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Indice |
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compilado por Beraldo Figueiredo |
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310 - OUTROS ESPIRITUALISTAS: |
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Uma pequena amostra de
outros espiritualistas |
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1º BLOCO
310.1 -
Teósofos:
310.1.1 -
Anie
Besant
310.1.2 -
Charles W. Leadbeater
310.1.3 -
Henry Olcoot
310.1.4 - Krishnamurti
310.1.5 -
Willian Juldge
310.1.6 -
Alice A. Bailey
310.1.7 -
Outros
310.2 -
Espíritas:
310.2.1 -
Chico Xavier
310.2.2 -
Léon
Denis
310.2.3 -
Divaldo Pereira Franco
310.2.4 -
Herculano Pires
310.2.5 -
Bezerra de Menezes
310.3 -
Rosacrucianos:
310.3.1 -
Novalis
310.3.2 -
Edward Bulwer
Lytton
310.3.3 -
Johann Valentin Andreae
310.3.4 -
Francis Bacon
310.3.5 -
Gottfried Wilhelm Leibiniz
310.3.6 -
João
Amós Comênio (Comenius)
310.3.7 -
Roberto Fludd
310.3.8 -
Louis Claude de Saint-Martin
310.3.9 -
Outros
310.3.9.1
- Johannes
Trithemius
310.3.9.2
- Irineu Filaleto
310.3.9.3
- Karl Von Eckartshausen
310.3.9.4
-
Christian
Rosenkreuz
(mítico)
310.3.9.5
- Elias Ashmole
310.3.9.6
- Max Heindel
310.3.9.7
- Harvey Spencer Lewis
310.4 -
Maçons:
310.4.1 -
Lista de Maçons
2º BLOCO:
310.5 -
Magos
Famosos:
310.5.1 -
Aleister Crowley
310.5.2 -
Austin Spare
310.5.3 -
Hermes Trigemistos
310.5.4 - John Dee
310.5.5 -
Papus
310.6 -
Orientais:
310.6.1 -
Krishna
310.6.2 -
Vivekananda
310.6.3 -
Paramahansa Yogananda
310.6.4 -
Gibran Kahlil Gibran
310.6.5 -
Ramakrishna
310.7 -
Filósofos:
310.7.1 -
Sócrates
310.7.2 -
Platão
310.7.3 -
Renê
Descartes
310.7.4 -
Outros Filósofos
310.7.4.01
- Aristóteles
310.7.4.02
- Pitágoras
310.7.4.03
- Tales de Mileto
310.7.4.04
- Anaximandro
310.7.4.05
- Anaximenes
310.7.4.06
- Parmênides
310.7.4.07
- Heráclito
310.7.4.08
- Empédocles
310.7.4.09
- Demócrito
310.7.4.10
- Xenófanes
310.7.4.11
- Giordano Bruno
310.7.4.12
- Ken Wilber
310.8 -
Projeciologistas:
310.8.1 -
Waldo Viera
310.8.2 -
Wagner Borges
310.8.3 -
Sylvan Muldoon
310.8.4 -
Robert Monroe
310.8.5 -
Robert Bruce
310.9 -
Cristãos
310.9.1 -
Martinho Lutero
310.9.2 -
João
Calvino
310.9.3 -
Santo Agostinho
310.9.4 -
São Tomás de Aquino
310.9.5 -
Madre Teresa de Calcutá
310.9.6 -
Papa João Paulo II
310.9.7 -
Hélder Camara
310.10 -
Alquimistas:
310.10.1 - Paracelso
310.10.2 -
Nicolas Flamel
310.10.3 -
Outros
310.11 -
Cientistas:
310.11.1 -
Emanuel Swedenborg
310.11.2 -
Lívio Vinardi
310.11.3 -
Ian Stevenson (médico)
310.12 -
Outros:
310.12.01 - Martinez
de Pasqually
310.12.02 -
Moisés
310.12.03 -
Lobsang Rampa (mítico)
310.12.04 -
Nostradamus
310.12.05 -
Edgar Cayce
310.12.06 -
Carlos Castañeda
310.12.07 -
Leonardo da Vinci
310.12.08 -
Rasputin
310.12.09 -
Joana D'Arc
310.12.10 -
Carl Gustav JUNG
310.12.11 -
Zélio de Moraes
310.12.12 -
Áurio Corrá
310.12.13 -
Uri Geller
118 -
Parapsicólogos:
118.10 -
Joseph Banks RHINE
118.11 -
Hernani Guimarães Andrade
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310.1 - TEÓSOFOS: |
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310.1.1 - Anie
Besant
Annie Wood Besant
nasceu em 1867 e casou-se em Hasting, Sussex, com o
reverendo Frank Besant, irmão mais novo de Walter Besant.
Seu casamento durou seis anos e eles se separaram em 1873.
Foi dado ao seu marido a custódia permanente de seus dois
filhos, Mabel e Arthur. Ela lutou pelas causas que
acreditava serem justas, iniciando com a liberdade de
pensamento, direitos das mulheres, secularismo (ela era um
membro líder da Sociedade Nacional Secular ao lado de
Charles Bradlaugh), controle de natalidade, socialismo
Fabiano e direito dos trabalhadores.
Sua mais notável vitória neste
período foi a greve que ela liderou em 1888 para melhorar a
saúde e segurança das trabalhadoras de uma fábrica de
fósforos. Durante aquele período a indústria de fósforo era
extremamente poderosa, uma vez que energia elétrica não
estava ao alcance de todos, e fósforos eram essênciais para
acender velas, lampiões de gás etc. A greve de Annie
Besant marcou história, pois foi a primeira vez que
alguém desafiou com sucesso os fabricantes de fósforos,
também foi considerada uma marca de vitória dos primeiros
anos do movimento socialista na Inglaterra.
Teosofia:
Em 1889, ela foi solicitada a
escrever uma crítica sobre a Doutrina Secreta, um livro
escrito por Blavatsky. Depois de ler, ela fechou uma
entrevista com a autora, convertendo-se ao estudo da
teosofia e tornando-se membro da Sociedade Teosófica.
Algum tempo após o falecimento
de Blavatsky,
Besant acusou William Quan Judge, líder da seção
estadunidense da Sociedade Teosófica, de falsificar
cartas dos Mahatmas..
Tal
conflito causou na época a separação de uma grande parte das lojas nos
Estados Unidos da Sociedade Teosófica. Annie Besant em 1903 mudou-se para
India e em 1908 foi eleita presidente internacional da Sociedade Teosófica,
posição esta que ocupou até falecer em 1933. |
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Ordem Mística do Templo da Rosacruz:
Em 1912, Annie
Besant, Marie Russak e James Ingall Wedgwood fundaram a Ordem do Templo
da Rosa-Cruz. Em razão dos numerosos problemas originados na Inglaterra
durante a Primeira Guerra Mundial, as atividades tiveram que ser suspensas.
Besant retornou a
suas tarefas como Presidente Mundial da Sociedade
Teosófica, Wedgwood seguiu trabalhando como bispo da Igreja Católica
Liberal e Russak manteve contato na Califórnia com Harvey Spencer Lewis, ao
qual ajudou na elaboração dos rituais da Ordem
Rosa-cruz AMORC.
Índia
Na Índia, fundou a
Liga Nacionalista Indiana. Ela dedicou-se não somente a Sociedade
Teosófica, mas também ao progresso e liberdade da India. Foi a primeira
mulher eleita Presidente do Congresso Nacional da India. Besant Nagar e um
bairro (próximo a Sociedade Teosófica) em Chennai nomeado em honra a ela.
Adotou como filho
o jovem indiano Krishnamurti, que era tido pelos teósofos como um
grande mestre.
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310.1.2 - Charles Webster
Leadbeater
Nasceu em Londres, Inglaterra, 16 de fevereiro de 1847, faleceu em
Perth, Austrália, 1º de março de 1934), foi sacerdote da Igreja Anglicana e
Bispo da Igreja Católica Liberal, clarividente, escritor, orador, maçom e
uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica.
Ainda menino foi levado para o Brasil por seu pai, acompanhado de seu então
irmão Gerald, que lá falecera (reencarnando posteriormente como C.
Jinarajadasa). Seu pai era empreiteiro de obras de estradas de ferro e
realizava viagens a trabalho. As informações sobre sua vida não se encontram
reunidas, mas espalhados em muitas fontes, incluindo as Biografias de
Krishnamurti, escritas por Pupul Jayakar e Mary Luytens.
Ao voltar do
Brasil à Inglaterra ingressou na Universidade de Oxford, sendo obrigado a
deixar a instituição quando o banco onde sua família depositava os recursos
financeiros faliu. Como mérito em seus estudos teológicos, recebeu no ano de
1878 as Ordens Sacras de Sacerdote Anglicano pelo Bisbo de Winchester,
exercendo suas funções na Igreja de Bramshott, Hampshire. Seu tio, por linha
materna, era o proeminente clérigo anglicano William Wolfe Capes. |
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Continuou no ofício religioso Anglicano até 1883, quando
entrou em contato com os ensinamentos da Teosofia,
como expostos por Helena Blavatsky. Abandonou o sacerdócio
anglicano para tornar-se um teosofista, seguindo com
Blavatsky para a Índia, onde teria recebido uma carta
do Mestre K. H. aceitando-o como discípulo. Tomou os votos
Budistas ao viver por anos no Ceilão. Viveu por muito
tempo na sede da Sociedade Teosófica na Índia, onde, segundo
afirmou, desenvolveria poderes psíquicos, notadamente a
clarividência. Na Sociedade Teosófica foi grande orador,
proferindo palestras por todo o mundo, e também ativo
colaborador da segunda presidenta internacional deste
movimento, Annie Besant, com a qual editou em
conjunto vários livros de pesquisas.
Retornando a Londres, foi iniciado na Maçonaria Mista da
Obediência Maçônica Le Droit Humain, onde atingiu o 33º
grau.
Em
1906, Leadbeater foi acusado de pederastia por
um de seus alunos, Hubert van Hook, à época com 24
anos de idade. Peter Michel, em sua biografia sobre
Charles Leadbeater, afirma que essas acusações tinham
origens suspeitas naqueles que ele considerava inimigos
pessoais de Leadbeater: Alexander Fullerton, Herbert Burrows,
G.R.S. Mead, Katherine Tingley e Hilda Martyn. Para evitar
um escândalo dentro da Sociedade Teosófica, Leadbeater dela
desligou-se nesse mesmo ano, embora tenha dado continuidade
ao seu trabalho como clarividente e escritor.
Entretanto, no final de 1908, os membros da
Sociedade
Teosófica votaram a favor da readmissão de Leadbeater.
Ele aceitou a decisão da comunidade teosófica e retornou a
Adyar em 1909. Lá descobriu o jovem Jiddu Krishnamurti,
para o qual previu uma existência como um mestre espiritual.
Leadbeater advogava que Krishnamurti era o veículo escolhido
para a vinda do "Mestre Mundial" ou "Instrutor do Mundo" que
os teosofistas estavam aguardando há muito tempo. O novo
mestre seria, assim como Buda, Zoroastro, Moisés, Cristo
e Maomé, o criador e o divulgador de uma nova
religião que iria mudar os destinos da humanidade. Após dois
anos, em 1911, foi fundada a Ordem Internacional da
Estrela do Oriente, tendo Krishnamurti como
chefe, com o objetivo de reunir aqueles que acreditavam
nesse acontecimento, preparar a opinião pública para seu
aparecimento e angariar recursos por meio de doações.
Leadbeater passou ainda algum tempo na Índia
supervisionando a preparação de Krishnamurti até
decidir-se ir para a Austrália em 1915, onde passou a
residir em Sydney e lá entrou em contato com James Ingall
Wedgwood.
Em
1916, juntamente com Wedgwood, participou da reformulação da
Igreja Velho Católica da Holanda, que resultou na fundação
da Igreja Católica Liberal (ICL), para a qual Wedgwood foi o
primeiro Bispo Presidente. Leadbeater foi Bispo Presidente
da ICL de 1923 até o ano de sua morte em 1934.
Leadbeater é o autor de uma grande coletânea de
livros e artigos da literatura teosófica e esotérica,
considerados célebres pelos teosofistas e estudiosos do
ocultismo, principalmente advindos de suas investigações
clarividentes, com destaque para:
Charles Leadbeater foi mestre maçom do 33º grau
da Maçonaria Mista da
Obediência Maçônica Le Droit Humain.
Obras
em português:
Livro que trata do plano astral e seu seres.
Livro que trata do plano astral e suas subdimensões
-
Considerado pela comunidade teosófica como um dos mais
famosos livros sobre a descrição dos centros
energéticos invisíveis do corpo humano.
-
Investigação sobre as trinta últimas vidas de
Krishnamurti, tendo como co-autora Annie Besant.
-
Onde descreve em detalhes, segundo os seus dons
clarividentes, a formação e coloração do corpo astral,
corpo mental e outros corpos espirituais do ser
humano.
-
Este livro (Thought Forms) foi reconhecido por Wassily
Kandinsky em seu manifesto O Espiritual na Arte
como um dos precursores do surgimento do modo
não-representacional das artes plásticas: o
abstracionismo.
-
Em colaboração com Annie Besant, investigou por meio da
clarividência a estrutura das subpartículas da matéria.
O pioneirismo desta pesquisa gerou uma série de
reconhecimentos científicos, como em Extra-Sensory
Perception of Quarks. TPH, 1980, PHILLIPS. S.M., Ph.D,
Evidence of a Yogic Siddhi - Anima: Remote Viewing of
Subatomic Particles. TPH,1996, PHILLIPS, S.M. Ph.D.,
ESP of Quarks and Superstrings, New Delhi, New
Age International, 1999. ARNIKAR, H. J., Ph.D.,
Essentials of Occult Chemistry and Modern Science.
TPH, 2000. SRINIVASAN, M., Ph.D., Introduction to
Occult Chemistry, The Amazing Phenomenon of ExtraSensory
Perception of Nuclear Structure and Subatomic Particles.
TPH, 2002.
-
Publicado em 1913, onde investigou, sob uma perspecitiva
teosófica, a formação do Sistema Solar, a evolução dos
espíritos por entre os planetas atuais e os já extintos;
o sistema de rondas e raças no atual planeta
Terra. Neste livro, Leadbeater faz uma série de
previsões sobre o futuro próximo da humanidade,
descrevendo os desenvolvimentos futuros dos sistemas de
informação automatizados (incluindo o advento da
Internet) e o surgimento de um nova civilização mais
espiritualizada a partir de uma comunidade que seria
formada nos Estados Unidos aproximadamente seis séculos
após a compilação deste livro.
-
Descreve as investigações de Leadbeater sobre o lado
interno dos cultos cristãos, e fundamenta a liturgia da
Igreja Católica Liberal e, segundo ele, de todas a
genuínas Igrejas Católicas como verdadeiros canais de
força espiritual, por meio dos sacramentos, para as
bênçãos do Cristo para a humanidade.
-
Publicado postumamente em 1984, cinqüenta anos após a
sua morte, descreve os fundamentos da teologia da Igreja
Católica Liberal.
-
Neste livro o autor apresenta em linguagem simples, bem
acessível, certos ensinos fundamentais da Teosofia, que,
se bem entendidos e vividos, poderão tornar mais feliz e
inteligente a vida humana.
-
Os auxiliares invisíveis, como o autor chama aos
Espíritos fora do corpo somático, se fazem sempre
presentes, acudindo a uns e a outros de maneira diversa.
Os casos relatados por Leadbeater são verídicos e a
alguns deles outros autores, de não menor nomeada,
fizeram menção.
Livro que fala sobre o onirismo, sonhos, mensagens,
viagens astrais
Livro que fala sobre os tipos de clarividencia.
Bibliografia:
- CALDWELL,
Daniel.
Charles Webster Leadbeater: His Life,
Writings & Theosophical Teachings
- TILLETT,
Gregory.
The Elder Brother: A Biography of
Charles Webster Leadbeater
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310.1.3 -
Henry Steel Olcott
Coronel Henry Steel Olcott
(Orange, Nova Jersey, Estados Unidos, 2 de agosto de 1832 –
Adyar, Madras, Índia, 17 de Fevereiro de 1907), escritor,
erudito, teósofo, advogado, jornalista, co-fundador e
presidente da Sociedade Teosófica, também conhecido
como uma das primeiras personalidades proeminentes do
Ocidente a converter-se formalmente ao Budismo.
Olcott cresceu na fazenda do
seu pai em Nova Jersey. Em 1860, ele casou-se com Mary
Epplee Morgam e tiveram três filhos. Olcott trabalhou como
editor no jornal New York Tribune, escrevendo artigos
sobre diversos assuntos, entre os quais noticiava fatos
sobre o movimento espiritualista estadunidense. Ele serviu
no exército durante a Guerra de Secessão, onde obteve a sua
patente de coronel. Ele também publicou uma
genealogia da sua família que traçava uma linha direta
entre ele e Thomas Olcott, um dos fundadores da
Hartford, capital do estado americano de
Connecticut, em
1636.
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Inicialmente,
Olcott era um adepto fervoroso da Doutrina Espírita, movimento espiritualista iniciado pelo
pedagogo francês Allan Kardec. Em 1874 enquanto escrevendo uma série de artigos sobre or
irmãos Eddy de
Chittenden,
Vermont
ele conheceu
Helena Blavatsky durante uma visita a fazenda Eddy. No início de 1875
Olcott foi solicitado por espiritualistas proeminentes a investigar as
acusações de fraude contra os mediuns Jenny e Nelson Holmes, que afirmavam
materializar o famoso espírito Katie
King (Doyle 1926: volume 1, 269-277).
Em 8 de setembro
1875, Henry,
Helena Blavatsky,
William Quan Judge e outros fundaram a
Sociedade Teosófica. Em dezembro de
1878 eles
mudaram a sede da
Sociedade Teosófica para a Índia, e depois a estabeleceram em
Adyar,
[[Índia. Blavatsky posteriormente mudou-se para Londres,
onde faleceu, e Olcott permaneceu na Índia.
Olcott quando
presidente da S.T. construiu várias escolas budistas em Sri Lanka,
entre elas, o
Colégio Ananda ,
Colégio Nalanda, Colégio Dharmaraja e o Visakha Vidyalaya.
Após a morte de Olcott, a presidência da S.T. foi exercida por
Annie Besant.
A Rua Olcott, e
uma grande avenida em Colombo,
e foi nomeada em homenagem a ele. A estátua dele foi construída em
Maradana. Ele ainda é recordado por muitos em
Sri Lanka
e especialmente pelos estudantes destas escolas.
Curiosidades:
-
Olcott iniciou as suas
atividades no jornal New York Tribune escrevendo
principalmente artigos sobre
agronomia.
-
Foi convidado por
espiritualistas para investigar a acusação de fraude
contra os médiuns Jenny e Nelson Holmes, que afirmavam
ter materializado o espírito de
Katie King.
-
Ele também participou de
uma comissão, como conselheiro, para a criação da
bandeira do movimento budista.
-
Sua influência como
presidente da
Sociedade Teosófica favoreceu um renascimento do
Budismo no
Sri Lanka que culminou na divulgação desta religião
oriental por todo o
Ocidente.
-
DOYLE, Arthur C. The
History of Spiritualism. New York: G.H. Doran, Co.
-
MOTWANI, Kewal. Colonel
H. S. Olcott, a forgotten page in American history.
Ganesh: Madras,
1955.
-
MURPHET, Howard. Hammer
on the mountain, life of Henry Steel Olcott (1832-1907).
Theosophical Publishing House: Wheaton,
1972.
-
PROTHERO, Stephen R.
The white Buddhist, the Asian odyssey of Henry Steel
Olcott. Indiana University Press: Bloomington,
1996.
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310.1.4 -
Jiddu Krishnamurti
Nasceu em
Madanapalle,
11 de maio de
1895 -
Ojai,
17 de fevereiro de
1986, foi um
filósofo e
místico
indiano. Entre seus temas estão incluídos revolução
psicológica, meditação, conhecimento, relações humanas, a
natureza da mente e a realização de mudanças positivas na
sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de
uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que
tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma
entidade externa seja religiosa, política ou social.
Com seus três irmãos, os que
sobreviveram de um total de dez, acompanhou seu pai Jiddu
Narianiah a
Adyar em
23 de janeiro de
1909, pois este conquistara um emprego de
secretário-assistente da
Sociedade Teosófica, entidade que estuda todas as
religiões. Reza a tradição
brâmane, a qual a família era vinculada, que o oitavo
filho toma no batismo o nome Krishna, em homenagem ao deus
Sri Krishna, de quem a mãe, Sanjeevamma, era devota; foi
o que aconteceu com Krishnamurti, a quem foi dado o nome de
Krishna, juntamente com o nome de família, Jiddu.
Com a idade de treze anos,
passou a ser educado pela Sociedade Teosófica, que o
considerava um dos grandes Mestres do
mundo. Em Adyar, Krishnamurti, foi 'descoberto' por
Charles W. Leadbeater, famoso membro da Sociedade
Teosófica (ST), em abril de
1909, que, após diversos encontros com o menino, viu que
ele estava talhado para se tornar o 'Instrutor
do Mundo', acontecimento que vinha sendo aguardado pelos
teosofistas.
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Após dois anos, em
1911 foi
fundada a
Ordem Internacional da Estrela do Oriente, com Krishnamurti como chefe,
que tinha como objetivo reunir aqueles que acreditavam nesse acontecimento e
preparar a opinião pública para o seu aparecimento, com a doação de diversas
propriedades e somas em dinheiro.
Krishnamurti assim
foi sendo preparado pela ST; algo, porém, iniciou sua separação de seus
tutores: a morte de seu irmão Nitya em
13 de novembro de
1925, que lhe
trouxe uma experiência que culminou em uma profunda compreensão.
Krishnamurti em breve viria a emergir como um instrutor espiritual, e dito
Mestre extraordinário e inteiramente descomprometido. As suas palestras e
escritos não se ligam a nenhuma religião
específica, nem pertencem ao
Oriente
ou ao
Ocidente, mas sim ao mundo na sua globalidade:
"Afirmo que a
Verdade é
uma terra sem caminho. O
homem não
pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…)
Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da
compreensão dos conteúdos da sua própria
mente,
através da observação. (…)"
Durante o resto da
existência, foi rejeitando insistentemente o estatuto de
guia espiritual que alguns tentaram lhe atribuir. Continuou a atrair
grandes audiências por todo o mundo, mas recusando qualquer
autoridade, não aceitando discípulos e falando sempre como se fosse de
pessoa a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a
necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer
através da transformação da consciência individual. A necessidade do
autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e
separativas das religiões organizadas, dos
nacionalismos e de outros
condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas. Chamou sempre
a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência,
para esse "vasto espaço que existe no
cérebro
onde há inimaginável
energia".
Essa energia parece ter sido a origem da sua própria
criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão
grande e variada quantidade de pessoas.
A
educação
foi sempre uma da preocupações de Krishnamurti. Fundou várias escolas em
diferentes partes do mundo onde crianças, jovens e adultos podem aprender
juntos a viver um quotidiano de compreensão da sua relação com o mundo e com
os outros seres humanos, de descondicionamento e de florescimento interior.
Durante sua vida, viajou por todo o mundo falando às pessoas, tendo falecido
em 1986, com a
idade noventa anos. As suas palestras e diálogos, diários e outros escritos
estão reunidos em mais de sessenta livros.
Reconhecendo a
importância dos seus ensinamentos, amigos do filósofo estabeleceram
fundações, na
Europa, nos
Estados Unidos, na
América Latina e na
Índia, assim
como Centros de Informação, em muitos países do mundo, onde se podem colher
informações sobre Krishnamurti e a sua obra. As fundações têm carácter
exclusivamente administrativo e destinam-se não só a difundir a sua obra mas
também a ajudar a financiar as escolas experimentais por ele fundadas.
Pensamento:
"Não há nada que
conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para
encontra-la."
( J. Krishnamurti )
"A inteligência
não está buscando segurança. Ela não tem segurança. A idéia de segurança não
existe na inteligência. Ela por si mesma é segura, e não "busca segurança"."
( J. Krishnamurti )
"A inteligência
tem harmonia em si mesma."
( J. Krishnamurti )
"A inteligência
usa o pensamento."
( J. Krishnamurti )
"Então a
inteligência é necessária. Sem ela, o pensamento não tem significado, de
todo."
( J. Krishnamurti )
"Então o
pensamento realmente criou um mundo de ilusão, miasma, confusão, e pôs a
inteligência de lado."
( J. Krishnamurti )
"Então o
pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa
inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a
inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência?
Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e
não sendo do tempo, existiu sempre?"
( J. Krishnamurti )
"Então o
pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência."
( J. Krishnamurti )
"Então o que é a
fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o sentimento religioso dos
judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito,
não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma
coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra
Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso."
( J. Krishnamurti )
"Então, como ser
humano, eu ficaria preocupado apenas com essa questão central. Eu sei o quão
confusa, contraditória, desarmoniosa a vida está. É possível modificar isso
de modo que a inteligência possa funcionar em minha vida, de modo que eu
possa viver sem desarmonia, de modo que o ponteiro, a direção seja guiada
pela inteligência? Esse talvez seja o porquê de as
pessoas religiosas, em vez de
utilizarem a palavra inteligência, terem utilizado a palavra Deus."
( J. Krishnamurti )
"Essa questão
surgiu e eles dizem "Tudo bem, então eu devo controlar o pensamento,
subjugar o pensamento e devo tornar minha mente quieta de modo que ela se
torne inteira, então eu poderei ver as partes, todos os fragmentos, então eu
tocarei a fonte.". Mas isso ainda é a operação do pensamento."
( J. Krishnamurti )
"Esse é o ponto.
Pensamento, matéria e inteligência, têm eles uma fonte comum? (longa pausa)
Acho que têm."
( J. Krishnamurti )
"Eu acho que isso
é o que realmente ocorre. Quando você estava falando comigo - eu estive
percebendo - eu não estava escutando muito suas palavras. Eu estava
escutando você. Eu estava aberto a você, não a suas palavras, o que você
explicou e etc. Eu disse a mim mesmo, tudo bem, abandone tudo isso, eu estou
ouvindo você, não as palavras que você usa, mas o significado, a qualidade
interior do seu sentimento que você queria me comunicar."
( J. Krishnamurti )
"Eu aprenderei
como estar quieto; aprenderei como meditar com o objetivo de ficar quieto.
Eu vejo a importância de se ter uma mente que seja livre do tempo, livre do
mecanismo do pensamento, eu a controlarei, a subjugarei, expulsarei o
pensamento. Mas isto ainda é operação do pensamento. Isso está muito claro.
Então o que ela deve fazer? Porque um ser humano vive nessa desarmonia, ele
deve questionar isso. E isso é o que estamos fazendo. Como começamos a
questionar isso, ou no questionar, chegamos a essa fonte. É ela uma
percepção, um insight, e esse insight não tem nada, coisa alguma a ver com o
pensamento? É o insight o resultado do pensamento? A conclusão de um insight
é pensamento, mas o insight propriamente não é pensamento. Assim, eu obtive
uma chave para isso. Então o que é insight? Posso convidá-lo, cultivá-lo?"
( J. Krishnamurti )
"Isso é
afeição, isso é amor. Quando você fala à
minha consciência desperta, ela é dura, esperta, sutil, aguda. E você a
penetra, penetra-a com seu ver, com sua afeição, com todo o sentimento que
tem. Isso opera, nada mais."
( J. Krishnamurti )
"Liberdade para
ver. A liberdade não existe quando há fragmentos."
( J. Krishnamurti )
"Mas veja, o
pensamento tem dominado o mundo. Você entende? - dominado."
( J. Krishnamurti )
"Nunca perceberam
que foram pegos no pensamento."
( J. Krishnamurti )
"Não pode dividir
a si mesma como "minha inteligência" e "sua inteligência". Ela é
inteligência, não é divisível. Agora ela brotou de uma fonte de energia que
dividiu a si mesma."
( J. Krishnamurti )
"O cérebro
barulhento não é inteligente, é claro!"
( J. Krishnamurti )
"O cérebro é
apenas um instrumento."
( J. Krishnamurti )
"O pensamento e
seu campo de segurança, seu desejo por segurança, criou a morte como algo
separado dele mesmo."
( J. Krishnamurti )
"O pensamento
sabe, está muito bem consciente de que não é imortal."
( J. Krishnamurti )
"O pensamento tem
que ter segurança; está procurando por segurança em todo o seu movimento."
( J. Krishnamurti )
"O pensamento é
mecânico; sendo mecânico, pode se mover em direções diferentes e tudo o
mais. É a inteligência mecânica? Coloquemos dessa forma."
( J. Krishnamurti )
"O pensamento é um
processo material, e qual é a relação entre ele e a inteligência? É a
inteligência um produto do pensamento?"
( J. Krishnamurti )
"O pensamento, o
intelecto, domina o mundo. E portanto a inteligência tem um lugar muito
pequeno aqui. Quando uma coisa domina, a outra tem de ser subserviente."
( J. Krishnamurti )
"Ou seria a
inteligência a quietude do cérebro?"
( J. Krishnamurti )
"Pensamento,
matéria, o mecânico, é energia. Inteligência também é energia. O pensamento
está confuso, poluído, dividindo a si mesmo, fragmentando a si mesmo."
( J. Krishnamurti )
"Portanto eu diria
que o pensamento deve estar completamente quieto para o despertar da
inteligência. Não pode haver um movimento de pensamento e ocorrer o
despertar da inteligência."
( J. Krishnamurti )
"Se o cérebro não
estiver harmonioso, a inteligência pode funcionar?"
( J. Krishnamurti )
"Veja, os Hindus
têm a teoria de que a inteligência, ou Brahman, existe eternamente e que é
coberta pela ilusão, pela matéria, pela estupidez, por todos os tipos de
coisas errôneas criadas pelo pensamento. Eu não sei se você iria tão longe
assim."
( J. Krishnamurti )
"o pensamento não
pode ver a si mesmo morrer."
( J. Krishnamurti )
"o que é a fonte?
Pode o pensamento encontrá-la? E ainda assim o pensamento nasceu dessa
fonte; e a inteligência também. São como dois fluxos se movendo em direções
diferentes."
( J. Krishnamurti )
"todo o mundo
ocidental é baseado na medida; e o mundo oriental tentou ir além dela. Mas
eles utilizaram o pensamento para isso."
( J. Krishnamurti )
"Ó, isso está
muito claro. Prazer, conforto, segurança física, primeiro de tudo segurança
física: segurança no
relacionamento, segurança na ação,
segurança..."
( J. Krishnamurti)
===========================
"A vida é a imortalidade do amor. No amor
não existe tu nem eu. " Jiddu Krishnamurti
"Se realmente entendemos o problema, a
resposta virá dele, porque a resposta não está separada do problema."
Jiddu Krishnamurti
"Ignorante não é aquele sem instrução; é
aquele que não conhece a si próprio. " Jiddu Krishnamurti
"A vida inteira, a partir do momento em que
nascemos, é um processo de aprendizado. " Jiddu Krishnamurti
Meditação é a ação
do silêncio.
Jiddu Krishnamurti
"Se realmente
entendemos o problema, a resposta virá dele, porque a resposta não está
separada do problema."
Jiddu Krishnamurti
Livros
Publicados:
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A Busca (Poemas)
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Cartas às Escolas
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Comentários Sobre Viver
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O Despertar da
Sensibilidade
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Diálogos Sobre a Vida
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Diálogos Sobre a Visão
Intuitiva
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Diário de Krishnamurti
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Vida e Morte de
Krishnamurti
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A Educação e o Significado
da Vida
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A Eliminação do Tempo
Psicológico
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Ensinar e Aprender
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A Essência da Maturidade
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Fora da Violência
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O Futuro da Humanidade
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O Futuro é Agora
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Libertação dos
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Liberte-se do Passado
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O Mistério da Compreensão
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O Mundo Somos Nós
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Novo Acesso à Vida
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Novo Ente Humano
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Novos Roteiros em Educação
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Onde Está a
Bem-Aventurança
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O Passo Decisivo
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Palestras com Estudantes
Americanos
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A Primeira e Última
Liberdade
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A Questão do Impossível
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A Rede do Pensamento
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Reflexões Sobre a Vida
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Sobre o Amor e a Solidão
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Sobre o Aprendizado e o
Conhecimento
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Sobre o Conflito
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Sobre Deus
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Sobre Liberdade
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Sobre o Medo
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Sobre a Mente e o
Pensamento
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Sobre a Natureza e o Meio
Ambiente
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Sobre Relacionamentos
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Sobre a Verdade
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Sobre a Vida e a Morte
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Sobre o Viver Correto
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Uma Nova Maneira de Agir
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O Verdadeiro Objetivo da
Vida
-
O Vôo da Águia
-
Acampamento em Omnen,Holanda
1937/38
-
Aos pés do Mestre
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310.1.5 -
William Quan Judge
William Quan Judge (Dublin, Irlanda,1851 – 1896) foi um dos
fundadores da Sociedade Teosófica original.
Quando tinha treze anos, sua
família migrou para os Estados Unidos. Se tornou um cidadão
naturalizado aos 21 anos. Foi aprovado no exame da Corte
Estadual de Nova Iorque, especializando-se em Direito
Comercial.
Apesar de ainda ser jovem, ele
estava entre os dezessete primeiros que juntos criaram a
Sociedade Teosófica. Como Helena Blavatsky e Henry
Olcott, ele permaneceu na organização enquanto outros
saíram. Quando Olcott e Blavatsky deixaram os Estados Unidos
para irem à Índia, Judge ficou para manter a S.T. viva,
enquanto trabalhava como advogado.
Judge escreveu artigos para várias revistas teosóficas e também o livro
introdutório O Oceano da Teosofia em 1883. Ele se tornou o Secretário
Geral da Seção Americana da ST em 1884. Nesse período ele se envolveu em uma
disputa com Olcott e Annie Besant sobre suas alegadas cartas forjadas dos
Mahatmas. |
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Como
resultado, ele terminou a sua associação com Olcott e Besant
em 1895 e levou a maioria da Seção Americana da ST com ele.
Judge liderou por cerca de um ano a sua nova organização,
até a sua morte, quando a liderança passou para Katherine
Tingley. A organização surgida da facção liderada por
Olcott e Besant está hoje baseada na Índia e conhecida como
Sociedade Teosófica - Adyar, mas frequentemente com
indicação da sede em Pasadena, Califórnia, nos EUA.
Após a sua morte, sua organização se dividiu, entre estas
surgiram a Temple of the People (cuja biblioteca tem
o seu nome) em 1898 e a United Lodge of Theosophists
(ULT), em 1909.
Fonte:
Wikipédia. |
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310.1.6 -
Alice A. Bailey
Alice LaTrobe Bateman,
mais conhecida como Alice A. Bailey (Manchester, 16 de Junho de 1880 — 15 de
Dezembro de 1949) foi uma pesquisadora e escritora inglesa.
Os estudos concentram-se
na área da Neoteosofia. Mudou-se para os Estados Unidos em 1907, aonde
permaneceu até morrer em 1949. Autora com vastos conhecimentos em
misticismo, tendo desencadeado um movimento esotérico internacional. Em
1922, Bailey iniciou a Lucis Trust Publishing Company; em 1923, a Escola
Arcana e em 1932 o Movimento Internacional da Boa Vontade.
É uma das herdeiras da
escola teosófica fundada pela maior esoterista do Ocidente, a russa Mme.Helena
Blavatsky. No outono de 1919 foi contatada pelo mestre tibetano Djwhal Khul
e desse encontro surgiram os 24 livros, escritos entre 1919 a 1949. |
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Nascida na Inglaterra
vitoriana do final do Séc. XIX, e falecida em Nova Iorque em 1949, Alice
Bailey, uma grande servidora da Humanidade, deixou assentes as bases de um
movimento conducente a uma nova cultura de valores espirituais, além de
situar de uma forma ordenada e credível a existência e o trabalho dos
Mestres de Sabedoria de todos os povos e de fundar a “Escola Arcana”, que
visa a formação e a preparação de discípulos aptos para o Serviço às
necessidades mundiais.
Descrever a vida
de Alice Ann Bailey é
narrar uma existência plena de trabalho, esforço e abnegação.
Nascida em 1880 em
Manchester, no seio de uma família abastada, muito cedo ficou orfã de pai e
mãe, passando a estar (juntamente com o seu irmão) ao cuidado de uma tia.
Ainda que nunca lhe tenha
faltado nada, não soube adaptar-se ao convencionalismo social da sua época.
Quando, aos 20 anos, se tornou independente, logo
se começaram a manifestar
rasgos do carácter empreendedor e idealista que possuía.
Trabalhou em diferentes
obras cristãs para jovens e via, então, toda a experiência de Deus
unicamente através do prisma dogmático dessa particular religião, que
vivenciava de modo quase fanático. O ingresso de Alice Bailey, como
trabalhadora voluntária, nos Lares para Soldados que haviam sido criados
pela filantropia da Sra. Elise Sandes, constituiu um marco na sua vida. Aí,
para além de desempenhar os rotineiros trabalhos domésticos, dirigia sessões
e sermões evangélicos, visto se achar tão segura das crenças religiosas que
na época professava.
O labor que desenvolvia
levou-a a viajar até à Índia, a fim de tomar a cargo várias das suas
delegações. Tal representou um elemento essencial na sua forma de encarar o
Divino.
Depois de um
desafortunado primeiro matri-mónio, de que teve três filhas, e que suscitou
a sua ida para os Estados Unidos, conheceu Foster Bailey (em 1919). Este
viria a ser seu marido, com-panheiro inseparável e principal ajudante na
imensa obra que, a partir de então, assumiriam conjuntamente.
Durante 30 anos, Alice
Bailey escreveu (24) livros - que somam vários milhares de páginas -,
proferiu centenas de conferências, atendeu a uma multidão de pessoas e, até
ter cumprido a totalidade da sua obra, sobrepôs-se a um estado de saúde
constantemente precário. Morreu a 15 de Dezembro de 1949, rodeada do carinho
dos milhares de pessoas que beneficiaram do seu trabalho. Na tarde desse
mesmo dia, afirmara: “Tenho muito que agradecer. Vivi uma existência rica e
plena. Inumeráveis pessoas em todo o mundo foram muito bondosas para mim”.
Os Livros
Alice Bailey sempre disse
que, desde o momento em que com ela (ainda na sua adolescência) se encontrou
um “senhor de porte oriental”, mais tarde identificado como o grande
Instrutor Koot-Hoomi, tinha plena consciência de pertencer a um grupo de
discípulos. Na sua “Autobiografia Inacabada”, escreveu: “Quero que os
Mestres de Sabedoria sejam reais para o mundo, tal como o são para mim e
para muitos milhares de pessoas em todo o planeta”.
No entanto, o trabalho
literário de Alice Bailey foi realizado, numa grande parte, em colaboração
(e sobre a direcção) de um outro grande Instrutor Espiritual, chamado Djwhal
Khul ou, como é conhecido mais comummente (dada a sua procedência
geográfica), “O Tibetano”.
Esta obra grandiosa, pelo
seu volume e pela informação proporcionada, começou com o livro “Iniciação,
humana e Solar”, no qual se transmite a realidade da existência da
Hierarquia de Mestres de Sabedoria, a que aludem (sob diferentes nomes) as
diversas grandes religiões e a que, modernamente, já se haviam referido
Helena Petrovna Blavatsky e outros autores da Sociedade Teosófica.
Da colaboração acima
referida, que se prolongou durante três décadas, surgiram outros títulos
como “A Luz da Alma”- um comentário sobre “Os Aforismos de Yoga” de
Patanjali, texto de grande antiguidade e sabedoria tradicional - “Um Tratado
sobre os Sete Raios” - obra em 5 volumes, na qual se versam temas tão
variados como a psicologia, a cura e a astrologia (não no sentido
popularmente conhecido, o qual é uma pura desvirtuação profana e exotérica
mas, sim, no sentido profundo, ou seja, esotérico) e, ainda, o caminho da
iniciação e suas regras -, “Problemas da Humanidade”, “A Exteriorização da
Hierarquia”, “Discipulado na Nova Era” (2 volumes), etc.
Justifica uma menção à
parte o livro “Um Tratado sobre Fogo Cósmico”, que se apresenta como uma
continuação, fundamentalmente numa perspectiva psicológica, de “A Doutrina
Secreta”, de H.P.Blavatsky (a quem, em justiça, o mundo nunca poderá pagar a
portentosa obra que realizou para a Humanidade). “Um Tratado sobre Fogo
Cósmico” é um trabalho de extraordinário volume (mais de 1.200 páginas no
original em Inglês), em que se explana o vasto esquema da manifestação e da
evolução universal.
Em geral, pode dizer-se
que a obra escrita por Alice Bailey representa um marco notável na
espirituali-dade do século XX, pela ingente quantidade de conhecimento
aportado e pela raríssima clareza de expressão, constituindo um quase
inesgotável manancial de esclarecimento das grandes e eternas verdades que
subjazem ao ensinamento religioso de todas as épocas e de todas as culturas.
Aborda, em simultâneo, temas de invulgar profundidade filosó-fica e questões
de imediato interesse prático, transportando um repetido apelo ao serviço
sério, inteligente e persistente à causa do verdadeiro progresso da
Humanidade e alertando contra os perigos do astralismo ilusório e do
psiquismo inferior.
A
Escola Arcana
Em 1923, juntamente com o
marido (Foster Bailey) e alguns estudantes, AAB criou a Escola Arcana, a que
presidiu o conceito de gerar um centro onde os respectivos membros tivessem
plena liberdade e não se vissem obrigados a fazer juramentos nem a contrair
compromissos; o que, sim, lhes proporciona a referida Escola é a meditação,
estudos e ensinamento esotéricos, concedendo liberdade para fazer os seus
próprios ajustes e interpretar a verdade de acordo com a natureza e a
capacidade própria de cada um.
Na Escola Arcana (que
ainda hoje continua a transmitir ensinamento a quem o solicite), não se
exige obediência a ninguém ou, tão pouco, a Mestre algum. Em contrapartida,
enfatiza-se a existência do Mestre no Coração (”Cristo em nós”, como lhe
chamava São Paulo), da Alma, do verdadeiro homem espiritual dentro de cada
ser humano. Do mesmo modo, não se criam impedimentos a que os estudantes
trabalhem em qualquer outro grupo, nomeadamente espiritualista ou religioso;
apenas se lhes pede que considerem essa actividade como um campo de serviço
a favor da Humanidade.
fonte:
http://biosofia.net/2000/01/30/o-servico-de-alice-bailey/
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310.1.7 -
OUTROS TEÓSOFOS
Archibald
Keightley (1859-1930)
foi um proeminente membro da
Sociedade Teosófica que auxiliou
Helena Blavatsky na edição de sua magnum opus,
A Doutrina Secreta. Foi Secretário Geral da Sociedade Teosófica Inglesa
de 1888 a
1890.
Mabel Collins (Saint
Peter Port,
Guernsey,
9 de setembro de
1851 —
Gloucester,
31 de março de
1927) foi uma mística
britânica.
É
conhecida pelos seus livros sobre
misticismo, mas também escreveu dezenas de romances. Foi
teosofista e amiga de
Helena Petrovna Blavatsky.
Anna Bonus Kingsford
foi uma médica, escritora e mística
britânica, filha de
John Bonus, nascida em
Maryland Point em
16 de setembro de
1846 e uma das primeiras mulehres inglesas, depois de
Elizabeth Garrett Anderson, a obter um diploma de
Medicina.
Lutou contra a sociedade
machista da época, contra
vivissecção de animais durante as experiências
científicas e nas salas de aula, lutou a favor do
vegetarianismo e, sobretudo, lutou por uma nova
interpretação das escrituras sagradas cristãs, que denominou
de Novo Evangelho da Interpretação. As obras mais
importantes são: The Perfect Way, or, the Finding of
Christ (O Caminho Perfeito, ou, a Descoberta de
Cristo); Clothed with the Sun (Vestida com o
Sol) e The Credo of Christendom (O Credo do
Cristianismo). Todas essas obras, entre várias outras,
se encontram on-line no site dedicado às suas obras, e de
Edward Maitland, que foi seu grande colaborador e
biógrafo.
Kingsford presidiu por um breve período a Sociedade Teosófica na
Inglaterra, tendo sido, junto com
Blavatsky e outros, uma das promotoras dessa
organização.
George Robert Stowe Mead
(1863-1933)
foi um escritor, editor, tradutor, esoterista e um influente
membro da
Sociedade Teosófica.
Nasceu em
Nuneaton,
Warwickshire,
Inglaterra em uma família de militares e estudou no The
King's School em Rochester e no St John's College em
Cambridge.
Mead se tornou membro da Sociedade Teosófica em
1884. Ele deixou o magistério em letras em
1889 e se tornou o secretário pessoal de
Helena Blavatsky, o qual permaneceu até a morte dela em
1891. Durante este tempo foi também editor assistente da
revista teosófica mensal Lucifer. Quando se tornou o
editor renomeou-a para The Theosophical Review.
Após a morte de Blavatsky, inconformado com os rumos que a
Sociedade Teosófica estava tomando sob a presidência de
Annie Besant, veio a sair desta, assim como vários
teósofos. Também foi um dos advogados de acusação no
inquérito de Charles Leadbeater por pedofilia. Após a saída fundou a
Quest Society e a revista The Quest para
continuar seus estudos esotéricos.
Posteriormente,
Carl Jung fez-lhe uma visita para agradecer as suas
traduções de documentos gnósticos
Alfred Percy Sinnett
(18
de Janeiro de
1840 -
26 de Junho de
1921) foi
escritor e
teósofo.
As
cartas dos Mahatmas, que geraram a controvérsia que mais
tarde contribuíram na divisão da
Sociedade Teosófica, foram escritas majoritariamente
para Sinnett. Em
1880,
Helena Blavatsky e
Henry Olcott visitaram Sinnett em
Simla. Em
1881 Sinnett escreveu
O Mundo Oculto, e em
1883,
Budismo Esotérico.
Posteriormente, Sinnett foi presidente da Loja de Londres da
Sociedade Teosófica.
Alfred Percy Sinnett (18 de Janeiro de 1840 - 26 de Junho de
1921) foi escritor e teósofo.
Ele foi Vice-Presidente da Sociedade Teosófica entre
1880-88, 1895-1907, 1911-1921, e atuou como Presidente por
quatro meses em 1907, logo após a passagem de Henry Steel
Olcott.
Posteriormente, Sinnett foi presidente da Loja de Londres da
Sociedade Teosófica.
William
Wynn Westcott
nasceu em
17 de dezembro de
1848, em
Landsdown Crescent,
Leamington. Seu pais morreram quando ele
tinha quase dez anos, ocasião em que foi
adotado por seu tio, um cirurgião idoso e
solteiro cujos passos profissionais Westcott
seguiu. Estudou em Grammar School,
Kingston-on-Thames; graduou-se Bacharel de
Medicina na
Universidade de Londres e era diplomado
pela Lic. Soc. Apothecaries.
Casou-se com
Elizabeth Brunett, e passou a estudar ciências ocultas. Mudou-se para
Londres com sua esposa, provavelmente
para fugir da influência de sua família,
onde estudou
Teosofia,
cabala e
hermetismo. Tornou-se
rosacruz, filiando-se a Societas
Rosicruciana in Anglia (S.R.I.A.), para
porteriormente tornar-se o seu Mago Supremo.
Fundou a
Ordem Hermética do Amanhecer Dourado,
uma das sociedades ocultistas mais
influentes do final do
século XIX.
Morreu em
Durban, na
África do Sul em
1925.
Fonte: Wikipédia
Thomas Alva Edison
(Milan, 11 de Fevereiro
de 1847 — West Orange, 18 de Outubro de 1931) pertencia
Sociedade Teosófica e foi um grande inventor e
empresário dos Estados Unidos que desenvolveu muitos
dispositivos importantes de grande interesse industrial. O
Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como
era conhecido, foi um dos primeiros inventores a aplicar os
princípios da produção maciça ao processo da invenção.
Entre as suas contribuições mais universais para o
desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a
lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio ou
cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão
para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução
tecnológica do século XX. Teve papel determinante na
indústria do cinema.
Muitos o consideram o maior inventor de todos os tempos. O
seu QI seria estimado em cerca de 240. A ele são atribuídas
mais de 1300 patentes, ainda que nem todas sejam de
invenções de sua própria autoria.
Thomas Edison,
o maior gênio inventor da história. Coube a ele a invenção
da lâmpada, do disco, do gramofone, máquinas de filmar
(cinema) e mais de outras mil invenções.
Fonte: Wikipédia.
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310.2 - ESPÍRITAS: |
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310.2.1 -
CHICO XAVIER:
Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 —
Uberaba, 30 de junho de 2002), nascido como Francisco de Paula
Cândido e mais conhecido popularmente por Chico Xavier,
notabilizou-se como médium .
Nascido em Pedro Leopoldo, cidade do interior de Minas Gerais,
era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé
católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927,
após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a
estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro
Parnaso de Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de
1931. O seu nome de batismo Franciso de Paula Cândido foi dado em
homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituido pelo nome paterno
de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu
seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril 1966, quando da segunda
viagem de Chico aos Estados Unidos.
Ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a
entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico
Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.
Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o
assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha
paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E
quem não sofre não aprende a lutar". O menino aprendeu a apanhar calado, sem
chorar. Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em
delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia
para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e
ouvindo-a, depois da oração. Algum tempo depois, terminou seu martírio.
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Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu
carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados. A situação
era difícil. A guerra acabara e graçava a gripe espanhola. O salário do
chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam
estudar. Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e
vender os legumes. Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto
de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a frequentar
as aulas.
Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o ABC. Com a saída do chefe da casa
para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada,
algumas vezes, a deixar a casa a sós, pois precisava buscar lenha à
distância. Foi então que surgiu um problema: a vizinha, se aproveitando da
ausência de todos, passou a colher a verduras e, sem verduras, não haveria
dinheiro para as despesas da escola. Preocupada, a madrasta, não querendo
ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que, pedisse um conselho ao espírito
de sua mãe. À tardinha, o menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre
que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse
que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu uma sugestão: toda
vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha,
para que ela tomasse conta da casa.
Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas
hortaliças. Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora
com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos. À noite, levantava-se agitado
e conversava com locutores invisíveis. De manhã, contava as peripécias de
pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender! O pai resolveu levá-lo
ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não
lesse mais jornais, revistas, livros. Disse-lhe que ninguém volta a
conversar depois da morte e que era o demônio que lhe estava perturbando.
O
menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém,
escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser
uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria
aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou
experiência recebidas em sonho, que ficasse em silêncio. Precisava aprender
a obediência para que Deus, um dia, lhe concedesse a confiança dos outros. E
durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer
contato com sua mãe. Integrado na comunidade católica, obedecia às
obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava,
comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.
Em 1923 terminou o curso primário, no Grupo. Levantava-se às seis da manhã
para começar, às sete, as terefas escolares e entrando para o serviço da
fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite. Em 1925 deixou a
fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o
trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite. As perturbações
noturnas continuaram. Depois de dormir, caía em transe profundo. Em 1927 uma
de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da
doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa. Na
mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos
Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe
manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à
nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e,
em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos.
" A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade
psicográfica foi D. Rosália.
Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte,
levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o
primeiro lugar. Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e,
na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico,
novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária
sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos
amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo,
se não fora copiado, era então dos espíritos. Ao entrar para o funcionalismo
público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura,
começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da
cidade, em contato com a natureza, ama até as pedras e os montes pensativos.
Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como
poucos a alma do grande todo. Vê em tudo poesia e vida, verdade e luz,
beleza e amor e, acima de tudo, a presença de Deus! Em maio de 1927 foi
realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo.
Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em
fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José
Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado.
As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras. A nova sede do Grupo
Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a
casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927,
Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu
primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Em 1931, Chico passou a
receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado
em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier havia recebido, pela sua
psicografia, mais de 50 ótimos livros. Vivia no apogeu de triunfos
mediúnicos. Estava conhecidíssimo no Brasil e no mundo inteiro.
O
Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos,
validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o
Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio
das idéias entre os dois Mundos. Além disso, recebera romances , livros e
mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo,
realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de
forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida.
Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos
Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades
mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu ele, então,
início à famosa perigrinação.
Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava
alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga,
acompanhado por grande número de pessoas afinizadas. Sob a luz das estrelas
e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da
periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual. A cidade de
Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de
inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do
exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium. Aqueles que
conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo. Seu
trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas
assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto
pessoais aos que o procuram. Os direitos autorais de seus livros publicados,
em torno de 340, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a
quaisquer outras entidades.
Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico é um
homem aposentado e recebe somente os proventos de sua aposentadoria. Do
ponto de vista espiritual, Chico Xavier é, a cada dia que passa, um homem
mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu
trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço. Com a saúde
debilitada, Chico Xavier vem confirmando, nos últimos tempos, a sua condição
de um autêntico missionário do Cristo, pois impossibilitado de comparecer às
reuniões do Grupo Espírita da Prece, ele tem reunido as forças que lhe
restam para continuar, em casa, a tarefa da psicografia. E, embora
debilitado, continua de ânimo firme e a alma com grande capacidade de
trabalho. Chico Xavier ama a tarefa que o Senhor lhe concedeu
Artigo Especial: Chico Xavier morre em Uberaba aos 92 anos
(30/06/2002 - 21h03)
Chico Xavier, o médium brasileiro mais famoso, morreu no início da noite
deste domingo, na cidade mineira de Uberaba (494 km de Belo Horizonte), aos
92 anos. Ele foi encontrado no quarto pelo filho adotivo, Eurípedes
Humberto. Segundo a família, ele sofreu uma parada cardíaca, após reclamar
de dores no peito e nas costas durante a manhã. Autor de mais de 400 livros,
lançados por editoras espíritas e traduzidos para vários idiomas, Chico
Xavier personifica o espiritismo no Brasil. Popular, era sempre visitado por
artistas e políticos. Recebia todos com um sorriso e um beijo na mão. O
velório deverá ser no Centro Espírita Casa da Prece, em Uberaba.
Principais obras
Psicografadas:
|
Ano |
Obra |
Autor espiritual |
Editora |
|
1932 |
Parnaso de Além-Túmulo |
Vários autores |
FEB |
|
1937 |
Crônicas de Além-Túmulo |
Humberto de Campos |
FEB |
|
1938 |
Emmanuel |
Emmanuel |
FEB |
|
1938 |
Brasil, Coração do Mundo, Pátria do
Evangelho |
Humberto de Campos |
FEB |
|
1938 |
A Caminho da Luz |
Emmanuel |
FEB |
|
1939 |
Há Dois Mil Anos |
Emmanuel |
FEB |
|
1940 |
Cinqüenta Anos Depois |
Emmanuel |
FEB |
|
1941 |
O Consolador |
Emmanuel |
FEB |
|
1942 |
Paulo e Estevão |
Emmanuel |
FEB |
|
1942 |
Renúncia |
Emmanuel |
FEB |
|
1944 |
Nosso Lar |
André Luiz |
FEB |
|
1944 |
Os Mensageiros |
André Luiz |
FEB |
|
1945 |
Missionários da Luz |
André Luiz |
FEB |
|
1945 |
Lázaro Redivivo |
Irmão X |
FEB |
|
1946 |
Obreiros da Vida Eterna |
André Luiz |
FEB |
|
1947 |
Volta Bocage |
Bocage |
FEB |
|
1948 |
No Mundo Maior |
André Luiz |
FEB |
|
1948 |
Agenda Cristã |
André Luiz |
FEB |
|
1949 |
Voltei |
Irmão Jacob |
FEB |
|
1949 |
Caminho, Verdade e Vida |
Emmanuel |
FEB |
|
1949 |
Libertação |
André Luiz |
FEB |
|
1950 |
Jesus no Lar |
Neio Lúcio |
FEB |
|
1950 |
Pão Nosso |
Emmanuel |
FEB |
|
1952 |
Vinha de Luz |
Emmanuel |
FEB |
|
1952 |
Roteiro |
Emmanuel |
FEB |
|
1953 |
Ave, Cristo! |
Emmanuel |
FEB |
|
1954 |
Entre a Terra e o Céu |
André Luiz |
FEB |
|
1955 |
Nos Domínios da Mediunidade |
André Luiz |
FEB |
|
1956 |
Fonte Viva |
Emmanuel |
FEB |
|
1957 |
Ação e Reação |
André Luiz |
FEB |
|
1958 |
Pensamento e Vida |
Emmanuel |
FEB |
|
1959 |
Evolução em Dois Mundos |
André Luiz |
FEB |
|
1960 |
Mecanismos da Mediunidade |
André Luiz |
FEB |
|
1960 |
Religião dos Espíritos |
Emmanuel |
FEB |
|
1961 |
O Espírito da Verdade |
diversos espíritos |
FEB |
|
1963 |
Sexo e Destino |
André Luiz |
FEB |
|
1968 |
E a Vida Continua... |
André Luiz |
FEB |
|
1970 |
Vida e Sexo |
Emmanuel |
FEB |
|
1971 |
Sinal Verde |
André Luiz |
Comunhão Espírita
Cristã (CEC) |
|
1977 |
Companheiro |
Emmanuel |
Instituto de Difusão
Espírita (IDE) |
|
1985 |
Retratos da Vida |
Cornélio Pires |
IDE/CEC |
|
1986 |
Mediunidade e Sintonia |
Emmanuel |
CEU |
|
1991 |
Queda e Ascensão da Casa dos
Benefícios |
Bezerra de Menezes |
GER |
|
1999 |
Escada de Luz |
diversos espíritos |
CEU |
Fonte: Wikipédia e
http://www.e-biografias.net/biografias/chico_xavier.php |
|
310.2.2 - Léon
Denis
León Denis
nasceu na França, em 1º de
Janeiro de 1846, numa localidade chamada Foug, na região da Alsácia
Lorena, iniciando uma vida exemplar, na qual desde a mais tenra infância
conheceu as dificuldades materiais, o trabalho árduo, mas também coisas belas,
as quais soube apreciar e valorizar: o aconchego familiar, as belezas naturais e
os tesouros da civilização de seu país, as maravilhosas revelações contidas nos
livros que, embora de difícil acesso para o jovem operário, lhe traziam
conhecimentos que o deslumbravam e lhe proporcionavam "viagens" pelo
mundo, pelos espaços infinitos, pelas riquezas inestimáveis do pensamento
humano.
Aos 18 anos, conheceu, de Allan Kardec. Pouco tempo depois, assistiu a uma
conferência proferida pelo codificador da Doutrina Espírita em Tours, cidade na
qual viveu, dos 16 anos até o fim de sua vida. Ali, de pé no jardim onde se
realizou a conferência, sob a luz das estrelas, Denis bebeu as palavras de
Kardec, que falava sobre a obsessão...e, desde então, entregou-se com todas as
potências de sua alma, à causa do estudo e da divulgação da Doutrina
Espírita.
E é nesse espírito de total entrega que ele atravessa, imperturbável, todas as
tormentas da existência: guerras (inclusive a Primeira Guerra Mundial),
cegueira, críticas, perda de entes queridos, etc, sempre firme em seu posto,
escrevendo livros e artigos, fazendo palestras, presidindo Congressos, sempre
esclarecendo, consolando, animando. |
 |
|
"Sempre para o mais alto!"
É o lema que seu guia espiritual Jerônimo de Praga lhe dá para pautar a
sua vida. É o exemplo que colhe da vida de sua amada "sorella", a
heroína Joanna d'Arc. É o lema que ele nos dá a todos. Sua vida
absolutamente coerente com a sua obra lhe vale o título de "Apóstolo do
Espiritismo".
A hora de partir para o plano espiritual, de onde continua sua missão, vem
encontrar o trabalhador, já ancião, com 81 anos, em plena atividade. Apressa-se
em concluir o livro "O Gênio Céltico e o Mundo invisível", para
entregá-lo a seus editores. Não chegaria a vê-lo publicado.
Dita para a sua secretária, Claire Baumard, o prefácio prometido a
Henri Sauce, que irá publicar uma biografia de Kardec. Que trabalho seria mais
digno de encerrar a carreira de Denis?
Manhã chuvosa de 12 de abril de 1927...no quarto de Denis amigos fiéis
acompanham seus últimos instantes. Gaston Luce e sua esposa estão entre eles.
"Mademoiselle" Baumard tem nas suas as mãos do agonizante, que não cessa de
lhe dar recomendações...pelo futuro da Doutrina Espírita. "Chamado ao espaço",
Denis parte, vitorioso, e, de lá, continua nos esclarecendo, consolando
e animando:
"Homem! Meu
irmão! Vamos para o mais alto! Mais alto!"
Dentre suas obras,
destacam-se:
-
Cristianismo e Espiritismo (FEB)
-
Depois
da Morte (FEB)
-
Espíritos e Médiuns (CELD)
-
Joana
D'Arc, Médium (FEB)
-
No
Invisível (FEB)
-
O Além
e a Sobrevivência do Ser (FEB)
-
O
Espiritismo e o Clero Católico (CELD)
-
O
Espiritismo na Arte (Lachâtre)
-
O Gênio
Céltico e o Mundo Invisível (CELD)
-
O
Grande Enigma (FEB)
-
O Mundo
Invisível e a Guerra (CELD)
-
O
Porquê da Vida (FEB)
-
O
Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB)
-
O
Progresso (CELD)
-
Provas
Experimentais da Sobrevivência
-
Socialismo e Espiritismo (O Clarim)
Bibliografia:
CARNEIRO,
Victor Ribas. ABC do Espiritismo (5a.
ed.). Curitiba (PR): Federação Espírita
do Paraná, 1996. 223p. ISBN 85-7365-001-X p.
54-57.
DENIS, Léon.
Après la mort. Paris: Ed. J. Meyer
(B.P.S.), 1890.
DENIS, Léon.
Dans l'invisible - Spiritisme et
médiumnité. Paris: Ed. J. Meyer
(B.P.S.), 1911.
LUCE, Gaston.
Léon Denis, l'apôtre du spiritisme.
Paris: Ed. J. Meyer (B.P.S.), 1928.
|
|
310.2.3 -
Divaldo Pereira Franco
Divaldo Pereira Franco,
mais conhecido como Divaldo Franco ou simplesmente
Divaldo (Feira
de Santana,
5 de maio de
1927) é um
professor,
médium e
orador
espírita
brasileiro.
É, há quase sessenta anos, um
importante orador e escritor espírita, com mais de cinqüenta
anos devotados à mediunidade, e mais de quarenta dedicados a
cuidar dos meninos de rua de
Salvador, na Bahia. Para este último fim fundou, em
15 de agosto de
1952, junto com
Nilson de Souza Pereira, a casa de assistência
Mansão do Caminho, responsável pela orientação e
educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.
Divaldo cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, onde recebeu o
diploma de Professor Primário em 1943. Desde a
infância relata comunicar-se com os
espíritos.
Quando
jovem, foi abalado pela
morte de seus
dois irmãos
mais velhos, o que o deixou traumatizado e
enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas, na área da
Medicina,
sem, contudo, lograr qualquer resultado satisfatório.
|
 |
Nessa época conheceu a
Sra. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à
Doutrina Espírita, o que o teria libertado do trauma e
trazido consolações, tanto para ele como para toda a sua
família.
Divaldo dedicou-se, então, ao estudo do
Espiritismo, ao tempo em que foi aprimorando suas faculdades
mediúnicas, pelo correto exercício e continuado estudo do
Espiritismo.
Transferiu residência para
Salvador no ano de
1945, tendo feito concurso para o
Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do
Estado (IPASE), onde ingressou a
5 de Dezembro de
1945, como escriturário.
Já espírita convicto, fundou o
Centro Espírita Caminho da Redenção (CECR), em
7 de Setembro de
1947.
Em A Veneranda Joanna de
Ângelis (Salvador: LEAL, 1987), escrito por Divaldo e
Celeste Santos, constam biografias do médium baiano e de
sua mentora espiritual,
Joanna de Ângelis, bem como informações sobre o trabalho
educacional e assistencial desenvolvido pela Mansão do
Caminho, além de entrevistas com Divaldo e relatos sobre
supostas reencarnações de Joanna de Ângelis.
Divaldo, desde
jovem, teve vontade de cuidar de
crianças. Educou mais de 600 "filhos",
hoje emancipados, a maioria com família
constituída e a própria profissão, no
magistério,
contabilidade, serviços administrativos
e até medicina, tem 200 "netos". Na década
de 60 iniciou a construção de
escolas-oficinas profissionalizantes e de
atendimento médico. Hoje a Mansão do
Caminho é um admirável complexo
educacional que atende a 3.000 crianças e
jovens carentes, na
Rua Jaime Vieira Lima, 01 –
Pau de Lima, um dos bairros periféricos
mais carentes de Salvador; tem 83.000 m² e
43 edificações. A obra é basicamente mantida
com a venda de livros mediúnicos e das fitas
gravadas nas palestras.
O Centro
Espírita Caminho da Redenção administra,
dentre outros, os seguintes órgãos
assistenciais:
-
Mansão do
Caminho (semi-internato para crianças e
jovens carentes), fundado em
15 de agosto de
1952;
-
A
Manjedoura (creche para crianças
carentes de 2 meses a 3 anos de idade) ;
-
Escola
Jesus Cristo (ensino fundamental),
fundada em
março de
1950;
-
Escola
Allan Kardec (ensino fundamental),
fundada em
1965;
-
Escola de
Informática;
-
Escola de
Educação Infantil Alvorada Nova, fundada
em
fevereiro de
1971 com o nome de Esperança;
-
Escola de
Evangelização (ensino espírita para
público infantil);
-
Juventude
Espírita Nina Arueira (evangelização e
ensino espírita para o público jovem);
-
Caravana
Auta de Souza (auxilia idosos e pessoas
inválidas portadoras de doenças
irrecuperáveis e degenerativas);
-
Casa de
Assistência Lourdes Saad (distribuição
diária de sopa e pão);
-
Casa da
Cordialidade (assiste a famílias
carentes);
-
Centro de
Saúde J. Carneiro de Campos;
-
Evangelização Nise Moacyr (evangelização
de crianças);
-
Grupo
Lygia Banhos (esclarecimento e consolo a
comunidades carentes);
-
Livraria
Espírita Alvorada (editora e gráfica).
Cronologia:
-
1927
-
1943
-
1945
-
1947
-
Começa a realizar
conferências. Desde então, já realizou mais de 14
mil em mais de 1400 cidades (cerca de 500 destas no
exterior, e 900 no Brasil).
-
Setembro, 7: funda o
Centro Espírita Caminho da Redenção.
-
1949
-
1952
-
1964
-
2000
Fonte: Wikipédia
|
|
310.2.4 -
Herculano Pires
José Herculano Pires (Avaré, SP, 25 de setembro de
1914, — São Paulo, SP, 9 de março de 1979) foi um
jornalista, filósofo, educador e escritor espírita
brasileiro.
Destacou-se como um dos mais ativos divulgadores do
espiritismo no país. Traduziu os escritos de
Allan Kardec e escreveu tanto
estudos filosóficos quanto obras literárias inspirados na
doutrina espírita.
Filho do
farmacêutico José Pires Corrêa e de sua esposa, a pianista Bonina Amaral
Simonetti Pires, fez os seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira
César. Desde cedo revelou vocação literária, tendo composto aos 9 anos de
idade, o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua
cidade natal. Aos 16 anos publicou o seu primeiro livro, "Sonhos Azuis"
(contos) e, aos 18 anos, o segundo, "Coração" (poemas livres e sonetos).
Colaborou em
jornais e revistas da época, tanto do estado de São Paulo quanto do Rio
de Janeiro. Teve vários contos publicados, com ilustrações, na "Revista
Artística do Interior", que promoveu dois concursos literários, um de
poemas, pela sede, em Cerqueira César, e outro de contos, pela Seção de
Sorocaba.
Em 1940
transferiu-se para Marília, onde adquiriu o jornal Diário Paulista, que
dirigiu por seis anos. |
 |
Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia,
Osório Alves de Castro, Nichemja Sigal, Anthol
Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um
movimento literário na cidade e publicou "Estradas e Ruas"
(poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Milliet comentaram
favoravelmente.
Em
1946 mudou-se para São Paulo, onde lançou o seu primeiro
romance "O Caminho do Meio", que mereceu críticas elogiosas
de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson
Martins.
Em
sua carreira, foi ainda repórter, redator, secretário,
cronista parlamentar e crítico literário dos Diários
Associados, tendo exercido essas funções por cerca de trinta
anos.
Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo,
publicou uma tese existencial: "O Ser e a Serenidade".
Autor de oitenta livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia,
Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria com Chico Xavier. É um dos autores mais
críticos dentro da Doutrina Espírita. Sua linha de pensamento é forte e
altamente racional, combatendo os desvios e mistificações.
Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação
acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o
que achava necessário, da melhor maneira possível.
Graduado em Filosofia
pela USP, publicou uma tese existencial: O Ser e a Serenidade .
Bibliografia:
RIZZINI, Jorge.
J. Herculano Pires, o apóstolo de Kardec. São Paulo: Paideia, 2000.
282p. ISBN 0000035491 |
|
|
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310.2.5 -
Bezerra de Menezes
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, conhecido popularmente como
Dr. Bezerra de Menezes ou simplesmente Bezerra de Menezes (Riacho
do Sangue, actual Jaguaretama, 29 de Agosto de 1831 — Rio de Janeiro, 11 de
Abril de 1900), foi um médico, militar, escritor,
jornalista, político e expoente da
Doutrina Espírita no Brasil.
Infância e juventude
Descendente de antiga família
de fazendeiros de criação, ligada à política e ao
militarismo na Província do Ceará, era filho de Antônio
Bezerra de Menezes (tenente-coronel da Guarda Nacional) e de
Fabiana de Jesus Maria Bezerra.
Em 1838, aos sete anos de
idade, ingressou na escola pública da Vila Frade (adjacente
ao Riacho do Sangue), onde, em dez meses, aprendeu os
princípios da educação elementar.
Em 1842, como consequência de
perseguições políticas e dificuldades financeiras, a sua
família mudou-se para a antiga vila de Maioridade (serra do
Martins), no Rio Grande do Norte, onde o jovem, então com
onze anos de idade, foi matriculado na aula pública de
Latim. Em dois anos já substituía o professor em classe, em
seus impedimentos.
Em 1846, a família retornou à
Província do Ceará, fixando residência na capital,
Fortaleza. O jovem foi matriculado no Liceu do Ceará, onde
concluiu os estudos preparatórios.
|
 |
A
carreira na Medicina
Em 1851, ano de falecimento de
seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, naquele mesmo
ano, iniciou os estudos de Medicina na Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro.
No ano seguinte (1852),
ingressou como praticante interno ("residente") no hospital
da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover
os seus estudos, dava aulas particulares de Filosofia e
Matemática.
Obteve o doutoramento
(graduação) em 1856, com a defesa da tese: "Diagnóstico
do cancro". Por essa altura, abandonou o último
patronímico e modificou o "s" de Meneses para "z", passando
a assinar-se simplesmente como Adolfo Bezerra de Menezes.
Nesse ano, o Governo Imperial decretou a reforma do Corpo de
Saúde do Exército Brasileiro, e nomeou para chefiá-lo, como
Cirurgião-mor, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho,
antigo professor de Bezerra de Menezes, e que o convidou
para trabalhar como seu assistente.
A 27 de Abril de 1857
candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia
Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações
sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento". O
académico José Pereira Rego leu o parecer na sessão de 11 de
Maio, tendo a eleição transcorrido na de 18 de Maio e a
posse na de 1 de Junho do mesmo ano.
Casamento:
Em
1865 desposou, em segundas núpcias, Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã
por parte de mãe de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até
então, com quem teve mais sete filhos.
Trajetória política
Nesse período a Câmara
Municipal do Município Neutro tinha como presidente Roberto
Jorge Haddock Lobo, do Partido Conservador. Ao mesmo tempo,
Bezerra de Menezes já se notabilizara pela actuação
profissional e pelo trabalho voltado à população carente.
Desse modo, em 1860, em uma reunião política, alguns amigos
levantaram a candidatura de Bezerra de Menezes, pelo Partido
Liberal, como representante da paróquia de São Cristóvão,
onde então residia, à Câmara. Ciente da indicação, Bezerra
recusou-a inicialmente, mas, por insistência, acabou se
comprometendo apenas em não fazer uma declaração pública de
recusa dos votos que lhe fossem outorgados.
Abertas as urnas e apurados os
votos, Bezerra fora eleito. Os seus adversários, liderados
por Haddock Lobo, impugnaram a posse sob o argumento de que
militares de Segunda Classe não podiam exercer o cargo de
Vereador. Desse modo, para apoiar o Partido, que necessitava
dele para obter a maioria na Câmara, decidiu requerer
exoneração do Corpo de Saúde (26 de Março de 1861). Desfeito
o impedimento, foi empossado no mesmo ano.
Foi reeleito vereador da
Câmara Municipal do Município Neutro para o período de 1864
a 1868.
Foi eleito deputado Provincial
pelo Rio de Janeiro em 1866, apesar da oposição do então
primeiro-ministro Zacarias de Góis e dos chefes liberais -
senador Bernardo de Souza Franco (visconde de Souza Franco)
e deputado Francisco Otaviano de Almeida Rosa. Empossado em
1867, a Câmara dos Deputados foi dissolvida no ano seguinte
(1868), devido à ascensão do Partido Conservador.
Retornou à política como
vereador no período de 1873 a 1885, ocupando várias vezes as
funções de presidente interino da Câmara Municipal,
efectivando-se em Julho de 1878, cargo que corresponderia
actualmente ao de Prefeito
Obreiro Espirita:
Pela atuação destacada no
movimento espírita da capital brasileira no último quartel
do século XIX, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo
para muitos adeptos da Doutrina. Destacam-lhe a índole
caridosa, a perseverança, e a disposição amorosa para
superar os desafios. Essas características, somadas à sua
militância na divulgação e na reestruturação do movimento
espírita no país, fizeram com que fosse considerado o "Kardec
Brasileiro", numa homenagem devida ao papel de relevância
que desempenhou. Muitos seguidores acreditam, ainda, que
Bezerra de Menezes continua, em espírito, a orientar e
influenciar o movimento espírita. É considerado patrono de
centenas de instituições espíritas em todo o mundo
Cronologia
-
1831 (29 de
Agosto): Nasceu Adolfo Bezerra de Menezes, em Riacho
do Sangue (hoje Jaguaretama), Província do Ceará, filho
de Antônio Bezerra de Menezes e Fabiana de Jesus Maria
Bezerra.
-
1838: Ingressou na
escola pública em Vila do Frade.
-
1842: Prosseguiu os
seus estudos na Vila da Maioridade (serra do Martins,
Rio Grande do Norte).
-
1844: Com 15 anos
de idade substituiu, por vezes, o professor nas aulas de
latim.
-
1846: Completou os
estudos preparatórios no Liceu do Ceará.
-
1851 (5 de
Fevereiro): Embarcou a para a Corte, a fim de fazer
o curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio
de Janeiro.
-
1852 (Novembro):
Ingressou como praticante interno ("residente") no
hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de
Janeiro.
-
1856: Graduou-se em
Medicina, obtendo, em todos os anos do curso, a nota "Optima
cum Laude".
-
1857 (1 de Junho):
Tomou posse como Sócio efetivo da Academia Imperial de
Medicina.
-
1858: Foi nomeado
assistente do Cirurgião-mor do Corpo de Saúde do
Exército Brasileiro, no posto de Cirurgião-tenente.
-
1858 (6 de
Novembro): Desposou Maria Cândida de Lacerda.
-
1859: Redator dos
Anais Brasilienses de Medicina, cargo que exerceu até
1861.
-
1860: Por
insistência dos moradores da freguesia de São Cristóvão
incluiu o seu nome na lista de candidatos a Vereador
Municipal pelo Partido Liberal.
-
1861: Foi eleito
para o cargo de Vereador, demitiu-se do Corpo de Saúde
do Exército.
-
1863 (24 de Março):
Faleceu a sua esposa, Maria Cândida de Lacerda,
deixando-lhe dois filhos.
-
1864: Foi reeleito
para o cargo de Vereador para o período 1864-1868.
-
1865 (21 de
Janeiro): Desposou D. Cândida Augusta de Lacerda
Machado, com quem teve sete filhos.
-
1867: Presidente
interino da Câmara Municipal da Corte.
-
1867: Deputado
Geral pelo Distrito da Corte.
-
1869:
Sócio-fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e
Campos.
-
1873: Reeleito para
o cargo de Vereador para o Distrito da Corte até 1881.
-
1875: Iniciou o
estudo da
Doutrina Espírita.
-
1877: Presidente
interino da Câmara Municipal da Corte.
-
1878: Presidente
efetivo da Câmara Municipal da Corte até 1881.
-
1878: Novamente
Deputado Geral pelo Distrito da Corte até 1885.
-
1878: Inclusão de
seu nome na lista Senatorial do Ceará.
-
1879: Homenagem dos
súbditos portugueses residentes na Corte, que lhe
ofertaram o seu retrato pintado a óleo, em tamanho
natural, pelo pintor Augusto Rodrigues Duarte.
-
1885: Encerrou as
suas atividades políticas no cargo de Presidente da
Câmara Municipal e como Deputado Geral pelo Distrito da
Corte.
-
1886 (16 de
Agosto): proclamou, publicamente, a sua adesão ao
Espiritismo.
-
1887: Iniciou, sob
o pseudônimo de "Max", uma série de artigos de
doutrina
espírita no periódico O Paiz, dirigido por Quintino
Bocaiúva, e no Reformador, órgão da Federação
Espírita Brasileira.
-
1889: Presidente da
Federação Espírita Brasileira e do Centro da União
Espírita do Brasil.
-
1890:
Vice-presidente da Federação Espírita Brasileira
-
1890: Representação
em defesa do Espiritismo ao então Presidente da
República, marechal Deodoro da Fonseca.
-
1891:
Vice-Presidente da Federação Espírita Brasileira
-
1891 (18 de Fevereiro):
Fundou o Grupo Espírita Regeneração
-
1891: Traduziu o
livro Obras Póstumas de Allan
Kardec, publicado em língua portuguesa em 1892.
-
1893: Representação
em defesa do Espiritismo ao Congresso Nacional do
Brasil.
-
1894: Diretor
efetivo do Centro da União Espírita de Propaganda no
Brasil.
-
1895: Presidente da
Federação Espírita Brasileira.
-
1895: Reeleito Presidente
da Federação Espírita Brasileira, cargo que exerceu até
à data de sua morte.
-
1900 (11 de
Abril): Faleceu, no Rio de Janeiro, às 11 horas e 30
minutos.
PRINCIPAIS OBRAS ESPIRITAS:
-
Através de Divaldo
Pereira Franco, comunicações nas seguintes obras
-
Através de
Francisco Cândido Xavier, comunicações nas
seguintes obras
-
1973 - "Bezerra, Chico e
Você" (coletânea de mensagens, ed. GEEM)
-
1986 - "Apelos Cristãos"
(coletânea de mensagens, ed. UEM)
-
"Nosso Livro"
-
"Cartas do Coração"
-
"Instruções Psicofônicas"
-
"O Espírito da Verdade"
-
"Relicário de Luz"
-
"Dicionário d'Alma"
-
"Antologia Mediúnica do
Natal"
-
"Caminho Espírita"
-
"Luz no Lar"
-
Através de
Francisco de Assis Periotto, comunicações nas
seguintes obras
-
Através de Maria
Cecília Paiva, comunicações nas seguintes obras
-
Através de Waldo
Vieira, comunicações nas seguintes obras
-
Através de Yvonne
do Amaral Pereira, comunicações nas seguintes
obras
-
1955 – "Nas Telas do
Infinito" (1ª. Parte, romance, ed. FEB)
-
1957 – "A Tragédia de
Santa Maria" (romance, ed. FEB)
-
1964 – "Dramas da
Obsessão" (romance, ed. FEB)
-
1968 – "Recordações da
Mediunidade" (relatos e orientações, ed. FEB)
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310.3 - ROSACRUCIANOS: |
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310.3.1 -
Novalis
Georg
Philipp Friedrich, Freiherr (Barão)
von Hardenberg
(1772-1801), mais conhecido como
o poeta
Novalis,
é um
dos representantes dos primórdios do romantismo alemão, e teve sua obra
influenciada profundamente pela Alquimia, e
também pelas tradições
do Hermetismo e da Rosacruz.
Nasceu em 2 de
maio
de 1772 em Oberwiederstedt, na Saxônia prussiana
numa família de
nobres
protestantes.
Quando
tinha 10 anos
foi enviado para
uma escola
religiosa
mas teve
dificuldades
em se ajustar.
Foi entretanto
viver
com o seu
tio que
lhe abriu portas
para o Racionalismo
e a cultura francesa. Mudou-se com os seu pai para Weissenfels e entre 1790 e 1791 estudou
Direito
na Universidade de Jena onde conheceu Friedrich Von Schiller e Friedric
Schlegel. Completou os estudos em Wittenberg em
1793.
O livro de Goethe “Wilhelm Meisters
Lehrjahre” (Anos de Aprendizagem de
Wilhelm Meiste) influenciou-o profundamente,
de tal modo
que ele
o considerou a bíblia da “Nova Era”. Por volta de
1796 estudou também as obras de Johann Gottlieb Fitche. |
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Com 21 anos,
mudou-se para Tennstädt,
perto
de Langensalza, para trabalhar
como Kreisamtmann(Administrador
Civil), depois
de o pai ter
rejeitado o convite do
ministro
prussiano para
um outro
cargo governamental
em Berlim, com
receio das influências
liberais. No ano
seguinte foi nomeado Auditor da Direcção das minas
de sal de Weibenfels, onde o pai
trabalhava como Director.
A conselho de
amigos,
que pretendiam impedi-lo de sucumbir à forte e
inexperimentada tentação da
vida
militar que
sentira, havia-se mudado, no final de
1794, para Arnstadt, na Thuringia,
para
continuar no ramo
de trabalho do pai
Em 1798, publica uma série de fragmentos
filosóficos, ano
em
que começa
a utilizar o seu
pseudônimo: "Novalis", que significa "aquele
que explora uma
nova
Terra".
1798 é
também o ano em que Novalis começa a ler "As Núpcias Alquímicas de Cristão
Rosacruz". Até então, Novalis era apenas um romântico místico que
inclinava-se para uma restauração da idéia da república cristã, desaparecida
desde o tempo da reforma protestante, em uma época em que as idéias da
Revolução Francesa começavam a se espalhar por toda a Europa. Mas a partir
de 1798 ele torna-se também um estudioso da alquimia e do hermetismo.
Apresenta a partir de então, como tema central de suas visões, o símbolo da
flor azul, que mais tarde se transformou como símbolo de saudade entre os
Românticos ("A “Flor Azul” era inatingível e assim o continuará!"). Este
símbolo, no entanto, era oriundo da tradição alquímica, mais provavelmente
do tratado alquímico "Pandora", escrito por Hieronymus Reussner em 1582,
onde existe um gravura contendo três flores provenientes do Ovo Hermético,
contendo o Ouroboro: a flor vermelha simbolizando o Ouro; a branca, a prata;
e a azul, a sabedoria (flos sapientum). Novalis se inclina com atenção sobre
a estrutura sétupla da narração sobre a consumação da "Grande Obra" em as
"As Núpcias Alquímicas de Cristão Rosacruz", tomando-a como fundamento para
a estrutura de seu novo romance "Heinrich Von Ofterdingen", apreendendo da
obra de Andreae a forma de utilizar o vocabulário alquímico para descrever
de forma metafórica o que se passa no interior de um indivíduo durante tal
processo.
Para Novalis, a transmutação alquímica consistia na transformação do próprio
homem: "Somos Filhos de Deus. Sementes Divinas. Um dia, seremos o que nosso
Pai é." Ele falava do "ato de se superar", uma ascensão gradual progressiva,
de forma análoga ao processo alquímico de sete fases, que cada ser humano
deveria realizar dentro de si. Para ele, a verdadeira alquimia era realizada
pela palavra criadora da poesia. E por poesia, Novalis entendia o ato
criador, em seu sentido mais amplo, praticado na vida cotidiana, capaz de
dissolver (solutio) os entraves que prendem o homem ao mundo, ao mesmo tempo
em que realiza a
união (coagulatio) íntima
entre o finito
e o infinito.
Novalis estuda
também
Jacob Boehme, cuja
influência
pode ser percebida no
romance
Die Lehrlinge Zu Sais (1798 / 99), texto de profunda
inspiração esotérica
e teosófica.
Em 1800, ele
finaliza a sua
única
coleção acabada de
poemas, ”Hymnen an die Nacht” (Hinos
à Noite), obra que resplandece de simbolismos
herméticos. O
conjunto
de seis
prosas
e versos
líricos
foi publicado na Athenäum, uma revista literária editada por
August Wilhelm Schlegel e por seu irmão
Friedrich Schlegel.
Na sua viagem
a Weimar, conhece pessoalmente
Goethe. Começa a trabalhar na sua escrita com um novo entusiasmo, mas já nessa altura estava seriamente doente.
Falece de tuberculose em
25 de março de 1801em
Weibenfels.
“Bem-aventurado
aquele
que se tornou
sábio,
que já
não especula
sobre
o mundo e
busca
em si
mesmo a Pedra
da Sabedoria
eterna.
Somente o sapiente
é digno de ser
adepto – ele
transmuta tudo
em
vida e ouro, sem precisar de elixires.
A retorta sagrada nele exala – o rei presente nele está –
Delfos também; e
finalmente
ele compreende :
Conhece-te a
ti mesmo
(NOVALIS) |
|
310.3.2 -
Edward Bulwer Lytton
Autor do Romance ocultista: Zanoni
Nasceu em 25 de
maio
de 1803, em Londres.
Era um
exímio aluno
em literatura
clássica, e desde
cedo escrevia
poemas
em Grego
e Latim com
perfeição. Passou por
muitas escolas,
pois
os professores
não
conseguiam acompanhar o
ritmo
dele. Publicou seu
primeiro
trabalho (poemas)
aos 15 anos.
Entrou
em Cambridge aos 19 anos e após isso foi viajar pelo mundo. Ainda em
Cambridge passou a se interessar por astrologia.
Em 1825 estava em
Paris. Casou-se em Londres em 1827. Teve dois filhos. Foi editor
de uma revista
literária. E também
jornalista.
Em 1828 escreveu “O
deserdado” E “Devereux” – o nome
da personagem é Robert Devereux, e a
história
se passa na Inglaterra dos Tudors. Curiosamente, o Conde
de Essex, meio
irmão
de Francis Bacon,
também
se chama Robert Devereux. |
 |
|
Separou-se de sua
esposa,
após voltar da Itália. Acusações de traição
de ambos os
lados. Passou a atuar na
política
britânica, freqüentando a House of Commons. Seu
segundo
pronunciamento
lá foi sobre
o teatro inglês.
A oratória de Bulwer Lytton era incomparável.
Também fez
pronunciamentos
sobre a abolição
da escravatura, falando a
favor
dos negros. Bulwer
tinha
muito interesse
na história da Inglaterra e dedicava
a escrever romances históricos. Escreveu uma
dramática
trilogia obre Oliver Cromwell (que destronou Jayme I no século
XVII). A ópera ‘Rienzi’ de Richard
Wagner, foi baseada
em
um livro
de Lytton com o
mesmo
nome. BL também
escreveu uma peça
sobre
Ricardo III
Seu pai
e seu irmão
eram franco-maçons, mas ele não se ligou
à maçonaria. Foi admitido em uma loja
rosacruz em Frankfurt em 1850. Eliphas Levi foi para
Londres em 1853,
ele
considerava Bulwer Lytton um dos principais exponentes do
ocultismo.
Bulwer
Lytton
recebeu
Eliphas Levi
no
Martinismo
e na
Fraternidade
Rosacruz,
e conferiu a ele um Batismo de Luz.”
Em
1848 escreveu um
grande poema
intitulado “King Arthur”. Era amigo do poeta Tennyson, e
provavelmente foram conversas entre eles sobre o rei
Arthur que estimularam Tennyson a escrever “Os idílios
do rei”. Em
outra obra
de BL, ele
fala
de um mago
egípcio em
exílio. E na obra
ele
fala de um
‘fogo vivo’
como princípio.
BL era amigo
de Charles Dickens, e certa vez
escolheu uma peça
para
Dickens levar ao palco.
A peça
selecionada
era de autoria de Ben Jhonson.
Lytton provavelmente era
clarividente, pois fala com muita autoridade sobre isso. Blavatsky diz que
ele deu a melhor
descrição já
vista dos seres
elementais. Ela diz
que
ele é “alguém
que ainda
é considerado pela misteriosa fraternidade na Índia
como um
membro (dessa
fraternidade).”
Havia uma orden rosacruz na Inglaterra, supostamente
fundada por Francis
Bacon. É dito
que
Lytton era dessa
Ordem
Rosacruz.
Em 1871 foi designado Imperator da
Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA). Na verdade,
foi um titulo
honorário,
pois ele não chegou a frequentar as
reuniões.
Entre os membros
da SRIA estavam John Yarker, A.E.Waite, W.W.Westcott, Frederick Hockley e outros.
Hargrave Jennings (SRIA) trocou cartas com BL e mandou para ele uma copia de seu
livro sobre
os rosacruzes. “Rosacruzes, seus ritos e mistérios”.
Ao receber o livro,
BL respondeu: “Há razões pelas quais não posso
entrar no assunto
da fraternidade rosacruz, uma sociedade que ainda existe, mas
não sob
um nome
em que
possa reconhecidas por outros que não seus membros.
Você, com muita perspicácia, traçou a conexão
da sociedade com
as antigas e simbólicas religiões, e nenhum livro melhor que o seu foi escrito
sobre este
tema, e nem
será escrito, a
não
ser que um membro da fraternidade quebre seu
voto de sigilo...
Certo tempo
atrás, um
grupo pretendendo se
chamar
rosacruz e arrogando pleno conhecimento dos mistérios
se comunicou comigo. Como resposta
mandei a eles a
cifra
do
"iniciado",
e não
obtive resposta.
Foi
afirmado que BL era um elo entre a
‘Nascent Dawn’ (loja) e a SRIA. BL não estava realmente
associado à Ordem,
era apenas
um nome
na lista da SRIA usado para
dar mais prestígio à organização.
É provável
que
BL tenha se associado com os Fraters Lucis, cuja
matriz ficava em
Frankfurt.
Seu filho
Robert Bulwer-Lytton foi um diplomata
britâncio e vice
rei
da India entre 1876-80). A história oficial
diz que ele
morreu em 18 de
janeiro
de 1873, em uma
cidade
litorânea no sul
da Inglaterra.
citações:
“Os homens me
caluniam, e eu dediquei minha vida a
servi-los”
“Uma das coisas
mais
sublimes no mundo,
é a verdade”
Livro Zanoni:
Personagens
importantes
e reais citados no
livro
Zanoni:
- cita Averrois e Paracelso, Shakespeare, Platão e
Platônicos, Pitagóricos, Apolonio de Tyana, Martines de
Pasqualis, Saint-Martin, Mesmer e Cagliostro, Paracelso e Agripa, Leonardo
da Vinci, Jâmblico, Tritêmio, Bernardo Trevizent, Sandivoguius,
Van Helmut, Hermes, Alberto Magno,
Plutarco, Goehte,- Rosacruzes como
sucessores
dos Caldeus e Gimnosofistas.
Referências à
Fraternidade
Rosacruz no Zanoni:
- “Esta fraternidade, se
bem
que respeitável
e virtuosa,
porque
não há no mundo
nenhuma ordem
monástica
que seja mais
rígida na prática
dos preceitos
morais,
nem mais
ardente na fé
cristã – esta fraternidade é apenas um ramo de outras sociedades
ainda mais
transcendentes
nos
poderes que
adquiriram, e ainda
mais
ilustres por
sua origem.
Conhece o senhor a
filosofia
platônica?”
“Os
problemas mais
intricados dos platônicos nunca foram publicados. Suas
obras mais
sublimes conservam-se manuscritas, e
constituem os ensinamentos da iniciação, não só dos Rosacruzes, como
também daquelas
fraternidades
mais nobres
a que me
referi. Porém,
ainda
mais solenes
e sublimes
são
os conhecimentos
que
podem respigar-se de seus antecessores, os Pitagóricos, e das imortais obras
mestras de Apolônio”.
“A
faculdade de falar
diversos idiomas
era a que
possuia uma seita,
cujos
ensinamentos e
poderes
não puderam ser
conhecidos senão
parcialmente, e
que
se chamavam Rosacruzes... Pertencia Zanoni a esta
mística
Fraternidade que
se gabava de possuir
segredos
entre os quais
o da Pedra Filosofal era o mais insignificante; que
se considerava herdeira de tudo o que os
Caldeus, os Magos, os Gimnosofistas e
os
Platônicos haviam ensinado, e que diferia de todos
os tenebrosos
filhos
da magia pelas virtudes
de sua vida,
pela pureza
de suas
doutrinas,
por sua
insistência, como
base de toda
a sabedoria,
em
subjugar os sentidos
e pela
intensidade
da fé
religiosa.”
“Existe
uma Irmandande cujas leis
e mistérios
são
ignorados pelos
homens
mais estudiosos.
Estas leis impõe a
todos
os seus filiados o
dever
de advertir, ajudar
e guiar até os mais remotos descendentes do que
tem se esforçado, embora em vão, como seu avô, por conhecer os mistérios
da Ordem ... e
mais
ainda: se o exigem de nós, havemos de aceitá-los por
discípulos. Eu
sou um membro
dessa sociedade cuja
memória se perde
em
tempos antiquíssimos.”
(Zanoni a
Glyndon)
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310.3.3 -
Johann
Valentin Andreae (1586-1664)
Johann
Valentin Andreae
nasceu
em
Herrenberg, em 17 de agosto de 1586, filho
de Johann Andreae, pastor
luterano.
Em 1605, quando
Valentian Andreae tinha 15 anos, seu pai morre na flor
da idade em
ascendente
carreira
no clero
luterano. A mãe de
Andreae, mulher
instruída, a fim de
buscar
guarida para
a família, se
muda
para Tübingen, às margens
do rio Neckar, onde
seu sogro,
Jacob Andreae, também chamado de "o
Lutero de Wurtterberg" era reitor da Universidade.
O velho Jacob
era
afeito à alquimia,
e desde cedo
colocou J. V. Andreae em contato com
esta tradição
espiritual
antiquíssima. De 1601 a 1606, J. V. Andreae fez seus
estudos em
Teologia e
Ciências
Naturais, destacando-se nos estudos de
optica, geometria,
letras
e teologia, para
receber precocemente
(1604) o título de
mestre.
Além disto, envolveria-se com os maiores alquimistas de seu
tempo, entre
eles Cristopher Besold, fluente em 9 línguas, teólogo
brilhante e estudioso
de cabala hebraica, conhecia a fundo as obras
de Pico della Mirandola, Giordano
Bruno, Eckhart, Ruysbroek e do autor
de “Imitação de Cristo”
(conhecido
como
Thomas de Kempis). Apesar de sua vasta cultura, Besold considerava que
nenhuma teoria
ou
sistema de
conhecimento
exterior poderia
levar ao conhecimento
absoluto e duradouro:
para ele, a maior sabedoria
era NADA
saber.
Besold
também
considerava a erudição um obstáculo para a verdadeira devoção
e que a mera
curiosidade
intelectual
obstruía a revelação de Deus no homem.
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Dizia que a Reforma
tinha
falhado em
reformar o coração
dos homens: a “justificação
pela fé”
de Lutero era
insuficiente.
Sem a imitação
de Cristo,
isto
é, a alquimia
real,
não era
possível reformar
verdadeiramente o mundo.
Em 1607 Johann Valentin Andreae foi
envolvido no lançamento de um panfleto satírico que
ridicularizava Matthäus Enzlin, conselheiro
privado do
príncipe.
Por isso,
seu exame final não foi
aceito. Aconselhado por seus protetores,
partiu em
viagem
para afastar de si as
atenções.
Valentin Andreae se tornou por algum tempo preceptor de jovens
nobres e viajou para
a França, Suíca, Áustria e Itália. Foi também
em 1607 que
ele se tornou um
membro ativo
do “Círculo de Tübingen”, junto com
Tobias Hess e Christoph Besold. Os caminhos
desses três
amigos
só se separaram
em
1614, com a morte
de Tobias Hess.
Durante o
período
entre 1607 e 1616, os "manifestos rosacruzes" foram elaborados e lançados:
-
FAMA FRATERNITATIS:
1614 (com
versões clandestinas,
desde 1610)
-
CONFESSIO FRATERNITATIS:
1615
-
AS
NÚPCIAS ALQUÍMICAS DE CHRISTIAN ROSENKREUZ:
1616.
Em
1612, Andreae retomou
seus
estudos
acadêmicos
em Tübingen e faz
seu
exame
final
em 1614.
Após o
exame
final, tornou-se
diácono
em Vaihingen. No
mesmo
ano, casou-se
com Agnes Elisabeth Grüninger,
filha do
famoso
teólogo
luterano Jushua Grüninger (Besold seria
padrinho de
seus
três
filhos).
Em 1617, Johann Valentin Andreae torna-se
membro
fundador da "Fruchtbringende Gesselschaft" (Sociedade
Frutificadora),
criada
pelo
príncipe Ludwuig de Anhalt, ao
lado de
outros
nobres, inspirada
nos
preceitos da "Orden der indissolubilisten"
("Ordem dos
Inseparáveis"),
talvez a
mais
antiga
ordem iniciática da Europa, fundada
em 1577.
Documentos
que atravessaram os
séculos, guardados
pela
loja
maçônica "Zu Freudschaft" ("Em
Irmandade") de Berlim, revelam
que a "Fruchtbringende Gesselschaft"
era
baseada
em
preceitos alquímicos e
que propunha uma
completa reforma
espiritual do
mundo,
temas
também
presentes
nos
manifestos publicados
entre 1614 e 1616. Johan Valentin Andreae,
muito provavelmente pertenceu
também à "Ordem dos
Inseparáveis",
cujos
manuscritos inspirariam a "Gold-und-Rosencreutz"
("Rosa
Cruz de
Ouro") do
século XVIII. Inspirado
por
seus
ideais, sonhando
com a reforma do
mundo
pela verdadeira
luz, teria
criado o
nome
fictício de Christian Rosenkreuz, provavelmente
basendo-se na
figura de
seu
professor, Cristoph Besold,
como
personagem simbólico, e teria sido o
autor dos
manifestos rosacruzes publicados de 1614 a 1616.
Em
1618, fundou a Sociedade
Cristã, cujos 26
membros
incluíam Christoph Besold e Johann Arndt. Apesar
de já falecido, Andreae incluiu o nome de Tobias Hess entre
seus membros
também.
Além de ter
sido o mais
provável
autor dos
manifestos
rosacruzes (questão ainda
polêmica), publicaria uma série de outros
trabalhos: Theodosius (1610, sobre educação,
agora perdido), Cosmoxenus (1612),
Collectaneorum mathematicorum (1614), Turbo
(1616), Theca (1616), Menippus (1617), Invitatio (1617),
Mitologia
Cristã (1618), Christianopolis (1619), Turris Babel
(1619), Theophilus (1623), uma autobiografia
(1642), e muitos
outros.
Em 1634, durante
a Guerra dos 30
anos, Calw foi saqueada e incendiada e Andreae fuggiu
com
sua família.
Seguiu-se fome e
praga.
Durante a viagem,
um de seus
filhos morreu.
Ele
também perdeu sua
livraria, sua
coleção de arte
(pinturas
originais
de Durer, Cranach e Holbein) e quase todos os seus manuscritos.
Entre 1634 e 1638,
ele
procurou reconstruir Calw.
Em 1639, foi escolhido pregador e conselheiro
da corte em
Stuttgart.
Em 1641, recebeu
um
doutorado em
teologia em
Tübingen.
Durante seus
últimos anos,
reorganizou as igrejas luteranas em Wurttemberg.
Em 1650, ele
foi para a Escola
Luterana em
Bebenhausen, na vizinhança de Tübingen, como superintendente
geral e abade.
Após quatro anos, foi nomeado abade
titular de Adelberg e foi morar
em Stuttgart,
onde
morreu alguns meses
depois. |
|
310.3.4 - Francis
Bacon
Francis Bacon, também referido como
Bacon de Verulâmio (Londres, 22 de Janeiro de 1561 — Londres, 9 de abril de
1626) foi um político, filósofo e ensaísta inglês, barão de Verulam (ou
Verulamo ou ainda Verulâmio), visconde de Saint Alban. É considerado como o
fundador da ciência moderna.
Desde cedo, sua educação orientou-o para a
vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a
câmara dos comuns.
Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I,
desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613),
guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi
nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de Saint Alban. Também em 1621,
Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de pesada multa, foi
também proibido de exercer cargos públicos.
Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a
ciência era exaltada como benéfica para o homem. |
 |
|
Em suas investigações, ocupou-se especialmente
da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de
"fundador da ciência moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum
Organum.
Francis Bacon foi um dos mais
conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o
posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Estudiosos apontam
como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama
Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de
Christian Rozenkreuz (1616).
Filosofia
O pensamento filosófico de Bacon representa a
tentativa de realizar aquilo que ele mesmo chamou de Instauratio magna
(Grande restauração).
A realização desse plano compreendia uma série
de tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da
época, acabaria por apresentar um novo método que deveria superar e
substituir o de Aristóteles.
Esses tratados deveriam apresentar um modo
específico de investigação dos fatos, passando, a seguir, para a
investigação das leis e retornavam para o mundo dos fatos para nele promover
as ações que se revelassem possíveis. Bacon desejava uma reforma completa do
conhecimento. A tarefa era, obviamente, gigantesca e o filósofo produziu
apenas certo número de tratados. Não obstante, a primeira parte da
Instauratio foi concluída.
A reforma do conhecimento é justificada em uma
crítica à filosofia anterior (especialmente a Escolástica), considerada
estéril por não apresentar nenhum resultado prático para a vida do homem. O
conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e
dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica,
também é criticada. Demócrito, contudo, era tido em alta conta por Bacon,
que o considerava mais importante que Platão e Aristóteles.
A ciência deve restabelecer o imperium hominis
(império do homem) sobre as coisas. A filosofia verdadeira não é apenas a
ciência das coisas divinas e humanas. É também algo prático. Saber é poder.
A mentalidade científica somente será alcançada através do expurgo de uma
série de preconceitos por Bacon chamados ídolos. O conhecimento, o saber, é
apenas um meio vigoroso e seguro de conquistar poder sobre a natureza.
Classificação das ciências:
Preliminarmente, Bacon propõe a classificação
das ciências em três grupos:
a poesia ou ciência da imaginação;
história ou ciência da memória;
filosofia ou ciência da razão.
A história é subdividida em natural e civil e
a filosofia é subdividida em filosofia da natureza e em antropologia.
Ídolos
No que se refere ao Novum Organum, Bacon
preocupou-se inicialmente com a análise de falsas noções (ídolos) que se
revelam responsáveis pelos erros cometidos pela ciência ou pelos homens que
dizem fazer ciência. É um dos aspectos mais fascinantes e de interesse
permanente na filosofia de Bacon. Esses ídolos foram classificados em quatro
grupos:
1) Idola Tribus (ídolos da tribo). Ocorrem por
conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela
facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os
desfavoráveis. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à
própria tribo ou raça humana. Astrologia, alquimia e cabala são exemplos
dessas generalizações;
2) Idola Specus (ídolos da caverna). Resultam
da própria educação e da pressão dos costumes. Há, obviamente, uma alusão à
alegoria da caverna platônica;
3) Idola Fori (ídolos da vida pública). Estes
estão vinculados à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos;
4) Idola Theatri (ídolos da autoridade).
Decorrem da irrestrita subordinação à autoridade (por exemplo, a de
Aristóteles). Os sistemas filosóficos careciam de demonstração, eram pura
invenção como as peças de teatro.
O método
O objetivo do método baconiano é constituir
uma nova maneira de estudar os fenômenos naturais. Para Bacon, a descoberta
de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico mas
sim da observação e da experimentação regulada pelo raciocínio indutivo. O
conhecimento verdadeiro é resultado da concordância e da variação dos
fenômenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos
fenômenos.
Para isso, no entanto, deve-se descrever de
modo pormenorizado os fatos observados para, em seguida, confrontá-los com
três tábuas que disciplinarão o método indutivo:
a tábua da presença (responsável pelo registro
de presenças das formas que se investigam), a tábua de ausência
(responsável pelo controle de situações nas quais as formas pesquisadas se
revelam ausentes)
e a tábua da comparação (responsável pelo
registro das variações que as referidas formas manifestam). Com isso, seria
possível eliminar causas que não se relacionam com o efeito ou com o
fenômeno analisado e, pelo registro da presença e variações seria possível
chegar à verdadeira causa de um fenômeno. Estas tábuas não apenas dão
suporte ao método indutivo mas fazem uma distinção entre a experiência vaga
(noções recolhidas ao acaso) e a experiência escriturada (observação
metódica e passível de verificações empíricas). Mesmo que a indução fosse
conhecida dos antigos, é com Bacon que ela ganha amplitude e eficácia.
O método, no entanto, possui pelo menos duas
falhas importantes. Em primeiro lugar, Bacon não dá muito valor à hipótese.
De acordo com seu método, a simples disposição
ordenada dos dados nas três tábuas acabaria por levar à hipótese correta.
Isso, contudo, raramente ocorre. Em segundo
lugar, Bacon não imaginou a importância da dedução matemática para o avanço
das ciências. A origem para isso, talvez, foi o fato de ter estudado em
Cambridge, reduto platônico que costumava ligar a matemática ao uso que dela
fizera Platão.
Obras jurídicas
Figuram entre seus principais trabalhos
jurídicos os seguintes títulos: The Elements of the common lawes of England
(Elementos das leis comuns da Inglaterra), Cases of treason (Casos de
traição), The Learned reading of Sir Francis Bacon upon the statute os uses
(Douta leitura do código de costumes por Sir Francis Bacon).
Obras literárias
Sua obra literária fundamental são os Essays
(Ensaios), publicados em 1597, 1612 e 1625 e cujo tema é familiar e prático.
Alguns de seus ditos tornaram-se proverbiais e os Essays tornaram-se tão
famosos quanto os de Montaigne. Outros opúsculos, no âmbito literário:
Colours of good and evil (Estandartes do bem e do mal), De sapientia veterum
(Da sabedoria dos antigos). No âmbito histórico destaca-se History of Henry
VII (História de Henrique VII) .
Obras filosóficas
As obras filosóficas mais importantes de Bacon
são Instauratio magna (Grande restauração) e Novum organum. Nesta última,
Bacon apresenta e descreve seu método para as ciências. Este novo método
deverá substituir o Organon aristotélico.
Seus escritos no âmbito filosófico podem ser
agrupados do seguinte modo:
1) Escritos que faziam parte da Instauratio
magna e que foram ou superados ou postos de lado, como: De interpretatione
naturae (Da interpretação da natureza), Inquisitio de motu (Pesquisas sobre
o movimento), Historia naturalis (História natural), onde tenta aplicar seu
método pela primeira vez;
2) Escritos relacionados com a Instauratio
magna, mas não incluídos em seu plano original. O escrito mais importante é
New Atlantis (Nova Atlântida), onde Bacon apresenta uma concepção do Estado
ideal regulado por idéias de caráter científico. Além deste, destacam-se
Cogitationes de natura rerum (Reflexões sobre a natureza das coisas) e De
fluxu et refluxu (Das marés);
3) Instauratio magna, onde Bacon procura
desenvolver o seu pensamento filosófico-científico e que consta de seis
partes: (a) Partitiones scientiarum (Classificação das ciências),
sistematização
do conjunto do saber humano, de acordo com as
faculdades que o produzem; (b) Novum organum sive Indicia de
interpretatione naturae (Novo método ou Manifestações sobre a interpretação
da natureza), exposição do método indutivo, trabalho esse que
reformula e repete o Novum organum; (c)
Phaenomena universi sive Historia naturalis et experimentalis ad condendam
philosophiam (Fenômenos do universo ou História natural e experimental para
a fundamentação da filosofia), versa sobre a coleta de dados empíricos; (d)
Scala intellectus, sive Filum labyrinthi (Escala do entendimento ou O Fio do
labirinto), contém exemplos de investigação conduzida de acordo com o novo
método; (e) Prodromi sive Antecipationes philosophiae secundae (Introdução
ou Antecipações à filosofia segunda), onde faz considerações à margem do
novo método, visando mostrar o avanço por ele permitido; (f) Philosophia
secunda, sive Scientia activa (Filosofia segunda ou Ciência ativa), seria o
resultado final, oragnizado em um sistema de axiomas.
1558 — Morte de Maria I, que é sucedida por
Elizabeth I.
1561 — Nasce Francis Bacon.
1564 — Nasce Galileu Galilei
1576 — Bacon viaja para França.
1582 — Giordano Bruno publica As sombras das
idéias.
1588 — Derrota da Invencível Armada.
1596 — Nasce Descartes.
1600 — Giordano Bruno é condenado e executado.
1618 — Bacon é Lorde Chanceler e barão de
Verulam.
1623 — Nasce Blaise Pascal.
1626 — Morte de Bacon.
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310.3.5 - Gottfried Wilhelm Leibniz
“Todo aquele que só me conhece por minhas
publicações não me conhece”
Gottfried Wilhelm Leibiniz nasceu em 1 de Julho de 1646, em Leipzig,
em uma família luterana de origem eslava. O pai, Friedrich Leibniz, era
jurisconsulto e professor de Moral na Universidade e a mãe era filha de um
professor de Direito.
Entre 1652 e 1661 Leibniz estudou na Nicolai-Schule. Fez leituras extensas
na biblioteca do pai, onde teve contato com escritores e filósofos da
antiguidade e com autores escolásticos. Também aprendeu latim e grego
Leibniz entrou na Universidade de Leipzig em 1661. Lá ele acompanhou o
curso padrão de dois anos, de artes, que incluía filosofia, retórica,
matemática, latim, grego e hebraico e é lá que começa a ler os filósofos
modernos, principalmente Francis Bacon (pai do método científico) e Thomas
Hobbes.
Em 1663 escreveu sua tese de bacharelato sobre
o princípio da individuação e começa a estudar sobre Lógica. Na Universidade
de Iena ele segue o ensino de Erhardt Weigel, um metafísico, jurista e
matemático que afirmava que o Número é a realidade fundamental do universo,
assim como dizia Pitágoras. |
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Em
1664 começa seus estudos jurídicos. Nos dois anos seguintes escreve De arte
combinatória, onde estuda o método das permutações e esboça uma simbólica
universal. Leibniz filia-se à Sociedade alquímica Rosa-Cruz de Nuremberg e
se torna o secretário da Sociedade.
Leibniz seguia coerentemente a tradição do segredo e até o dia da sua
morte conservou vivo interesse pela alquimia. Logo após, em uma cidade
próxima, ele defende sua tese de doutorado em Direito.
Em 1667 ele escreve um Novo método para aprender e ensinar jurisprudência.
E, a partir deste ano até 1669, escreve tratados cristãos.
No ano seguinte Leibniz se torna conselheiro na corte superior do Eleitorado
de Mogúncia. Escreve tratados sobre política, sobre física (Hipótese física
nova) e sobre filosofia.
Em 1672 ele vai a Paris em missão diplomática, onde permanecerá até Outubro
de 1676. Sua estada em Paris foi interrompida apenas por uma viagem a
Londres em 1673, onde encontra com o físico Boyle e com os matemáticos Wren,
Pell e Oldenburg. Nessa época ele escreve a Confessio philosophi, um diálogo
sobre a predestinação, e é eleito para a Royal Society.
Em 1676 ocorre sua “descoberta” do cálculo infinitesimal, a mais importante
realização matemática de Leibniz. Neste mesmo ano ele deixa Paris e vai para
Hanôver, onde terá um cargo de bibliotecário, fazendo um desvio por Londres
e pela Holanda, onde encontra o filósofo Espinosa. Neste ano ele também
traduz dois textos de Platão, seu grande herói filosófico
Entre 1677 e 1680 Leibniz trabalha na área política, tendo sido nomeado
conselheiro áulico em Hanôver.
Em 1682 ele contribui para a fundação de uma revista científica em Leipzig,
as Atas eruditas. Em 1684 escreve Meditações sobre o conhecimento, A verdade
e As idéias e Nova methodus pro maximis et minimis, uma exposição completa
do cálculo infinitesimal.
No ano seguinte Leibniz é nomeado historiógrafo da casa de Brunswick. Em
1686 publica seu Discurso de Metafísica. Ele costumava referir-se à sua
teoria metafísica como “Sistema de Harmonia Preestabelecida”
Entre 1687 e 1890 ele viaja pela Áustria, Alemanha e Itália. No último ano
aperfeiçoa a teoria da harmonia preestabelecida e soluciona o problema de
comunicação das substâncias.
Em 1692 Leibniz contribui para elevar o estado de Hanôver a eleitorado e nos
três anos seguintes publica, respectivamente, Codex júris gentium
diplomaticus, Sobre a reforma da filosofia primeira e sobre a noção de
substância e Novo sistema da natureza e da comunicação das substâncias.
Em 1697 escreve Sobre a origem radical das coisas, uma exposição do
mecanismo metafísico que faz do mundo existente “a mais admirável das
maquinas e a melhor das repúblicas” e publica uma seleta de sua
correspondência com missionários sobre a China. Leibniz estudou a filosofia
chinesa.
Em 1672 ele vai a Paris em missão diplomática, onde permanecerá até Outubro
de 1676. Sua estada em Paris foi interrompida apenas por uma viagem a
Londres em 1673, onde encontra com o físico Boyle e com os matemáticos Wren,
Pell e Oldenburg. Nessa época ele escreve a Confessio philosophi, um diálogo
sobre a predestinação, e é eleito para a Royal Society.
Em 1676 ocorre sua “descoberta” do cálculo infinitesimal, a mais importante
realização matemática de Leibniz. Neste mesmo ano ele deixa Paris e vai para
Hanôver, onde terá um cargo de bibliotecário, fazendo um desvio por Londres
e pela Holanda, onde encontra o filósofo Espinosa. Neste ano ele também
traduz dois textos de Platão, seu grande herói filosófico.
Entre 1677 e 1680 Leibniz trabalha na área política, tendo sido nomeado
conselheiro áulico em Hanôver.
Em 1682 ele contribui para a fundação de uma revista científica em Leipzig,
as Atas eruditas. Em 1684 escreve Meditações sobre o conhecimento, A verdade
e As idéias e Nova methodus pro maximis et minimis, uma exposição completa
do cálculo infinitesimal.
No ano seguinte Leibniz é nomeado historiógrafo da casa de Brunswick. Em
1686 publica seu Discurso de Metafísica. Ele costumava referir-se à sua
teoria metafísica como “Sistema de Harmonia Preestabelecida”.
Entre 1687 e 1890 ele viaja pela Áustria, Alemanha e Itália. No último ano
aperfeiçoa a teoria da harmonia preestabelecida e soluciona o problema de
comunicação das substâncias.
Em 1692 Leibniz contribui para elevar o estado de Hanôver a eleitorado e nos
três anos seguintes publica, respectivamente, Codex júris gentium
diplomaticus, Sobre a reforma da filosofia primeira e sobre a noção de
substância e Novo sistema da natureza e da comunicação das substâncias
Em 1697 escreve Sobre a origem radical das coisas, uma exposição do
mecanismo metafísico que faz do mundo existente “a mais admirável das
maquinas e a melhor das repúblicas” e publica uma seleta de sua
correspondência com missionários sobre a China. Leibniz estudou a filosofia
chinesa.
Em sua obra “As Noções Inatas” Leibiniz afirma:
- Tendo atravessado de novo o mar, após haver encerrado os meus afazeres na
Inglaterra ... agora me sinto muito fortalecido pela excelente obra que um
ilustre inglês, o qual tenho a honra de conhecer particularmente, publicou,
obra reimpressa várias vezes na Inglaterra, sob o modesto título de “Ensaio
sobre o Entendimento Humano”. Tirei muito proveito da leitura desta obra, e
também da conversação com o seu autor, que tive muitas vezes em Londres e
algumas vezes em Oates, na casa de Milady Masham (amiga de Locke), digna
filha do célebre Cudworth (representante principal da escola platônica de
Cambridge), notável filósofo e teólogo inglês.
- ... vejo como se deve explicar racionalmente os que enxergam vida e
perfeição em todas as coisas, como a Senhora Condessa de Conway, platônica,
e o nosso amigo, o falecido François Mercure van Helmont, e também como o
amigo deste, o falecido Henry More (pertenceu à escola platônica de
Cambridge).
O Pensamento de Leibiniz:
- os mais perfeitos de todos os seres e os que ocupam menos espaço, isto é,
os que menos importunam, são os espíritos, cujas perfeições são as virtudes.
- Nossa alma exprime Deus, o universo e todas as essências, assim como todas
as existências.
- Deus é o sol e a luz das almas
- Não é suficiente considerar Deus como princípio e causa de todas as
coisas, é também necessário considera-lo como Monarca absoluto da mais
perfeita Cidade ou República perfeita dos Espíritos, tal como a do universo
composto do conjunto de todos os espíritos.
- Deus tem mais cuidado com a mais ínfima das almas inteligentes do que com
toda a máquina do mundo
(Discurso de Metafísica)
- Além do mundo, ou agregado das coisas finitas, existe um ser dominante,
não só como em mim a alma, ou melhor, como o próprio eu em meu corpo, mas
num plano muito mais elevado
- A indiferença nasce da ignorância, e quanto mais sábia for a pessoa, mais
será determinada para o mais perfeito
- Encontramos a razão última da realidade em um Ser único que somente pode
ser procurado numa única fonte. Dessa fonte as coisas existentes emanam e
se produzem continuamente, e por ela foram produzidas
- Saiba-se que o universo também não será suficientemente perfeito,
resguardada a harmonia universal, se não se cuidar dos indivíduos. Disso não
pode haver melhor medida que a própria lei da justiça, mandando que cada um
participasse da perfeição do universo e da felicidade própria, na medida do
poder próprio e do que fez em favor do bem comum da vontade, pelo qual se
executa aquilo que chamamos de caridade
(Da Origem Primeira das Coisas)
- os vestígios gravados no cérebro não são idéias, pois tenho por certo que
a mente é outra coisa que o cérebro ou qualquer parte mais sutil da
substância do cérebro
- as ações de uma pessoa representam seu espírito, e o próprio mundo, de
certa maneira, representa Deus
(O Que é a Idéia)
- A meu ver, o espaço é algo puramente relativo, como o tempo. Não há espaço
onde não existe matéria, e o espaço em si mesmo não é uma realidade
absoluta.
(Correspondência com Clarke)
- Poucas pessoas concebem sequer que a vida futura, tal como a verdadeira
religião e até a verdadeira razão ensinam, seja possível; muito menos
concebem a sua probabilidade, para não falar de sua certeza.
- O Sr.Bacon começou a elaborar normas para a arte de experimentar, sendo
que o Sr.Boyle demonstrou grande talento em pô-las em prática.
(Novos Ensaios)
Em suas obras Leibniz cita Jacob Boehme, R.Fludd, Comênius, Ragockzy,
Procolo, Raimundo Lullio, Sócrates, Pitágoras e cita muito Platão. Também
cita John Wilkins (secretário da Royal Society de Londres que morreu em
1672). Fala da língua tártara e dos calmucos.
um pouco mais sobre ele
Leibniz (1646-1716) manteve contato direto com Van Helmont e Lady
Conway, por correspondência e quando esteve na Inglaterra. E os dois tiveram
influência nas idéias de Leibniz – Mercúrio o introduziu na kabala e ele
também fez anotações do texto de Lady Conway .Esta influência é mostrada por
Marjorie Nicolson na edição das cartas (‘Conway Letters’ – Claredon Press,
Oxford) e por Coudert em ‘Leibniz e a Kabala’’ (Boston, 1995).
Como Lady Conway o filósofo Leibniz rejeitou as idéias de Descartes e
considerou o tempo e o espaço como relativos. Em uma carta para Thomas
Burnett (1697) Leibniz diz: ‘minha visão filosófica se aproxima de modo
muito próximo das idéias da falecida condessa Conway’. Esta influência
estaria na Teodicéia de Leibniz.
Em ‘Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano’ Leibniz se refere aos que
enxergam vida e perfeição em todas as coisas, ‘como Cardan, Campanella, a
platônica senhora Condessa Conway e o nosso amigo Francis Mercure van
Helmont’. Nessa obra também diz que ‘Bacon começou a elaborar normas para a
arte de experimentar, sendo que o senhor Boyle demonstrou grande talento em
pô-las em prática’. Cita Wilkins, Comênius e Tritêmio.
Leibniz era interessado em Alquimia e rosacrucianismo, tendo mantido
contato com Robert Boyle em 1673. Nesse período se relacionou com o grupo
inicial da Royal Society. Diz que manteve muitas conversações com John Locke
(também do núcleo rosacruz) em Londres e algumas vezes em Oates, na casa de
Milady Masham – a filha de Cudworth, ‘notável filósofo e teólogo inglês’
[principal representante da escola platônica de Cambridge].
Em sua ‘Monadologia’ há influências de Pitágoras ,Giordano Bruno e Anne
Conway. |
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310.3.6 -Jan
Amos Comenius
(1592-1670)
João Amós Comênio (Comenius) (1592-1670), foi batizado com
este nome em homenagem ao pré-reformador João Huss (c. 1369-1415) e
iniciador da Igreja Morávia (Irmãos Unidos).[154] Aquele que seria conhecido
como "Pai da Didática Moderna",[155] – teve uma vida difícil: órfão aos 12
anos (1604), foi acolhido por uma tia paterna. Neste período pôde estudar na
escola dos Irmãos Unidos (1604-1605). Somente aos 16 anos (1608) é que
entrou para a escola latina de Prerau.
Em 1611 ingressou na Universidade de Herborn e
em 1613 foi admitido na Universidade de Heidelberg (Alemanha), onde estudou
teologia. Em 26 de abril de 1616 é ordenado pastor. Desde 1618 exerce o
pastorado na cidade de Fulnek, na Morávia. No entanto, com a invasão da
Boêmia e de sua cidade, que é saqueada e queimada, Comênio é
proscrito em 1621, perde sua biblioteca e manuscritos e, o pior: sua mulher,
grávida, e seus dois filhos morrem vitimados pela peste. Ele passou a ter
uma vida errante pela Europa. |
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No
entanto, apesar de suas tribulações Comênio pôde produzir uma obra
vastíssima ligada especialmente à educação (mais de 140 tratados), sendo o
seu principal trabalho – que resume bem a sua obra –, a Didática Magna
(escrita em 1632 e publicada em latim em 1657). O método audiovisual
encontrou a sua gênese em Comênio. De fato, ele foi o “evangelista da
moderna pedagogia”.[156] Ele foi o último bispo da Igreja dos Irmãos Boêmios
(1632).[157]
Comênio foi o filósofo da educação e o educador mais importante do
século XVII e um dos mais importantes de toda a história, tendo a sua obra
exercido grande influência durante a sua vida e especialmente nos séculos
posteriores, sendo um dos incentivadores da Escola Pública. Há evidências de
que ele teria sido convidado por John Winthrop Jr. (1606-1676), a presidir o
Harvard College (1642), cargo que de fato nunca ocupou.
Na realidade, Comênio recebeu ao longo da vida diversos convites, os
quais não pôde atender, como o do Cardeal Richelieu da França, da cidade de
Hamburgo e de alguns nobres poloneses. Em 1641 Comênio atendeu o
convite de Luís de Gerr, que em nome do rei Gustavo Adolfo da Suécia, o
solicitou para que ajudasse a reformar o sistema de escola nacional
sueco[159] Em 1656 ele foi, à convite, viver na Holanda, onde passou o resto
de seus dias. Morreu em 15 de novembro de 1670. O filósofo luterano G.W.
Leibniz (1646-1716), então com 24 anos, dedicou-lhe os seguintes versos:
“Tempo virá em que a multidão dos homens de bem te honrará e honrará não
somente tuas obras, mas também tuas esperanças e teus votos”.
• Jan Amos Komensky, nome original de Comenius, nasceu no seio
de uma comunidade denominada Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia (região da
Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia; atual República
Tcheca), que descendia de grupos hussitas.
• Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores
educadores do século XVII: concebeu uma teoria humanista e espiritualista da
formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou
tidas como muito avançadas.
• Na Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia vivia-se, segundo normas cristãs
muito severas, em comunhão de bens; tinham um sistema de ensino próprio.
• Ele denomina a Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia, da qual ele foi um
dos líderes principais antes de seu desaparecimento, como Fraternitas Rosae
Crucis.
• Comenius considerava Johann Valentin Andreae sua primeira fonte de
inspiração, considerando-o “um homem de espírito ígneo de inteligência
pura”.
• Comenius contactou Andreae e recebeu deste o archote para dar
continuidade ao trabalho iniciado.
• Comenius perdeu sua casa, sua biblioteca, sua esposa e um de seus
filhos durante a a Guerra dos 30 anos, sendo obrigado a deixar sua
comunidade e entrar na clandestinidade.
• Apesar de ter uma vida bastante atribulada e movimentada, produziu cerca
de 200 títulos.
curiosidade Comenius que, em 1956, foi homenageado pela Unesco e
considerado por esta organização como o seu mentor espiritual.
outra fonte biográfica:
http://www.centrorefeducacional.com.br/comenius.htm
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310.3.7 - Robert
Fludd
(1574 - 1637)
Roberto Fludd nasceu em Milgate (Kent), Inglaterra, no ano de 1574,
sendo seu pai um nobre daquele país. Foi médico, filósofo e escritor – um
verdadeiro polígrafo. Viajou pela França, Alemanha, e Espanha, indo depois
estabelecer-se em Londres, onde iniciou a sua carreira médica.
Nesta capital européia praticou a medicina com êxito, e diz-se que combinava
a cura espiritual com o tratamento puramente médico. Nos países mencionados,
com a convivência de homens de ciência, aperfeiçoou os seus conhecimentos de
Filosofia, Medicina, História Natural, Alquimia e Teosofia, que tinha
adquirido em Oxford, tornando-se um dos homens mais eruditos do seu tempo.
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Adversário dos "peripatéticos" (os que seguem a filosofia de Aristóteles), e
em geral de toda a filosofia pagã, introduziu na Inglaterra a filosofia
natural e a teosofia de Paracelso e de Cornélio Agripa. Tal como Paracelso,
esforçou-se por formar um sistema de filosofia fundado na identidade da
verdade espiritual e física.
Nos seus escritos notam-se as antigas doutrinas rosacrucianas que se
consubstanciam nisto: o Universo e todas as coisas procedem de Deus – o
princípio e o fim de todas as coisas, que a Ele retornarão.
O acto de criação é a reparação do princípio activo (luz), do principio
passivo (obscuridade) no seio da unidade divina (Deus).
Para ele, como para qualquer rosacruciano, a unidade de toda a vida é um
facto indiscutível. A sua explicação do acto da Criação recorda-nos o
princípio do evangelho de S. João, no qual este fala do papel que a Luz
(Espírito) e as trevas (matéria) desempenham na Criação do Universo. Fludd
diz que o universo consiste em três mundos: o arquetípico (Deus), o
macrocosmo (o mundo) e o microcosmo (o homem). Este é o mundo em miniatura.
Todas as partes de ambos se correspondem simpaticamente, actuando uma sobre
a outra.
Com tais opiniões, dá-nos a entender que também para ele era certa a verdade
do axioma hermético: "Como em cima é em baixo, e como em baixo é em cima".
Diz ainda que é possível para o homem (e também para o mineral e para a
planta) sofrer a transformação e obter imortalidade. Ora, isto não é mais
que a expressão, por outras palavras, do princípio da evolução. O sistema de
Fludd pode ser descrito como um panteísmo materialista apresentado em
fórmulas místicas. Isto quer dizer unicamente que, para ele, o Universo
material não é mais do que Espírito (Deus) cristalizado, sendo uma coisa
vivente e o corpo de Deus, tal como o aprendemos na nossa Filosofia Rosacruz.
Alegoricamente interpretado, o sistema de Fludd contém o significado real do
Cristianismo, conforme o revelado ao homem primitivo pelo próprio Deus,
transmitido a Moisés e aos patriarcas por tradição, e revelado pela segunda
vez por Cristo.
Entre as suas obras figuram: Utriusque Cosmi metaphisica atque technica
historica (Oppenheim, 1617); Tracttatus theologiae philosophica (Oppenheim,
1617); Clavis philosophiae et alchymiae Fluddano (Francfort, 1633), obras
nas quais reuniu os dois princípios dominadores da natureza, a simpatia e a
antipatia, com a força magnética universal; De Monochordum Mundi (Francfort,
1623), obra na qual compara o Universo com um monocórdio (instrumento
musical duma só corda).
É notável a sua interpretação do fogo. Segundo Fludd o fogo contém: 1º – uma
chama visível (corpo); 2º – um fogo astral invisível; 3º – um "espírito".
Quando uma chama se extingue no plano material, não faz mais do que passar
do mundo visível ao invisível. Com esta interpretação equipara-se aos
Rosacruzes que também foram chamados os "filósofos do fogo".
O primeiro emblema da Irmandade Rosacruz foi dado a conhecer em 1619, por
Fludd, sob a forma de uma cruz com uma rosa ao meio, colocada sobre um
pedestal com três degraus.
Entre os seus escritos contam-se mais os seguintes: Tractatus apologeticus (Leyden,
1617), que é a defesa detalhada e fogosa dos Rosacruzes contra a
maledicência e a calúnia dos ignorantes e mal intencionados; Apologia
compendiaria fraternitatem de Rosea Cruce suspicionis et infamiae maculis
aspersam abluens (Leyden, 1617).
Como bom rosacruz, Fludd mostra o equilíbrio entre o coração e a mente, que
a nossa filosofia ensina ser absolutamente necessário para o desenvolvimento
perfeito do homem e assim vemos que, apesar de ser um místico, eram também
um homem de muitos e variados recursos, e nunca desdenhou as experiências
científicas.
Fludd morreu em Londres, no dia 8 de Setembro de 1637.
Bibliografia:
A. E. Waite, History of the Rosicrucians, 1887; J.B. Graven, Robert Fludd
the English Rosicrucian, 1902; J. Hunt, Religious Thought in England, 1871;
Thomas De Quincey, The Rosicrucian and Freemasonry, 1871.
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310.3.8 -
Saint-Martin
(1743 - 1803)
Louis Claude de Saint-Martin (1743 - 1803), o "Filósofo
Desconhecido", pensador profundo e grande iniciado, nasceu a 18 de
janeiro de 1743 em Amboise, Tourraine, no centro da França, no seio de uma
família nobre, mas pouco abastada e desconhecida. Logo depois do nascimento
de Saint-Martin, sua mãe faleceu, e ele foi criado pelo pai e por uma
madrasta, pessoa amável e de bom coração, que o iniciou na leitura de
Jacques Abbadie, ministro protestante de Genebra. Com esse autor, apreendeu
a conhecer a si mesmo, relegando a um plano secundário a análise
decepcionante e estéril dos filósofos em voga na época "É à obra de Abbadie,
A Arte de Conhecer a Si Mesmo, que devo meu afastamento das coisas mundanas;
é a Burlamaqui que devo minha inclinação pelas bases naturais da razão; é a
Martinez de Pasqually que devo meu ingresso nas verdades superiores; é a
Jacob Böehme que devo meus passos mais importantes nos caminhos da Verdade." |
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Saint-Martin amava a humanidade e considerava-a melhor do que parecia
ser; e o encanto da sociedade da época levou nosso Filósofo a pensar que a
vivência nas rodas sociais poderia levá-lo ao melhor conhecimento do homem e
conduzi-lo à intimidade mais perfeita com os seus princípios. Assim, agiu
conforme seu pensamento: freqüentou os saraus musicais e toda sorte de
recreações da alta nobreza, desde os passeios ao campo até as conversas com
amigos; os atos de gentileza eram a manifestação de sua própria alma.
A Escola de Pasqually, seu iniciador nas práticas teúrgicas, era a Ordem dos
Elus Cohens do Universo (Sacerdotes Eleitos), revigorada mais tarde pela
ação de Saint-Martin e Jean Baptiste Willermoz, sob a inspiração das obras
de M. Pasqually e de J. Böehme e a partir de suas próprias pesquisas.
Em fins de 1768, Saint-Martin foi iniciado nos três primeiros graus
simbólicos da referida Ordem pela espada de Balzac, avô de Honoré de Balzac,
o famoso romancista francês das primeiras décadas do século XIX. Com efeito,
em carta de 12 de agosto de 1771, dirigida a seu colega Willermoz, de Lyon,
confirmou ter sido iniciado por Balzac e que recebera de uma só vez os três
graus simbólicos. "Não é comum darem-se os três graus simbólicos ao mesmo
tempo; deixam-se, ao contrário", prosseguiu Saint-Martin na referida
carta, "grandes intervalos de tempo entre um grau e outro, segundo o
progresso de cada um."
Assim, Saint-Martin submeteu-se em seguida ao método iniciático de
Pasqually, de quem se tornou secretário particular e discípulo zeloso. Mas
não deixou, logo depois, de criticar seu primeiro Mestre, por não concordar
com tudo o que era feito em tal sistema. Considerava supérfluas todas as
manifestações físicas exteriores e todos os detalhes do cerimonial Cohen:
"São necessárias todas essas coisas para orar a Deus?", perguntou
Saint-Martin a seu mestre Martinez. "É preciso que nos contentemos com o
que temos", respondeu o Grão-Mestre.
Na época em que conheceu Pasqually, tinha pouco mais de vinte e cinco anos e
acabava de debutar no Ocultismo, de sorte que nem todas verdades da
Iniciação pode receber de seu primeiro mestre, com o qual permaneceu cinco
anos. Soube reconhecer mais tarde sua grandeza (porque é bom que se afirme
que Martinez de Pasqually foi um adepto de grande iluminação).
Saint-Martin nunca concordou com a iniciação realizada fora do
silêncio e da realidade invisível, que chamava de centro ou via interior.
Para ele, o interior deve ser o termômetro, a verdadeira pedra de toque do
que passa fora...; e o estudo da Natureza exterior só teria sentido se
conduzisse à senda interior, ativa. Esse estudo poderia, pois, ser útil na
medida em que conduzisse à Verdade, mas a Iniciação, explicava ele a
Kircheberger, deve agir no ser central...
Talvez por esse motivo Saint-Martin tenha iniciado uma série de
viagens, verdadeiros apostolados, para realizar propaganda das idéias
espiritualistas, recolher dados e informações iniciáticas e entrar em
contato com discípulos e homens de ciência. Em todos esses contatos sempre
conquistava novas amizades e discípulos para continuarem sua obra.
Saint-Martin tinha uma conversa muito agradável, uma vez que seu verbo
não fazia senão expressar sua paz interior, seus conhecimentos e a nobreza
de sua alma.Saint-Martin, entretanto, nunca ficou muito ligado ao
rigor das instituições iniciáticas, mas, em razão da problemática da época,
em pleno desenvolvimento da Revolução Francesa, procurou, para a salvaguarda
das suas próprias doutrinas e das tradições de que então já era depositário,
unir-se a grupos ou formar grupos cujos membros desejassem, sinceramente,
dedicar-se ao culto da Verdade e à prática das Virtudes. Estudava,
paralelamente, as doutrinas de Pasqually e de Swedenborg, as primeiras
mostrando-lhe a ciência do Espírito e as segundas a ciência da Alma.
Saint-Martin considerava as obras de Jacob Böehme de uma profundidade
e de um valor inestimáveis e não se achava digno nem de desatar as sandálias
de Jacob Böehme; entendia que seria necessário que o homem se tivesse
tornado pedra ou demônio para não tirar proveito de tais obras.
Foi assim que passou a estudar o alemão, com quase 50 anos de idade, para
melhor penetrar no sentido oculto e no pensamento do autor. Procurou
traduzir para o francês as principais obras do Mestre....
A partir de então, sempre que se referia a Jacob Böehme dizia que o
Iluminado teutônico foi a maior luz que veio a este mundo depois daquele que
era a própria Luz, isto é, o Cristo.
Acredita-se que a chave da iniciação está no desejo do homem de
purificar-se, de evoluir e de atingir a iluminação. Essa evolução é
necessária para remediar a degradação a que o homem se submeteu após a Queda
Original. Antes, o homem podia obrar em conformidade com a Vontade do Pai,
sendo dessa maneira poderoso, mas após ter se revestido de um envoltório
material, suas capacidades espirituais atrofiaram-se e a Vontade e a pureza
de outrora aniquilaram-se. Foi na cidade de Estrasburgo que Saint-Martin
deu a um discípulo a chave de O Homem de desejo, que, por extensão, serve
para a própria Iniciação:
Isto é, antes de Adão ter comido a maçã, o homem podia realizar sua obra sem
esforço; depois, a obra não se concretiza a não ser com a ajuda do fogo
puro, emanado de um ardente suspiro, advindo do grande esforço individual.
Assim, a chave do Homem de Desejo deve nascer do desejo do homem.
Seu livro O Homem de Desejo, publicado pela primeira vez em 1790, são
litânias no estilo do salmista, nas quais a alma humana evolui para o seu
primeiro estágio, num caminho que o Espírito pode ajudá-la a percorrer.
Compreende-se, assim, que o ensinamento deixado por Saint-Martin, e
que veio de Martinez de Pasqually e de Jacob Böehme, era muito profundo e de
natureza divina. Constitui-se uma Escola de Homens de Desejo, ávidos por
adquirirem conhecimentos, uma elite do pensamento, embaçada em um sistema
filosófico iniciático, tendo como objetivo o desenvolvimento moral e
espiritual do homem. Não é uma Escola de especulação abstrata, mas um centro
onde os membros procuram conhecer a doutrina e a experiência dos mestres e
onde procuram vivê-la na vida diária, para atingir a perfeição interior,
através de um processo de autotransformação...
Hoje, a obra de Louis Claude de Saint-Martin continua através dos Grupos de
Iniciados que seguem sua doutrina. A Conquista da Iluminação é o objetivo
último de todos os Homens de Desejo, que encontram nas obras do Mestre e no
seu exemplo, como Homem e como Iniciado, o respaldo necessário para
prosseguir na senda sem desânimo.
Que cada um possa transformar-se em um Novo Homem, renascido pela Luz, que
resplandece na alma de todos, e que engendrará, no futuro, o Homem-Espírito,
o novo Sol que acalentará os corações de todos com seu procedimento e com
sua serenidade.
OBRAS DE LOUIS CLAUDE DE SAINT-MARTIN
1-) Des Erreurs et de la Vérité, ou les Hommes Rappelés au Principe
Universel de la Science. Edimbourg, 1775, 2 vol.
2-) Suite des Erreurs et de la Vérité. A Salomonopolis, Androphile, 1784.
3-) Tableau Naturel des Rapports qui Existent entre Dieu, l'Homme et l'Univers.
Édimbourg. 1782.
4-) L'Homme de Désir. Lyon, 1790.
5-) Ecce Homo. Paris, Cercle Social, 1792.
6-) Le Nouvel Homme. Paris, Cercle Social, 1792.
7-) Letre à un Ami, ou Considérations Philosophiques et Religieuses sur la
Révolution Française. Paris, Louvet, Palais, Égalité, 1796.
8-) Éclair sur l'Association Humaine. Paris, Marais, 1797.
9-) Le Crocodille ou la Guerre du Bien et du Mal, Arrivée sous le Règne de
Louis XV. Paris, Cercle Social, 1798.
10-) Réflexiones d'un Observateur sur la Question Proposée por l'Institut: "Quelles
sont les Institutions les plus Propres à Fonder la Morale d'un Peuple?.
Paris, 1798.
11-) De l'Influence des Signes sur la Pensée (inserido incialmente no
Crocodile). Paris, 1799.
12-) L'Esprit des Choses ou Coup d'Deil Philosophique sur la Nature des
Étres et sur l'Objet de leur Existence. Paris, 1800, 2 vol.
13-) Le Ministère de l'Homme-Esprit. Paris, 1802.
14-) Oeuvres Posthumes de Saint-Martin. Tours, 1807, 2vol.
15-) Traité des Nombres. S/1, M. Léon, 1844.
16-) Correspondence de Saint-Martin avec Kircheberger, Baron de Liebisdorf,
des annèes 1792 a 1799, S. n. t.
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310.3.9 -
OUTROS
310.3.1 - Johannes
Trithemius (1462-1516)
Teólogo, Cabalista e Alquimista, o abade Johann von Heydenberg aus
Trittenheim Mosel, mais conhecido como Johannes Trithemius, foi um
prodígio no mundo monástico. De origem humilde, desenvolveu o gosto pelas
letras, aos 15 anos fugiu de casa para estudar em Trier e, posteriormente,
em Heidelberg.
Em
1482, aos 20 anos de idade, ele passou uma noite no mosteiro beneditino de
Sponheim. No manhã seguinte, ao continuar a viagem, foi surpreendido por uma
nevasca que o forçou a retornar ao mosteiro. Considerou o fato como um sinal
de que deveria se tornar monge. Seus novos irmãos devem ter tido a mesma
impressão pois, um ano mais tarde, mal terminando seu noviciado, elegeram-no
abade. Trithemius foi um reformador, ávido por recuperar a glória perdida
dos "séculos de ouro" da vida beneditina medieval.
Seu monastério pertencia à nova Congregação de Bursfeld, um movimento de
reforma monástica, da qual Trithemius se tornou o líder teológico.Chocado
com o fato de que os monges de Sponheim haviam gradualmente vendido seus
livros para garantir um estilo de vida confortável (e não-literário), o novo
abade imediatamente iniciou a recuperação da biblioteca a qual, em apenas
vinte anos, viria a se tornar uma das melhores da Europa. Em 1505 ele havia
aumentado a coleção de 40 livros para mais de 2000.
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Além dos trabalhos tradicionais em Latim, Trithemius colecionou textos em
Grego, Hebraico, Siríaco, Árabe e várias línguas européias. Para alguém
famoso e conhecido como o autor de um tratado intitulado Exaltação aos
Escribas, sua biblioteca incluía tanto obras manuscritas quanto impressas.Em
1505, Trithemius deixa Sponheim, tendo levado seus monges à exaustão com
suas exortações para que estudassem e desempenhassem melhor suas obrigações
monastéricas, enquanto sobrecarregava suas finanças para ampliar a
biblioteca. No ano 1506 tornou-se abade do mosteiro de St. Jakob, em
Würzburg, onde deu continuidade aos seus projetos literários até a sua morte
em 1516
alguns ensinamentos de Tritêmio
Tritêmio foi um grande rosacruz
foi o mestre do Paracelso
ensinamentos dele:
Deus é um fogo essencial e oculto, que reside em todas as coisas e
especialmente no homem. Esse fogo engendra tudo.
Deus é um fogo, mas nenhum fogo pode arder e nenhuma luz pode manifestar-se
na natureza sem o ar. O Espírito Santo deve atuar em nós como um ‘ar’ ou
‘sopro’ divino. Fazendo brotar do fogo divino um sopro sobre o fogo interno
da alma.
A luz deve ser alimentada pelo fogo, e essa luz é amor, felicidade e alegria
na eterna divindade.
Aquele que não possui essa luz em si esta sumindo num fogo sem claridade.
Mas se a luz está presente, então o Cristo está presente.
Todas as coisas são interiormente fogo e luz, de onde se oculta a essência
do espírito.
Esse fogo reside no coração e envia seus raios a todo o corpo.
Todas as coisas tem sido realizadas pela força do verbo divino, que é o
espírito, o sopro divino emanado desde o princípio da fonte divina. Esse
sopro é o espírito ou alma do mundo, o ‘Spiritus mundi’.
A escuridão preenchia o abismo e pela ação do verbo a luz foi gerada e as
trevas foram iluminadas pela luz. Nasceu então a alma do mundo.
Essa luz espiritual que chamamos de Natureza ou alma do mundo é um ‘corpo’
espiritual que pode-se fazer tangível e visível por meio da alquimia.
É um fluido universal e vivo, difundido em todas as partes da Natureza e
penetra em todos os seres. É a substância mais sutil e mais poderosa, devido
a suas qualidades inerentes. Por sua ação liberta as formas de toda
imperfeição e impureza.
Essa essência emanou do centro desde o princípio e se incorporou na
substância da qual está formado o universo. É o ‘sal da Terra’.
Essa substância é incorruptível e imutável em sua essência. Preenche o
infinito. O sol e os planetas não são mais que coágulos desse princípio
universal.
As formas onde esse princípio se fixa se tornam perfeitas e duradouras.
Não deixeis em absoluto que vosso espírito se turve por coisas de menor
importância.
310.3.9.2 -
Irineu Filaleto - séc XVII
Autor da obra alquimica "Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei"
Viveu no início do século XVII, provavelmente é um pseudonimo de outro
rosacruz
A Obra fala das vias secas e úmidas, mista ou amálgama, do mercurio
filosófico e vários outros temas da alquimia rosacruz
"O régulo solar, juntamente com o azougue cujo símbolo espagírico se
encontra por cima da coroa do jovem mercúrio, formará o amálgama filosófico
que será posteriormente destilado nove vezes como descreve Filaleto
na Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei "
310.3.9.3 -
Karl Von Eckartshausen
(1752 - 1803)
Filosófo e cabalista, nasceu em 28 de junho de 1752, em Burg Haimhausen, na
Alta Baviera, passou sua juventude com a mãe.
Em 1770, foi para a Universidade de Ingostadt que estava sob a direção de
jesuítas onde ele estudou Filosofia e Direito Civil.
Em 1776, após a conclusão de seus estudos universitários, recebeu um título
de nobreza e foi nomeado para o conselho da corte. Casou-se com Gabriele von
Wolter, filha do médico assistente do príncipe. Em 1777, tornou-se membro da
Academia de Ciência da Baviera, e em 1784 foi nomeado responsável pelo
arquivo. Nessa época, Eckartshausen filiou-se à Ordem dos Iluminados, uma
sociedade de iluministas radicais cujas teorias humanísticas e científicas
ele muito apreciava.
Os últimos anos da vida de Eckartshausen foram os mais importantes no que
diz respeito a seu desenvolvimento espiritual. Depois da publicação de sua
primeira obra esotérica, no ano de 1788, seu misticismo intensificou-se cada
vez mais. A linha do pensamento espiritual e hermético da Renascença, como
por exemplo a de Marsílio Ficino, trouxe a ele uma nova luz para muitas
questões esotéricas de seu tempo.Profundamente influenciado pelas idéias
gnósticas de Jacob Boehme e de Paracelso, estudou a literatura esotérica
mais antiga e a mais recente, desde cabala até alquimia. Escreveu numerosas
cartas e livros publicados, aperfeiçoando o ideário hermético que, já na sua
época e também mais tarde, inspiraram muitos artistas, eruditos e
pesquisadores esotéricos, tanto em seu país como no exterior como, por
exemplo, Goethe, Schiller e também místicos russos.
Em suas obras ele sempre apresenta o conceito hermético de um mundo por trás
do mundo perceptível. Também sua concepção de Deus abrange dois elementos,
um visível e um invisível, o divino no homem na sua forma mais pura. A
reunificação do homem com Deus foi um dos temas que, para ele, tinham
primazia.
O Iluminismo já havia deixado sua marca. Para ele não houve perseguições,
aprisionamento nem proibição de publicações...
sua principal obra é 'Nuvem ante o Santuário' .
Fonte: Orkut, Wikipedia, sites Rosacrucianos |
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310.3.9.4-
Christian Rosenkreuz
(Personagem
Mítico)
(1378
-
(?)
1484 (?)) é um persongem mítico,
tradicionalmente aceito como o fundador da Ordem
Rosa-cruz, mas cuja
existência divide historiadores, metafísicos e rosacrucianos. Para alguns
destes, a figura de Christian Rosenkreuz
(Ou F.R.C., alusão à
Frater Christian
Rosenkreuz) pode ter sido apenas uma lenda, utilizada como metáfora por
rosacruzes, como
Sir Francis Bacon.
Nascido em 1378 na Alemanha, junto ao rio Reno. Os seus pais teriam sido pessoas
ilustres, mas sem grandes posses materiais. Sua educação começou aos quatro anos
numa abadia onde aprendeu grego, latim, hebraico e magia. Em 1393, acompanhado
de um monge, visitou Damasco, Egito e Marrocos, onde estudou com mestres das
artes ocultas, depois do falecimento de seu mestre, em Chipre. Após seu retorno
a Alemanha, em 1407, teria fundado a "Fraternidade da Rosa Cruz", de acordo com
os ensinamentos obtidos pelos seus mestres árabes, que o teriam curado de uma
doença e iniciado no conhecimento de práticas do ocultismo. Teria passado,
ainda, cinco anos na Espanha onde três discípulos redigiram os textos que teriam
sido os iniciadores da sociedade. Depois, teriam formado a "Casa Sancti Spiritus"
(a Casa do Espírito Santo) onde, através da cura de doenças e do amparo daqueles
que necessitavam de ajuda, foram desenvolvendo os trabalhos da fraternidade, que
pretendia, no futuro, guiar os monarcas na boa condução dos destinos da
humanidade. Segundo o texto "Fama Fraternitatis", C.R.C. morreu em 1484, e
a localização da sua tumba permaneceu desconhecida durante 120 anos até
1604, quando teria sido, secretamente, redescoberta.
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310.3.9.5 - Elias
Ashmole
(1617 - 1692)
Elias Ashmole (23 de Maio de 1617–18 de Maio de 1692) foi um
antiquário, político, oficial de armas, e estudante de astrologia e alquimia
britânico. Ele apoiou a realeza durante a Guerra Civil Inglesa e, na
restauração de Charles II, foi recompensado com vários ofícios lucrativos.
Ao longo de sua vida, se tornou um ávido colecionador de curiosidades e
artefatos. Muitos desses foram adquiridos através do viajante, botânico e
colecionador John Tradescant, e a maioria foi doada para a Universidade de
Oxford onde criara o Museu de Ashmolean. Ele também doou sua biblioteca e
sua coleção inestimável de manuscritos para Oxford.
Aparte aos passatempos colecionando por ele, Ashmole ilustra o transcurso da
visão mundial pré-científica no século XVII: enquanto ele se imergia em
estudos alquímicos, mágicos e astrológicos, sendo consultado em perguntas
astrológicas por Charles II e sua corte, estes estudos eram essencialmente
retrógrados. Embora ele fosse um dos membros fundadores da Royal Society,
uma instituição fundamental no desenvolvimento de ciência experimental, ele
nunca chegou a participar ativamente dela. |
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fonte: wikipedia
Ashmole também foi maçon:
Elias Ashmole, sábio e antiquário inglês (1617–1692), iniciado em 1646,
teria sido o criador dos rituais dos três graus da maçonaria simbólica e,
inclusive, do Royal Arch, autoria hoje contestada por autores modernos mas a
época em que eles foram criados permanece a mesma e que é uma época
interessante pelos fatos históricos que aconteceram e que muito tem a ver
com o desenvolvimento da maçonaria moderna. Carlos I, príncipe da dinastia
escocesa dos Stuart, foi decapitado em 1649, com o triunfo da revolução de
Oliverio Cromwell que instala sua república puritana. Elias Ashmole, que era
do partido dos Stuart, haveria decidido modificar o Ritual de Mest\ fazendo
uma alegoria do trágico fim de Carlos I e para que fora usado tanto os
conhecimentos míticos como o espírito místico; Hiram ressuscita de entre os
mortos assim como Carlos I será vingado pelos seus filhos.
"Newton estudou profundamente e copiou foi o Theatrum chemicum de Elias
Ashmole, coleção de textos alquímicos entre os quais se encontra uma breve
descrição em verso da monas [N.T.: Mônada] de Dee. Num comentário sobre esse
volume, que Ashmole cita de um manifesto Rosacruz, alude a Michael Maier e
dá uma larga descrição do John Dee e de sua obra como matemático, que elogia
muito." "… havia um núcleo hermético no cientista do século XVII;"
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310.3.9.6 -
MAX HEINDEL
Max Heindel -
nascido Carl Louis Fredrik Graßhoff em Aarhus, na Dinamarca, em 23 de Julho
de 1865 - foi um ocultista, astrólogo e místico cristão dinamarquês de
origem alemã, radicado nos Estados Unidos. Faleceu em Oceanside, California,
nos Estados Unidos, a 6 de Janeiro de 1919. Entre os estudantes dos seus
ensinamentos é reconhecido como o maior místico do século XX no ocidente.
Iniciado Rosacruz
No Outono de 1907,
durante um período de conferências de bastante sucesso, viajou para a
Berlim, Alemanha com a sua amiga Alma von Brandis, que durante vários meses
o tentava persuadir para assistir a um ciclo de conferências de um professor
do oculto chamado Rudolf Steiner.
Durante a sua estadia
na Alemanha, Heindel nutriu uma grande estima pela personalidade deste
conferencista, conforme mais tarde o expressa numa dedicatória da sua obra
magna, mas simultaneamente entendeu que este professor tinha pouco para lhe
oferecer. Foi então, já decidido em sua mente a retornar e desiludido por
haver parado o trabalho de sucesso que se encontrava a desenvolver na
América para poder fazer esta viagem, que Heindel reporta haver sido
visitado por um Ser Espiritual (envolvido no corpo vital). |
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Este suposto Ser identifica-se posteriormente como um Irmão
Maior da Ordem Rosacruz. Conforme Heindel posteriormente menciona, este
Irmão Maior facultou-lhe informação concisa e lógica que estava para além do
que ele seria capaz de escrever. Mais tarde soube que durante a visita
anterior ele foi colocado, sem o disso ter noção, perante um teste para
determinar o seu mérito para ser mensageiro dos Ensinamentos da Sabedoria
Ocidental. Ele conta que apenas após este teste lhe terá sido dada instrução
de como alcançar o Templo etérico da Rosa Cruz, na Baviera, próximo à
fronteira com a Boémia, e neste Templo Max Heindel teria estado em
comunicação directa e sob instrução pessoal dos Irmãos Maiores da Ordem Rosa
Cruz. A Ordem Rosacruz é descrita como sendo composta por doze Imãos
Maiores, reunidos em torno de um décimo terceiro que é a Cabeça invísivel da
Ordem. Estes grandes Adeptos, pertencentes à evolução humana mas havendo
avançado muito para além do ciclo do renascimento, são descritos como
pertencedo ao conjunto de exaltados Seres que guiam a evolução da
humanidade, os Seres Compassivos.
Obra magna
Ver artigo: Conceito Rosacruz do Cosmos
Heindel voltou à América no verão de 1908 onde de imediato
iniciou a formulação dos Ensinamentos Rosacruzes, que, segundo ele, havia
recebido dos Irmãos Maiores, tendo-os publicados em um livro intitulado
Conceito Rosacruz do Cosmos em 1909. É uma obra de referência na prática do
Cristianismo místico e na literatura de estudo do ocultismo, contendo os
fundamentos do Cristianismo esotérico numa perspectiva Rosacruz. O Conceito
contém um esboço detalhado dos processos de evolução do homem e do universo,
correlacionando ciência com religião.
Escola esotérica
Ver artigo: Fraternidade Rosacruz (Max Heindel)
De 1909 a 1919, sofrendo de um grave problema de coração e
com uma situação financeira adversa, diz-se que Max Heindel conseguiu
realizar a grande obra para os Irmãos da Rosa Cruz, com o auxílio, apoio e
inspiração de Augusta Foss, a quem se juntou em casamento em 1910. Deu
palestras de muito sucesso sobre os ensinamentos rosacruzes e enviou lições
de correspondência para os estudantes, que entretanto haviam formado grupos
de estudo em várias cidades, escreveu volumes (que se encontram traduzidos
para muitas línguas pelo mundo) e fundou a Fraternidade Rosacruz em
1909/1911 em 'Mount Ecclesia' Mount Ecclesia, Oceanside (California);
publicou a revista Cristã esotérica Rays from the Rose Cross em 1913 e,
acima de tudo, lançou o Serviço de Cura Espiritual da Fraternidade.
Por último, é digno de menção que o trabalho preparado por
Max Heindel, tem sido, desde então, continuado pelos estudantes dos
Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que, como Auxiliares Invisíveis da
humanidade, assistem os Irmãos Maiores da Ordem da Rosa Cruz a realizar a
Cura Espiritual por todo o mundo. Este é referido com o trabalho especial na
qual a Ordem Rosacruz está interessada [1] e é providenciado de acordo com
os comandos de Cristo, nomeadamente, "Pregai o evangelho e curai os
doentes".
Escritos de ocultismo
Conceito Rosacruz do Cosmos, Novembro de 1909, . e [2]
Astrodiagnose
Astrologia Científica Simplificada
Cartas aos Estudantes .
Colectâneas de um Místico .
Como Conheceremos Cristo Quando Ele Voltar? .
Corpo de Desejos (O) .
Corpo Vital (O) .
Cristianismo Rosacruz
Ensinamentos de um Iniciado .
Espíritos e as Forças da Natureza (Os) .
Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas .
Iniciação Antiga e Moderna .
Interpretação Mística da Páscoa
Interpretação Mística do Natal .
Maçonaria e Catolicismo .
Mensagem das Estrelas (A)
Mistérios da Grandes Óperas (Os) .
Mistérios Rosacruzes (Os) .
Princípios Ocultos de Saúde e Cura
Princípios Rosacruzes para a Educação Infantil
Teia (ou Véu) do Destino (A)
Fonte:
http://..fraternidaderosacruz.org/
Wikipéida
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310.3.9.6 -
Harvey Spencer Lewis
Harvey Spencer Lewis, S.·.I.·., 33°66°95°, Ph.D. (25 de novembro, 1883 - 2 de
agosto, 1939), famoso Rosacruz, autor, ocultista, e místico, Fundou nos
Estados Unidos a Ordem Rosacruz – AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae
Crucis ), sendo seu primeiro Imperator, de 1915 à 1939.
Harvey Spencer Lewis
nasceu na cidade de Frenchtown, Nova Jersey, em 25 de novembro de 1883. Seus
pais dedicavam-se, na época à educação, de modo que ele recebeu boa
instrução. Trabalhou como publicitário e ilustrador, e utilizou a
experiência nessa área para mais tarde promover a AMORC no seu primórdio,
através de impressos e livretos.
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Seus primeiros
aprendizados rosacruzes foram relacionados pelos seu interesse em fenômenos
paranormais. Convidado para viajar à Europa, à convite de um ramo da ordem
na França, logo se relacionou com os rosacruzes europeus e no final de sua
viagem foi iniciado na ordem em Toulouse, por Emile Dantinne, também
conhecido como Sar Hieronymus.
Foi lhe dada a missão de
levar o ideal rosacruz à América (um pequeno grupo havia primordialmente
feito um assentamento na pensilvânia, no início do século XVII, mas foi
dissolvido após poucos anos), além de promover a modernização dos seus
ensinamentos. Lewis estabaleceu a AMORC, tornou-se seu primeiro Imperator e
escreveu o que viria a ser o canôn dos ensinamentos místicos da ordem, em
forma de monografias, devotando dali por diante sua vida em prol da AMORC.
Lewis também fundou o Museu Egípcio Rosacruz, uma ainda popular atração em
San Jose, Califórnia.
Invenções:
De acordo com a
misteriosa página do F.R.C. Michael Nowicki em inglês (localizado em
Rosicrucians Salon WebSite), H. Spencer Lewis construiu inúmeros aparelhos
científicos.
Eles incluem:
Luxatone
O Luxatone ou Órgão
Cromático era um aparelho que convertia sinais de áudio em cores,
mostrando-os em uma tela triangular. Lewis o utilizava para demonstrar
idéias místicas e filosóficas. O sinal de áudio era adicionado através do
auxílio de microfones.
Um livrete intitulado "The
Story of Luxatone - The Master Color Organ" foi impresso e enviado aos
membros da AMORC e em sua Revista.
Contador de Coincidência de Raios Cósmicos:
Este instrumento foi um
protótipo do contador Geiger e foi construídos em idos de 1930.
Harpa vibratória:
A "Sympathetic Vibration
Harp" foi construída pelo Dr. Lewis para demonstração de certos princípios
de ensinamentos da AMORC no campo do estudo das vibrações.
Alquimia:
Em adição aos seus
inúmeros trabalhos, em 22 de Junho de 1916, Lewis anunciou publicamente a
transmutação de zinco em ouro — durante uma demonstração clássica de
princípios alquímicos, na cidade de Nova Iorque. Uma equipe de Grandes
Mestres da AMORC, membros da AMORC, um cientistas e um jornalista assistiram
de perto o processo, que era composto pela mistura de ingredientes
selecionados. O cientista declarou que o resultado do experimento tinha as
mesmas “”propriedade do ouro””, e tal anúncio consta na "American Rosae
Crucis"[2]. Os ingredientes para a transmutação do ouro nunca foram
revelados. No livro “Perguntas e Respostas Rosacruzes” foi explanado que o
material necessário para a transmutação era de difícl obtenção, e a relação
custo/benefício não compensava a transmutação.
Outros Imperators da AMORC
Ralph
Maxwell Lewis
Gary L.
Stewart
Christian Bernard
Bibliografia:
Rosicrucian Principles
for the Home and Business (março de 1929) (Traduzido para o portugues como:
Princípios Rosacruz para o Lar e os Negócios. Biblioteca Rosacruz. Composto
e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná).
ensinamentos e lições
rosacruzes sobre a filosofia aplicada no trabalho, nas metas pessoais e no
Lar.
Rosicrucian Questions and Answers with Complete History of the Order
um livro duplo: Na
primeira parte é contado a tradicional história da Ordem Rosacruz, com
locais e datas específicas; Na segunda parte é composta de perguntas e
respostas comuns aos que se interessam em ingressar na Ordem como membro.
The Mystical Life of
Jesus A vida Mística de Jesus - Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na
Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná)
Relacionado com a vida
mística de Jesus; reconhecidamente influenciado pelo Evangelho Aquariano de
Jesus Cristo, de Levi H. Dowling
The Secret Doctrines of
Jesus A doutrina secreta de Jesus
Uma explanação dos vários
símbolos, padrões e interpretações do trabalho de Jesus e seus doze
Apóstolos
A Thousand Years of
Yesterdays
Um obra de ficção,
explanando sobre as reencarnação do homem.
Self
Mastery and Fate with the Cycles of Life
Relacionado com o sistems
de Ciclos da vida ([3]), similar em natureza ao bioritmo.
Rosicrucian Manual (1918,
1929 com re-impressões) Manual RosaCruz Biblioteca Rosacruz. Composto e
Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná
Explana a estrutura da
AMORC e inclui tudo que um novo membro rosacruz precisa saber.
Mansions of the Soul: The
Cosmic Conception Mansões da Alma: A concepção Cósmica. Biblioteca Rosacruz.
Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná
Dicerssão sobre o
Significado da vida, Morte, o Além-morte e a reencarnação.
The
Symbolic Prophecy of the Great Pyramid A Profecia Simbólica da Grande
Pirâmide.
Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil -
Curitiba, Paraná
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310.4 - MAÇONS: |
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Lista
de alguns Ilustres Maçons:
A
Almiro Gaspar Marques - Advogado e Grão-Mestre da Grande Loja Regular
de Portugal.
Antônio Carlos Gomes - Músico, compositor de Óperas e maestro.
António Egas Moniz - Médico, prémio Nobel da Medicina.
António Marques Miguel - Arquiteto, Past Grão Mestre da GLRP e membro
da Academia de Belas Artes de Lisboa.
Afonso Augusto Costa Político republicano
Almeida Santos - Político português, Ex- Presidente da Assembleia da
República Portuguesa
Alfredo da Rocha Vianna Filho - Compositor, flautista, saxofonista,
cantor e regente.
António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques (A. H. de Oliveira
Marques)- ilustre historiador português.
Auguste Comte- Pai do Positivismo Jurídico e da Sociologia e Grande
Filósofo Francês.
Antônio Francisco Lisboa - "Aleijadinho" patrono da arte no Brasil
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B
Barack Hussein Obama II - Presidente dos EUA.
Benjamin Franklin - Cientista e político estadunidense
Bento Gonçalves da Silva - General brasileiro - Revolucionário
farroupilha.
Bernardino Luís Machado Guimarães - Presidente da República
Portuguesa
Brigham Young - Segundo Presidente De A Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias, ou os Mórmons.
Bernardo Valentim Moreira de Sá - Insígne violinista, pianista,
maestro, compositor, musicólogo, musicógrafo, professor e director da Escola
Normal do Porto, fundador do "Orpheon Portuense" e Director-fundador do
Conservatório de Música do Porto, fundador da "Sociedade de Música de
Câmara" e do "Quarteto Moreira de Sá", conferencista, etc. [1]
C
Charles Chaplin - Cineasta inglês
Conde de St. Germain - (Transilvânia, 28 de Maio de 1696 —
Eckernförde (?), 27 de fevereiro de 1784) foi uma das figuras mais
misteriosas do século XVIII. Tido como místico, alquimista, ourives,
lapidador de diamantes, cortesão, aventureiro, cientista, músico e
compositor
D
Domenico Scarlatti - Compositor barroco italiano.
E
Emídio Guerreiro - Matemático e político.
F
Fernando Teixeira - Fundador da Grande Loja Regular de Portugal -
GLRP.
Fernando Valle - Médico e político.
G
Carlos Viegas Gago Coutinho - Aviador
George Washington - Primeiro presidente dos Estados Unidos.
Giuseppe Garibaldi - Revolucionário italiano.
Gomes Freire de Andrade Grão-Mestre do GOL
Germano Rigotto ex-governador do estado do Rio Grande do Sul.
H
Harry Houdini - Mágico ilusionista - Inventor do "escapismo".
I
Isaac Newton - alquimista e notório físico
Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá)
J
Jaime Wright - Pastor presbiteriano, defensor dos Direitos Humanos no
Brasil.
João Rosado Correia - Arquitecto, Professor Universitário, Ministro
do Equipamento Social e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano
Johann Wolfgang von Goethe - Escritor alemão
José de San Martín - General argentino
José de Souza Marques - Educador, advogado, político e pastor batista
José Bonifácio - Cientista e político brasileiro.
José Martí - Mártir cubano, iniciado em 1871 no Grande Oriente
Lusitano.
José da Silva Carvalho - Obreiro da Revolução de 1820 e ministro de
D. João VI, de D. Pedro IV e de D.ª Maria II; foi Grão-Mestre.
Johann Sebastian Bach - Músico e compositor Erudito.
José Relvas - Proclamou a República Portuguesa a 5 de Outubro de 1910
Jânio Quadros - Ex-Presidente do Brasil
John Stuart Mill - pensador inglês
Joseph Smith - Primeiro Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias, líder Mórmon e Percursor do Mormonismo.
L
Ludwig van Beethoven - Compositor alemão
Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias - Patrono do exército
brasileiro.
Luiz Gonzaga - compositor e Cantor - Rei do Baião
M
Manuel Deodoro da Fonseca - Proclamador da República e primeiro
presidente do Brasil.
Manuel Fernandes Tomás - Fundador do Sinédrio
Mário Covas Júnior - Engenheiro, Político brasileiro e ex-governador
do estado de São Paulo
Mário Soares - político Português, Ex-1º Ministro de Portugal e Ex-
Presidente da República. Fundador do P.S. - Partido Socialista
Martin Luther King Jr - Nobel da Paz e pastor da Igreja Batista
N
Norton de Matos - General, governador de Angola durante a Primeira
República e político português
O
Orestes Quércia, político brasileiro, ex-governador do estado de São
Paulo.(Expecula-se de que o mesmo tenha sido afastado da Ordem.)
P
Passos Manuel (Manuel da Silva Passos) - líder dos setembristas.
Pedro I do Brasil e Pedro IV de Portugal - Primeiro Imperador do
Brasil, foi também Rei de Portugal.
Q
Quintino Bocaiúva - Governador do Rio de Janeiro, político.
R
Rui Barbosa - Jurista, jornalista e político brasileiro
Richard Wagner - Músico e Compositor alemão
Rudyard Kipling - Escritor, jornalista e poeta inglês. Escreveu o
conto original 'Mogli o menino da selva', transformado em animação pela
Disney.
S
Sebastião de Magalhães Lima - fundador da Liga Portuguesa dos
Direitos do Homem.
Salvador Allende - Presidente constitucional do Chile 1970-1973, Loja
Progreso No. 4, Valparaíso [2].
Simon Bolívar - General venezuelano, libertador da América do Sul do
domínio colonial espanhol.
T
Theodore Roosevelt - presidente dos EUA
Tiradentes - mártir da Inconfidência Mineira
Thomas Alva Edison - Um dos maiores inventores da História
V
Voltaire - Filósofo francês.
Vinicius de Moraes - Poeta e compositor brasileiro.
W
Walter Elias Disney - desenhista.
Wolfgang Amadeus Mozart - Músico austríaco
Willford Woodroff - 4º Presidente De A Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias, ou os Mórmons
fonte:Wikipedia |
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MAÇONS POR CATEGORIA:
Presidentes da República:
Abraham Lincoln
Andrew Jackson
Franklin D. Roosevelt
George C. Wallace
George Washington
Gerald Ford
Harry S. Truman
James A. Garfield
Jimmy Carter
John A. MacDonald
John J. C. Abbott
Mario Soares
Mackenzie Bowell
Robert L. Borden
R. B. Bennett
Salvador Allende
Venceslau Brás
Warren G. Harding
Felipe Martins
Washington Luís
William Howard Taft
William Mckinley
Theodore Roosevelt
Barack Hussein Obama
Reis
Eduardo VII do Reino Unido
Eduardo VIII do Reino Unido
Frederico II da Prússia
Jorge VI do Reino Unido
Jorge IV do Reino Unido
Leopoldo I da Bélgica
Pedro I do Brasil
Outros Políticos
Aga Khan III
Albuquerque Lins
Altino Arantes
Anson Jones
Barão do Rio Branco
Benjamin Franklin
Bento Gonçalves da Silva
Cláudio Pinto do Nascimento
David G. Burnett
Deodoro da Fonseca
Diogo Antônio Feijó
Esperidião Amin Elou Filho
Fiorello La Guardia
Floriano Peixoto
Francis Bacon
Francisco Dornelles
Francisco Glicério
Giuseppe Garibaldi
Henry Wallace
James Buchanan
James Knox Polk
James Monroe
Joaquim José da Silva Xavier
Joel R. Poinsett
John G. Diefenbaker
John Hancock
José Bonifácio de Andrada e Silva
José Roberto Arruda
Joseph Brant
Lourival de Moura Sousa
Campos Salles
Mário Covas
Marquês de Lafayette
Michel Temer
Mirabeau B. Lamar
Napoleão
Nilso Inácio Alves
Nilo Peçanha
Osmar Dias
Raúl Castro
Rui Barbosa
Sam Houston
Sam Nunn
Tarcìsio Clrto Chiavegato
Tiradentes
Visconde do Rio Branco
Winston Churchill
Líderes Religiosos
Aleister Crowley (Ocultista, escritor e bruxo)
Brigham Young (Sucessor de Joseph Smith á frente da Igreja Mormon)
Frei Caneca (patriota e revolucionário)
Joseph Smith (Precursor do Mormonismo)
Swami Vivekananda (Líder Hinduísta - Yoga, Reforma Hindú)
Louis Claude de Saint-Marint (Fundador do Martinismo)
Harvey Spencer Lewis (Imperator da Ordem Rosacruz AMORC)
Jornalistas
Josenildo José dos Santos
Jerônimo Coelho
Atores
Arthur Godfrey
Bob Hope
Casanova
Charles Chaplin
Charles "Tom Thumb" Stratton
Clark Gable
Danny Thomas
Douglas Fairbanks
Elmo Lincoln
Ernest Borgnine
Francisco Cuocco
Gene Autry
George M. Cohan
Harold C. Lloyd
Irvin Berlin
John Wayne
José Wilker
Milton Gonçalves
Oliver Hardy
Oscarito
Palhaço Arrelia
Palhaço Carequinha
Palhaço Charles
Palhaço Xuxu
Peter Sellers
Red Skelton
Roy Clark
Roy Rogers
Tom Mix
W.C. Fields
Will Rogers
Professores
Compositores, músicos e intérpretes
Bob Nelson
Carlos Gomes
Duke Ellington
Dió de Araújo
Fábio Junior
Franz Liszt
Howlin' Wolf
Jean Sibelius
Johann Sebastian Bach
Joseph Haydn
John Philip de Sousa
John Stafford Smith
Luiz Vieira
Louis Armstrong
Ludwig van Beethoven
Luiz Gonzaga
Mel Tillis
Nat King Cole
Paul Whitman
Ranchinho
Raul Passos
Roberto de Carvalho (marido de Rita Lee)
Tonico
William "Count" Bassie
Wolfgang Amadeus Mozart
Escritores e
intelectuais
Aldenor Benevides
Alessandro Jose de Sousa
Aleksander Pushkin
Alexandre Herculano
Antero de Quental
Antonio Guimarães de Oliveira
Cagliostro
Camilo Castelo Branco
Carlo Collodi
Castro Alves
Dante Alighieri
Edward Gibbon
Éliphas Levi
Fernando Pessoa
Francis Bacon
Jean-Jacques Rousseau
Jorge Nascimento
José lins do Rêgo
Johathan Swift
Lewis Wallace
Louis Claude de Saint-Martin
Machado de Assis
Marcelo Del Debbio
Mark Twain
Max Heindel
Montesquieu
Papus
Oscar Wilde
Ralph Waldo Emerson
Robert Burns
Robert Morris
Rudyard Kipling
Samuel L. Clemens
Sir Arthur Conan Doyle
Sigmund Freud
Tagore
Voltaire
Walter Scott
William Blake
William Shakespeare
Zé Rodrix
Astronautas
Edwin E. Aldrin
John H. Glenn
Neil Armstrong
Virgil Grissom
Militares
Alfred Von Tirpitz
Audie Murphy
Eddie Rickenbacker
Edson Da Mota Leal
Ernesto Geisel
Golbery do Couto e Silva
Joao Baptista Figueiredo
James Doolittle
John Joseph Pershing
Duque de Caxias
Napoleão Bonaparte
Omar N. Bradley
Douglas MacArthur
Henry "Hap" Arnold
Simon Bolivar
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Keveny Simião de sousa
Juízes do Supremo
Tribunal
Earl Warren
Frederick M. Vinson
Harold H. Burton
Henry Baldwin
Hugo L. Black
James F. Byrnes
John Blair, Jr.
John Catton
John H. Clarke
John M. Harlan
John Marshall
Joseph E. Lamar
Levi Woodbury
Luiz Zveiter - STJD/BR/
Mahlon Pitney
Noah H. Swayne
Oliver Ellsworth
Potter Stewart
Robert H. Jackon
Robert Trimble
Samuel Blatchford
Samuel Nelson
Sherman Milton
Standley F. Reed
Standley Mathews
Stephen J. Field
Thomas C. Clark
Thomas Todd
Thurgood Marshall
Waldemar Zveiter
Wiley B. Rutledge
William B. Woods
William Cushing
William H. Moody
William O. Douglas
William Paterson
Willis Van Devanter
Empresários
Andre Citroen (fabricante de automóveis)
Charles C. Hilton (cadeia de hotelaria Hilton)
Cláudio Pinto do Nascimento Diversos segmentos
Darryl F. Zanuck (fundador da 20th Century Productions)
Eberhard Faber (fundador da Eberhard Faber Pencil Company, Neumarkt (Alto
Palatinado), Alemanha
Henry Ford (pioneiro na produção de automóveis em massa)
Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá)
Jack Warner (da Warner Brothers Fame)
John W. Teets (Presidente da Dial Corp.)
King C. Gillett (Gillett Razor Co.)
Lawrence Bell (Bell Aircraft Corp.)
Lloyd Balfour (joalharia)
Louis B. Mayer (fundador da Metro-Goldwyn-Mayer)
Melvin Jones (um dos fundadores da Lions International)
Paul Harris (fundador do Rotary Club)
Paulo Guerrinha (fundador da TRANSPAUGIO transportes)
Robert E. B. Baylor (fundador da Universidade Baylor)
Uziel Carneiro Santos (Diversos Segmentos)
William H. Dow (Dow Chemical Co.)
Sir Thomas Lipton (fundador da Lipton Tea Company)
Cientistas
Albert Michelson
Benjamin Franklin
Berzelius
Charles King
Charles Richet
Crawford Long
Francis Bacon
Frederic Hopkins
Isaac Newton
Isaac Peral
Jaume Ferrán i Clua
Joseph Guillotin
Juan de la Cierva
Louis Orlando
Ronald Appleton
Ronald Morrish
Samuel Hahnemann
Sir Alexander Fleming
Thomas Alva Edison
Wilhem Oswald
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