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Compilado por Beraldo Figueiredo | ||
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12 - FENÔMENOS ESPIRITUAIS |
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ÍNDICE: 12.1 - PLANO ASTRAL: (TRATADO TEOSÓFICO)
12.2 - TCI - TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL
12.3 - Combustão Humana Espontânea 12.4 - Agulhas e Metais dentro do Corpo 12.5 - Fotografias Mediúnicas
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12.1 - PLANO ASTRAL (Tratado Teosófico) |
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Texto Extraído do Livro O PLANO ASTRAL de C.W.Leadbeater
Os recursos do mundo astral são tão variados e complexos que quase todos os fenômenos a que vamos referir podem ser produzidos de muitas maneiras. Esta peculiaridade torna impossível a apresentação de regras fixas sobre tal assunto.
As aparições ou fantasmas fornecem uma esplêndida confirmação do que acabamos de afirmar, visto que, atendendo à maneira vaga e lata como esses termos têm sido usados, eles se podem aplicar indistintamente a qualquer habitante do plano astral. Escusado será dizer que as pessoas psiquicamente desenvolvidas vêem esses fantasmas constantemente; mas para que a uma criatura vulgar possa "aparecer um fantasma", segundo a expressão corrente, é necessário ou que esse fantasma se materialize ou que essa criatura tenha momentaneamente um relâmpago de percepção psíquica.
É apenas devido ao fato de nenhum destes dois casos ser vulgar que nós todos não estamos constantemente a encontrar espectros nas ruas, com a mesma freqüência com que encontramos gente de carne e osso.
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12.1.1 -
Espectros no Cemitério: — O espectro que paira sobre uma sepultura é geralmente o invólucro etérico de um recém-enterrado, mas pode também ser o corpo astral de um vivo que, durante o sono, vá para junto de um amigo morto; ou ainda uma forma- pensamento materializada isto é, um elemental artificial criado pela energia com que um homem pensa de si mesmo como presente num determinado lugar. Para qualquer pessoa habituada a servir-se da visão astral, é facílimo distinguir a qual das três espécies pertence o espectro; porém, para quem é pouco prático, à aparição chamará vagamente "um espectro".
12.1.2 - Aparições de Moribundos: — As aparições no momento da morte não são de todo raras, e muitas vezes são verdadeiras visitas feitas pelo corpo astral do moribundo no momento que precede imediatamente à morte, e que nós chamamos o momento da dissolução. Também neste caso podem ser formas- pensamentos chamadas à vida pelo desejo ardente do moribundo em ver um ente querido, antes de ingressar num mundo desconhecido. Há exemplos dessa visita ser feita logo depois da morte, e não imediatamente antes, e neste caso o visitante é realmente um espectro; mas, devido a causas várias, esta forma de aparição é muitíssimo menos freqüente que a outra.
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12.1.3 - Lugares Assombrados:
Os criminosos inveterados estão frequentemente demasiado endurecidos para se comoverem ante um crime particular, mas nesse caso outros fatores poderiam intervir. Ainda a respeito de aparições em certos pontos, observa-se que em qualquer parte onde uma comoção mental de grande violência, medo, dor, ódio, ou qualquer paixão intensa, se fez sentir, grava-se na luz astral uma impressão tão forte que qualquer pessoa, mesmo fracamente dotada sob o ponto de vista psíquico, não pode deixar de se sentir fortemente impressionada ao visitar esse lugar. Bastaria um pequeno aumento de sensibilidade para que toda a cena se desenvolvesse — para se ver o acontecimento apresentar-se em todos os seus detalhes como se realmente estivesse se dando naquele momento — e nesse caso não faltaria quem dissesse que aquele local estava assombrado,e que tinha visto uma "alma do outro mundo". É certo que há pessoas que não têm a visão psíquica desenvolvida, porém que, no entanto, se sentem forte e dolorosamente impressionadas quando passam por locais deste gênero gente, por exemplo, que se sente pouco à vontade ao passar por lugares onde se fizeram execuções capitais, como a Tyburn Trec, ou ao entrar na Sala dos Horrores de Madame Tussaud, e que não imagina que esse mal-estar é devido às cenas trágicas impressas na luz astral, em volta de locais e de objetos impregnados de crime ou de horror, e também à presença das repugnante entidades astrais que povoam em multidão esses locais.
12.1.4 - Espectros de família:
— O espectro de família, personagem certo nas histórias tradicionais dos castelos feudais, pode ser ou uma forma- pensamento, ou uma impressão de rara vividez na luz astral, ou mesmo o espectro de um antepassado que, ainda ligado às coisas terrestres, se compraz em ver reviver as cenas em que em vida centralizou os seus pensamentos e esperanças.
12.1.5 - Soar de campainhas, remessa de pedras...
— Ouvir de repente o ruído de uma pedra arremessada, não se sabe donde, ou o soar súbito e inexplicável de campainhas, é um outro fenômeno, a que já nos referimos, e que é quase invariavelmente obra das forças elementais, quer postas em ação cegamente pelos esforços mal orientados de qualquer ignorante tentando atrair a atenção dos amigos que lhe sobreviveram, ou ainda intencionalmente pela malícia infantil de qualquer espírito natural.
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Tudo isto pode ser feito por um espírito natural, sem o mínimo auxílio; bastaria que um deles se quisesse dar a esse trabalho para nos dar uma sessão que excederia as mais notáveis que se conhecem. Porque, embora alguns dos fenômenos fossem para ele de difícil execução, em compensação, o seu poder de ilusão é tal que lhe permitiria fazer crer sem dificuldade aos assistentes na realidade desses fenômenos, a não ser que entre estes houvesse algum observador competente, conhecedor dos processos dos espíritos naturais e capaz de os confundir. Como regra geral, podemos inferir que sempre que numa sessão espiritista aparecem esses truques tolos e essas travessuras, é certa a intervenção ou de um espírito natural de categoria inferior, ou então de seres humanos cuja degradação chegou a tal ponto que, durante a vida, se sentiam felizes nesses espetáculos ridículos.
12.1.7 - Comunicações por meio de entidades astrais:
Se o pseudo-irmão vai ainda mais longe e conta qualquer pormenor da sua vida, desconhecido do outro, mas cuja exatidão este pode em seguida verificar, também lhe é lícito duvidar, porque todos os fatos de todas as vidas estão gravados nos arquivos astrais, ou pode ser a sombra do irmão, e portanto, possui a sua memória, e não ele próprio. Ninguém nega que em muitas sessões espiritistas têm sido feitas comunicações por pessoas que são realmente as próprias. Mas o que quisemos afirmar foi que para qualquer pessoa inexperiente que assiste a uma dessas sessões, nunca é possível saber quantas vezes está realmente sendo cruelmente enganada ou não, e por que maneiras é posta à prova a sua boa fé. Em um número limitado de casos, alguns membros da Loja oculta a que nos referimos deram, por intermédio de um médium, uma série de ensinamentos preciosos sobre interessantíssimos assuntos, mas sempre cm sessões estritamente particulares e nunca em reuniões públicas e muito menos pagas.
— Admite-se que algumas dessas vibrações atravessem facilmente a matéria sólida, o que permite explicar cientificamente as particularidades da visão etérica; mas para a visão astral, a melhor explicação é fornecida pela teoria da quarta dimensão. É claro que basta possuir a faculdade da visão astral para se poder realizar coisas que parecerão verdadeiros milagres, como, por exemplo, a leitura de um trecho de um livro fechado. Se a isto acrescentamos que esta faculdade inclui o poder de ler os pensamentos, e ainda, quando combinada com o conhecimento de projeção de correntes na luz astral, o de observar um objeto desejado em quase qualquer parte do mundo, compreende- se bem que é extremamente fácil a explicação de muitos dos fenômenos de clarividência. Quem deseje mais pormenores acerca deste assunto, encontrá-los-á no meu livro sobre Clarividência, em que, a par de muitos exemplos, se encontram catalogadas todas as suas variedades. Previsão e segunda vista. — A clarividência verdadeira, treinada e absolutamente segura, inclui a atividade de uma série de faculdades totalmente diferentes; mas como estas pertencem a um plano mais elevado do que o astral, estão fora do nosso assunto. A faculdade da previsão rigorosa pertence também a esse plano superior; contudo, aparecem às vezes à pura vista astral alguns reflexos ou relâmpagos seus, principalmente entre gente de espírito simples, que vive em condições apropriadas, constituindo o que se chama "segunda vista", que, como é notório, se encontra muito entre os habitantes das montanhas da Escócia. Outro fato que não deve esquecer-se é que qualquer habitante do plano astral, dotado de inteligência, pode perceber estas vibrações etéricas, e além disso — se aprendeu a fazê-lo — adaptá-las aos seus fins ou pô-las em ação.
— Compreende-se claramente que no tempo presente não se possa escrever muito acerca destas forças super-físicas e dos processos da sua utilização, embora haja razão para supor que não tardará o tempo em que muitas das suas aplicações se tornem do domínio público. Podemos, no entanto, sem transpor os limites do que é permitido, dar delas uma idéia
geral suficiente para que, a traços largos, se possa compreender a gênese de certos fenômenos. Todos aqueles que têm assistido com freqüência a sessões espiritistas têm, decerto, notado uma vez ou outra o emprego de forças verdadeiramente irresistíveis, como, por exemplo, no levantamento instantâneo de pesos enormes. Muitos, principalmente aqueles cujas mentes raciocinam e buscam nos fenômenos uma razão cientificamente plausível, hão-de dar tratos à imaginação para saber donde veio essa força, agindo como poderosa alavanca. Dentre os vários meios pelos quais estes fenômenos de caráter astral podem ser obtidos, parece-nos suficiente citar quatro:
1.º — Correntes etéricas: — Percorrendo o mundo, em grandes ondas, varrendo-o de pólo a pólo, em grandes massas, o que as torna tão irresistíveis como as marés montantes, existem grandes correntes etéricas, cuja irresistível força pode ser utilizada sem perigo, embora as tentativas inábeis, em que não se consiga dominá-las completamente, possam redundar em verdadeiras catástrofes.
2.º — Pressões etéricas: — Correspondente em parte, mas de intensidade imensamente superior, à pressão atmosférica, existe também uma pressão etérica. Ordinariamente ninguém dá por ela, pelo mesmo motivo de que ninguém se apercebe da existência da pressão atmosférica; e se fosse possível fazer o vácuo completo, isto é, extrair também o éter de um determinado espaço, como é possível fazer-se ao ar, a existência dessa pressão etérica se tornaria tão evidente como a da outra. Esse isolamento do éter têm sido impossível até hoje aos físicos, atendendo à faculdade que ele tem de interpenetrar toda a matéria num estado de menor rarefação que o seu. Mas o Ocultismo sabe fazê-lo, e é graças aos seus processos que a pressão etérica pode ser vista em ação,
3.º — Energia latente: — Há vastas reservas de energia potencial que, durante a evolução do sutil para o grosseiro, se acumularam na matéria no estado latente. Essa energia pode ser liberada e utilizada, à semelhança do que se faz com a matéria física, a cujas mudanças de estado corresponde uma liberação de energia latente, sob a forma de calor.
4.° — Vibração simpática: — Há casos flagrantes que se produzem por uma extensão do princípio a que se pode chamar "vibração simpática". Mais uma vez vamos apresentar um exemplo elucidativo, tirado do mundo físico, embora muito amiúde tais exemplos sirvam mais para dar uma idéia falsa dos fenômenos astrais do que Verdadeira. Contudo, alguns fatos extremamente simples podem ajudar-nos a compreender esta ação importantíssima, contanto que não levemos a analogia demasiado longe.
É sabido que, fazendo vibrar uma corda de uma harpa, as cordas correspondentes de quantas harpas estejam junto da primeira vibrarão também, se estiverem na mesma afinação. Igualmente, é fato conhecido que é sempre de passo trocado que uma grande corporação do exercite atravessa uma ponte suspensa, porque, do contrário, a regularidade da marcha ordinária comunicaria à ponte uma vibração oscilatória que iria aumentando a cada passo, até vencer a resistência do ferro e fazer rebentar a estrutura metálica. Com estas duas analogias bem em mente (sem esquecer que não passam de analogias parciais), compreende-se que aquele que saiba bem qual a espécie de vibrações a produzir — que, por assim dizer, conheça a totalidade da matéria sobre a qual quer agir — pode, ferindo a nota justa, despertar uma grande quantidade de vibrações simpáticas. Quando isto se faz no plano físico, não se desenvolvem energias suplementares; mas no plano astral, visto a matéria que o compõe ser muito menos inerte, e assim, quando ativada por estas vibrações simpáticas, adiciona sua força viva ao impulso original, que assim pode ser multicentuplicado. E por uma repetição rítmica deste primeiro impulso — como na passagem da ponte — as vibrações podem tomar uma intensidade verdadeiramente desproporcional à causa inicial. Pode mesmo dizer-se que, nas mãos de um grande Adepto, que lhe conheça plenamente os recursos, esta força não tem limites, visto que a própria construção do Universo não é mais do que o resultado das vibrações despertadas pelo Verbo Falado.
— A classe de mantras, ou fórmulas mágicas, que produzem efeito sem auxílio de um elemental, mas apenas pela repetição de certos sons, deve a sua eficácia a esta ação das vibrações simpáticas.
— Este fenômeno pode ser obtido também pela aplicação de vibrações extremamente rápidas, que destroem a coesão das moléculas do objeto que sofre a desagregação. A decomposição das moléculas em átomos é devida a vibrações de um tipo diferente, de velocidade ainda maior. Um corpo reduzido por este meio ao estado etérico, pode ser deslocado de um ponto para outro, com incrível velocidade, pelas correntes astrais, e logo que cessa de atuar a forma que o eterizou, a pressão etérica reconduzi-lo ao estado primitivo.
Muitos principiantes têm dificuldade em perceber como é que se consegue, nestas experiências, que o objeto retome, cessada a força desintegradora, a forma primitiva. Realmente, observa-se com razão que, quando um objeto metálico — uma chave por exemplo — é fundida pelo calor, um abaixamento conveniente de temperatura fá-la voltar, é certo, ao estado sólido, mas reduzida à massa informe, em que nada existe da primitiva chave. A objeção parece de valor, mas a analogia é que não é completa. A energia elemental, que anima a chave, dissipa-se realmente nessa mudança de estado, não porque sofra diretamente a influência do calor, mas porque, destruído o seu corpo sólido temporário, volta ao grande reservatório comum, donde sai toda a essência elemental.
Tal é o que acontece aos princípios superiores do homem, que, apesar de insensíveis aos efeitos do frio e do calor, se libertam do corpo quando o fogo o destrói. Por conseqüência, quando aquilo que era uma chave passa de novo, por um resfriamento, ao estado sólido, a essência elemental (da "terra", ou da espécie sólida), que reflui para ela, não é a mesma que a chave continha, e portanto, não há razão para que a massa metálica solidificada retome a forma que tinha. Mas um operador que queira desintegrar a chave com o fim de a fazer transportar por uma corrente astral, terá o cuidado de manter na sua forma a essência elemental, até que se realize o transporte.
E ao suspender o esforço da sua vontade, essa essência elemental constituirá uma espécie de molde em que fluirão as partículas em via de solidificação, ou antes, em volta do qual elas se reagregarão. E assim se conservará a forma primitiva sempre que o poder de concentração do operador se mantenha firme. É deste modo que se consegue o transporte quase instantâneo dos objetos de grandes distâncias, nas sessões espíritas, e é evidente que, uma vez desintegrados, passam perfeitamente através de qualquer substância sólida como, por exemplo, uma parede ou uma caixa fechada à chave. De forma que a chamada "passagem da matéria através da matéria" é tão simples de compreender como a passagem da água através de um filtro, ou, como se vê em muitas experiências químicas, a passagem de um gás através de um líquido.
— Tal como é possível, por uma alteração de vibrações, fazer passar um corpo do estado sólido ao estado etérico, igualmente é possível o inverso. O primeiro processo explica o fenômeno de desintegração, e o segundo o de materialização. Assim como no primeiro caso é necessário um esforço continuando de vontade para evitar que objeto retome o estado primitivo, também no segundo fenômeno é necessário um esforço contínuo para evitar que a matéria materializada recaia no estado etérico. Nas materializações espiritistas, a matéria necessária ao fenômeno é fornecida pelo duplo etérico do médium, com grave prejuízo à sua saúde e outros inconvenientes ainda mais perigosos.
É por isso que a figura materializada se mantém sempre nas proximidades do médium, e está sujeita a uma atração tendente a afastá-la dele para o corpo donde veio. De sorte que, se permanecer muito tempo longe do médium, a figura esvai- se e a matéria que a compunha, voltando ao estado etérico, precipita-se instantaneamente para a sua origem. Em alguns casos não há dúvida de que esta materialização temporária se faz à custa da matéria densa e visível do corpo do médium, transferência de matéria de explicação e de compreensão realmente difíceis.
Eu próprio já vi este fenômeno, em condições tais que não me era lícito duvidar, comprovado por uma diminuição considerável de peso do corpo físico do médium. Exemplos semelhantes podem ver-se no trabalho do Coronel Olcott People from the Other World (1) e em Um Cãs de Dé-matérialisation (2) de M. A. Aksakow.
12.1.14 - Vantagens da escuridão:
— Compreende-se a razão por que os seres que dirigem uma sessão preferem operar na escuridão, ou pelo menos, sob uma luz extremamente tênue. Efetivamente, não teriam o poder suficiente para manter materializada uma figura, ou mesmo "a mão de um espírito", mais do que durante alguns segundos, se se operasse sob a ação das vibrações intensas de uma luz brilhante.
12.1.15 - Fotografias de espíritos:
— Os freqüentadores das sessões espíritas hão de ter notado que há três espécies de materialização: 1.ª, as quais são tangíveis, mas invisíveis; 2.ª, as visíveis, mas intangíveis; 3.a, as tangíveis e visíveis. À primeira, que é a mais numerosa, pertencem as mãos invisíveis, que tantas vezes acariciam os assistentes ou transportam objetos de pequenas dimensões de um lugar para outro da sala e os órgãos vocais que produzem a "voz direta". Neste último caso, emprega-se uma modalidade da matéria que não intercepta, nem reflete a luz, mas é suscetível de despertar na atmosfera vibrações que afetam como som. Uma variante desta classe é a espécie de materialização parcial que, não podendo refletir nenhuma luz visível, afeta, contudo, os raios ultravioletas e pode sensibilizar uma chapa, dando-nos as chamadas "fotografias de espíritos". Quando o poder é insuficiente para produzir uma materialização perfeita, obtêm-se formas vaporosas que constituem a classe dos visíveis mas não tangíveis, e neste caso os "espíritos" previnem sempre os circunstantes de que não devem tocar nas aparições.
Quando, o que é mais raro, a materialização é completa, é que a força é suficiente para manter, pelo menos durante instantes, formas que podem ser ao mesmo tempo visíveis e tangíveis. Se um Adepto ou um discípulo tem necessidade de materializar o seu veículo astral ou mental, não precisa recorrer à matéria do seu duplo etérico, nem ao de ninguém, porque sabe como extrair a matéria de que necessita do éter circundante. Leia mais em: 12.5 - Fotografias Mediúnicas
— É outro fenômeno que tem íntimas relações com esta parte do nosso assunto. Resume-se em formar uma imagem mental perfeita do objeto a copiar e a. reunir em volta deste molde a matéria astral e física necessárias. Naturalmente, para se chegar a isto, é necessário que todas as partículas interiores e exteriores estejam sempre simultaneamente presentes na mente, o que exige um poder de concentração considerável. Criaturas ignorantes da maneira como se pode extrair diretamente a matéria do éter circundante, tem-na ido buscar muitas vezes ao objeto primitivo, que neste caso sofre a diminuição de peso correspondente.
12.1.17 - Precipitação:
— Em muitas obras teosóficas fala-se em precipitação de cartas e de imagens, (3) que se pode obter por vários processos. Um Adepto que deseje comunicar-se com alguém, limita-se a colocar diante de si uma folha de papel em branco e formar uma forte imagem mental do que deseja que lá apareça escrito, e depois extrair do éter a matéria necessária com que materializar essa imagem. Ou se o prefere, pode, com a mesma facilidade, obter resultado idêntico sobre uma folha de papel colocada em frente do seu correspondente, seja qual for a distância que os separe. Um terceiro processo, que por sua simplicidade é o mais usado, consiste em imprimir todo o conteúdo da carta na mente de um discípulo, e deixá-la fazer o trabalho puramente mecânico de precipitação.
O discípulo tomará a folha de papel e imaginando que vê a carta nas mãos do Mestre, procederá à materialização das palavras, tal como se disse. E se achar difícil realizar simultaneamente as duas operações — extração da matéria., do éter e precipitação da escrita — poderá pôr junto dele, em cima da mesa, uma pequena quantidade de tinta ou de pó colorido, que serão de mais fácil emprego, visto estarem já no estado de matéria densa. Um tal poder se tornaria, evidentemente, muitíssimo perigoso nas mãos de uma criatura sem escrúpulos, visto que é tão fácil imitar a caligrafia de um indivíduo como a de outro qualquer, e seria impossível pelos meios comuns descobrir uma falsificação cometida desta forma. Um discípulo que trabalhe definitiva e regularmente com um Mestre, possui sempre um sinal infalível para reconhecer se uma mensagem vem deste ou não, mas ou outros não têm outras provas além das fornecidas pelo conteúdo da carta e pelo espírito que a anima, porque a caligrafia, por mais parecida que seja, não têm o menor valor como prova.
Quanto à rapidez da precipitação, um discípulo pouco treinado apenas poderia mentalizar algumas palavras por vez, de sorte que levaria o mesmo tempo a mentalizar a carta que se a escrevesse com pena e tinta, mas um indivíduo mais experimentado formaria simultaneamente a imagem de uma página inteira e desempenhar-se-ia da sua tarefa com grande facilidade e rapidez. É desta maneira que às vezes numa sessão espiritista se produz uma carta em apenas alguns segundos. Se se tratasse da precipitação de um quadro qualquer, o processo seria o mesmo, com a diferença que, neste caso, é necessário um poder de visão que abranja simultaneamente toda a cena. E caso haja a empregar muitas cores, o trabalho complica-se com o acréscimo da sua composição, separação e da reprodução exata dos tons. Evidentemente, num trabalho desta ordem entra a bossa artística do operador e não se julgue que qualquer habitante do plano astral pode igualmente fazer um trabalho perfeito. Um indivíduo que na vida terrena tivesse sido artista, tem, evidentemente, faculdades mais desenvolvidas neste ponto, e está, portanto, em condições de ser muito mais feliz num trabalho deste gênero do que qualquer outro que, nunca se tendo dedicado a questões artísticas no plano físico, tentasse, quando no astral, fazer uma destas precipitações.
12.1.18 - Escrita em ardósias:
— A escrita em ardósias, executada com garantias que excluíam qualquer idéia de fraude tem feito a fama de muitos médiuns e pode também ser executada por este processo de precipitação. Mas o método mais seguido consiste em fazer guiar o lápis pela mão de um espírito, da qual estão materializadas apenas as pontas dos dedos, estritamente necessárias para o segurar.
12.1.19 - Levitação:
— A levitação, isto é, suspensão de um corpo no ar, sem qualquer apoio aparente, é muito freqüente nas sessões espíritas, e mais ainda entre os yogues orientais. Quando realizada por um médium, o seu corpo é muitas vezes seguro por "mãos de espíritos", mas há um processo mais científico que também é usado no Oriente e ocasionalmente entre nós. Consiste apenas no emprego da faculdade que a ciência oculta descobriu, de neutralizar, e por assim dizer, mudar o sentido da atração da gravidade, o que permite a execução simplicíssima de todos os fenômenos de levitação. Foi sem dúvida o conhecimento deste segredo que permitiu que as naves aéreas do antigo Egito e da Atlântida se elevassem da terra e adquirissem aquela leveza que as tornava facílimas de manejar e dirigir. É provável também que fosse o conhecimento das forças sutis da natureza o que facilitou o trabalho daqueles que elevaram os enormes blocos de pedra empregados na arquitetura ciclópica ou na construção das majestosas pirâmides do Egito.
12.1.20 - Luzes de espíritos:
— Com o conhecimento das forças da natureza que os recursos do plano astral colocam à disposição de seus habitantes, é facílima e a produção das chamadas "luzes de espíritos", quer se trate de uma simples luz fosforescente ou da deslumbrante variedade elétrica, ou ainda desses curiosos glóbulos luminosos, dançantes, em que certas classes de dementais se transformam facilmente. Visto que a luz, seja ela qual for, é o resultado de vibrações do éter, é evidente que quem quer que saiba produzir essas vibrações, obtém a espécie de luz que deseja.
12.1.21 - Manejo do fogo:
— É com a ajuda da essência elemental etérica que também se produz esse notável fenômeno de manejar o fogo sem se queimar, embora haja outros meios de o conseguir. Uma camada de éter, por mais sutil que seja, pode ser preparada de maneira a tornar insensível ao calor a mão coberta por ela, não sendo, pois, para admirar que qualquer indivíduo assim protegido possa pegar num carvão ardente ou num ferro ao rubro sem o menor risco. Em adição às forças especiais acima mencionadas, usa-se frequentemente a alavanca comum para produzir fenômenos menores, tais como inclinação de mesas ou batidas sobre elas. Neste caso o fulcro é o corpo do médiume a alavanca uma barra de ectoplasma projetada do corpo. (Ver Psychic Structures, pelo Dr. W. J. Crawford).
12.1.22 - Transmutação:
— Temos citado quase todos os fenômenos espiritistas, mas além deles há mais um ou, melhor, dois, que, apesar de muitíssimo mais raros, não devem deixar de ser mencionados. A transmutação dos metais é geralmente considerada um puro sonho dos alquimistas da Idade Média, e realmente, na maior parte dos casos, a descrição do fenômeno não passa de um símbolo da purificação da alma. Todavia, parece estar suficientemente provado que o fenômeno foi produzido algumas vezes por eles. E ainda hoje há na índia feiticeiros que pretendem fazê-lo em condições que seriam concludentes. Seja como for, é evidente que, visto o átomo original ser o mesmo em todas as substâncias, diferindo estas apenas segundo' as diferentes combinações desse átomo, quem quer que saiba reduzir um pedaço de metal ao estado atômico e em seguida combinar os átomos de diferentes maneiras, pode, a seu bel-prazer e sem dificuldade maior, proceder quantas transmutações quiser.
12.1.23 - Repercussão:
— O princípio das vibrações simpáticas, já citado, dá-nos a explicação do fenômeno estranho, não muito conhecido, da repercussão, pela qual qualquer ferimento infligido ou qualquer sinal feito na entidade materializada se reproduz no corpo físico. Temos exemplos disso nas provas recolhidas nos processos por feitiçaria da Idade Média, em que se vê que qualquer lesão feita na feitiçaria quando sob a forma de cão ou de lobo, se reproduzia na parte correspondente do seu corpo físico. A mesma estranha lei motivou, por vezes, injustas acusações de fraude a médiuns, quando, por exemplo, se lhes encontrava na mão matéria corante igual àquela com que se tinha esfregado a mão da entidade materializada.
A explicação, neste caso, como em muitos outros, é que a "entidade" era apenas o duplo etérico do médium, forçado pelas influências diretoras a tomar uma forma diferente. Na verdade, estas duas partes do corpo físico estão tão intimamente ligadas que é impossível fazer soar numa delas a nota tônica sem despertar na outra as vibrações exatamente correspondentes.
(1) "Gente do Outro Mundo". (2) "Um caso de Desmaterialização" (3) Vide O Mundo Oculto, de A. P. SINNETT.
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12.2 - TCI: TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL |
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12.2.1 - AS VOZES DO ALÉM
O
termo, transcomunicação foi criado nos anos 80, na Alemanha, pelo
físico e estudioso Ernst Senkowski e significa comunicação com o
mundo extra físico. Segundo os dicionários modernos, quer dizer: comunicação
com a verdade eterna ou comunicação transcendental.
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Segundo Sonia Rinaldi, fundadora da Ação Nacional de Transcomunicadores – ANT - e uma das grandes pesquisadoras do assunto no Brasil, o país tem hoje os melhores resultados do mundo. Sonia passou a se interessar pelo assunto em 1988, quando freqüentava o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas - IBPP - dirigido pelo Dr. Hernani Guimarães Andrade. Foi ele quem sugeriu que iniciasse as gravações, e como naquela época não havia qualquer tipo de orientação, resolveram então seguir a intuição. Os resultados foram positivos, mas foram cerca de 16 anos para alcançar uma evolução notável, que começou com um simples gravador e evoluiu para os telefonemas para o "outro lado", com sincronia de imagens.
Fonte: Arcanum (Paulo Néry) - http://grandarcanum.blogspot.com/2008/07/transcomunicao-instrumental.html
Por: James E. Alcock
Friedrich Jürgenson (1903-1987) que o estudo da TCI realmente se inicia. Jürgenson era em alguns aspectos um homem da Renascença – arqueólogo, filósofo, lingüista, um pintor que foi comissionado pelo Papa Pio XII, cantor de ópera, e produtor de documentários cinematográficos. O interesse de Jürgenson em Transcomunicação Instrumental aparentemente começou quando, após ter gravado gorjeios de pássaros num gravador de fita, ele podia ouvir vozes humanas nas fitas, mesmo que não houvesse ninguém nas proximidades.
Este evento surpreendente naturalmente despertou seu interesse, e ele voltou sua atenção para realizar gravações do nada – ou seja, gravações feitas num lugar tranqüilo sem ninguém por perto. Ele continuou a detectar vozes nessas fitas, e seus estudos levaram à publicação em 1964 do livro Rosterna fran Rymden (“Vozes do espaço”), traduzido para o português com o título de “Telefone para o Além”.
Subseqüentemente ele reconheceu algumas das vozes apanhadas no seu gravador de fita, incluindo a da sua mãe, que o chamava pelo seu apelido carinhoso. Contudo, sua mãe já era falecida e lhe parecia natural presumir que ela estava se comunicando do além-túmulo. Assim, ele chegou à conclusão de que todas as vozes que ele havia gravado eram vozes de pessoas mortas. Em 1967 publicou Sprechfunk mit Verstorbenen (“Rádio-link com os mortos”).
O Dr. Konstantin Raudive (1906-1974), um estudioso de Carl Jung, era um psicólogo da Letônia que lecionava na Universidade de Uppsala na Suécia. Ele esteve absorvido em interesses parapsicológicos durante toda a sua vida, e especialmente com a possibilidade de vida após a morte, e se manteve em contato íntimo com os maiores pesquisadores psíquicos Britânicos.
Em 1964 Raudive leu o livro de Jürgenson, "Telefone para o Além", e ficou tão impressionado que arranjou um encontro com Jürgenson em 1965. Ele então trabalhou com Jürgenson para realizar algumas gravações de TCI, mas seus primeiros esforços deram pouco resultado, se bem que eles acreditavam poder ouvir vozes muito fracas e abafadas.
Contudo, certa noite, quando ouvia uma gravação, ele escutou claramente muitas vozes e quando reproduzia a fita repetidas vezes começou a entendê-las todas – algumas em alemão, outras em letão, outras em francês. A última voz na fita – uma voz femininina – dizia “Va dormir, Margarete” (“Vá dormir, Margarete”).
Raudive escreveu posteriormente (em seu livro Breakthrough): “Estas palavras me causaram uma impressão profunda, pois Margarete Petrautzki tinha morrido recentemente, e a sua doença e morte tinham me afetado muito.” Atônito com tudo isso, ele começou então a pesquisar tais vozes por conta própria, e passou a maior parte dos seus últimos dez anos de vida explorando fenômenos de voz eletrônica. Com a ajuda de diversos especialistas em eletrônica, ele gravou mais de 100.000 fitas de áudio, a maioria das quais foram realizadas sob o que ele descreveu como “condições estritas de laboratório”. Às vezes ele colaborava com Hans Bender, um parapsicólogo alemão muito conhecido. Mais de 400 pessoas foram envolvidas em sua pesquisa, e todas aparentemente ouviram as vozes. Isto culminou com a publicação em 1971 do seu livro Breakthrough, anteriormente mencionado. Seu impacto foi tal que estes fenômenos são agora comumente conhecidos simplesmente como “vozes Raudive.”
Raudive desenvolveu diferentes abordagens para gravação de TCI, e ele se referia a:
Vozes de microfone: deixa-se simplesmente o gravador de fita rodando, sem ninguém falando; ele dizia que podia-se mesmo desconectar o microfone.
Vozes de rádio: grava-se o ruído branco (de fundo) de um rádio que não está sintonizado em nenhuma estação.
Vozes de diodo: grava-se a partir do que é essencialmente um receptor de cristal (diodo) não sintonizado em qualquer estação.
Raudive delineou várias características das vozes (conforme apresentadas em Breakthrough):
“As entidades que emitem as vozes falam muito rapidamente, numa mistura de línguas, às vezes com cinco ou seis línguas numa única sentença.”
“Elas falam num ritmo definido, que parecer ser-lhes forçado.”
“O modo rítmico impõe um estilo curto, telegráfico, às sentenças ou frases.” Provavelmente por causa disso, “... as regras gramaticais são freqüentemente abandonadas e abundam os neologismos.” É claro que, para o cético, estas características são o que se pode esperar se na verdade as “vozes” são simplesmente interpretações errôneas de ruído “branco”, aleatório.
A TCI na atualidade:
Os parapsicólogos sérios da atualidade praticamente não demonstram nenhum interesse em TCI, e trabalhos modernos na literatura parapsicológica não acham qualquer evidência de algo paranormal nessas gravações. Isso não desanima os fiéis, é claro. Dizem que há mais de 50.000 sites na Internet devotados à TCI. Aqui vai um exemplo (traduzido) da Internet:
“Em resumo, transcomunicação instrumental (TCI) é o processo de capturar mensagens do mundo dos espíritos, incluindo nossos entes queridos no Céu, usando um gravador de fita comum. Sim, alguém da sua família ou um amigo íntimo seu, falecido, podem gravar ou imprimir suas vozes na fita. A finalidade deste site não é explicar a TCI em detalhes, mas por favor sinta-se à vontade para visitar os links de aprendizado dados a seguir para obter maiores informações. Nosso site foi planejado para ajudar você, um iniciante, a obter sucesso com TCI.” (www.paranormalnetwork.com)
“E agora afirmam que não é nem mesmo preciso ficar calado enquanto se faz as gravações – freqüentemente as vozes aparecem no fundo enquanto se está gravando uma conversação.” Considere estes exemplos de (www.paranormalnetwork.com):
Não há limite para os esforços que as pessoas farão para achar “vozes.” Por exemplo, afirmam que:
“Algumas vozes de espíritos ou entidades estão quase no nível do ruído de fundo; outras podem ser claramente ouvidas. Se a fala é difícil de entender, lembre-se que o espírito que fala pode estar falando numa língua ou dialeto que não é de uso comum hoje em dia. A voz pode também estar invertida, você precisaria de um computador para revertê-la e então conseguir ouvi-la.” (www.blueskies.org)
Um outro exemplo do entusiasmo e criatividade desenfreados associados com descobrir vozes está na American Association of Electronic Voice Phenomena. Seu website informa-nos que:
“A associação inclui pessoas que gravam vozes paranormais, imagens e informação de amigos e entes queridos do além através de gravadores de fita, telefones, equipamentos de fax, televisão, computadores e gravadores de vídeo.”
“A TCI tem sido abordada em publicações técnicas tais como “Popular Mechanics" e "Wireless World." Foi recentemente mostrada num filme chamado “O Sexto Sentido”. Sarah Estep, uma das mais famosas gravadoras de TCI do mundo, tem comparecido a canais de TV a cabo tais como Discovery e Sci-Fi com suas numerosas gravações de TCI. O porquê da TCI continuar desconhecida pelo grande público, continua a nos causar espanto. A TCI pode proporcionar uma imensa sensação de conforto aos desolados pela perda de parentes, e fornecer provas documentadas aos investigadores do paranormal.”
E se surfarmos a web, cedo ou tarde achamos sites que oferecem à venda aparelhos que ajudam a obter gravações melhores!
Possíveis explicações:
Bem, se as vozes não são espíritos, são o quê?
Modulação cruzada: Este é um fenômeno comum; eu tomei conhecimento dele pela primeira vez na década de 1960 quando o meu gravador de fita claramente captou uma estação de rádio local, que podia ser ouvida entre trechos das gravações. Mas Raudive descartou esta possibilidade, dizendo que não pode ser rádio já que nunca se escuta música ou outros elementos de transmissão radiofônica.
Apofenia: Esta se refere a um fenômeno perceptual comum onde percebemos espontaneamente conexões e encontramos significado em coisas que não possuem relação entre si. Em outras palavras, isso envolve ver ou ouvir padrões onde na realidade nenhum existe. Um exemplo visual são os testes de borrões de tinta do tipo Rorschach.
Nós podemos ser os melhores detectores de padrões que existem, mas nem todos os padrões que achamos têm qualquer significado objetivo. Contudo, uma vez que pensamos ter detectado um padrão, é difícil ignorá-lo, e geralmente o tomamos como significante. Um exemplo comum de apofenia ocorre quando estamos tomando banho de chuveiro e erroneamente pensamos ter ouvido tocar a campainha da porta ou do telefone. O ruído branco produzido pelo chuveiro contém um largo espectro de sons, incluindo aqueles que caracterizam toques de campainha. O ouvido capta certos sons do espectro, e nós “detectamos” um padrão que corresponde grosso modo a uma campainha.
A apofenia é praticamente sinônimo do que tem sido chamado de pareidolia, uma ilusão envolvendo erro de percepção de um estímulo externo; um estímulo obscuro é visto como algo claro e distinto. Exemplos incluem casos tais como quando dezenas de pessoas no Novo México viram a face de Jesus numa tortilha em 1978. Esta percepção, ou percepção errônea, não envolve esforço consciente ou algum estado mental particular, e a ilusão não se desvanece mesmo quando se presta maior atenção ao estímulo porque ele é tão ambíguo que não tem nenhum significado objetivo.
(Veja diversos exemplos em http://thefolklorist.com/ )
Enquanto se possa aceitar a apofenia como uma explicação para vozes mal distinguíveis da estática, poderia ela explicar as “vozes claras” dos exemplos acima (como o caso da palavra “Pat” na fita)? Em primeiro lugar, é evidente que as vozes estranhas, se realmente estão lá, poderiam ser o resultado de interrupções do ruído de fundo, propositais ou não, feitas por pessoas reais – as gravações não foram feitas sob qualquer tipo de condições controladas.
Criações Mentais: Fascinante verificar como é fácil que nossos cérebros cheguem a interpretar certos padrões de ruído como palavras, desde que saibamos que palavras devem ser. A percepção é um processo muito complexo, e quando os nossos cérebros tentam achar padrões são guiados em parte pelo que esperamos ouvir. Se você está tentando ouvir seu amigo numa conversa em sala barulhenta, seu cérebro automaticamente tira pequenas amostras de som e compara-as com algumas palavras correspondentes possíveis, e guiados pelo contexto, podemos muitas vezes “ouvir” mais claramente do que poderíamos esperar dos padrões de som que chegam aos nossos ouvidos. Na verdade, é relativamente fácil demonstrar num laboratório de psicologia que as pessoas podem conseguir ouvir “claramente” mesmo vozes muito abafadas, desde que tenham na sua frente uma versão impressa que lhes diga que palavras estão sendo faladas. O cérebro junta a dica visual e o sinal auditivo, e nós realmente “escutamos” o que estamos sendo informados está sendo dito, mesmo que sem aquela informação não poderíamos discernir nada. Indo um pouco além, podemos demonstrar que as pessoas ouvem “claramente” vozes e palavras não só no contexto de vozes abafadas, mas num padrão de ruído branco, um padrão no qual não existem nem vozes nem palavras de espécie alguma.
FONTE: Parte do texto: Tradução autorizada do artigo de James E. Alcock Electronic Voice Phenomena: Voices of the Dead? Copyright © Skeptical Inquirer / CSICOP
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12.3 - Combustão Humana Espontânea |
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Texto retirado da Revista Sexto Sentido nº 9
Autor do Texto
Gilberto Schoereder
Uma pessoa absolutamente comum encontra-se em casa, sentada na poltrona da sala de visitas, vendo televisão ou ouvindo música. Ela está tão distraída que não percebe que a parte inferior de seu corpo está em chamas. Quando o tamanho das labaredas chega a ponto de despertar sua atenção, ela tenta entender por que não está sentindo dor. Seu cérebro procura assimilar aquilo de forma racional, mas não consegue: como é possível alguém pegar fogo sem perceber ou sentir dor? Se essa pessoa tiver sorte, o fogo irá se apagar sozinho ou com a ajuda de algum pano molhado. Caso contrário, ela vai queimar até virar cinzas.
Essa cena poderia muito bem ser parte de um filme de terror ou ficção científica, mas não é! Ela ilustra o fenômeno conhecido na parapsicologia como combustão humana espontânea -CHE (ou, em inglês, SHC: spontaneous human combustion), um dos mais difíceis de ser estudado e sobre o qual muitos cientistas preferem manter silêncio.
O parapsicólogo e escritor Georges Pasch disse que a "combustão espontânea de um corpo humano consiste de uma autoinflamação seguida pela combustão mais ou menos completa, sem causa reconhecível”.
A definição pode parecer um tanto vazia, mas a verdade é que pouco ou nada se sabe sobre o acontecimento — como se inicia, como termina ou por que ocorre. Ao contrário da telepatia, clarividência e outros fenômenos paranormais, ele não pode ser reproduzido em laboratório sob um rigoroso controle por parte dos cientistas. Não apenas isso, até hoje a combustão humana não pôde ser explicada por nenhuma lei conhecida da física, química ou fisiologia.
Origem Desconhecida Até há alguns anos, as tentativas de explicar a CHE buscavam ligar o fenômeno ao fato de as vítimas beberem muito álcool, o que já foi descartado: nem todas eram alcoólatras e, segundo os cientistas, antes de um corpo humano saturar-se de álcool por ingestão a pessoa morreria de outras causas. Na verdade, a ciência sabe que o corpo humano é um péssimo combustível e não há lei natural capaz de mudar isso. Nenhuma alteração interna pode fazer com que um mau combustível transforme-se em bom. Alguns pesquisadores chegaram a tentar explicar certos casos afirmando que a vítima era fumante e havia se queimado por descuido — uma proposta simplesmente inviável sob todos os aspectos. Para que um ser humano queime completamente, inclusive seus ossos, é necessário que ele seja exposto a uma temperatura de 1500ºC durante algumas horas. Os casos registrados variam, mas, em alguns, sabe-se que a vítima queimou em pouco tempo, talvez em minutos, sem que houvesse qualquer fonte de calor nas proximidades. Outro fato marcante é que os objetos próximos ao corpo são muito pouco afetados e, em alguns casos, não sofrem absolutamente nada — a pessoa fica reduzida a cinzas, inteira ou parcialmente, enquanto suas roupas e a cadeira em que ela se encontrava permanecem intactas. Uma possível explicação para isso é que a temperatura do fogo durante o fenômeno é muito baixa, incapaz de afetar qualquer objeto que não seja o corpo.
Experiências
Uma das tentativas de explicar a CHE busca uma relação com a atividade magnética do Sol. Alguns pesquisadores dizem que os períodos de pico da atividade magnética solar coincidem com a maioria dos casos de combustão, o que fez muitos cientistas considerarem a possibilidade do fenômeno estar ligado às estruturas magnéticas do corpo humano, algo muito pouco conhecido.
Alguns citam exemplos de combustão humana espontânea na Bíblia, mas os parapsicólogos costumam rejeitar isso devido à impossibilidade de comprovação científica. Historicamente, a primeira tentativa de registrar a CHE de maneira séria foi em 1763, com o livro De Incendiis Corporis Humani Spontaneis, escrito pelo francês Jonas Dupont. A obra traz uma série de casos e observações sobre o fenômeno. Ao que tudo indica, a inspiração para esse trabalho veio de um caso ocorrido em 1725, quando Nicole Millet foi encontrada morta e seu marido acusado do crime. No julgamento, um médico convenceu a corte de que o corpo havia se autoincendiado, e o veredicto acabou sendo morte por intervenção divina.
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12.4 - AGULHAS METAIS DENTRO DO CORPO |
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Explicando as agulhas no
corpo:
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Casos mais recentes: CHINA:
Em um caso sem precedentes, Liu Lijian,
de 46 anos, apresentou-se ao hospital queixando-se de dores agudas e o exame
médico deixou os médicos estupefatos. Uma série de radiografias revelaram
que ele tem 100 (cem) agulhas espalhadas por todo o corpo com exceção da
cabeça. Só no estômago Lijian teria 38 (trinta e oito) agulhas.
Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=7168
BRASIL: Neste caso não se trata de aporte, mas de um ATO CRIMINOSO.
Um menino de 2 anos se queixou de dores na
barriga, em Ibotirama (BA). A mãe levou o filho para o hospital da cidade e,
em uma radiografia, foram encontradas 17 agulhas no sistema digestivo da
criança. Em outra cidade, os médicos fizeram novo exame e descobriram que
havia cerca de 50 agulhas. Elas ainda estão espalhadas pelo corpo do garoto.
Estado de saúde:
Fonte: Reportagem do Jornal da Globo
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12.5 - FOTOGRAFIAS MEDIÚNICAS: |
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No
estúdio de William H. Mumler, os milagres aconteciam. Os abastados
membros da sociedade norte-americana podiam tirar uma fotografia na
companhia dos fantasmas dos entes queridos. Só Mumler possuía a capacidade
mediúnica de fotografar os espíritos – e foi graças a esta maravilhosa
competência que ganhou fama e muito dinheiro.
Fontes: The
Ghost and Mr. Mumler | The Strange Case of William Mumler | The Mumler
Mystery
O JULGAMENTO:
As fotografias espíritas fizeram de Mumler uma celebridade, sobretudo durante o julgamento em que foi acusado de fraude.
Este cartoon publicado no Harper’s Weekly em Abril de 1869 reflecte a importância do fotógrafo no folclore mediático da época: a noiva do senhor Dobbs, um viúvo, quer um retrato do futuro marido.
O senhor Dobbs cede aos desejos da noiva sem saber que está no estúdio de William Mumler. «Oh, horror», exclama a noiva depois de ver a foto.
As anteriores cinco mulheres do senhor Dobbs aparecem todas na fotografia.
Fonte: http://bitaites.org/cromos/o-homem-que-fotografava-os-espiritos
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MOSTRUÁRIO DO ÁLBUM DOS ESPÍRITOS: Álbum com fotografias de Espíritos obtidas por William H. Mumler, Frederick A. Hudson, FM Parkes, Eduard Isidoro ao Abade, c.1862-1880. O álbum pertence aos trabalhos de William Stainton Moses, abrigado no Arquivo da Faculdade de Estudos.
William
H. Mumler (Etats-Unis): Duas páginas de álbum (numeradas de 18 e 19)
mostrando oito gravuras prata albúmen
1ª Foto:
(18), parte superior esquerda:
Fonte: http://www.collegeofpsychicstudies.co.uk/archives/examples.html |
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