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O
jovem
professor Rivail, seu
Instituto e suas
obras.
Em
1824 retornaria para Paris, França, e se dedica
ao ensino e a publicação de obras
pedagógicas que seriam um grande sucesso, levando na intimidade
de sua alma,
as lições
inesquecíveis
do grande
educador,
cuja influência
moral jamais
deixaria de inspirá-lo, durante todos os grandes
momentos de sua
vida missionária.
Em
1825, já falava 6 línguas
quando ele
abriu sua
própria
escola de primeiro
ano, seguindo-se
em
1826 da abertura do
Instituto
Técnico Rivail
que
ensinava física,
matemática,
astronomia,
anatomia
comparada e retórica. Redigiu também uma séria
de livros
sobre
assuntos diversos
para a Universidade
da França, e continuando a perseguir a realização de suas
obras de ensino,
que ao por
volta do ano
de 1840 era
um
educador reputado e respeitado que poderia simplesmente viver da renda de seus livros pelo resto dos seus dias.
Em
1832 aos 27 anos, casa-se com
distinta professora, a senhorita Amelie Boudet, uma
jovem
culta, poetisa e pintora que conhecera no "Instituto
Educacional
Técnico". Lecionava letras
e belas-artes.
Em
1854 Rivail,
com 50 anos,
é um mestre
respeitado, escritor reconhecido com obras didáticas adotadas pela
Universidade da França. Equilibrado, sua mente está
amadurecida e o coração sereno e compassivo,
pronto para dar início ao cumprimento da missão
que haveria de
desempenhar.
Até então, não
havia tido nenhum
interesse
pelas manifestações
espíritas
que a França e
toda
a Europa voltavam a atenção para os fenômenos das
chamadas "mesas
girantes". Pessoas de todos os níveis
culturais e sociais, indiferentemente de suas
convicções religiosas, estavam às voltas com sessões em que se realizavam fenômenos
de efeitos
físicos.
Nessas
sessões, as mesas eram
movimentadas por entidades espirituais, respondendo, por
códigos, às
perguntas
feitas pelos
participantes. Muitas pessoas sérias,
orientadas por
espíritos
bondosos e sábios,
obtinham comunicações elevadas e
interessantes. Mas
em
geral, esses
fenômenos se davam para
o divertimento dos salões
parisienses,
alheios
para compreender a extensão do novo fenômeno.
A
desmistificação
do conhecimento
secreto.
Foi o
magnetizador
Fortier quem falou ao
professor
Rivail sobre
esses
espantosos fatos
mediúnicos. Outro
amigo,
companheiro de
juventude,
um corso
de nome Carloti,
também
chamou-lhe a atenção sobre tais acontecimentos inexplicáveis.
Em razão
de sua
mentalidade
crítica e
científica, o respeitado professor
manteve-se reservado
e distante.
Até que um dia, no lar dos
amigos sr. Pârtier e
senhora
Plainemaison, pela
primeira
vez, assiste a
diversos
fenômenos mediúnicos, onde as mesas
saltavam e corriam, sozinhas. O que o professor via em casa de seus amigos,
repetia-se por todas as partes do mundo.
Mas os
assistentes,
com raras
exceções, pareciam não
compreender
o alcance de tudo
aquilo, fazendo dessas reuniões um passatempo ocioso e fútil.
Mais tarde, diria Allan Kardec: "Entrevi naquelas aparentes futilidades,
no passatempo que
faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação
de uma nova
lei,
que tomei a mim
mesmo investigar
a fundo".
Assim
se inicia um
trabalho
de monge que
se seguiria durante 2 anos.
É
interessante observar que a excelência
doutrinária
inegável
do Espiritismo,
codificado
por Allan Kardec deve-se, em sua quase totalidade, à
mediunidade de quatro meninas que foram:
Caroline e Julie Boudin (16 e 14 anos, respectivamente),
Ruth Japhet e Aline Carlotti— verdadeiros anjos
reveladores da nova
mensagem
do Céu para
os dias
futuros.
Assim, Rivail mudaria o
rumo dos experimentos, dirigindo
perguntas
filosóficas, recolhendo informações,
comparando-as, categorizando-as. Em sessões especiais,
utilizaria a mediunidade de duas meninas, filhas de
seu
amigo Boudin, Caroline e Julie, quando recebe a maior
parte dos
ensinamentos
contidos em O
Livro
dos Espíritos. No
decorrer
dos fatos, um
grupo de
pesquisadores
que já
havia acumulado mais de 50 cadernos com comunicações recebidas, lhe
pede para que
as revisem e ordenem. Recusa-se inicialmente
mas em
seguida empreende esta tarefa monumental
que culminaria
com
a publicação do Livro dos Espíritos, assim
mesmo entitulado a
pedido
dos espíritos para
bem marcar a sua origem.
A
mensagem do
antigo druida
para as gerações
futuras.
1857
– Em
Abril por
ocasião do
lançamento
de O Livro dos
Espíritos , o professor
Rivail resolveu apresentá-lo a público com o seu antigo nome gaulês Allan Kardec,
nome
que lhe
foi revelado por
um
espírito guia
e que tinha
sido seu
discípulo
quando ele
foi um sacerdote
gaulês, um
druida, numa existência
anterior, ao tempo de
Júlio César, na Gália (na verdade, antigo nome do território francês).
1858
– 1º de Janeiro surge a Revista Espírita,
dirigida pessoalmente por Allan Kardec, até
sua desencarnação,
em
1869. Três meses
depois, é fundada a Sociedade
Parisiense
de Estudos
Espíritas, e neste mesmo
ano, Kardec publica um
pequeno
livro de esclarecimentos doutrinários denominado
Instruções
Práticas sobre
as Manifestações
Espíritas.
1859
– Mais
uma obra do
codificador
é trazida à lume: O que é o Espiritismo,
uma introdução aos
estudos
da doutrina.
1861
–
Nos
primeiros dias
do ano, o
infatigável
missionário publica
outra
obra: O
Livro
dos Médiuns. Considera-o como sendo "a continuação
de O Livro dos
Espíritos",
pois também
neste, os ensinamentos pertencem aos espíritos.
1862
–
Em 15 de
Janeiro
aparece um
pequeno
livro intitulado O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples,
também de autoria do antigo druida.
Trata-se de uma síntese da Doutrina, escrita
com simplicidade,
"ao alcance de qualquer
inteligência", esclarece o
missionário. De suas
viagens
aos espíritas de Bordeaux e Lyon se
origina
mais duas publicações: Viagem
Espírita
de 1862, e Refutações às Críticas contra
o Espiritismo.
1864
– Kardec publica uma pequena brochura:
Resumo da Lei
dos Fenômenos
Espíritas e
também
a obra que
se consiste em
verdadeiro
tratado moral
dos ensinamentos de Jesus:
O Evangelho Segundo
o Espiritismo.
1865
–
Em agosto
é publicado pela
Livraria
Espírita de Paris seu
novo livro:O
Céu e o Inferno
– A Justiça de
Deus
Segundo o
Espiritismo. Explica o codificador
que
o homem carrega
dentro
de si a
necessidade
de crer, mas para que essa crença satisfaça a seus
anseios,ela
deve corresponder às suas necessidades
intelectuais.
1868
– O grande
missionário publica uma obra de grande valor científico:
"A Gênese — Os Milagres e as Predições
Segundo o
Espiritismo". Nesta obra
o codificador
deixa o campo
exclusivamente
doutrinário
para evidenciar as relações do Espiritismo
com a ciência.
O
retorno à Vida Maior.
Allan
Kardec planeja muitas coisas em favor da Doutrina.
Intenciona escrever novas
obras e construir
uma casa-abrigo para os
trabalhadores
do Espiritismo
que
envelhecessem sem
recursos.
Com as economias
provenientes de suas obras pedagógicas, comprara um
terreno na
Avenida
Ségur.
No
dia 31 de março de 1869, entre
11 e 12 horas da
manhã, ao atender a
um
visitante que
lhe solicita um
exemplar da "Revista
Espírita", repentinamente,
a velha
enfermidade
do coração
liberta
seu grandioso
espírito.
Conclusão: A possibilidade de
ser e tornar-se cada vez mais e melhor.
A
mensagem espírita, bem compreendida em teoria e prática, descortina a
seus adeptos
um vasto
horizonte
religioso-filosófico-científico, proporcionando
um
gradativo refinamento de cogitações e conseqüente elevação
de aspirações.
Uma
educação espiritual consistente, não
coercitiva,
racional
e consoladora — este é o legado de Allan Kardec, o
antigo
druida ressurgido.
Sua
mensagem é destinada às gerações futuras, mais
despojadas e sublimadas pela dor do milenar
desengano resultante da pertinente transgressão
às leis divinas. Estas gerações compreenderão a
Terceira
Revelação, pois
que a viverão em
profundidade. A
evidência
da vida ultrafísica se imporá,
irrefutavelmente, convergindo a humanidade
para a religião
interior, cósmica, referida por Jesus como
a que seria vivenciada "em espírito e verdade" — unificando o rebanho
disperso em
torno do único
Pastor.
Fonte:
http://www.avecristo.com.br/bio_kardec.htm
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