|
Indice |
Página Principal |
|
|
|
|
201 - JEJUM: |
|
Clique
no Título para cair diretamente no tema:
201.1 - Jejum nas Religiões
201.2 -Desejos do corpo são dominados pelo
jejum
201.3 -Conheça os efeitos do jejum no corpo
201.4 -Aprenda a fazer o JEJUM
201.5 -O JEJUM PROJETIVO:
201.5.1
- TÉCNICA PROJETIVA DO JEJUM
|
|
201.1 - Jejum nas Religiões |
|
 |
Catolicismo
A Igreja Católica sempre teve uma disciplina penitencial, que inclui o
jejum. Na época dos profetas, o jejum era uma forma de arrependimento e de
conversão. Hoje é de renúncia ao prazer que o alimento dá, de homenagem a
Deus e a Jesus e solidariedade aos que passam fome. É uma forma de
purificação e crescimento espiritual. É feito na Quarta-Feira de Cinzas e na
Sexta-Feira Santa (amanhã, 9/4). O fiel escolhe a forma de jejuar, mas a
igreja orienta a privação total ou a redução de uma das refeições
principais. Por resolução da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil), não é mais obrigatória a abstinência de carne vermelha na
Sexta-Feira Santa. Pode ser substituída pela privação de algo prazeroso
--como comer chocolate-- ou por uma ação assistencial.
Judaísmo
O principal jejum realizado é o Iom Kipur, dia do perdão (abstenção de
líquido, alimento, sexo e cigarro), do amanhecer ao pôr-do-sol. O Iom Kipur
é um dia de total transparência, em que a pessoa vai avaliar sua vida, o seu
desempenho no ano que terminou. O jejum é feito também em outras quatro
ocasiões.
|
|
Islamismo
O jejum é um dos cincos pilares da religião. Obrigatório uma vez por ano, no
nono mês do calendário islâmico, o Ramadã. Comida, líquido, sexo e álcool
são proibidos da alvorada ao pôr-do-sol, com alimentação moderada à noite,
acompanhada de orações. É considerado uma purificação física (dá um descanso
ao organismo), mental (abstinência de pensamentos considerados ruins) e
espiritual (o que inclui o sentimento e a ação de solidariedade aos
carentes). Existem ainda jejuns opcionais.
Budismo
O jejum já existia na Índia pré-budista, integrava a prática de
mortificação, para alcançar a purificação corporal e espiritual. A prática
ainda é conservada, até mesmo em escolas do Japão.
Fontes: Frei Volney Berkenbrock, professor de história das religiões da
Universidade Federal de Juiz de Fora; Dario Bevilacqua, porta-voz da
Arquidiocese de São Paulo; rabino Nilton Bonder; xeque Jihad Hassan.
<voltar
ao topo>
|
|
201.2 -Desejos do corpo são dominados pelo
jejum |
|
 |
BELL KRANZ
Editora do Equilíbrio
"Eba! Amanhã tem bacalhau." Essa frase animada é um forte
indício de que o sentido do jejum de carne, para o católico
em questão, irá para o ralo nesta Sexta-Feira Santa. Na casa
da sogra, da mama ou no restaurante da esquina (os cardápios
se "convertem" nesta época), ele muito provavelmente vai se
refestelar --ou se entupir-- da iguaria preparada com esmero
para compensar a falta da carne. E a idéia de sacrifício, de
renúncia à abundância ou de penitência do jejum religioso
simplesmente desaparece. Por fim, após o santo almoço, quem
dispõe de um tempinho dorme um bocadinho --afinal a carne
pede.
E como pede! Está sempre solicitando e de forma inexorável
--por fome, sede, sono, dor, frio. As culturas com base na
filosofia grega, como as ocidentais, apoiadas no pensamento
platônico, situam o corpo como prisão da alma, diz o
professor do Departamento de Teologia da PUC-SP e colunista
da Folha Mario Sergio Cortella. O corpo é entendido como a
sede da necessidade, o lugar da privação --ele dá cansaço,
adoece. |
Dá prazer também, como o sexual. Mas é passageiro, a
necessidade logo volta à tona. Daí entra a função do jejum
em boa parte das religiões, como uma forma de saciar esse
corpo insaciável.
Em entrevistas com monge budista, rabino, xeque e cardeal, o
jejum aparece como técnica para "tirar o corpo da frente" e,
assim, alcançar um estado de desapego material, aproximar-se
da divindade ou atingir a prática da solidariedade com os
carentes, segundo a religião. O "faminto" também pode ser
agraciado com bem-estar, com virtudes como humildade,
torna-se mais alerta, com os sentidos mais vívidos,
enxergando melhor o entorno e o interior de si mesmo.
Comer, assim como dormir, diz o rabino Nilton Bonder, da
Congregação Judaica do Brasil, é uma função que consome um
tempo muito grande na vida da pessoa e também da sua atenção
-desde a obtenção do alimento até a sua preparação e o ato
de comer. "Quando você tira essa função do caminho, percebe:
"Uau, alguma coisa é mais importante do que a comida'", diz
o rabino. O jejum, portanto, libera a pessoa para ter um dia
todo devotado à prática espiritual.
Entre os muçulmanos, essa prática é das mais rígidas e
longas. E sentir a fome na pele, pelo menos nesse caso, faz
a pessoa se mexer. É fácil ver os necessitados na rua tendo
em casa a geladeira cheia, você pensa neles por cinco
minutos e pronto, afirma o xeque Jihad Hassan,
vice-presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica.
A questão é jejuar o mês todo, e a pessoa passar da retórica
para a prática, envolvendo-se com os carentes -ou, digamos,
liberando a geladeira. "Nada melhor do que a necessidade
para fazer o coração frio se aquecer e o coração duro
amolecer", resume Hassan.
Essa necessidade promovida pelo jejum religioso "é uma
sabedoria dos antigos para obter um certo domínio sobre o
corpo, depurar o corpo para o espírito funcionar melhor",
diz Antonio José Valverde, chefe do Departamento de
Filosofia da PUC-São Paulo.
E a pessoa se sente mais feliz quando domina os seus
desejos, porque fica mais forte espiritualmente, diz o
cardeal José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília.
Ele recomenda o jejum sobretudo para as pessoas do mundo
moderno, "envolvidas pelas "nutrições terrestres",
alimentadas por desejos desordenados". A saber: o desejo
desordenado de poder, em que se vai atrás dele com o
sacrifício da própria dignidade ou esmagando o direito do
outro, o de possuir sempre mais e o prazer desordenado.
Barriga vazia também deixa a pessoa humilde. "Com as forças
enfraquecidas, você tem uma visão mais humilde de si mesmo;
o ego forte tem dificuldade de aceitar suas fraquezas", diz
Bonder. Porém há uma armadilha espiritual no jejum.
"Tudo que você faz de forma disciplinar para produzir mais
humildade pode provocar o contrário." É o caso do sujeito se
achar tão especial pelo que está realizando que acaba
orgulhoso, em vez de humilde.
O fato é que "o negócio é bravo", diz o professor do
Departamento de Teologia da PUC-SP Fernando Altemeyer.
"Nunca sofri tanto como nas 12 primeiras horas." Seu jejum
foi político (há 20 anos, em solidariedade a um ato
realizado por um grupo de irlandeses), com privação total de
alimento durante um dia e meio. Passadas as 12 horas, "você
entra em um estado de equilíbrio, torna-se senhor daquele
ato, não é mais o desejo que te comanda; foi impressionante
para mim".
Além de espiritual, a meta da prática é uma purificação
física, se bem que ambas se mesclam. O ex-professor de
história das religiões da USP e monge budista do templo
Higashi Honganji, Ricardo Mario Gonçalves, durante a sua
iniciação, fez cerca de cem dias de abstinência, comendo
pouquíssimo.
"O jejum deixa os sentidos mais apurados, você sente o corpo
mais saudável, um pouco fraco, mas não está entorpecido por
gordura e peso extra", diz ele. A monja Coen, zen-budista,
que jejuou em templos no Japão, apesar de em sua tradição
não existir a obrigação da prática, conta que a pessoa
"escuta melhor, vê melhor, e o olfato e o tato ficam mais
vívidos".
No Brasil, praticamente todos os povos indígenas seguem
algum tipo de abstenção alimentar em momentos críticos, diz
o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Durante a gravidez, o casal segue
restrições alimentares; quando a criança nasce, a mãe faz um
jejum, que é presente também em certos momentos da
adolescência, no processo de formação do pajé ou em
benefício do parente próximo que está doente -para eles, os
corpos estão em comunicação; se o filho ingerir um alimento
proibido para o pai doente, a saúde do progenitor será
prejudicada. As razões do jejum? Físicas (terapêuticas) e
metafísicas.
Também na umbanda e no candomblé, antes do recebimento dos
orixás, o jejum é usado como regra de purificação. "Uma
forma de se "limpar", de se distanciar do profano, do que é
impuro e de se aproximar do sagrado", explica a antropóloga
Fatima Tavares, do Departamento de Ciência da Religião da
Universidade Federal de Juiz de Fora.
E para quem jejum lembra mais um outro ritual, aquele
praticado, religiosamente, todos os dias nas academias de
ginástica, os médicos avisam: ele não garante um corpinho
dos deuses. Pode até emagrecer no início, mas a médio prazo
perde o efeito. Pesquisas feitas com ursos mostram que,
depois da hibernação de meses, durante o inverno, os bichos
saem quase tão gordos como quando entraram.
"Após vários jejuns, o organismo se acostuma a não queimar
caloria, guardando reservas para sobreviver", diz o
psiquiatra Arthur Kaufman, coordenador do Prato (Projeto de
Atendimento ao Obeso, do HC). Aliás, é muito comum entre a
turma mais pesada fazer jejum de dia e, à noite, "cair de
boca" na comida.
<voltar
ao topo>
|
|
201.3 -Conheça os
efeitos do jejum no corpo

da Folha de S.Paulo
O jejum abala o metabolismo do organismo, e isso pode ser
benéfico! Mas pode desencadear um distúrbio alimentar, o que
é um perigo. Religiosidade à parte, médicos explicam o
impacto do jejum no corpo segundo diferentes especialidades.
Abalos no sistema metabólico são interessantes, diz Luiz
Eugênio Mello, professor do Departamento de Fisiologia da
Unifesp. O organismo muito estável durante muito tempo não
exercita a capacidade de se adaptar às alterações ambientais
que são inexoráveis --como ser acometido por um vírus ou por
um desgaste de uma atividade estressante demais. "O sistema
enrijecido é menos maleável para vencer as intempéries", diz
ele.
Sobre o estado de alerta e a sensação de bem-estar descritos
por quem experimentou o jejum, a explicação médica está na
liberação de algumas substâncias neurocerebrais:
neurotransmissores, como endorfinas, e hormônios, como
noradrenalina e adrenalina, que entram em ação em situações
especiais, como estresse.
Essa liberação se dá para compensar a falta de ingestão
calórica, explica o psiquiatra Alexandre Azevedo, do
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC). "É
uma falsa sensação até de excesso de energia", diz ele.
Quando esse estoque de substâncias acaba, vêm as sensações
de fraqueza, moleza e apatia e a dificuldade de
concentração.
Já para o médico Fadlo Fraige, chefe do departamento de
endocrinologia da Beneficência Portuguesa, o bem-estar no
início do jejum acontece porque a pessoa está fora do
chamado pós-prandial (a digestão). Nesse processo, o fluxo
de sangue se desloca para o sistema digestivo, diminuindo no
restante do corpo. Por isso sente sono e precisa dormir,
como o cristão do texto da página anterior.
"Hoje se come mais do que se necessita. Das 24 horas,
ficamos cerca de nove no pós-prandial", diz Fraige,
referindo-se à digestão de três refeições normais. Se o
sujeito encarar pratos pesados e gordurosos, o tempo da
digestão pode chegar a 16 horas.
"Segunda-feira devia ser o dia internacional do jejum", diz
o médico, sugerindo ingestão apenas de líquidos durante um
dia da semana para quem tem sobrepeso ou é obeso e,
especialmente, é sedentário. "Seria extremamente benéfico,
estaria depurando o organismo", diz ele, alertando para
casos em que a prática é proibida, como aos portadores de
diabetes.
Para a medicina tradicional chinesa, que considera o
alimento e a respiração as fontes básicas de energia para o
corpo, não teria sentido se valer do jejum como terapêutica.
Porém, "se o corpo está carregado dos chamados excessos
momentâneos e um excesso comum é o de ingestão de bebidas",
o jejum de um dia com o consumo apenas de líquidos é
indicado, diz a médica Angela Tabosa, do Setor de Medicina
Chinesa-Acupuntura da Unifesp.
Do Grecco (Grupo de Estudos, Assistência e Pesquisa em Comer
Compulsivo e Obesidade, do HC), vem o alerta: "Jejum é um
perigo", diz Alexandre Azevedo, coordenador do grupo. "Quase
todos os pacientes que têm um distúrbio alimentar, como
anorexia e bulimia, têm um histórico de dieta inadequada e,
na maioria das vezes, o hábito de jejuar", diz o psiquiatra.
Decidir que não vai jantar um dia ou que vai pular o almoço
é considerado jejuar. E atenção: seguir essa prática uma vez
por semana ou de forma contínua pode provocar um
desequilíbrio neuroquímico e desencadear um distúrbio
alimentar.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3369.shtml
|
|
"Todos
podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes;
sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. todos podem
jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça
bem.
Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo.
Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas
não vão conseguir fazer". (Pe.Jonas Abib)
Abordamos aqui o aspecto prático do jejum. Existem várias
modalidades de jejum, trataremos, no entanto, somente de quatro
tipos que poderão ser de grande proveito para você.
Jejum da Igreja
Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a
Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito
por qualquer pessoa.
Alguém poderia pensar que esse seja um jejum relaxado ou que nem
seja realmente jejum, porque ele é muito fácil. Mas não é bem assim.
Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser
praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é
prescrito a toda a Igreja.
O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da
manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou
jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu
trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será
substituída por um lanche simples, de acordo com as suas
necessidades.
Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço
para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê
condições de passar o resto da noite sem fome.
O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em
suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu
várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso
comer.
O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é
você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é
cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias
vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar
completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os
biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os
cafezinhos.
Para quem é disciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um
jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Mas
como "a gente" se disciplina; como refreia a gula! E é esta a
finalidade do jejum.
Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os
doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário
leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a
disciplina fica mantida. Para o doente e para o idoso, disciplina
mesmo talvez seja tomar os remédios e tomar corretamente.
Jejum a pão e água
Nesse segundo tipo de jejum, deve-se comer pão quando se
tem fome e beber água quando se tem sede. Apenas isso e nada mais.
Não se trata de comer pão e beber água ao mesmo tempo. Pelo
contrato: é preciso evitar isso. Nosso tipo de pão, quando comido
com água, geralmente fermenta no estômago, provocando dor de cabeça.
É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Você
vai perceber que, nesse dia, o pão adquire um novo sabor. Também se
deve beber água várias vezes no decorrer do dia. O organismo precisa
de água. Por isso, tome água, mesmo que você não tenha sede.
O principal desse tipo de jejum é que você só coma pão e
beba apenas água.
Jejum à base de líquidos
O terceiro tipo de jejum requer que você passe o dia sem
comer nada, limitando-se a tomar líquidos. Ou seja, durante todo o
seu dia de jejum, você se alimenta somente com líquidos. Essa é uma
modalidade muito boa de jejum, que refreia a nossa gula e garante a
nossa disciplina.
Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de
opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados
e bem dispostos sem a quebra do jejum.
É recomendável passar o dia tomando chá. Existem vários
tipos de chá, podendo-se escolher. Desde que seja quente e com um
pouco de açúcar ou mel, o chá alimenta e mantém o estômago aquecido,
o que é muito bom. Quem não puder usar açúcar nem mel, pode usar
adoçante ou tomar chá puro; fazendo assim estará se privando da
glicose, que é alimentícia, mas conservará as vantagens do chá e do
calor. Mas, se preferir, você poderá tomá-lo frio ou gelado,
especialmente no verão.Laranjada, limonada e sucos de fruta também
são indicados para esse dia. O mesmo acontece com os sucos de
legumes, como cenoura e beterraba, e de verduras. Veja bem: tome
suco, não vitamina. Combinando-se frutas, legumes e verduras, as
possibilidades aumentam bastante.
Os vários sucos, adoçados ou não com açúcar, mel ou
adoçante, são sempre alimentícios, deixando o corpo leve para a
oração e para as outras atividades intelectuais ou físicas.
Outra boa opção para esse tipo de jejum é a água de coco,
que é completa, já tendo tudo para nos manter hidratados e
alimentados. Especialmente para quem tem a sorte de viver nos
lugares onde há coqueiros, um jejum a base de água de coco é
excelente. Não existe melhor hidratante.
Qualquer pessoa, mas em especial os idosos e os doentes,
pode fazer um jejum muito saudavél à base de caldos. Tal como os
sucos, os caldos também apresentam um grande variedade. Observe, no
entanto, que estou me referindo a caldos, e não a sopas e canjas,
embora se possa fazer caldo de frango e até de carne. O que importa
é que o caldo é líquido e tem como vantagens ser nutritivo e quente,
além de conter sal. Especialmente em dias frios, os caldos são uma
ótima maneira de fazer jejum, pois com eles temos garantida a
ingestão das calorias necessárias às nossas atividades, espirituais
em particular.
O Jejum completo
Nesse quarto tipo de jejum, não se come coisa alguma e só
se bebe água.
É recomendável que, antes de experimentar essa forma de
jejum, você já tenha feito o jejum a pão e água e o jejum à base de
líquidos, que podem servir de treino. No jejum completo, é
fundamental beber várias vezes ao dia. Não é bom fazer jejum a seco,
isto é, sem tomar água, especialmente quando não se tem um bom
treinamento. Mas é possível fazer jejum sem ingerir mesmo água? Sim,
como eu já disse, é possível. Porém só as pessoas bem experientes
devem tentar fazê-lo.
É fundamental ter em mente que não estamos nos submetendo
a um teste de resistência. Não precisamos provar nada a ninguém: nem
a nós, nem ao Senhor.
O objetivo do jejum é nos encontrar com Deus, favorecer a
oração e nos disciplinar. Ele serve para nos abrir à Graça da
contemplação, da intercessão a da Unção do Espírito Santo. Como
dissemos acima, nosso organismo precisa de água. Ele necessita estar
bem hidratado para agir e reagir no campo espiritual. E como o nosso
jejum se destina a combatentes que batalham por Deus na dimensão
espiritual, tome água várias vezes ao dia quando praticar o jejum
completo.
Quanto a hora de terminar o jejum, principalmente o jejum
completo, Nossa Senhora de Medjugorje fala em encerrá-lo às quatro
da tarde. Você pode terminá-lo às cinco, às seis ou às oito horas da
noite. O importante é ser comedido e agir com sabedoria. Nossa
intenção não é bancar os heróis.
Repito: "não temos de provar nada a ninguém, nem a nós e nem
mesmo ao Senhor".
Observações Finais
Um erro muito comum que as pessoas cometem consiste em
fazer um dia de jejum sem tomar café da manhã. Agindo assim, elas na
verdade começam a jejuar a partir da última refeição que fizeram, na
véspera, e não pela manhã.
Essas pessoas mal-informadas acabam ficando com dor de
cabeça, que em geral; começa bem cedo. Ora, dor de cabeça não é o
objetivo do jejum. Além disso, trata-se de uma coisa que deixa a
pessoa indisposta o resto do dia, que a torna irritadiça e sempre
pronta a perder a paciência. E isso é totalmente oposto ao que se
espera conseguir jejuando. É bom que você tome tranqüilamente seu
café da manhã, como se faz todos os dias, e, a partir daí, inicie o
jejum. Agindo dessa maneira, você fica livre dos ácidos do estômago,
da dor de cabeça, da irritabilidade e da indisposição. E isso custa
muito pouco: basta tomar café da manhã como nos outros dias.
Se você não quer mesmo comer nada, ou é daqueles que não
fazem uma refeição pela manhã, ao menos beba alguma coisa, de
preferência quente. Isso vai fazer bem ao seu aparelho digestivo,
preparando-o para o dia de jejum.
O jejum é uma riqueza que precisamos reconquistar. É uma
forte expressão da comunidade que decidiu fazer uma conversão,
começar uma vida nova. Você provavelmente é uma das muitas pessoas
que não conheciam o que acabei de apresentar e que por esse motivo
não jejuava. Agora, com uma nova compreensão do jejum, comece a
praticá-lo, pois isso seguramente trará benefícios a você e ao Corpo
de Cristo.
Deus abençoe o seu jejum.
|
|
 |
201.5 -O JEJUM
PROJETIVO
(O
jejum na projeção astral)
Por Waldo Vieira
Abstinência parcial e temporária com a finalidade de induzir a projeção
astral consciente.
Tem como sinônimos: Abstinência alimentar projeciogênica, projeção
pela fome.
Aconselha-se uma boa orientação sobre a prática, com supervisão técnica,
para evitar os sintomas desagradáveis.
Estão excluídas desta técnica crianças, pessoas com anemias, pessoas com
afecções hepáticas, fumantes inveterados, viciados em drogas (lícitas e
ilícitas).
O
jejum tende a desintoxicar o corpo físico de cargas de níveis etéricos
residuais. Dentro da espiritualidade é considerado um rejuvenescedor celular
dos órgãos.
O
tempo de jejum é inerente a capacidade de cada individuo, alguns suportam
mais tempo do que outros, mas o jejum não deve ser um processo desagradável
e punitivo. Segundo estudos a maioria das pessoas perdem entre meio quilo ou
um quilo e meio nas primeiras 24 horas.
<voltar
ao topo>
|
|
201.5.1 - TÉCNICA
PROJETIVA DO JEJUM :
201.5.1.1 -
ALIMENTAÇÃO x JEJUM:
Os alimentos produzem condições diferentes no organismo, parece que
uns fornecem mais energias do que outros.
Energeticamente cada alimento possui uma carga positiva ou negativa
de energia cósmica, afetam o corpo astral. O corpo físico ao longo
do tempo é construído em grande parte pelos alimentos físicos,
porque os elementos básicos da matéria, estão em grande parte dentro
dos alimentos.
Uma dieta vegetariana tende a fazer as moléculas de protoplasma
menores e mais sensíveis às ondas curtas. Uma barra de ferro se
torna magnética quando todas as suas moléculas estão apontando na
mesma direção. Tanto é que se colocarmos essa barra no fogo até
ficar rubra, ela perderá seu magnetismo, tudo porque a corrente está
partida, devido a uma desordenação de direção quanto a polaridade,
apontando agora em várias direções.
É possível que algo semelhante ocorra com nosso corpo, que as suas
moléculas quando afinadas pelo ritmo, e agindo em uníssono, possam
permitir um fluxo de energia através do corpo.
Uma dieta vegetariana tende a despertar a matéria vibrátil do corpo
astral, energia leve e saudável como a cenoura, frutas, legumes,
vegetais.
Porém o jejum muitas vezes ajuda a libertação do corpo astral. Mas
não deve se tornar um hábito porque a alimentação é necessária para
a saúde do corpo.
Sabe-se que quanto mais frágil e debilitado o corpo físico ficar,
mais longe ele se afastará no plano astral para recarregar as
baterias de energia cósmica (energia prânica, energia vital) para
compensar a deficiência no plano físico.
Comer (líquidos e sólidos), respirar e dormir são leis naturais
(alimentos básicos). Não podemos ignorar nenhuma delas sem sofrer os
efeitos nocivos, no plano físico. |
|
201.5.1.2
- AUMENTO DA ENERGIA CÓSMICA PELO JEJUM:
Entretanto, das três fontes de energia cósmica é o sono a mais
importante. É fácil observar que se comermos, bebemos e respirarmos
adequadamente, poderemos dormir menos e ainda reter uma boa
quantidade de energia reserva; mas que, quanto mais dormirmos, menos
alimentos nos será necessário.
É por isso que o JEJUM facilita a projeção astral, pois quando o
jejum progride uma das fontes alimentícias é cortada, a compensação
natural se dá através de mais horas de sono, mais distância do corpo
físico quando projetado.
201.5.1.3
- ENERGIA CÓSMICA (PRANA):
É uma forma sutil de energia que penetra o universo, mas se
manifesta de forma especial no organismo humano. O prana é muito
ligado ao magnetismo humano, aos processos de curas, revitalização
das células, alimento dos CHACRAs (duplo etérico). O prana tem
vários níveis vibracionais o mais próximo do plano físico é coletado
através do ar, dos raios de sol, do convício com a natureza, dos
alimentos sólidos e líquidos, mas diretamente ele é coletada através
da Projeção astral.
A projeção em JEJUM acontece por necessidade física e astral.
A projeção pela SEDE acontece por ansiedade e necessidade
temporária.
201.5.1.4
- MECANISMO:
Explica-se o mecanismo de atuação do jejum voluntário ou
involuntário. Observando-se no sentido da medicina corporal as
seguintes conseqüências: Alteração da regulação dietética,
metabolismo orgânico, perda que provocará uma futura carência de
vitaminas, deficiência de glicose na corrente circulatória que
acarretará uma mudança no sistema nervoso, afetando os tecidos do
corpo humano. Criando assim estados psicológicos favoráveis a
separação da consciência e da mente (Projeção Astral).
201.5.1.5-
TEMPO:
Para efeito da Projeção astral os Jejuns devem ser rápidos, de 1 até
3 dias no máximo, até porque se torna benéfico para desintoxicação
celular, quando não é prolongado.
|
|
201.5.1.6
- JEJUNS LEVES:
No caso de jejuns leves que permita-se ingerir frutas, legumes ou
vegetais como alface, pode-se prolongar por mais tempo.
201.5.1.7
- CUIDADOS TÉCNICOS:
1- Todo o Jejum deve ter um acompanhamento médico.
2 - Escolher um fim de semana ou férias.
3 - Durante o período de Jejum cuidar do ar e da água potável.
4 - Estar em paz consigo, num local tranqüilo e adequado.
201.5.1.8
- TÉCNICA:
Primeiro Dia: - Neste dia será mais fácil suportar,
surgirá rumores estomacais, cerca de 12 horas após aparecerá a
sensação de falsa fome, ou fome psicológica. Agüente, é passageiro
este estado que provoca ansiedade e receio. Mantenha o foco de
acordar fora do corpo. Podendo praticar uma técnica projetiva,
sempre relaxando o estômago através de exercícios de respiração.
Segundo Dia: - No segundo dia, difícil, pois pode
aparecer as dores (cabeça, estomacais), porém são passageira, quase
todas de origem psicológica em razão da quebra de sua rotina
alimentar. Volte a exercitar a respiração profunda alimentando o
fundo do pulmão com ar, faça isso pelo menos sete vezes, deseje
acordar fora do corpo.
Terceiro Dia: - Neste dia, começa a aparecer os
benefícios, pois o inconsciente começa a cansar de protestar,
desaparecendo as cefaléias, dores estomacais, debilidade física,
retornando o raciocínio, ocorrendo leves visões fugazes inofensivas.
Para incrementar imagine seu corpo astral indo até a geladeira, isso
vai provocar a saída do psicossoma e do inconsciente tentar
satisfazer essa ansiedade e desejo.
201.5.1.9
- FATORES:
Dois fatores agem em conjunto na técnica do Jejum. Matar a fome é
uma ordem, uma sugestão de uma necessidade. Já que o corpo humano
inanimado não o faz, o PSICOSSOMA fará.
201.5.1.10
- Bibliografia:
Carrington, Andréas, Black, Brennan, Vieira, Ferguson, Muldoon,
Watson
<voltar
ao topo> |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Página Principal |
| |
|
|
|