existente, isolou a moeda, sem tocá-la, jogou-a fora.
Neal ainda enfrentou outros ataques, como
cobras em seu quarto, insetos estranhos, principalmente em sonhos, tinha
terríveis pesadelos. Em viagens astrais na sua semilucidez, via que era
constantemente perseguidos por seres monstruosos, dores no plexo solar. Neal
foi piorando, piorando e o Xamã Tettey teve que recorrer a outros pajés para
auxiliar ao ataque de feiticeiros poderosos que Neal estava sofrendo. Na
medida do tempo o policial foi melhorando, com o uso de remédios feitos
pelos xamãs. As cobras venenosas, já não penetravam em seu quarto, mas os
ataques voltaram, as dores, e Neal sofreu longamente durante meses. Enfim,
os Xamãs criaram um amuleto, de proteção para Neal usar, e sua vida melhorou
muito. Mesmo assim Neal, por não acreditar em feitiços voltou a piorar,
quando se deu conta que não estava usando o amuleto. Após concluir seu
trabalho, os Xamãs aconselharam Neal a deixar a Africa, porque a sua morte
era uma questão de honra para os feiticeiros, e se ele continuasse ali, uma
hora seria morto, pois o amuleto já não estava mais segurando os ataques.
Neal então voltou para a Inglaterra, no qual chegou a seguinte conclusão:
"Os africanos em algumas coisas estão bem mais adiantados que os ocidentais,
principalmente em manipular energias que os ocidentais nem sonham que
existe".<voltar> |
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205.6 -
TALISMÃ
205.6.1 - OBJETOS EM GERAL
Baseado no texto de Luiz Pellegrini
Os talismãs, amuletos e fetiches são objetivos
destinados a atrair a sorte, ou afastar o azar. Poucas são as pessoas
que, alguma vez na vida não recorreram a um expediente desse tipo. Algumas
colocam mascotes em seus carros, usam braceletes, anéis, correntes, colares,
papéis com palavras escritas na bolsa ou carteira (os colares guias da
umbanda e candomblé, os braceletes católicos), chaveiros com patas de
coelho, folha de trevo de quatro folhas em livros, etc.
Costuma-se fazer uma distinção entre amuleto e
Talismã. O amuleto é genérico e contra o mal em geral, já o Talismã é
especifico para uma determinada proteção, um instrumento de precisão. De
qualquer forma, em todas as partes do mundo, acredita-se de alguma forma nas
virtudes benéficas desses fetiches.
De todas as civilizações da Antiguidade, o
Egito foi talvez o lugar onde maior atenção foi dada aos talismãs e
amuletos. Dois de seus principais símbolos talismânicos - O escaravelho e a
cruz ansata (ansada) - são, ainda hoje, usados no ocidente. O escaravelho
representa o Sol, fonte da vida, e a cruz de ansata representa a própria
vida.
Os primeiros talismãs foram representações de
animais incômodos ou perigosos: o rato, o lobo, serpente, etc. Tratava-se aí
da aplicação da mais antiga de todas as formas de magia, a "magia
imitativa", que atua segundo os princípios das semelhanças e das analogias.
Uma lenda de São Tomás de Aquino que incomodado, pelo ruído dos cavalos que
passavam sob sua janela para ir a fonte, este elaborou uma imagem mágica de
um cavalo e a enterrou no meio da rua, desde então os condutores se viram
obrigados a levar seus animais por outro caminho porque nenhum cavalo
aceitava passar por ali.
As teorias ocultistas geralmente explicam a
ação dos amuletos e talismãs a partir de conceitos da energética sutil. O
fabricante concentra em seu fetiche seus pensamentos e sua vontade sobre o
objeto, transformando-o num centro de influência psíquica capaz de atrair
vibrações positivas (talismãs) ou de criar uma barreira também psíquica
eficaz contra maus influxos.
Os magos, aos quais atribui-se um conhecimento
profundo das ciências ocultas e sua energética, podem converter uma jóia,
uma pedra preciosa ou outro objeto qualquer num verdadeiro Talismã ou
amuleto.; podem saturá-lo de eflúvios magnéticos e transmitir-lhes
influências benéficas ou maléficas, segundo o desejo do operador. Leadbeater,
teósofo, afirma que: "Cada pessoa tem a sua própria classe de vibração
mental e astral, e qualquer objeto de tenha estado longo tempo em contato
com ela está saturado dessas vibrações e pode, por sua vez, irradiá-las ou
comunicá-las a outras pessoas..." . |
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205.6.2 - A MAGIA DAS PEDRAS PRECIOSAS - REINO
MINERAL:
As pedras, criação natural, sempre
constituíram material sagrado. Desde meteoritos, pontas de lança, flechas,
ou machadinhas, feitas nas civilizações primitivas, pedras preciosas ou
semi-preciosas, elas sempre foram veneradas por sua propriedades misteriosas
tornando-se material favorita para confecção de Talismãs ou amuletos.
Agata: De acordo com o desenho gravado nas nervuras dessa pedra, ela
protege o proprietário. Uma árvore dá ao agricultor, boa colheita, um animal
protege o dono contra o ataque dos mesmos. Queimada a ágata acalma as
tempestades, contra diversas doenças, do estomago, a agata tem o poder
absorvente pode curar a hidropisia.
Ametista: Protege contra a embriaguez,
junto com uma pena de pavão protege contra o mau olhado. Contra a gota,
também protege contra pesadelos provocando sonhos agradáveis.
Âmbar: Tem propriedades secadoras e
absorventes. Contra bócio, contra incêndio, inundação. O ambar pode curar a
difteria, asma e a tosse. Queimada com seu odor, ajuda nos partos difíceis.
Colocado no nariz, estanca hemorragias nasais. Em pó evita abortos,
furúnculos. Recortada em forma de animais (leão, cães, peixe, etc) favorece
a virilidade e a fecundidade.
Coral: Cura os transtornos da pele.
fortifica o coração (segundo Avicena). Cura as Hemorragias (segundo árabes),
Contra desinterias (segundo Paulo de Egina), bom para doença dos olhos.
Cornalina: Acalma a cólera de
quem possui. aumento o vigor nas batalhas. Alegra os espírito, evita
pesadelo, afasta o medo, preserva contra os malefícios, afasta feitiços. |
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Diamante: Engastado num anel de prata protege contra inimigos,
insônia e obsessores (fantasmas), predispõe a vitória, afasta o temor,
protege contra venenos, feitiços, bruxas, protege a castidade (tradição
russa).
Esmeralda: Permite adivinhar o futuro,
segundo os gnósticos uma esmeralda consagrada, é capaz de libertar um
prisioneiro. Favorece artes adivinhatórias, permite recuperar objetos
perdidos. Contra epilepsia, anemia e outras debilidades orgânicas. Boa para
memória. Um dos talismãs mais recomendados.
Jade: Contra as dores dos rins.
Opala: Tem a virtude de todas as pedra,
por possuir todas as cores das demais, opala negro é uma pedra da sorte.
Pérola: Reforça o coração (tradição
grega). Em pó e bebida é antídoto contra venenos.
Rubi: Excelente para o cérebro,
coração, memória. aumenta o vigor físico, favorece a circulação sanguinea.
Contra pestes.
Sal: Embora não sendo uma pedra, o sal
é considerado sagrado. Protege contra maus fluídos, contra demônios, mau
olhado, é usado em cerimoniais, como batismo, rituais mágicos. |
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205.6.3 - PLANTAS E PERFUMES - TALISMÃS NATURAIS DO
REINO VEGETAL
Cascas, folhas, flores, frutas, sementes
sempre tiveram importância primordial nas ciências talismânicas,
principalmente nas sociedades xamânicas primitivas, vamos a uma breve
demonstração do poder mágico dessas plantas descrito abaixo: |
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Amaranto (flor de): Num saquinho atraí proteção contra a favor dos
poderosos.
Angélica (flor de): Num saquinho protege contra mau-olhado, pragas,
conjurações e feitiços.
Artemísia (flor de): Num saquinho protege contra más influencias e
encantamentos.
Arruda (folha de): Num saquinho, protege com maus fluídos, mau
olhado, energia negativa. A guiné tem a mesma função da arruda.
Crisântemo ( flor de): Num saquinho protege contra malefícios.
Espada de São-Jorge: Num vaso, na porta da casa, protege contra
energias negativas, mau olhada, tem a capacidade de absorver maus fluídos.
Comigo-Ninguém-Pode: Também tem a função similar.
Nenúfar (Flor de): Num saquinho, conserva e aumenta a potencia
sexual. |
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Urtiga (folha de): Num saquinho, secas, revigora as forças.
Peônia (flor de): Num saquinho, preserva contra malefícios.
Rosa Vermelha (flor de): Favorece a concepção, o amor.
Tabaco (folha de): Num saquinho favorece a boa Memória, favorece a
concentração intelectual.
O Trevo
é uma planta herbácea cujas
folhas são dotadas de três folíolos (folhas), e que crescem espontaneamente
nas terras das regiões temperadas. Raramente é encontrado um
Trevo de 4 folhas
e, quando isto acontece, é interpretado
como sinal de boa sorte. Por incrível que possa parecer, possuir um
Trevo de 4 folhas traz sorte,
possibilitando-se alcançar a realização de suas aspirações e desejos.
Entretanto, para que o Trevo de 4 Folhas lhes
dê sorte, o mesmo deve ser recebido de alguém e repassado para mais três
pessoas.
Por
que enviar 3 trevos para três pessoas?
Porque 3 é a
Trindade. É o resultado da procriação do homem e da mulher que é o filho,
formando o trio. 3 é o primeiro número perfeito e tem significação
espiritual, sendo representado por um triângulo. O número 3, bem como seus
múltiplos e submúltiplos, é um número mágico e aparece com frequência na
Bíblia associado ao nome de JESUS. |
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205.6.4 - ANIMAIS - REINO ANIMAL
Sapos, elefantes, pata de coelho, gatos, dente de elefante, pó do corno de
rinoceronte, patas de aranha, pena de pássaros, canto de pássaros, conchas,
olho de boto, chifres, caveiras de animais como vaca, bode, sangue e outros
animais fazem parte da magia ritual, amuletos e talismã, desde os tempos
primordiais da humanidade.
PLANETAS
Baseado no horóscopo, criam-se amuletos, talismãs, como cores da sorte,
perfumes, pedras e metais. Eliphas Levi em seu livro Dogma e Ritual da Alta
Magia, escreveu:"Os talismãs são feitos com os sete metais cabalísticos,
sobre os quais grava-se, nos dias e horas favoráveis, os signos
determinados. As figuras dos sete planetas são acompanhadas por seus
respectivos quadrados mágicos, numerológicos."
A
influência dos astros sobre as pessoas, leva aos estudiosos, a criar meios
de controlar o fenômeno. A fixação de forças astrais, em metais, pedras e
imagens ou qualquer objeto similar. Porém o que deve ser observado que cada
planeta possui seu metal, e o talismã deve ser feito quando esse planeta
estiver em posição dominante em relação a terra, num signo adequado do
zodíaco.
Ouro para o Sol; Prata para a Lua; cobre para Vênus; estanho para Júpiter;
mercúrio para Mercúrio; ferro para Marte e chumbo para Saturno.
PODER DAS PALAVRAS
Além de todos os amuletos e talismãs, as ciências mágicas como a Cabala e a
Alquimia, também revelam que o poder mágico pode ser trabalhado em letras,
figuras, sinais, palavras, frases. Conjurações, versos, frases, daí a famosa
palavra: ABRACADABRA.
As letras são símbolos, formam palavras, essas
formam frases, frases formam mantras, orações e essas quando estruturas de
forma adequada geram ação. Segundo alguns místicos, as palavras governam o
mundo, podem derrubar reis, arruinar impérios.
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205.7 -
A MAGIA DAS VELAS
Baseado no texto de Vivian do Amaral Nunes
Quase que desaparecidas no mundo de hoje, as
velas constituem o instrumento mais simples nos rituais mágicos. Elas
concentram a consciência e a vontade de invocador num objeto preciso,
funcionando como emissor-receptor das vibrações mentais ali centradas na
ocasião de seu acendimento.
"Parabéns a você, nesta data querida ..." -
Sopre apague a velinha, mas antes faça um pedido. - Com certeza a maioria de
nós já passou por isso, principalmente na infância.
Desde épocas remotas as velas tem sido fonte
de luz, representando dessa forma a luz do caminho, simbolicamente a luz do
conhecimento.
Como instrumento da magia, dos ritos, dentro das religiões, seitas,
doutrinas as velas se revelam:
No catolicismo, no Judaismo, na Umbanda.
Na
umbanda em especial elas tem cores, e estas
estão relacionadas aos orixás:
Branca, azul clara e cor de rosa para Iemanjá;
Nanã azul escuro; Xangô é marrom no Candomblé (vermelha e branca na
Umbanda); Oxossi na umbanda e verde; Oxum no candomblé é amarelo-ouro, na
umbanda é azul; Iansã na umbanda é coral e amarela; Exú é vermelha e preta,
etc ...
Desde o século V, a vela passou a fazer parte
dos rituais cristãos com as procissões. Usado para referenciar os
mortos, em favor de sua paz, e alivio de suas almas.
A vela é usada para fins mágicos e existem
dezenas de rituais no qual não transcreveremos aqui, porque esse não é o
objetivo da página.
Cores de um modo geral:
Branca: Pureza; espiritualidade,
aquisições mais elevadas da vida. |
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Vermelho: Saúde, energia, força, potencia sexual, coragem, ação.
Rosa: Amor, afeto, romantismo, paixão.
Amarela: Intelecto; imaginação, poder mental,
criatividade artística, encanto e confiança.
Verde: Abundância; fertilidade, sorte,
generosidade.
Azul: Verdade, inspiração, sabedoria, poder
oculto, proteção mágica, compreensão, boa saúde, busca pela justiça.
Púrpura: Sucesso nas ações e finanças,
capacidade psíquica superior; força, idealismo; dignidade.
Dourada: Atrai influências superiores.
Prateada: Remove forças negativas, abre portas
do plano astral.
Dentro da ANGEOLOGIA os anjos e
planetas mais as velas formam a tríade de proteção e temos o seguinte
panorama.
Miguel (Arcanjo do Sol); Anael (Arcanjo
de Vênus); Gabriel (arcanjo da Lua); Samuel (Arcanjo de
Marte); Saquiel (arcanjo de Júpiter); Cassiel (arcanjo de
Saturno); Uriel (arcanjo de Urano); Asariel (arcanjo de
Netuno) e Azrael (Arcanjo de Plutão).
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205.8 -
MAGIA NEGRA:
"O conceito de Magia Negra,
surgiu na idade média, quando a igreja começou a perseguir,
os feiticeiros, bruxos, acusando-os de fazerem pacto com o
demônio e condenando-os a fogueira". - Theresa Saidenberg
A magia negra ou
goécia é a forma de magia, um sistema mágico,
convencionalmente conhecidas como "más", mas a Magia Negra é
uma prática de integração com nosso arquétipo Sombra
(psicologia) como reconhecido pelo Jung.
O indivíduo que inicia as suas
práticas neste campo alega fazer pacto com demônios e
espíritos, chegando até a "vender" a sua alma em
troca de sucesso, poder e satisfação pessoal.
A invocação demoníaca e o
bruxedo são consideradas práticas da magia negra. Já
as práticas do Vodu, do feitiço e da necromancia podem ser
utilizadas para o bem ou para o mal, podendo ser vistos, no
segundo caso, também como peculiaridades da magia negra.
205.8.1 - VODOO:
O Vodu veio ser associado na
mente popular com os fenômenos como "zombies" e "bonecas do
vodu". Enquanto há uma evidência etnobotânica que se
relaciona à criação do "zombi", é um fenômeno menor dentro
da cultura rural do Haiti e não uma parte da religião de
Vodu em si. Tais coisas caem sob os auspícios do "bokor" ou
do feiticeiro antes que do sacerdote do Lwa Gine. A prática
de furar com agulhas "em bonecas vodu" foi usada como
um método de amaldiçoar um indivíduo por alguns seguidores
do que veio a ser chamado "Nova Orleans Voodoo", que é um
variante local do voodoo.
Esta prática não é original ao
"vodu" de Nova Orleans entretanto e tem tanta base em
dispositivos mágicos Europeu-baseados tais como a "poppet"
quanto o nkisi ou o bocio de África ocidental e central.
As bonecas de "vodu" não são
uma característica da religião haitiana, embora as bonecas
feitas para turistas possam ser encontradas no Iron Market
em Port-au-Prince, capital do Haiti. A prática tornou-se
associada ao Vodu na mente popular através dos filmes de
horror
Fonte: Wikipédia.
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205.8.2 - MACUMBA:
A primeira definição de
Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de:
antigo instrumento musical de percussão,
espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante);
e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.
O conceito da macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira, que
são comuns expressões como "xô macumba" e "chuta que é macumba" para
demonstrar desagrado com a má sorte. As superstições nesse sentido são tão
grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para
espantar o azar. São também muito comuns amuletos que vão desde adereços até
objetos que remetem aos utilizados nos cultos religiosos.
Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os
cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e
divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como
os bantos, como o candomblé e a umbanda.
Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda,
os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para
designá-las.
Outras acepções para o termo macumba são:
Macumba, na acepção popular do
vocábulo:
Está ligada a
TRABALHOS, DESPACHOS, ebó, coisa-feita, mironga, mandinga, muamba, trabalhos
diretos com KIUMBAS (espíritos desequilibrados).
Despachos:
Sacrifícios de Animais, bebidas, comidas, trato com entidades de baixa
vibração, portanto perigosos tratos em troca de favores, sempre visando o
mal de alguém trazem aos operadores, um retorno futuro nada agradável.
205.8.3 - A ENCRUZILHADA:
Uma encruzilhada (o
cruzamento de ruas, estradas, corredores de uma cidade ou
localidade), é um lugar onde são feitas oferendas a
Exu. Estas oferendas são chamadas de
despacho. A oferenda pode ser feita em formato de
X
ou de +,
a depender do despacho a ser feito. Também tem a
encruzilhada em forma de
T.
O verdadeiro sentido da Encruzilhada |
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205.8.3 -MAGOS
NEGROS:
MAGIA É UMA SÓ
Autor do texto: Beraldo
Lopes Figueiredo
Não existe magia negra, ou magia
branca separadamente. Existe magia (Forças da Natureza), essas
forças quando conhecidas e manipuladas dão aos seres chamados MAGOS
PODERES SOBRENATURAIS. Lógico que no caso dos MAGOS NEGROS, existe
o desvirtuamento desses poderes sobrenaturais que são voltados para fazer o
mal para outros seres humanos, mas é simplesmente o uso das energias da
natureza, tanto a nível etérico, como a nível astral.
O mago negro é um fato, é o ser com
conhecimentos magístico, que manipula esses poderes para uso de seus
instintos, e de suas desvirtudes pessoais.
A forma conceitual, leva a taxações
inadequadas. O raciocínio simples de que O AMOR e o ÓDIO é a mesma energia,
com vibrações alteradas e que esta alteração está no indivíduo não na força
geradora universal. ONDE ESTÁ O ÓDIO na natureza eliminando do cenário os
SERES VIVOS racionais. Uma praia deserta paradisíaca, será eternamente uma
praia tranquila, sem alterações vibracionais, mesmo após o vendaval ela
continuará uma praia tranquila, porém só quem pode alterar essa ordem
determinística é o ser humano se dela fizer um local de sacrificios, visando
o mal de semelhantes.
Pois mesmo no umbral, nas zonas onde o ódio, e
energias violentas, povoam o ar fétido carregada dos mais baixos
sentimentos. Essas energias são originadas dos SERES que ali povoam. A
natureza apenas colabora com uma energia neutra, com a matéria prima de toda
essa construção.
Dentro desse último parágrafo, chegamos na
questão das parcerias sobrenaturais dos magos, que são espíritos do
astral inferior. Forma-se então o conjunto, que geram ENERGIAS AFINS
SINTONIZADAS PARA O MAL e que chamam de MAGIA NEGRA.
O mago negro é um invocador da alta magia,
cria e domina em sua volta todos os seres que subjugarem as suas energias.
Criam servos elementais, escravos artificiais, poderosos seres que obedecem
cegamente o seu criador. Os magos negros desejam eternizar o seu ego,
renegam o processo de reencarnação, para eternizarem a sua individualidade
una.
QUEM É O MAGO NEGRO?
Texto de Robson
Pinheiro - do livro Legião
Os magos negros, são espíritos
especializados em manipulação de fluídos da natureza e exímios conhecedores
das leis que os regulam. Receberam iniciação espiritual nos diversos templos
da Antiguidade e de civilizações ainda mais remotas, e, como iniciados,
forjaram seu conhecimento e sua disciplina mental em anos e anos de
adestramento das faculdades da alma, sob tutela de seus superiores
hierárquicos. Toda iniciação foi realizada para o bem, para o uso dos
elementos da vida oculta com intuito de auxiliar a humanidade.
Em geral, a pessoa era admitida nos colégios
iniciáticos desde cedo, a partir dos 7 anos de idade. Num processo lento e
gradual , a medida que oferecia condições e a maturidade despertava, o
aprendiz recebia ensinamentos compatíveis com seu momento evolutivo e sua
capacidade. Até que, ao completar 42 ou 49 anos, faixa etária observada na
maioria das ordens iniciáticas, era recebido como mago maior ou alçado à
categoria de grão-mestre daquele templo de sábios.A partir de então, o
mago branco estava apto a conduzir outros aprendizes, formando novos
colégios iniciáticos.
O período longo de aprendizado era favorável
ao desenvolvimento da disciplina mental e do poder de manipular certos
fluidos, segundo as leis do mundo oculto.
Contudo, nem todos se sujeitavam ao processo
sem interesses particulares e, por vezes, escusos.
Algumas pessoas, desenvolvendo a sede pelo poder e domínio mental sobre os
demais membros de suas ordens , acabaram desvirtuando-se e desviando-se dos
sagrados objetivos para os quais lhes foram concedidos os poderes
iniciáticos conforme se dizia na época.
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205.8.4 - MAGOS BRANCOS: |
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Reafirmando o texto acima de que: " muito se fala em "magia
branca" ou "magia negra", mas devemos começar avisando que estas
são denominações utilizadas por aqueles que são totalmente leigos no
assunto. A Magia é uma só, não tendo cor alguma, não sendo "boa" ou "má". O
que importa é o uso que se faz dela.
Por exemplo: uma faca pode ser utilizada para cortar um pão e servir
de alimento, assim como pode ser utilizada para ferir alguém. Em ambos os
casos, a culpa foi da faca? Não, ela serviu apenas como instrumento para que
determinada ação fosse realizada."(Texto do site Dica das Bruxas)
Os
magos brancos, são os virtuosos, que desenvolvem seu potencial para o bem do
próximo, e de sua evolução pessoal, rumo ao autoconhecimento.
O
uso da Alta Magia, e invocação de forças da natureza, o domínio sobre
energias do universo, a parceria com espíritos superiores, formam o grupo
chamado MAGIA BRANCA.
Os magos de um modo geral, estão ligados, a uma escola oculta, um principio
iniciático. Desta forma evoluem gradativamente dentro de graus até galgarem
elevadas posições. Um mago no sentido prático, domina e controla a magia.
Essa magia está em sua volta, dentro de seu interior, do macro e microcosmo.
Um
mago, é um Magi ou Magnus, quer dizer HOMEM SÁBIO, dono da sabedoria, do
conhecimento. Ser um mago branco, é caminhar sempre na escala evolutivo,
perpendicular da escada de Jacó, ser um mago negro, é dominar apenas na
escala horizontal, estagnado já que não ascende em seu interior as virtudes
mais nobres e de vibrações elevadas. Um mago branco, procura seres
superiores, um mago negro busca seres inferiores para exercer seu domínio.
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205.9 -
ZUMBIS:
Um zumbi, também grafado como zombi e
zombie
(em francês, no Haiti) é tradicionalmente um morto-vivo que foi associado
erroneamente ao Vudu, crença espiritual do Caribe. O conceito do zumbi serve
também como referência à servidão ou desgaste físico e doença.
Esta criatura é um ser humano dado como morto que, segundo a crença popular,
foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos. Devido
à ausência de oxigênio na tumba, os mortos vivos seriam reanimados com morte
cerebral e permaneceriam em estado catatônico, criando insegurança e medo
nos vivos. Como exemplo desses meios, pode-se citar um ritual necromântico,
realizado com o intuito maligno de servidão ao seu invocador.
A figura dos zumbis ganhou destaque num gênero de filme de terror no qual
essas criaturas manifestam apetite pela carne humana (canibalismo). Nesse
caso, o termo morto-vivo (do inglês living-dead), é muito usado.
205.9.1 - O pó dos zumbis haitianos:
Davis viajou para o Haiti a pedido do Dr. Nathan S. Kline, que criou a
teoria de que uma droga tinha sido a responsável pelas experiências de
Narcisse como zumbi. Uma vez que tal droga poderia ser usada medicinalmente,
particularmente no campo da anestesiologia, Kline esperava reunir amostras,
analisá-las e determinar como elas funcionavam. |
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Davis observou que os haitianos que acreditavam em zumbis também acreditavam
que eles eram criados pela feitiçaria de um sacerdote (e não por um veneno
ou uma droga). Segundo a sabedoria local, o sacerdote pega o ti bon ange
da
vítima, ou seja, a sua alma, para criar o zumbi, mas durante sua pesquisa
Davis descobriu que o sacerdote usava pós elaborados, feitos de plantas
secas e animais em seus rituais.
Davis reuniu oito amostras desse pó de zumbi em quatro regiões do Haiti.
Seus ingredientes não eram idênticos, mas sete das oito amostras tinham
quatro ingredientes em comum:
• uma ou mais espécies de baiacu, que normalmente contém uma neurotoxina
mortal chamada tetrodotoxina; • uma espécie de sapo boi (Bufo marinus) haitiano, que produz inúmeras
substâncias tóxicas; • um sapo de hyla (Osteopilus dominicensis), que produz uma substância
irritante, porém não mortal; • restos humanos.
Além disso, os pós tinham outros ingredientes de plantas e animais, como
lagartixas e aranhas, que poderiam irritar a pele. Alguns deles tinham até
vidro triturado.
O uso do peixe-bola intrigou Davis. A tetrodotoxina provoca paralisia e
morte, e as vítimas de envenenamento por tetrodotoxina normalmente ficam
conscientes até poucos instantes antes de morrer. A paralisia os impede de
reagir a estímulos, bem parecido com o que Clairvius Narcisse descreveu
sobre sua própria morte. Os médicos também documentaram casos nos quais as
pessoas ingeriram tetrodotoxina e aparentavam estar mortas, mas se
recuperaram completamente.
De acordo com a teoria de Davis, o pó, aplicado topicamente, irritava e
rachava a pele da vítima. A tetrodotoxina poderia então passar para a
corrente sangüínea, paralisando a vítima e causando sua morte aparente. A
família enterraria a vítima e o sacerdote retiraria o corpo do túmulo. Se
tudo corresse bem, acabaria o efeito do veneno e a vítima acreditaria ser um
zumbi.
Embora a teoria de Davis tenha potencial, ela apresenta algumas falhas. A
seguir, veremos as controvérsias em torno da pesquisa de Davis.
205.9.2 - A CURA:
O sal e os zumbis:
Segundo o folclore haitiano, um zumbi se cura
ao ingerir sal. O que costuma acontecer então é que ele ataca o sacerdote
que o criou ou volta para o local onde foi enterrado e morre. Ironicamente,
a tetrodotoxina funciona bloqueando os canais de sódio nos músculos e
células nervosas. Não se conhece a cura para o envenenamento por
tetrodotoxina e é improvável que a quantidade de sódio em um punhado de sal
tenha qualquer efeito fisiológico sobre uma pessoa envenenada.
Fonte: Pó dos Zumbis -
http://pessoas.hsw.uol.com.br/zumbis2.htm
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