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03.2.1 -
ESPÉCIES DE
MÉDIUNS:
Os médiuns podem ser conscientes (facultativos, voluntários) ou
inconscientes(involuntários).
Podem dividir-se os médiuns em duas grandes
categorias:
Médiuns de efeitos
físicos: os que têm o poder de provocar efeitos materiais, ou
manifestações ostensivas.
Médiuns de efeitos
intelectuais: os que são mais aptos a receber e a transmitir
comunicações inteligentes.
Espécies comuns a todos os gêneros de
mediunidade:
03.2.1.1 - Médiuns sensitivos: pessoas
suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos, por uma impressão geral ou
local, vaga ou material. A maioria dessas pessoas distingue os Espíritos
bons dos maus, pela natureza da impressão.
"Os médiuns delicados e muito sensitivos devem abster-se das comunicações
com os Espíritos violentos, ou cuja impressão é penosa, por causa da fadiga
que daí
resulta."
03.2.1.2 - Médiuns naturais ou inconscientes
(Involuntários):
os que produzem espontaneamente os fenômenos, sem intervenção da própria
vontade e, as mais das vezes, à sua revelia. São os que
exercem sua influência sem querer de forma involuntária, freqüentemente em
adolescentes e crianças pequenas.
03.2.1.3 - Médiuns Facultativos ou Conscientes (voluntários):
Tem consciência do seu poder e produzem efeitos espíritos pela própria ação
da vontade. Os que têm o poder de provocar os fenômenos por ato
consciente.
Porém "Qualquer que seja essa vontade, eles nada podem, se os Espíritos se
recusam, o que prova a intervenção de uma força estranha." - Não se manifesta a todos
com o mesmo grau, mas são raros os médiuns com esse poder.
Todo aquele que sente,
num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa
faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio
exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns
rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.
Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade
mediúnica se mostra
bem caracterizada e se
traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de
uma organização mais ou menos sensitiva.
03.2.1.4 -Médiuns sensitivos, ou impressionáveis:
Chamam-se assim às
pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma impressão
vaga, por uma espécie de leve roçadura sobre todos os seus membros, sensação
que elas não podem explicar. Esta variedade não apresenta caráter bem
definido. Todos os médiuns são necessariamente impressionáveis, sendo assim
a impressionabilidade mais uma qualidade geral do que especial. É a
faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras.
Difere da impressionabilidade puramente física e nervosa, com a qual preciso
é não seja confundida, porquanto, pessoas há que não têm nervos delicados e
que sentem mais ou menos o efeito da presença dos Espíritos, do mesmo modo
que outras, muito irritáveis, absolutamente não os pressentem.
03.2.1.5 - Médiuns falantes:
Os médiuns audientes, que
apenas transmitem o que ouvem, não são, a bem dizer, médiuns falantes.
Estes últimos, as mais das vezes, nada ouvem. Neles, o Espírito atua
sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes.
Querendo comunicar-se, o
Espírito se serve do órgão que se lhe depara mais flexível no médium. A um,
toma da mão; a outro, da palavra; a um terceiro, do ouvido. O médium falante
geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz
coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus
conhecimentos e, até, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache
perfeitamente acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que
diz. Em suma, nele, a palavra é um instrumento de que se serve o Espírito,
com o qual uma terceira pessoa pode comunicar-se, como pode com o auxilio de
um médium audiente.
Nem sempre, porém, é tão
completa a passividade do médium falante. Alguns há que têm a intuição do
que dizem, no momento mesmo em que pronunciam as palavras.
Voltaremos a ocupar-nos
com esta espécie de médiuns, quando tratarmos dos médiuns intuitivos.
03.2.1.6 - Médiuns videntes:
167. Os médiuns videntes
são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdade
em estado normal, quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança
precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo
do sonambulismo. Raro é que esta faculdade se mostre permanente; quase
sempre é efeito de uma crise passageira. Na categoria dos médiuns videntes
se podem incluir todas as pessoas dotadas de dupla vista. A possibilidade de
ver em sonho os Espíritos resulta, sem contestação, de uma espécie de
mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama médium
vidente. Explicamos esse fenômeno em o capítulo VI - Das manifestações
visuais.
O médium vidente julga
ver com os olhos, como os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade,
é a alma quem vê e por isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados,
como com os olhos abertos; donde se conclui que um cego pode ver os
Espíritos, do mesmo modo que qualquer outro que tem perfeita a vista. Sobre
este último ponto caberia fazer-se interessante estudo, o de saber se a
faculdade de que tratamos é mais freqüente nos cegos. Espíritos que na Terra
foram cegos nos disseram que, quando vivos, tinham, pela alma, a percepção
de certos objetos e que não se encontravam imersos em negra escuridão.
168. Cumpre distinguir as
aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver os
Espíritos. As primeiras são freqüentes, sobretudo no momento da morte das
pessoas que aquele que vê amou ou conheceu e que o vêm prevenir de que já
não são deste mundo. Há inúmeros exemplos de fatos deste gênero, sem falar
das visões durante o sono. Doutras vezes, são, do mesmo modo, parentes, ou
amigos que, conquanto mortos há mais ou menos tempo, aparecem, ou para
avisar de um perigo, ou para dar um conselho, ou, ainda, para pedir um
serviço.
03.2.1.7 - Médiuns sonambúlicos:
172. Pode considerar-se o
sonambulismo uma variedade da faculdade mediúnica, ou, melhor, são duas
ordens de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos. O sonâmbulo age
sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos momentos de
emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. O que ele
externa tira-o de si mesmo; suas idéias são, em geral, mais justas do que no
estado normal, seus conhecimentos mais dilatados, porque tem livre a alma.
Numa palavra, ele vive antecipadamente a vida dos Espíritos. O médium, ao
contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz
não vem de si Em resumo, o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento,
enquanto que o médium exprime o de outrem. Mas, o Espírito que se comunica
com um médium comum também o pode fazer com um sonâmbulo; dá-se mesmo que,
muitas vezes, o estado de emancipação da alma facilita essa comunicação.
Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta
precisão, como os médiuns videntes. Podem confabular com eles e
transmitirmos seus pensamentos. O que dizem, fora do âmbito de seus
conhecimentos pessoais, lhes é com freqüência sugerido por outros Espíritos.
Aqui está um exemplo notável, em que a dupla ação do Espírito do sonâmbulo e
de outro Espírito se revela e de modo inequívoco.
A lucidez sonambúlica é
uma faculdade que se radica no organismo e que independe, em absoluto, da
elevação, do adiantamento e mesmo do estado moral do indivíduo. Pode, pois,
um sonâmbulo ser muito lúcido e ao mesmo tempo incapaz de resolver certas
questões, desde que seu Espírito seja pouco adiantado. O que fala por si
próprio pode, portanto, dizer coisas boas ou más, exatas ou falsas,
demonstrar mais ou menos delicadeza e escrúpulo nos processos de que use,
conforme o grau de elevação, ou de inferioridade do seu próprio Espírito. A
assistência então de outro Espírito pode suprir-lhe as deficiências. Mas, um
sonâmbulo, tanto como os médiuns, pode ser assistido por um Espírito
mentiroso, leviano, ou mesmo mau. AI, sobretudo, é que as qualidades morais
exercem grande influência, para atraírem os bons Espíritos. (Veja-se: O
Livro dos Espíritos, "Sonambulismo", n. 425, e, aqui, adiante, o
capítulo sobre a "Influência moral do médium".)
03.2.1.8 - Médiuns curadores:
175. Unicamente para não
deixar de mencioná-la, falaremos aqui desta espécie de médiuns, porquanto o
assunto exigiria desenvolvimento excessivo para os limites em que precisamos
ater-nos. Sabemos, ao demais, que um de nossos amigos, médico, se propõe a
tratá-lo em obra especial sobre a medicina intuitiva. Diremos apenas que
este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem
certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto,
sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso mais
não é do que magnetismo.
Evidentemente, o fluido
magnético desempenha aí importante papel; porém, quem examina cuidadosamente
o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa. A
magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e
metódico; no caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente
diverso.
Todos os magnetizadores
são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se
convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é
espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de
magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a
mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se
considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser
qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira
evocação. (Veja-se atrás
o n. 131.)
03.2.1.9 - Médiuns pneumatógrafos:
177. Dá-se este nome aos
médiuns que têm aptidão para obter a escrita direta, o que não é possível a
todos os médiuns escreventes. Esta faculdade, até agora, se mostra muito
rara. Desenvolve-se, provavelmente, pelo exercício; mas, como dissemos, sua
utilidade prática se limita a uma comprovação patente da intervenção de uma
força oculta nas manifestações. Só a experiência é capaz de dar a ver a
qualquer pessoa se a possui Pode-se, portanto, experimentar, como também se
pode inquirir a respeito um Espírito protetor, pelos outros meios de
comunicação. Conforme seja maior ou menor o poder do médium, obtêm-se
simples traços, sinais, letras, palavras, frases e mesmo páginas inteiras.
Basta de ordinário colocar uma folha de papel dobrada num lugar qualquer, ou
indicado pelo Espírito, durante dez minutos, ou um quarto de hora, às vezes
mais. A prece e o recolhimento são condições essenciais; é por isso que se
pode considerar impossível a obtenção de coisa alguma, numa reunião de
pessoas pouco sérias, ou não animadas de sentimentos de simpatia e
benevolência.
03.2.1.10 -
Pessoas elétricas:
Nesta
categoria parece, à primeira vista, se deviam incluir as
pessoas dotadas de certa dose de eletricidade natural,
verdadeiros torpedos (*) humanos, a
produzirem, por simples contacto, todos os efeitos de
atração e repulsão. Errado, porém, fora considerá-las
médiuns, porquanto a mediunidade supõe a
intervenção direta de um Espírito. Ora, no caso de que
falamos, concludentes experiências hão provado que a
eletricidade é o agente único desses fenômenos. Esta
estranha faculdade, que quase se poderia considerar uma
enfermidade, pode às vezes estar aliada à
mediunidade, como é fácil de verificar-se na história do
Espírito batedor de Bergzabern. Porém, as mais das
vezes, de todo independe de qualquer faculdade mediúnica.
Conforme já dissemos, a única prova da intervenção dos
Espíritos é o caráter inteligente das manifestações. Desde
que este caráter não exista, fundamento há para serem
atribuídas a causas puramente físicas. A questão é saber se
as pessoas elétricas estarão ou não mais aptas, do
que quaisquer outras, a tornar-se médiuns de efeitos
físicos. Cremos que sim, mas só a experiência poderia
demonstrá-lo.
03.3 - TIPOS DE
MEDIUNIDADE:
03.3.1 – MÉDIUNS DE
EFEITOS
FÍSICOS:
Produzem fenômenos materiais como movimentos em corpos inertes ruídos, etc.
03.3.1.1 – Médiuns Tiptólogos:
Aqueles pela influência dos quais se produzem
os ruídos, as pancadas. Variedade muito comum, com ou sem intervenção da
vontade.
03.3.1.2 - Médiuns
Motores:
Os que produzem movimentos dos corpos inertes.
Variedade muito comum, com ou sem intervenção da vontade.
03.3.1.3 - Médiuns
de translações e de suspensões: os que produzem a translação
aérea e a suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre
eles há os que podem elevar-se a si mesmos. Mais ou menos raros, conforme a
amplitude do fenômeno; muito raros, no último caso.
03.3.1.4 – Médiuns de Efeitos Musicais:
Os que produzem
execução de instrumentos musicais sem o contato físico. Provocam a execução
de composições, em certos instrumentos de música. Muito raros.
03.3.1.5 – Médiuns de Transporte:
Movimentam um objeto de
grande porte de um lado para outro. Telecinéticos. Inclusive a longas
distâncias são os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o
transporte de objetos materiais. Variedade dos médiuns motores e de
translações. Excepcionais.
03.3.1.6 – Médiuns de Aparições:
Conseguem com aparições
fluídicas, tangíveis usando matéria astral chamada de ectoplasma. Os que podem provocar aparições fluídicas ou
tangíveis, visíveis para os assistentes. Muito excepcionais.
03.3.1.7 – Médiuns Noturnos:
Os que só na obscuridade obtêm certos efeitos físicos, outros só obtém certos efeitos
físicos na obscuridade total.
03.3.1.8 –
Médiuns Pneumatógrafos: os que
obtêm a escrita direta. Fenômeno muito raro e, sobretudo, muito fácil de ser
imitado pelos trapaceiros.
NOTA: Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a
escrita direta entre os fenômenos de ordem física, pela razão, disseram
eles, de que: "Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o
Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não
se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que
no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha
sempre um papel ativo."
03.3.1.9 –
Médiuns curadores:
os que têm o poder de curar ou de aliviar o doente, só pela
imposição das mãos, ou pela prece. "Esta faculdade não é essencialmente
mediúnica; possuem-na todos os verdadeiros crentes, sejam médiuns ou não. As
mais das vezes, é apenas uma exaltação do poder magnético, fortalecido, se
necessário, pelo concurso de bons Espíritos."
03.3.1.10 –
Médiuns
excitadores: pessoas que têm o poder de, por sua influência,
desenvolver nas outras a faculdade de escrever.
"Aí há antes um efeito magnético do que um caso de mediunidade propriamente
dita, porquanto nada prova a intervenção de um Espírito. Como quer que seja,
pertence à categoria dos efeitos físicos."
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03.3.3 -
VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES
03.3.3.1 - Segundo o modo de
execução:
03.3.3.1.1 - Médiuns escreventes ou psicógrafos:
os que têm a faculdade de escrever por si mesmos sob a influência dos
Espíritos.
Médiuns escreventes mecânicos: aqueles cuja mão recebe um
impulso involuntário e que nenhuma consciência têm do que escrevem. Muito
raros.
03.3.3.1.2 - Médiuns semimecânicos:
aqueles cuja mão se move involuntariamente, mas que têm, instantaneamente,
consciência das palavras ou das frases, à medida que escrevem. São os mais
comuns.
03.3.3.1.3 - Médiuns intuitivos:
aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é
conduzida voluntariamente. Diferem dos médiuns inspirados em que estes
últimos não precisam escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o
pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre um assunto determinado
e provocado. "São muito comuns, mas também muito sujeitos a erro, por não
poderem, multas vezes, discernir o que provem dos Espíritos do que deles
próprios emana."
03.3.3.1.4 - Médiuns polígrafos:
aqueles cuja escrita muda com o Espírito que se comunica, ou aptos a
reproduzir a escrita que o Espírito tinha em vida. O primeiro caso é muito
vulgar; o segundo, o da identidade da escrita, é mais raro.
03.3.3.1.5 - Médiuns poliglotas:
os que têm a faculdade de falar, ou escrever, em línguas que lhes são
desconhecidas. Muito raros.
03.3.3.1.6 - Médiuns iletrados:
os que escrevem, como
médiuns, sem saberem ler, nem escrever, no estado ordinário. "Mais raros do
que os precedentes; há maior dificuldade material a vencer."
03.3.3.2 - Segundo o
desenvolvimento da faculdade:
03.3.3.2.1 - Médiuns novatos:
aqueles cujas faculdades ainda não estão completamente desenvolvidas e que
carecem da necessária experiência.
03.3.3.2.2 - Médiuns improdutivos:
os que não chegam a obter mais do que coisas insignificantes, monossílabos,
traços ou letras sem conexão. (Veja-se o capítulo "Da formação dos
médiuns”.)
03.3.3.2.3 - Médiuns feitos ou formados:
aqueles cujas faculdades mediúnicas estão completamente desenvolvidas, que
transmitem as comunicações com facilidade e presteza, sem hesitação.
Concebe-se que este resultado só pelo hábito pode ser conseguido, porquanto
nos médiuns novatos as comunicações são lentas e difíceis.
03.3.3.2.4 - Médiuns lacônicos:
aqueles cujas comunicações, embora recebidas com facilidade, são breves e
sem desenvolvimento.
03.3.3.2.5 - Médiuns explícitos:
as comunicações que recebem têm toda a amplitude e toda a
extensão que se podem esperar de um escritor consumado.
"Esta aptidão resulta da expansão e da facilidade de combinação dos fluidos.
Os Espíritos os procuram para tratar de assuntos que comportam grandes
desenvolvimentos."
03.3.3.2.6 - Médiuns experimentados:
a facilidade de execução é uma questão de hábito e que muitas vezes se
adquire em pouco tempo, enquanto que a experiência resulta de um estudo
sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo.
A experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos
Espíritos que se manifestam, para lhes apreciar as qualidades boas ou más,
pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos Espíritos
zombeteiros, que se acobertam com as aparências da verdade. Facilmente se
compreende a importância desta qualidade, sem a qual todas as Outras ficam
destituídas de real utilidade. O mal é que muitos médiuns confundem a
experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto da organização física.
Julgam-se mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos os
conselhos e se tomam presas de Espíritos mentirosos e hipócritas, que os
captam, lisonjeando-lhes o orgulho. (Veja-se, adiante, o capítulo "Da
obsessão".)
03.3.3.2.7 - Médiuns maleáveis:
aqueles cuja faculdade se presta mais facilmente aos diversos gêneros de
comunicações e pelos quais todos os Espíritos, ou quase todos, podem
manifestar-se, espontaneamente, ou por evocação. "Esta espécie de médiuns se
aproxima muito da dos médiuns sensitivos."
03.3.3.2.8 - Médiuns exclusivos:
aqueles pelos quais se manifesta de preferência um Espírito, até com
exclusão de todos os demais, o qual responde pelos outros que são chamados.
"Isto resulta sempre de falta de maleabilidade. Quando o
Espírito é bom, pode ligar-se ao médium, por simpatia, ou com um intento
louvável; quando mau, é sempre objetivando pôr o médium na sua dependência.
E mais um defeito do que uma qualidade e muito próximo da obsessão."
(Veja-se o capítulo "Da obsessão".)
03.3.3.2.9 - Médiuns para evocação:
os médiuns maleáveis são naturalmente os mais próprios para este gênero de
comunicação e para as questões de minudências que se podem propor aos
Espíritos. Sob este aspecto, há médiuns inteiramente especiais. "As
respostas que dão não saem quase nunca de um quadro restrito, incompatível
com o desenvolvimento dos assuntos gerais."
03.3.3.2.10 - Médiuns para ditados espontâneos:
recebem comunicações espontâneas de Espíritos que se apresentam sem ser
chamados. Quando esta faculdade é especial num médium, torna-se difícil, às
vezes impossível mesmo, fazer-se por ele urna evocação. "Entretanto, são
mais bem aparelhados que os da classe precedente. Atenta em que o
aparelhamento de que aqui se trata é o de materiais do cérebro, pois mister
se faz, freqüentemente, direi
mesmo - sempre, maior soma de inteligência para os ditados
espontâneos, do que para as evocações. Entende por ditados espontâneos os
que verdadeiramente merecem essa denominação e não algumas frases
incompletas ou algumas idéias corriqueiras, que se
deparam em todos os escritos humanos."
03.3.3.3 - Segundo o gênero e
a particularidade das comunicações:
03.3.3.3.1 - Médiuns versejadores:
obtêm, mais facilmente do que outros, comunicações em verso. Muito comuns,
para maus versos; muito raros, para versos bons.
03.3.3.3.2 - Médiuns poéticos:
sem serem versificadas, as comunicações que recebem têm qualquer coisa de
vaporoso, de sentimental; nada que mostre rudeza. São, mais do que os
outros, próprios para a expressão de sentimentos ternos e afetuosos. Tudo,
nas suas comunicações, é vago; fora inútil pedir-lhes idéias precisas. Muito
comuns.
03.3.3.3.3 - Médiuns positivos:
suas comunicações têm, geralmente, um cunho de nitidez e precisão, que muito
se presta às minúcias circunstanciadas, aos informes exatos. Muito raros.
03.3.3.3.4 - Médiuns literários:
não apresentam nem o que há de impreciso nos médiuns poéticos, nem o
terra-a-terra dos médiuns positivos; porém, dissertam com sagacidade. Têm o
estilo correto, elegante e, freqüentemente, de notável eloqüência.
03.3.3.3.5 - Médiuns incorretos:
podem obter excelentes coisas, pensamentos de inatacável moralidade, mas num
estilo prolixo, incorreto, sobrecarregado de repetições e de termos
impróprios. "A incorreção material do estilo decorre
geralmente de falta de cultura intelectual do médium que, então, não é, sob
esse aspecto, um bom instrumento para o Espírito, que a isso, aliás, pouca
importância liga. Tendo como essencial o pensamento, ele vos deixa a
liberdade de dar-lhe a forma que convenha. Já assim não é com relação às
idéias falsas e ilógicas que uma comunicação possa conter, as quais
constituem sempre um índice da inferioridade do Espírito que se manifesta."
03.3.3.3.6 - Médiuns historiadores:
os que revelam aptidão especial para as explanações históricas. Esta
faculdade, como todas as demais, independe dos conhecimentos do médium,
porquanto não é raro verem-se pessoas sem instrução e até crianças tratar de
assuntos que lhes não estão ao alcance. Variedade rara dos médiuns
positivos.
03.3.3.3.7 - Médiuns científicos:
não dizemos sábios, porque podem ser muito ignorantes e, apesar disso, se
mostram especialmente aptos para comunicações relativas às ciências.
03.3.3.3.8 - Médiuns receitistas:
têm a especialidade de servirem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos
para as prescrições médicas. Importa não os confundir com os médiuns
curadores, visto que absolutamente não fazem mais do que transmitir o
pensamento do Espírito, sem exercerem por si mesmos influência alguma. Muito
comuns.
03.3.3.3.9 - Médiuns religiosos:
recebem especialmente comunicações de caráter religioso, ou que tratam de
questões religiosas, sem embargo de suas crenças, ou hábitos.
03.3.3.3.10 - Médiuns filósofos e moralistas:
as comunicações que recebem têm geralmente por objeto as questões de moral e
de alta filosofia. Muito comuns, quanto à moral. "Todos estes matizes
constituem variedades de aptidões dos médiuns bons. Quanto aos que têm uma
aptidão especial para comunicações científicas, históricas, médicas e
outras, fora do alcance de suas especialidades atuais, fica certo de que
possuíram, em anterior existência, esses conhecimentos, que permaneceram
neles em estado latente, fazendo parte dos materiais cerebrais de que
necessita o Espírito que se manifesta; são os elementos que a este abrem
caminho para a transmissão de idéias que lhe são próprias, porquanto, em
tais médiuns encontra ele instrumentos mais inteligentes e mais maleáveis do
que num ignaro." - (Erasto.)
03.3.3.3.11 - Médiuns de comunicações triviais e
obscenas:
estas palavras indicam o gênero de comunicações que alguns médiuns recebem
habitualmente e a natureza dos Espíritos que as dão. Quem haja estudado o
mundo espírita, em todos os graus da escala, sabe que Espíritos há, cuja
perversidade iguala à dos homens mais depravados e que se comprazem em
exprimir seus pensamentos nos mais grosseiros termos. Outros, menos abjetos,
se contentam com expressões triviais. E natural que esses médiuns sintam o
desejo de se verem livres da preferência de que são objeto por parte de
semelhantes Espíritos e que devem invejar os que, nas comunicações que
recebem, jamais escreveram uma palavra inconveniente.
Fora necessário uma estranha aberração de idéias e estar
divorciado do bom senso, para
acreditar que semelhante linguagem possa ser usada por
Espíritos bons.
03.3.3.4 - Segundo as
qualidades físicas do médium:
03.3.3.4.1 - Médiuns calmos:
escrevem sempre com certa lentidão e sem experimentar a mais ligeira
agitação.
03.3.3.4.1 - Médiuns velozes:
escrevem com rapidez maior do que poderiam voluntariamente, no estado
ordinário. Os Espíritos se comunicam por meio deles com a rapidez do
relâmpago. Dir-se-ia haver neles uma superabundância de fluido, que lhes
permite identificarem-se instantaneamente com o Espírito. Esta qualidade
apresenta às vezes seu inconveniente: o de que a rapidez da escrita a toma
muito difícil de ser lida, por quem quer que não seja o médium. "É mesmo
muito fatigante, porque desprende muito fluido inutilmente."
03.3.3.4.1 - Médiuns convulsivos:
ficam num estado de sobreexcitação quase febril. A mão e algumas vezes todo
o corpo se lhes agitam num tremor que é impossível dominar. A causa primária
desse fato está sem dúvida na organização, mas também depende muito da
natureza dos Espíritos que por eles se comunicam. Os bons e benévolos
produzem sempre uma impressão suave e agradável; os maus, ao contrário,
produzem-na penosa. "É preciso que esses médiuns só raramente se sirvam de
sua faculdade mediúnica, cujo uso freqüente lhes poderia afetar o Sistema
nervoso." (Capítulo "Da identidade dos Espíritos", diferenciação dos bons e
maus Espíritos.)
03.3.3.5 - Segundo as
qualidades morais dos médiuns:
Da influência moral do médium, Da obsessão, Da identidade
dos Espíritos e outros, para os quais chamamos particularmente a atenção do
leitor. Aí se verá a influência que as qualidades e os defeitos dos médiuns
pode exercer na segurança das comunicações e quais os que com razão se podem
considerar médiuns imperfeitos ou bons médiuns.
Médiuns
imperfeitos:
03.3.3.5.1 - Médiuns obsediados:
os que não podem desembaraçar-se de Espíritos importunos e enganadores, mas
não se iludem.
03.3.3.5.2 - Médiuns fascinados:
os que são iludidos por Espíritos enganadores e se iludem sobre a natureza
das comunicações que recebem.
03.3.3.5.3 - Médiuns subjugados:
os que sofrem uma dominação moral e, muitas vezes, material da parte de maus
Espíritos.
03.3.3.5.4 - Médiuns levianos:
os que não tomam a sério suas faculdades e delas só se servem por
divertimento, ou para futilidades.
03.3.3.5.5 - Médiuns indiferentes:
os que nenhum proveito moral tiram das instruções que obtêm e em nada
modificam o proceder e os hábitos.
03.3.3.5.6 - Médiuns presunçosos:
os que têm a pretensão de se acharem em relação somente com Espíritos
superiores. Crêem-se infalíveis e consideram inferior e errôneo tudo o que
deles não provenha.
03.3.3.5.7 - Médiuns orgulhosos:
os que se envaidecem das comunicações que lhes são dadas; julgam que nada
mais têm que aprender no Espiritismo e não tomam para si as lições que
recebem freqüentemente dos Espíritos. Não se contentam com as faculdades que
possuem, querem tê-las todas.
03.3.3.5.8 - Médiuns suscetíveis:
variedade dos médiuns orgulhosos, suscetibilizam-se com as críticas de que
sejam objeto suas comunicações; zangam-se com a menor contradição e, se
mostram o que obtêm, é para que seja admirado e não para que se lhes dê um
parecer. Geralmente, tomam aversão às pessoas que os não aplaudem sem
restrições e fogem das reuniões onde não possam impor-se e dominar. "Deixai
que se vão pavonear algures e procurar ouvidos mais complacentes, ou que se
isolem; nada perdem as reuniões que da presença deles ficam privadas." -
ERASTO.
03.3.3.5.9 - Médiuns mercenários:
os que exploram suas faculdades.
03.3.3.5.10 - Médiuns ambiciosos:
os que, embora não mercadejem com as faculdades que possuem, esperam tirar
delas quaisquer vantagens.
03.3.3.5.11 - Médiuns de má-fé:
os que, possuindo faculdades reais, simulam as de que carecem, para se darem
importância. Não se podem designar pelo nome de médium as pessoas que,
nenhuma faculdade mediúnica possuindo, só produzem certos efeitos por meio
do charlatanismo.
03.3.3.5.12 - Médiuns egoístas:
os que somente no seu interesse pessoal se servem de suas faculdades e
guardam para si as comunicações que recebem.
03.3.3.5.13 - Médiuns invejosos:
os que se mostram despeitados com o maior apreço dispensado a outros
médiuns, que lhes são superiores. Todas estas más qualidades têm
necessariamente seu oposto no bem.
Bons
médiuns:
03.3.3.5.13 - Médiuns sérios:
os que
unicamente para o bem se servem de suas faculdades e para fins
verdadeiramente úteis. Acreditam profaná-las, utilizando-se delas para
satisfação de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades.
Médiuns modestos:
os que nenhum
reclamo fazem das comunicações que recebem, por mais belas que sejam.
Consideram-se estranhos a elas e não se julgam ao abrigo das mistificações.
Longe de evitarem as opiniões desinteressadas, solicitam-nas.
03.3.3.5.13 - Médiuns devotados: os que
compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e deve, quando
necessário, sacrificar gostos, hábitos, prazeres, tempo e mesmo interesses
materiais ao bem dos outros.
03.3.3.5.13 - Médiuns seguros: os que,
além da facilidade de execução, merecem toda a confiança, pelo próprio
caráter, pela natureza elevada dos Espíritos que os assistem; os que,
portanto, menos expostos se acham a ser iludidos. Veremos mais tarde que
esta segurança de modo 'algum depende dos nomes mais ou menos respeitáveis
com que os Espíritos se manifestem.
Fonte: Texto do Livro dos Médiuns - Allan Kardec.
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Eis aqui
as respostas que nos deram os Espíritos às perguntas que
lhes dirigimos sobre este assunto no Livro dos Médiuns:
1ª) Podem
considerar-se as pessoas dotadas de força magnética como
formando uma variedade de médiuns?
"Não há que
duvidar."
2ª)
Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e
o homem; ora, o magnetizador, haurindo em si mesmo a força
de que se utiliza, não parece que seja intermediário de
nenhuma potência estranha.
"É um erro; a
força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é
aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu
auxilio. Se magnetizas com o propósito de curar, por
exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e
pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade,
dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias."
3ª) Há,
entretanto, bons magnetizadores que não crêem nos Espíritos?
"Pensas então
que os Espíritos só atuam nos que crêem neles? Os que
magnetizam para o bem são auxiliados por bons Espíritos.
Todo homem que nutre o desejo do bem os chama, sem dar por
isso, do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más
intenções, chama os maus."
4ª) Agiria
com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética,
acreditasse na intervenção dos Espíritos? "
"Faria coisas
que consideraríeis milagre."
5ª) Há
pessoas que verdadeiramente possuem o dom de curar pelo
simples contacto, sem o emprego dos passes magnéticos?
"Certamente;
não tens disso múltiplos exemplos?"
6ª) Nesse
caso, há também ação magnética, ou apenas influência dos
Espíritos?
"Uma e outra
coisa. Essas pessoas são verdadeiros médiuns, pois que atuam
sob a influência dos Espíritos; isso, porém, não quer dizer
que sejam quais médiuns curadores, conforme o entendes."
7ª) Pode
transmitir-se esse poder?
"O poder, não;
mas o conhecimento de que necessita, para exercê-lo, quem o
possua. Não falta quem não suspeite sequer de que tem esse
poder, se não acreditar que lhe foi transmitido."
8ª) Podem
obter-se curas unicamente por meio da prece?
"Sim, desde
que Deus o permita; pode dar-se, no entanto, que o bem do
doente esteja em sofrer por mais tempo e então julgais que a
vossa prece não foi ouvida."
9ª) Haverá
para isso algumas fórmulas de prece mais eficazes do que
outras?
"Somente a
superstição pode emprestar virtudes quaisquer a certas
palavras e somente Espíritos ignorantes, ou mentirosos podem
alimentar semelhantes idéias, prescrevendo fórmulas. Pode,
entretanto, acontecer que, em se tratando de pessoas pouco
esclarecidas e incapazes de compreender as coisas puramente
espirituais, o uso de determinada fórmula contribua para
lhes infundir confiança. Neste caso, porém, não é na fórmula
que está a eficácia, mas na fé, que aumenta por efeito da
idéia ligada ao uso da fórmula."
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03.6.4 - Bibliografia:
(1)
“O Livro dos Médiuns” - FEB - 29ª edição - Rio de Janeiro
(2) “Os Mensageiros”
- FEB - 4ª edição - Rio de Janeiro.
(3) “Nos Domínios
da Mediunidade” - FEB - 2ª edição - Rio de Janeiro.
(4) “Mediunidade”
- LAKE - 9ª edição - São Paulo.
|
(5) “Estudando
a Mediunidade” - FEB - 4ª edição - Rio de Janeiro.
(6) “Desobsessão”
- FEB - 1ª edição - Rio de Janeiro.
(7) “Conduta
Espírita” - FEB - 1ª edição - Rio de Janeiro. |
Fonte:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/lm/lm-18.html |
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03.7 - MEDIUNIDADE x
ANIMISMO:
Por Maísa
Intelisano (Revista Espiritismo & Ciência Especial - Nº 11 - Mediunidade)
A PALAVRA ANIMISMO VEM DO LATIM ANIMA, QUE significa
"alma", e foi usada pela primei¬ra vez por Alexander Aksakov
em seu livro Animismo e Espiritismo (Ed. BestSeller), para designar
"todos os fenômenos inte¬lectuais e físicos que deixam supor uma
atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e, mais
especialmente, os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por
uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo".
André Luiz, em .seu livro Mecanismos da
Mediunidade (FEB), pela psicografia de
Francisco
Cândido Xavier, define animismo como sendo "o conjunto dos
fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou
inconsciente dos médiuns em ação".
Já Richard Simonetti, em seu livro Mediunidade - Tudo o que
você precisa saber (Ed. CEAC), diz que animismo "na prática
mediúnica, é algo da alma do próprio médium, interferindo no
intercâmbio".
Ramatís, no livro Mediunismo (Ed. do
Conhecimento), pela psicografia de Hercílio Maes, diz que "animismo,
conforme explica o dicionário do vosso mundo, é o sistema
fisiológico que considera a alma como a causa primária de todos os
fatos intelectivos e vitais".
"O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades
espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do
médium nas comunicações dos Espíritos desencarnados, quando ele
impõe algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do
Além-Túmulo." |
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Partindo de definições como estas, o termo passou a ser
usado de forma negativa e pejorativa para tudo aquilo que fosse produzido por um médium, mas que
não tivesse qualquer contribuição ou participação de espíritos
desencarnados. Com essa definição, o animismo passou a ser o
pesadelo de todos os médiuns, especialmente os iniciantes, por ser
usado como sinônimo de mistificação e fraude.
No ENTANTO, MISTIFICAÇÃO é uma coisa completamente
diferente, caracterizada pela fraude consciente do médium e a
simulação premeditada do fenômeno mediúnico, com intenção de enganar
os outros.
Médium mistificador, portanto, é aquele que finge,
premeditada e conscientemente, estar em transe mediúnico, recebendo
comunicação de Espíritos desencarnados, quando, na verdade, está
apenas inventando a mensagem para impressionar ou agradar
as pessoas à sua volta.
A atuação anímica do médium, por sua vez, acontece
de forma quase sempre inconsciente, de modo que o próprio
médium dificilmente consegue perceber a sua própria interferência ou
participação no fenômeno que manifesta, não conseguindo separar o
que é seu do que é criação mental do comunicante, mesmo quando o
fenômeno, em si, é consciente.
É o que nos diz Hermínio C.Miranda, em seu livro Diversidade dos Carismas
(Publicações Lachâtre), quando afirma que "o fenômeno fraudulento
nada tem a ver com animismo, mesmo quando inconsciente. Não é o
espírito do médium que o está produzindo através de seu corpo
mediunizado, para usar uma expressão dos próprios espíritos, mas o
médium, como ser encarnado, como pessoa humana, que não está sendo
honesto, nem com os assistentes, nem consigo mesmo. O médium que
produz uma página por psicografia automática, com os recursos do seu
próprio inconsciente, não está, necessariamente, fraudando e, sim,
gerando um fenômeno anímico. É seu espírito que se manifesta. Só
estará sendo desonesto e fraudando se desejar fazer passar sua
comunicação por outra, acrescentando-lhe uma assinatura que não for
a sua ou atribuindo-a, deliberadamente, a algum espírito
desencarnado." (grifo nosso).
PORTANTO, O ANIMISMO NÃO É DEFEITO MEDIÚNICO e nem
deve ser tratado como distúrbio ou desequilíbrio da mediunidade ou
do médium. Na verdade, como parte dos fenômenos psíquicos humanos,
ele deve ser considerado também parte do fenômeno mediúnico,
já que, como diz Richard Simonetti no livro já citado, "o
médium não é um telefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o
transmite, utilizando-se de seus próprios recursos"
(grifo nosso).
"Se o animismo faz parte do processo mediúnico, sempre
haverá um porcentual a ser con¬siderado, não fixo, mas variável,
envolvendo o grau de desenvolvimento do médium."
Hermínio Miranda, no livro já citado, diz que, "em
verdade, não há fenômeno espírita puro" (grifo nosso), de
vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto
terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo
das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas".
Interessante também vermos algumas anotações de Kardec
referentes a instruções dos espíritos, em O Livro dos Médiuns:
"A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outra".
"O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao
corpo que serve para a comunicação e porque é necessária essa cadeia
entre vós e os Espíritos comunicantes, como é necessário um fio
elétrico para transmitir uma notícia à distância, e, na ponta do
fio, uma pessoa inteligente que a receba e comunique".
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Seja o médium consciente ou inconsciente, intuitivo ou
mecânico, dele sempre depende a transmissão e sua pureza".
QUANDO KARDEC, AINDA NO mesmo livro, pergunta se "o
Espírito do médium não é jamais completamente passivo", os
Espíritos lhe respondem dizendo que "ele
é passivo quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito
comunicante,mas nunca se anula por completo. Seu concurso é
indispensável como intermediário, mesmo quando se trata dos chamados
médiuns mecânicos".
Hermínio Miranda, citando ensinamento dos Espíritos
no livro de Kardec, diz ainda que "assim como o espírito
manifestante precisa utilizar-se de certa parcela de energia, que
vai colher no médium, para movimentar um objeto, também para uma
comunicação inteligente ele precisa de um intermediário
inteligente", ou seja, do Espírito do próprio médium.
"O bom médium, portanto, é aquele
que transmite, tão fielmente quanto possível, o pensamento do
comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer".
"Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico
sem participação anímica (grifo nosso). O cuidado que
se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o
médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um
estigma, e, sim, ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo, em
palavras adequadas, o pensamento que lhe está sendo transmitido sem
palavras pelos espíritos comunicantes".
Também em O Livro dos Médiuns, quando Kardec
pergunta aos Espíritos se "o Espírito do
médium influi nas comunicações de outros Espíritos que ele deve
transmitir", recebe a seguinte resposta:
"Sim, pois se não há afinidade
entre eles, o Espírito do médium pode alterar as respostas,
adaptando-as às suas próprias idéias e às suas tendências".
Em seguida, Kardec lhes pergunta se "é essa a causa
da preferência dos Espíritos por certos médiuns", ao que os
Espíritos respondem:
"Não existe outro motivo. Procuram intérprete que melhor
simpatize com eles e transmita com maior exatidão o seu pensamento".
PORTANTO,VEMOS QUE,mais do que parte integrante, o animismo
é, até certo ponto, condição necessária para o fenômeno mediúnico,
garantindo a sintonia adequada para que a transmissão seja a mais
fiel possível às idéias do comunicante. Sem o conteúdo do médium, é
muito mais difícil para o Espírito transmitir-lhe suas idéias e o
que pretende com elas. De posse do conteúdo mental e até emocional
do médium, no entanto, toma-se muito mais fácil para o Espírito se
fazer entender, podendo assim transmitir com mais naturalidade e
desenvoltura o seu raciocínio.
No livro Mediunismo, Ramatis nos diz que
"mesmo na vida física é necessário ajustar-se cada profissional à
tarefa ou responsabilidade que favoreça o melhor êxito ou eficiência
para alcance dos objetivos em foco".
"Da mesma forma, o espírito do médico desencarnado logrará
mais êxito, ao se comunicar com o mundo material, se dispuser de um
médium que também seja médico".
"Quando o médium e o espírito manifestante afinizam-se
pelos mesmos laços intelectivos e morais, ou coincide semelhança
profissional, as comunicações mediúnicas tomam-se flexíveis,
eloqüentes e nítidas".
"Os espíritos não se preocupam em eliminar radicalmente o
animismo nas comunicações espíritas, porque o seu escopo principal é
o de orientar os médiuns, aos poucos, para as maiores aquisições
espirituais, morais e intelectivas, a ponto de poderem
endossar-lhes, depois, as comunicações anímicas, como se fossem de
autoria dos desencarnados".
Notamos, assim, que a preocupação com o animismo é muito
mais de médiuns e dirigentes do que dos Espíritos que se comunicam
nas reuniões mediúnicas.
MEDIUNIDADE CONSCIENTE é aquela em que o médium, como o
próprio nome diz, permanece consciente durante todo o transe,
registrando a mensagem e quase tudo o que se passa à sua volta
durante a comunicação, e participando ativa e conscientemente do
fenômeno, imprimindo à mensagem muito de suas características
pessoais. Nesse caso, a comunicação se faz mente a mente, telepática
e/ou energeticamente, sem o desdobramento do médium. Mais de 70% dos
médiuns apresentam esse tipo de fenômeno.
Mediunidade inconsciente é aquela em que, ao contrário da
anterior, o médium, a partir da ligação com o Espírito comunicante,
fica inconsciente, incapaz de registrar qualquer parte da mensagem
ou mesmo de qualquer coisa que ocorra à sua volta durante o transe.
Nesse caso, o médium é totalmente afastado de seu corpo físico,
permanecendo projetado durante a comunicação, e o Espírito assume o
comando do órgão físico correspondente ao tipo de mensagem
(psicografia
braço e mão: psicofonia garganta; ectoplasmia cérebro) a
ser transmitido, sem que o conteúdo da mensagem passe por sua mente.
Entre as duas, poderíamos citar a medi unidade
semiconsciente, que é aquela em que o médium percebe o que se passa
à sua volta, mas não é capaz de registrar completamente todos os
detalhes, nem mesmo da mensagem que está transmitindo. Nesse caso, o
médium é afastado parcialmente de seu corpo físico e o comunicante
se coloca entre este e o seu perispírito, ligando-se tanto com a sua
mente, como com o órgão físico correspondente ao tipo de mensagem,
atuando duplamente.
Importante notar que fenômeno mediúnico consciente não é o
mesmo que fenômeno anímico.
No FENÔMENO CONSCIENTE, a mensagem não é do médium,
embora ele esteja consciente de todo o processo e participe do
fenômeno que ocorre com ele, sem interferir no seu conteúdo, sem
deturpar a idéia central da mesma. O estilo, o vocabulário, a forma
e o tom da mensagem são seus, mas o tema, a idéia, a essência e o
conteúdo são da entidade.
Por esse motivo, médiuns conscientes costumam transmitir
mensagens muito parecidas em termos de estilo e forma, porque é mais
ou menos como se recebessem dos mentores um tema e alguns tópicos
para redação e coubesse a eles desenvolvê-los, com seu jeito e
palavras.
Já no fenômeno anímico, é o Espírito do próprio médium que
se comunica e dá a mensagem através de seu próprio corpo em transe,
na maioria das vezes sem que ele tenha consciência de que é ele
mesmo que está passando a mensagem, mesmo que esteja consciente do
fenômeno, e durante o fenômeno. Ou seja, ele pode até estar
consciente de tudo, mas não tem consciência de que é ele mesmo que
está se comunicando e transmitindo uma mensagem. Ele pode acompanhar
o desenrolar da comunicação, mas não sabe que o comunicante é ele
mesmo, ou uma porção inconsciente de sua própria consciência ou
Espírito.
Importante ressaltar também que é possível a Espíritos
encarnados afastar-se de seu corpo físico, em desdobramento ou
projeção, e se manifestar por intermédio de outros encarnados que
sejam médiuns, sem que, no entanto, esse seja um fenômeno anímico.
Na verdade, esse é um fenômeno mediúnico entre encarnados (ou entre
vivos, como, incorretamente, se convencionou chamar, já que vivos
somos todos, encarnados e desencarnados), pois se caracteriza pela
interação espiritual de duas consciências encarnadas diferentes.
Se, como diz Hermínio C.Miranda, não há fenômeno
mediúnico sem participação anímica, é importante que o médium se
conscientize da necessidade e da importância do estudo sistemático e
da prática constante, como meios de garantir uma participação
anímica de melhor nível nas comunicações mediúnicas que se fazem por
seu intermédio.
Quanto mais conhecimento técnico e teórico tiver o médium,
mais fácil será para mentores e amparadores encontrarem, em
seus arquivos mentais, material em sintonia com as mensagens a serem
transmitidas.
Da mesma forma, quanto mais prática, quanto mais vivência
mediúnica e espiritual tiver o médium, mais fácil será para ele
mesmo compreender o sentido do que lhe é transmitido, podendo
repassar com mais segurança e desenvoltura as idéias que recebe
mentalmente.
PES – PODERES EXTRA-SENSORIAIS:
SENDO O ANIMISMO A interferência, participação ou
mesmo manifestação do Espírito do próprio médium no fenômeno,
vamos notar que determinadas capacidades psíquicas,
classificadas como mediúnicas, são na verdade anímicas,
por serem capacidades inerentes ao próprio ser humano, pois
não dependem da interferência ou ação de
mentes externas, encamadas ou desencarnadas, para
se manifestarem.
Vejamos alguns
desses casos:
-
Clarividência, incluindo a precognição, a
retrocognição e a visão à distância, que são tipos de
clarividência;
-
Telepatia que, embora precise de outra mente para se
caracterizar, é anímica, funcionando como interação entre
receptor e emissor;
-
Psicometria, que poderia ser considerada também um
tipo de clarividência, já que se trata da visualização de fatos
e cenas, geralmente passados, relacionados a objetos;
-
Clariaudiência: Capacidade de ouvir sons, vozes
extrafísicos.
-
Clariolfatismo: Capacidade de sentir odores extrafísicos.
-
Transmissão de energias, seja por que técnica ou
método for, desde o passe comum até bênçãos, etc.
-
Desdobramento ou desprendimento astral, mesmo os
ocorridos durante trabalhos mediúnicos ou os provocados
mediunicamente, ou seja, por Espíritos desencarnados.
Acontece que, muitas vezes, essas capacidades são
despertadas ou desenvolvidas com a ajuda direta de Espíritos
desencarnados, dando a impressão de serem mediúnicas. Nesse caso, a
capacidade é anímica, pois é da pessoa e poderia se manifestar sem o
auxílio de Espíritos, mas a sua manifestação é mediúnica, pois só
acontece quando entidades desencarnadas atuam, com energias e
fluidos, sobre os comandos que a controlam.
Acontece também de, muitas vezes, os Espíritos
desencarnados se comunicarem com as pessoas por meio dessas
capacidades anímicas, dando também a impressão de serem mediúnicas.
Nesse caso, a capacidade é anímica, pois existe independentemente da
presença dos desencarnados, mas o uso é mediúnico, já que é
utilizada para a comunicação ou a transmissão de mensagens de
Espíritos desencarnados para os encarnados.
Fonte: Revista Especial de
Mediunidade - Ciências e Espiritismo |
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03.8 - TULKU:
Helena
Blavatsky alegava que não era
a autora do livro [A Doutrina Secreta], mas que este teria
sido escrito pelos Mahatmas, utilizando o seu corpo físico, em um
processo denominado Tulku, que, segundo a autora, não
era um processo mediúnico.
O termo “tulku” abrange
um espectro mais amplo de possibilidades, podendo ser definido como
sendo uma sombra ou projeção, nesse mundo, de entidades de uma
categoria superior. Significa, literalmente, “aparecer num corpo”,
“transformar o eu de alguém”, “modificar um corpo” ou “tomar a posse
de um veículo”. Mas o termo abrange outros fatos como o de criar um
segundo corpo temporário, criar um corpo permanente para ser usado
quando necessário e usar o corpo de uma outra pessoa ainda encarnada
ou imediatamente após o seu desencarne. Em tibetano a palavra é
sprul-sku e em sânscrito é avesa.
Existem numerosos fenômenos na
natureza cuja explicação se acha na doutrina do tulkuísmo. É o caso,
por exemplo, de Apolônio de Tyana, de Sai Baba, de
Antônio de Pádua, de Santa Teresa Neumann 101:30
e de outros santos da Igreja Católica, se “bilocando” e se
materializando à distância, e deixando em seu lugar um “fantasma” de
si mesmo. Essas criações mágicas, descritas por Patânjali em
seus Yoga-sutras como siddhis, poderes adquiridos pela
prática iogue, quando feitas por um Buddha, ou um
Bodhisattva, são capazes de receber uma vida real, infundida
pelo próprio criador, e adquirir personalidade própria.
Os Tulkus podem ser
emanações, projeções ou veículos, digamos assim, fabricados por um
Ser de elevada espiritualidade, com a finalidade de ficar às suas
ordens ou serviço, uma espécie de estátua viva, da mais alta
qualidade espiritual e física. Os Tulkus são seres ligados ao
seu escultor ou Senhor (de cérebro para cérebro ou de inteligência
para inteligência) e coexistem com ele, embora esse não fique
completamente encarnado naquele, numa forma de “continuidade de
consciência”. São os veículos dos quais se utilizam os Buddhas,
Christos e Bodhisattvas (Cf. no Volume 3) para
continuar a sua missão de restaurar o Dharma (os ensinamentos
da Lei) e reencarnar continuamente até que a última alma se ilumine.
O tulkuísmo, em linhas
mais gerais, objetiva o processo de transmitir cultura ou sabedoria
(mental, psíquica ou moral) do exterior para o interior, de um ser
mais sábio para um aprendiz. Dessa forma, qualquer professor que de
alguma forma possa enviar parte da sua consciência e vontade, por um
período de tempo variável, para um mensageiro/aluno que seja enviado
por ele para ensinar a humanidade ou cumprir uma determinada tarefa,
é um exemplo de tulkuísmo. Portanto, generalizando, o
aluno seria um tulku de seu professor, o qual lhe
transfere seus conhecimentos, e, da mesma forma, tudo o que existe
na natureza é tulku de algo que lhe é superior: o homem é
tulku do Adepto ou Sábio, o animal é tulku do homem, o vegetal é
tulku do animal e o mineral é tulku do vegetal.
A mediunidade está no outro extremo
dessa condição de tulku. Todo homem é um médium,
falando no sentido de "mediador", de ponte, de pontífice. Enquanto o
médium é um simples joguete inconsciente (em transe) e vítima, na
maioria das vezes, de embustes de elementais inferiores e
elementares habitantes do mundo astral, o tulku desempenha o
seu papel sem perda da consciência pessoal. Ele tem conhecimento
definido e completo do que está ocorrendo, como se a consciência
adquirida fosse a sua própria. O tulku simplesmente empresta
o seu organismo “físico/astral” para uso temporário de uma
consciência superior, por consentimento mútuo, e não se sente
desgastado com isso, muito pelo contrario, se sente amplamente
revigorado com a experiência.
O médium comum, para a sua
evolução, tem que aprender a dominar completamente suas tendências
mediúnicas desordenadas e patológicas, mantendo-as sob o seu domínio
e vontade espiritual, não se deixando dominar sob nenhuma hipótese.
Tem que se transformar em um mediador consciente (um
transmissor) e não um médium de transe inconsciente ou, na melhor
das situações, semiconsciente.
O tulku age, na verdade,
como um transformador que capta a energia superior e a transmuta em
outra que pode ser apreendida pela humanidade. Para servir como
mediador, o tulku deve ser capaz de não se sujeitar à
vontade de quem quer que seja nem sofrer influências de seu próprio
“eu inferior”.
Por isso, as doutrinas religiosas em
geral proíbem, desde logo, àquele que há de ser um tulku,
todo o ritual que estimule a mediunidade comum e a comunicação com
seres astrais que deprimem e sugam a energia mental do médium, para
que a Iluminação, que deve ser obtida pelo estudo e esforço da
mente, não venha a ser prejudicada. O teósofo tem por meta se
preparar para ser tulku de Homens que aprenderam, por
meio de árduo treinamento oculto, como se retirar, temporariamente,
de suas próprias constituições exteriores e penetrar em outras para
transmitir o poder, o conhecimento e a influência deles.
A esses Homens a teosofia chama
de Mahatmas (Cf. no Volume 3).
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Fonte: http://www.orion.med.br/o2tx85.htm |
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03.9 - POSSESSÃO:
POSSESSÃO = INCORPORAÇÃO
Muitos confundem obsessão com possessão. Entretanto, é
preciso que não se confunda uma situação com a outra. Para o
espiritismo tratam-se de coisas diversas e que foram estudadas por
Kardec. Segundo o escritor espírita Marcos Milani "Obsessão é a ação
persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta
caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem
sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo
e das faculdades mentais".
Já a possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um
indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio
corpo material. Esta ação não é permanente, nem integral,
considerando-se que a união molecular do perispírito ao corpo
opera-se somente no momento da concepção".
Muitos médiuns incorporam espíritos 'que possuem o corpo
para se expressar. Essa posse do corpo pode ser feita por um
espírito inferior com objetivos escusos e prejudiciais, como também
por um espírito bom e iluminado, que usa o corpo do médium para
transmitir ensinamentos e realizar outros atos louváveis. |
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Segundo Allan Kardec:
"A obsessão sempre é o resultado da atuação de um
Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito
que quer falar e, para dar mais impressão sobre os seus ouvintes,
toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede
voluntariamente como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma
perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se
encontra em liberdade como em um estado de emancipação e
freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir".
Resumidamente, a possessão pode ser realizada por
espíritos bons e maus, ao passo que a obssessão é sempre obra
de espíritos inferiores que podem levar o obsediado a situações
críticas tanto do ponto de vista físico como mental.
O que é
Possessão?
Em a Gênese,
Kardec faz referência à obsessão e à possessão. Ele
diz que, na obsessão, o espírito atua exteriormente
por meio de seu períspirito, que ele identifica com o do encarnado;
este último encontra-se, então, enlaçado como numa teia e é
constrangido a agir contra sua vontade.
Na
possessão, em lugar de agir exteriormente, o espírito livre se
substitui, por assim dizer, ao espírito encarnado; faz domicílio em
seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só
pode ter lugar na morte.
A possessão
é sempre temporária e intermitente, esclarece Kardec, pois
um espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de
um encarnado, dado que a união molecular do períspirito e do corpo
não pode se operar senão no momento da concepção.
O espírito em
possessão momentânea do corpo dele se serve como se fosse o
seu próprio corpo; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age
com os seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Já não é mais
como na mediunidade falante, na qual o espírito encarnado fala
transmitindo o pensamento de um espírito desencarnado; é este
último mesmo que fala e que se agita.
A possessão
pode ser o feito de um bom espírito quê quer falar e, para fazer
mais impressão sobre seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um
encarnado, que lhe cede voluntariamente, tal como se empresta uma
roupa. Isso se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo, e durante
esse tempo o espírito se encontra em liberdade, como no estado de
emancipação, e com mais frequência se conserva ao lado de seu
substituto para ouvir.
Já quando o
espírito possessor é mau, as coisas se passam de outro modo;
ele não toma emprestado o corpo, mas se apodera dele, caso o titular
não tenha força moral para resistir. Ele o faz por maldade dirigida
contra o possesso, a quem tortura e martiriza por todas as maneiras
até pretender fazê-lo perecer.
Fonte:
Espiritismo & Ciência Especial - nº 21 - 30 Questões Essenciais do
Espiritismo
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03.10 - MEDIUNIDADE
NOS ANIMAIS:
Os irracionais não possuem faculdades
mediúnicas propriamente ditas. Contudo, têm percepções psíquicas
embrionárias, condizentes ao seu estado evolutivo, através das quais
podem indiciar as entidades deliberadamente perturbadoras, com fins
inferiores, para estabelecer a perplexidade naqueles que os
acompanham, em determinadas circunstâncias.
O CONSOLADOR - Emmanuel - 1940
Dentro da Teosofia, C.W.Leadbeater,
em seu livro A Clarividencia, afirma existir em alguns seres
primitivos (selvagens), comum na África Central, até na Europa
Ocidental, desenvolvem um tipo de clarividencia a nível
etérico, espontânea, passiva e sem controle. Afirmando que a
paranormalidade, está de acordo com o desenvolvimento espiritual de
cada ser.
Já no caso dos animais, a
paranormalidade, é a nível etérico. Um cão, um gato, ou
qualquer outro animal irracional, não possui veículo físico, nem
espiritual desenvolvido em suas estruturas para perceber as esferas
astrais. Podem pressentir, sentir cheiros, até perceber determinados
vultos etéricos, mas não enxergam espiritos, a não ser que
esses espiritos se materializem. Allan Kardec no O LIVRO DOS
MÉDIUNS, no ítem 236 - Capítulo 21, corrobora com essa
afirmação.
Beraldo Figueiredo.
Mediunidade nos
Animais:
A questão da mediunidade
nos animais apareceu no tempo de Kardec e foi objeto de estudos e
debates na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Tanto os
Espíritos,quanto Kardec e a Sociedade Espírita consideraram o
assunto como sem fundamento.
O animal pode ser considerado como o último elo da cadeia evolutiva
que culmina no homem. Depois da Humanidade inicia-se um novo ciclo
da evolução com a Angelitude (Reino Espiritual). Não há
descontinuidade na evolução. Tudo se encadeia no Universo, como
acentuou Kardec.
A teoria doutrinária da criação dos seres, isto é, a Ontogênese
Espírita (do grego: onto é ser; logia é estudo) revela o processo
evolutivo a partir do reino mineral até o reino hominal.
Léon Denis a divulgou numa sequência poética e naturalista: “A alma
dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no
homem“. Entre cada uma dessas fases existem faixas intermediárias ,
nas quais o ser guarda características da fase que está deixando,
incorporando-se à próxima, sem que esteja plenamente caracterizado.
Assim, a teoria espírita da evolução considera o homem como um todo
formado de espírito e matéria. A própria evolução á apresentada como
um processo de interação entre esses dois elementos.
Cada fase, definida num dos reinos da Natureza, caracteriza-se por
condições próprias, como resultantes do desenvolvimento de
potencialidades dos reinos anteriores. Só nas zonas intermediárias,
que marcam a passagem de uma fase para a outra, existe misturas das
características anteriores com as posteriores.
Por exemplo: entre o reino vegetal e o reino animal, há a zona dos
vegetais carnívoros; entre o reino animal e o reino hominal, há a
zona dos antropóides. A teoria da evolução se confirma na pesquisa
científica por dados evidentes e significativos.
A caracterização específica de cada reino define as possibilidades
de cada um deles e limita-os em áreas de desenvolvimento próprio. A
pedra não apresenta sinais de vida, embora em seu núcleo estrutural
intensa atividade esteja se processando nas forças de atração; o
vegetal tem vida e sensibilidade, o animal acrescenta às
características da planta a mobilidade e os órgãos sensoriais
específicos, com inteligência em processo de desenvolvimento.
Somente no homem todas essas características dos reinos naturais se
apresentam numa síntese perfeita e equilibrada, com inteligência
desenvolvida, razão e pensamento contínuo e criador. Mas a mais
refinada conquista da evolução, que marca o homem com o endereço do
plano angélico (Reino Espiritual) é a Mediunidade. Função sem órgão,
resultante de todas as funções orgânicas e psíquicas da espécie, a
Mediunidade é a síntese por excelência, que consubstancia todo o
processo evolutivo da Natureza. Querer atribuí-la a outras espécies
que não a humana é absurdo, uma vez que mediunidade requer processo
de sintonia impossível de acontecer no pensamento fragmentado do
animal. Por isso, todos os que querem encontrá-la nos animais a
reduzem a um sistema comum de comunicação animal, desconhecendo-lhe
a essência para só encará-la através dos efeitos.
O ponto de máximo absurdo nessa teoria da mediunidade nos animais é
a aceitação de “incorporação” de espíritos humanos em animais.
As comunicações mediúnicas são possíveis somente no plano humano. A
Natureza emprega os processos das formas no desenvolvimento das
espécies animais e no crescimento das criaturas humanas, sempre no
âmbito de cada espécie e segundo as leis das lentas variações da
formação dos seres. Jamais o Espiritismo admitiu os excessos de
imaginação que o fariam perder de vista as regras do bom senso e a
firmeza com que avança na conquista dos mais graves conhecimentos de
que a Humanidade necessita para prosseguir na sua evolução moral e
espiritual.
As pesquisas parapsicológicas atuais demonstram a percepção
extra-sensorial no animal que lhes permite perceber (enxergar,
ouvir) vibrações de ondas não passíveis de serem captadas pelo
sensório humano.
Certas faculdades dos animais são agudas como a visão na águia e no
lince, a do olfato e da audição nos cães, a da direção nas aves e
animais marinhos; faculdades estas desenvolvidas na medida das
necessidades de sobrevivência de certas espécies.
As nossas faculdades correspondentes são menos acentuadas, porque já
possuímos outros meios para aferir a realidade, usando faculdades
superiores de que temos maior necessidade no campo da evolução
espiritual. A percepção extra-sensorial é muito difundida no reino
animal, e os espíritos incumbidos de zelar por esse reino, em certos
casos podem excitar suas percepções para atender a circunstâncias
especiais. Os casos de animais que se recusam a passar num trecho da
estrada porque este é assombrado - segundo lendas, nada tem que ver
com a mediunidade. Muitas vezes o animal se recusa porque percebeu
não um espírito, mas sim a presença de uma serpente no mato.
Na Revista Espírita, Junho de 1860, pg 179, no artigo - O Espírito e
o Cãozinho - é relatado o caso de um cão que percebia a presença do
Espírito de seu dono, desencarnado havia pouco. É perguntado ao
Espírito do rapaz por que meios o cão o reconhece, e ele responde:
“A extrema finura dos sentidos do cão”.
Posteriormente o Espírito Charles comunica-se explicando:
“A vontade humana atinge e adverte o instinto dos animais, sobretudo
dos cães, antes que algum sinal exterior o revele. Por suas fibras
nervosas o cão é colocado em relação direta conosco, Espíritos,
quase tanto quanto com os homens: percebe as aparições; dá-se conta
da diferença existente entre elas e as coisas reais ou terrenas, e
lhes tem muito medo”.
“(...) Acrescentarei que seu órgão visual é menos desenvolvido do
que as suas sensações; ele vê menos do que sente; o fluido elétrico
o penetra quase que habitualmente”.
Desse modo, compreendemos que o cão percebe a presença de Espíritos,
não através da mediunidade, mas através da percepção peculiar
acentuada e por ser, em princípio, constituído do mesmo fluido que
os Espíritos.
Outros casos comentados são as aparições de animais - fantasmas. Na
Revista Espírita - Maio de 1865, pg 125 a 129, é relatada a aparição
de uma cachorra chamada Mika.
Será que o princípio inteligente, que deve sobreviver nos animais
como no homem, possuiria, em certo grau, a faculdade de comunicação
como o Espírito humano?
Posteriormente, é recebida a seguinte comunicação de um Espírito,
sobre o assunto (transcrevemos parte dela):
“(...) Assim, a manifestação pode
dar-se, mas é passageira, porque o animal para subir um degrau,
necessita de um trabalho latente que aniquila, em todos, qualquer
sinal exterior de vida. Esse estado é a crisálida espiritual, onde
se elabora a alma, perispírito informe, não tendo nenhuma figura
reprodutiva de traços (...)“.
“(...) que o animal, seja qual for,
não pode traduzir seu pensamento pela linguagem humana, suas idéias
são apenas rudimentares; para ter a possibilidade de exprimir-se
como faria o Espírito de um homem, ele necessitaria ter idéias,
conhecimentos e um desenvolvimento que não tem, nem pode ter. Tende,
pois,como certo, que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o
elefante, podem manifestar-se por via mediúnica. Os Espíritos
chegados ao grau da humanidade, e só eles, podem fazê-lo, e ainda em
razão do seu adiantamento porque o Espírito de um selvagem não vos
poderá falar como o de um homem civilizado”.
As manifestações de fantasmas-animais
não são naturalmente conscientes como as de criaturas humanas, mas
são produzidas por entidades espirituais interessadas nessas
demonstrações, seja para incentivar o maior respeito pelos animais
na Terra, seja por motivos científicos.
Continuando nossa análise, recorremos aos capítulos XIX e XXII de O
Livro dos Médiuns e juntos, analisemos fatores que nos permitam
compreender o papel dos médiuns nas comunicações, excluindo assim a
possibilidade dos animais serem médiuns.
O Livro dos Médiuns
• cap XIX - Papel dos Médiuns nas Comunicações;
• Cap XXII – Da Mediunidade nos animais,
questão 236
”(...) que é um Médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de
união aos Espíritos para que estes possam comunicar-se facilmente
com os homens, Espíritos encarnados. Por conseguinte, sem médium,
não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de
qualquer natureza que seja”.
“(...) os semelhantes agem através de seus semelhantes e como os
seus semelhantes. Ora, quais são os semelhantes dos Espíritos, senão
os Espíritos, encarnados ou não? (...) o vosso perispírito e o nosso
procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são, numa palavra,
semelhantes. Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos
desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos
permite aos Espíritos e aos encarnados entrar facilmente em relação.
Enfim, o que pertence especificamente aos médiuns, à essência mesma
de sua individualidade, é uma afinidade especial, e ao mesmo tempo,
uma força de expansão particular, que anulam neles toda
possibilidade de rejeição, estabelecendo entre eles e nós, uma
espécie de corrente ou fusão, que facilita as nossas comunicações.
É, de resto, essa possibilidade de rejeição, própria da matéria, que
se opõe ao desenvolvimento da mediunidade, na maior parte dos que
não são médiuns”.
“(. ..) o fogo que anima os irracionais, o sopro que os faz agir,
mover, e falar na linguagem que lhes é própria, não tem quanto ao
presente, nenhuma aptidão para se mesclar, unir, fundir com o sopro
divino, a alma etérea, o Espírito em uma palavra, que anima o ser
essencialmente perfectível: o homem (...)“.
“(...) não mediunizamos diretamente nem os animais, nem a matéria
inerte. Precisamos sempre do concurso consciente ou inconsciente, de
um médium humano, porque precisamos da união de fluidos similares, o
que não achamos nem nos animais nem na matéria bruta”.
O Sr. T..., diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou?
Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído
numa espécie de atonia, de langor, conseqüência de sua magnetização.
Com efeito, saturando de um fluido haurido numa essência superior à
essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo
sobre ele, embora mais lentamente, à semelhança do raio. Assim, não
havendo nenhuma possibilidade de assimilação entre o nosso
perispírito e o envoltório fluídico dos animais, propriamente ditos,
nós os esmagaríamos imediatamente ao mediunizá-los.
"(...)sabeis que tiramos do cérebro do médium os elementos
necessários para dar ao nosso pensamento a forma sensível e
apreensível para vós. É com o auxílio dos seus próprios materiais
que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Pois
bem: que elementos encontraríamos no cérebro de um animal? Haveria
ali palavras, números, letras, alguns sinais semelhantes aos que
encontramos no homem, mesmo o mais ignorante? Entretanto, direis, os
animais compreendem o pensamento do homem, chegam mesmo a
adivinhá-lo. Sim, os animais amestrados compreendem certos
pensamentos, mas já os vistes reproduzi-los? Não. Concluí, pois, que
os animais não podem servir-nos de intérpretes".
Resumindo: os fenômenos mediúnicos não podem produzir-se sem o
concurso consciente ou inconsciente dos médiuns, e é somente entre
os encarnados, Espíritos como nós, que encontramos os que podem
servir-nos de médiuns. Quanto a ensinar cães, pássaros e outros
animais, para fazerem estes ou aqueles serviços, é problema vosso e
não nosso. – ERASTO”
Assim concluímos ser a Mediunidade uma faculdade natural do
Espírito. Querer encontrá-la nos animais significa não entender seu
mecanismo, finalidade e função, ignorando-lhe a essência para só
encará-la através dos efeitos. Os principais elementos que permitem
o desabrochar dessa faculdade só apareceram no homem: a
sensibilidade aprimorada ao extremo das possibilidades materiais, o
psiquismo requintado e sutil, a afetividade elaborada aos impulsos
da transcendência, a vontade dirigida por finalidades superiores, a
mente racional e perquiridora , a consciência discriminadora e
analítica, o juízo disciplinador e avaliador que avalia a si mesmo,
a memória arquivada nas profundezas do inconsciente, o pensamento
criador e dominador do espaço e do tempo, a intuição inata de Deus
como o selo vivo e atuante do Criador na criatura.
BIBLIOGRAFIA:
1. KARDEC, Allan - O Livro
dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 - Cap. XIX e XXII
2. KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo:EME,
1997 - Cap. XI q. 592 a 613
3. KARDEC, Allan – Revista Espírita: Sobradinho-DF: EDICEL,
• Junho de 1860 – O Espírito e o Cãozinho
• Julho de 1861 – Papel dos médiuns nas comunicações, Erasto e
Timóteo
• Agosto de 1861 – Os animais médiuns, Erasto
• Setembro de 1861 – Carta do Sr Mathieu sobre mediunidade das aves
• Maio de 1865 – Manifestação do Espírito dos animais
4. PIRES, J. Herculano - Mediunidade: 2. ed. São Paulo: PAIDÉIA,
1992 - Cap XI, Mediunidade Zoológica
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03.11 -
Mediunidade na Bíblia:
Sinônimos:
Os
médiuns, aqueles que tem o dom da mediunidade, foram chamados das
mais diversas formas durante o correr da história:
Pítons, pitonisas, siblilas, profetas, videntes, sacerdotes,
oráculos, magos, bruxas, hierofantes, Rishis, feiticeiros,
curandeiros, adivinhos, necromantes, etc.
Importância na História:
Eram
consultados para as mais tolas decisões e muitas vezes viviam
profissionalmente desse dom. Foram conselheiros de Reis e dirigentes
de grupos religiosos poderosos.
Na
Idade Média, muitos médiuns foram perseguidos, torturados,
queimados vivos nas fogueiras da inquisição sob a acusação de
bruxaria, o exemplo mais conhecido é da guerreira francesa Joana
D’arc.
Mediunidade na Bíblia:
É
interessante observarmos que na própria história bíblica, história
do povo hebreu, está documentada a mudança do substantivo que era
usado para designar o indivíduo portador do dom da mediunidade.
Inicialmente eram conhecidos como videntes. Mais tarde, aqueles que
permitiam o contato do mundo físico com o mundo espiritual, foram
conhecidos como profetas.
“Antigamente
em Israel,todos que iam consultar Iahvéh assim diziam:Vinde vamos
ter com o vidente (roêh); por que aquele que hoje se chama profeta
(navi), se chamava outrora vidente(roêh).”“.
I
Samuel 9,9
O
termo profeta é derivado do grego prophétes que significa alguém que
fala diante dos outros, no idioma hebraico o termo têm um
significado mais amplo: aquele que anuncia.
Em
inúmeras passagens Bíblicas os profetas dialogam com anjos, ou os
vêem. Anjo no idioma hebraico tem o sentido de mensageiro. Então
vemos que os profetas viam ou ouviam os mensageiros de Deus.
Isso,
em linguagem contemporânea traduz-se por: médiuns que vêem ou ouvem
Espíritos. Espíritos esses que, muitas vezes, são realmente
mensageiros da Luz Divina, outras vezes não. São responsáveis pela
transmissão, para o mundo físico, dos ensinamentos Divinos
necessários à redenção da alma humana.
Na
Bíblia encontramos documentados vários tipos de mediunidade,
citaremos apenas alguns exemplos como ilustração. Mediunidade de
audiência, Noé, Gênesis 6,13; mediunidade de clariaudiência,
Abrahão, Gênesis 12; mediunidade de vidência e audiência, Agar,
Gênesis 16, 7-12; mediunidade e materialização, Abrahão, Gênesis
18,1-3 e Jacob 32, 23-33; mediunidade onírica, Jacob, Gênesis
28,10-19; mediunidade de efeito físico (voz direta), Êxodo 3, 1-22.
Existe uma corrente de pensamento no meio cristão tradicional que
defende a tese de que Moisés teria condenado a mediunidade ou os
médiuns. Teria ainda condenado a comunicação com os Espíritos. Isso
não é o que efetivamente encontramos no texto bíblico.
Moisés saiu e disse ao povo as palavras de Iahweh. Em
seguida reuniu setenta anciãos dentre o povo e os colocou ao redor
da Tenda. Iahweh desceu na Nuvem.
Falou-lhe e tomou do Espírito que repousava sobre
ele e o colocou nos setenta anciãos.
Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram;
porém, nunca mais o fizeram.
Dois homens haviam permanecido no acampamento:
um deles se chamava Eldad e o outro Medad.
O
Espírito repousou sobre eles; ainda que não tivessem vindo à Tenda,
estavam entre os inscritos.
Puseram-se a profetizar no acampamento.
Um jovem correu e foi anunciar a Moisés:
“Eis que Eldad e Medad”, disse ele, “estão profetizando no
acampamento”. Josué, filho de Nun, que desde a sua infância servia a
Moisés, tomou a palavra e disse: “Moisés, meu senhor, proíbe-os!”
Respondeu-lhe Moisés:
“Estás ciumento por minha causa?
Oxalá todo o povo de Iahweh fosse profeta, dando-lhe Iahweh o seu
Espírito!”
A
seguir Moisés voltou ao acampamento e com ele os anciãos de Israel.
Números 11, 24-30
Observem ainda a história bíblica abaixo transcrita:
Samuel tinha morrido.
Todo o Israel participara dos funerais, e o enterraram em Ramá, sua
cidade. De outro lado, Saul tinha expulsado do país os necromantes e
adivinhos.
Os filisteus se concentraram e acamparam em Sunam. Saul reuniu todo
o Israel e acamparam em Gelboé.
Quando viu o acampamento dos filisteus, Saul teve medo e começou a
tremer. Consultou a Javé, porém Javé não lhe respondeu, nem por
sonhos, nem pela sorte, nem pelos profetas.
Então Saul disse a seus servos: "Procurem uma necromante, para que
eu faça uma consulta".
Os servos responderam: "Há uma necromante em Endor".
Saul se disfarçou, vestiu roupa de outro, e à noite, acompanhado de
dois homens, foi encontrar-se com a mulher.
-
Saul disse a ela: "Quero que você me adivinhe o futuro, evocando os
mortos.Faça aparecer a pessoa que eu lhe disser”.
-
A mulher, porém, respondeu: "Você sabe o que fez Saul, expulsando do
país os necromantes e adivinhos.Por que está armando uma cilada,
para eu ser morta?"
-
Então Saul jurou por Javé:"Pela vida de Javé, nenhum mal vai lhe
acontecer por causa disso".
-
A mulher perguntou:"Quem você quer que eu chame?"
-
Saul respondeu: "Chame Samuel”.
-
Quando a mulher viu Samuel aparecer, deu um grito e falou para Saul:
"Por que você me enganou? Você é Saul! "
-
O rei a tranqüilizou: "Não tenha medo.O que você está vendo?"
-
A mulher respondeu:"Vejo um espírito subindo da terra".
-
Saul perguntou: "Qual é a aparência dele?" - A mulher respondeu:"É a
de um ancião que sobe, vestido com um manto".
-
Então Saul compreendeu que era Samuel, e se prostrou com o rosto por
terra. Samuel perguntou a Saul: "Por que você me chamou, perturbando
o meu descanso?"
-
Saul respondeu: "É que estou em situação desesperadora:os filisteus
estão guerreando contra mim.Deus se afastou de mim e não me responde
mais, nem pelos profetas, nem por sonhos.Por isso, eu vim chamar
você, para que me diga o que devo fazer”.
-
Samuel respondeu: "Por que você veio me consultar, se Javé se
afastou de você e se tornou seu inimigo? Javé fez com você o que já
lhe foi anunciado por mim: tirou de você a realeza e a entregou para
Davi. Porque você não obedeceu a Javé e não executou o ardor da ira
dele contra Amalec.É por isso que Javé hoje trata você desse modo.E
Javé vai entregar aos filisteus tanto você, como seu povo Israel.
Amanhã mesmo, você e seus filhos estarão comigo, e o acampamento de
Israel também: Javé o entregará nas mãos dos filisteus”.
I Samuel 28,7-17
Alegam os mesmos cristãos tradicionais que o senhor determinou que
Saul fosse morto por ter consultado a pitonisa. Não é o que o texto
claramente afirma. Neste texto o Espírito de Samuel deixa claro que
Saul foi morto por não ter obedecido a ordem divina de executar
Amalec.
Eclesiástico é um dos livros que não foram aceitos pelos
reformistas, por isso consta apenas das Bíblias católicas. Neste
livro, no capítulo 46, versículo 23, encontramos a confirmação de
que efetivamente Samuel se manifestou naquela oportunidade, como
Espírito, vindo das “profundezas da terra”. O texto bíblico vai além
disso, ele comprova e ressalta a importância do fato que a predição
do Espírito Samuel foi cumprida.
Mesmo Depois de morrer Samuel profetizou,anunciou ao rei o seu
fim;Do seio da terra ele elevou a sua voz para profetizar, para
apagar a iniqüidade do povo.
Eclesiástico 46,23
Outras traduções assim traduzem o mesmo versículo:
Depois disso, adormeceu e apareceu ao rei, e lhe
mostrou seu fim (próximo); levantou a sua voz do seio da terra para
profetizar a destruição da impiedade do povo.
Eclesiástico 46,23.
Nesta
época os hebreus criam que os espíritos habitavam as profundezas da
terra, o sheol, que algumas vezes foi traduzido como inferno, por
isso usavam a expressão: fazer subir.
O
rigor e a disciplina exigidos de um médium, para que este seja capaz
de manter-se em sintonia com as esferas superiores, permanentemente
ocupadas com o exercício do bem, foram bem exemplificados pelo
Mestre Jesus. Especialmente, no episódio da transfiguração, quando
ele recebeu apoio e orientação dos Espíritos de Elias e Moisés. O
recolhimento, o respeito e a prece foram os recursos usados pelo
mestre para contatar os profetas já desencarnados.
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, os
irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta
montanha. E se transfigurou diante deles:o seu rosto brilhou como o
sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz.
Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com
Jesus. Então Pedro tomou a palavra, e disse a Jesus: "Senhor, é bom
ficarmos aqui. Se quiseres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti,
outra para Moisés, e outra para Elias."
Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem
luminosa os cobriu com sua sombra, e da nuvem saiu uma voz que
dizia:
"Este é o meu Filho amado, que muito me
agrada.Escutem o que ele diz."
- Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito
assustados, e caíram com o rosto por terra. Jesus se aproximou,
tocou neles e disse:
"Levantem-se, e não tenham medo. " - Os
discípulos ergueram os olhos, e não viram mais ninguém, a não ser
somente Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes:
"Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do
Homem tenha ressuscitado dos mortos".
Mateus 17,1-9
Outro
trecho que é impressionante pela clareza com que se refere á
mediunidade é o alerta de João, em sua primeira Epístola, trata-se
de uma advertência extremamente importante e atual.
Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os espíritos são
de Deus porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
João, I Epístola
4,1
Muitos outros exemplos de mediunidade profética e de cura são
encontrados tanto no Novo quanto no Velho Testamento. Entre os
ensinamentos de cristo encontramos o estímulo para a prática
responsável e caridosa da mediunidade.
O
livro, “Atos dos Apóstolos” que relata a história do Cristianismo
primitivo, têm inúmeras passagens referentes aos fenômenos
mediúnicos, a mais clara e espetacular delas relata o dia de
Pentecostes.
E
foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo,as quais
pousaram sobre cada um deles.E todos foram cheios do Espírito Santo,
e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo
lhes concedia que falassem.
Atos dos apóstolos 1,3-4.
No
capítulo 6 de Atos dos Apóstolos, versículo 8, Estevão é descrito
como cheio de fé e poder. E por isso, fazia prodígios diante do
povo.
A
libertação de Pedro da prisão é organizada por um Anjo do Senhor que
nada mais é que um espírito superior materializado. Ele o conduz
pelos obstáculos e pelos guardas sem que haja qualquer dificuldade.
Chega a libertá-lo das correntes que o prendiam. A clareza deste
trecho é emocionante.
E
eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na
prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou,
dizendo:Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.
Atos dos Apóstolos12, 7
Como
nosso tempo é curto somos obrigados a encerrar esse estudo. A
análise de outros trechos das escrituras seria muito engrandecedora,
pois reforçaria os exemplos citados neste breve resumo e nos faria
admirar ainda mais a sabedoria e as revelações contidas em relatos
tão antigos.
Podemos concluir que só não admitem como mediunidade os fenômenos
descritos acima, aqueles que se recusam a aceitar que um vocábulo
novo pode ter um significado mais preciso para descrição de um fato
ou objeto. Esse novo vocábulo, criado por Allan Kardec, descreve
perfeitamente o que aconteceu nos tempos bíblicos e o que continua
acontecendo.
As
revelações não foram suspensas. A misericórdia Divina continua
existindo e nos confortando através das mensagens que chegam do
além, por intermédio dos profetas modernos, os médiuns.
O
conhecimento atual permite que desmistifiquemos o papel desses
intermediários e que os vejamos como são realmente. Humanos,
falíveis, dotados de um dom que pode ser usado adequadamente ou pode
ser desperdiçado no exercício da leviandade. Assim, não corremos o
risco de nos iludirmos com falsas mensagens. As mensagens de origem
Divina são sempre brandas, úteis e benéficas. A razão é o
instrumento a ser usado nessa crítica.
Autora: Giselle Fachetti Machado.
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03.12 - PSICOGRAFIA:
Segundo
a doutrina espírita, a psicografia seria uma das múltiplas
possibilidades de expressão mediúnica existentes. Allan Kardec
classificou-a como um tipo de manifestação inteligente, por
consistir na comunicação discursiva escrita de uma suposta entidade
sobrenatural ou espírito, por intermédio de um homem.
O mecanismo de funcionamento da psicografia, ainda segundo Kardec,
pode ser consciente, semi-mecânico ou mecânico, a depender do grau
de consciência do médium durante o processo de escrita.
No primeiro caso, o menos passível de validação experimental, o
médium tem plena consciência daquilo que escreve, apesar de não
reconhecer em si a autoria das idéias contidas no texto. Tem a
capacidade de influir nos escritos, evitando informações que lhe
pareçam inconvenientes ou formas de se expressar inadequadas.
No segundo, o médium poderia até estar consciente da ocorrência do
fenômeno, perceber o influxo de idéias, mas seria incapaz de
influenciar o texto, que basicamente lhe escorreria das mãos. O
impulso de escrita é mais forte do que sua vontade de parar ou
conduzir voluntariamente o processo.
No terceiro caso, o mais adequado para uma averiguação experimental
controlada, o médium poderia escrever sem sequer se dar conta do que
está fazendo, incluindo-se aí a possibilidade de conversar com
interlocutores sobre determinado tema enquanto psicografa um texto
completamente alheio ao assunto em pauta[carece de fontes?]. Isso
porque, segundo Kardec, esses médiuns permitiriam ao espírito agir
diretamente sobre sua mão ou seu braço, sem recorrer à mente.
Além da doutrina espírita, há várias correntes místicas e religiosas
que admitem a possibilidade da ocorrência desse fenómeno, como a
Umbanda e a Teosofia.
Entre os textos ditos psicografados encontram-se obras atribuídas a
autores conhecidos — uns adeptos, em vida, de doutrinas compatíveis
com esta prática, como Allan Kardec ou Arthur Conan Doyle, outros
nem tanto, como Camilo Castelo Branco ou Albert Einstein.
A
psicografia nos tribunais:
No Brasil, em alguns casos, a psicografia foi utilizada como prova
em tribunal. Um dos casos mais recentes registrou-se em maio de
2006, em Porto Alegre (RS), tendo a ré, Iara Marques Barcelos sido
inocentada do assassinato do ex-amante, Ercy da Silva Cardoso,
graças a uma carta que teria sido ditada pelo falecido. Mais
recentemente, em 17 de maio de 2007, o julgamento do réu, Milton dos
Santos, pelo assassinato de Paulo Roberto Pires (o "Paulinho do
Estacionamento") em abril de 1997, foi suspenso devido a uma carta
recebida pelo médium Rogério Leite em uma sessão espírita realizada
em 2004, na qual Paulinho inocenta o acusado. Fotografias da sessão
espírita foram anexadas aos autos do processo.
No entanto, o advogado Roberto Selva da Silva Maia indicou em um
artigo[2] que os documentos psicografados podem ser aceitos no
tribunal como documento particular, mas não como prova judicial.
Isso se dá porque a lei estabelece que a morte extingue a
personalidade humana, logo um morto não poderia gerar documento
legal. Segundo, a psicografia depende da aceitação de premissas
religiosas, e o judiciário não é religioso visto que nosso estado é
laico e, por fim, não haveria forma de se usufruir do princípio do
contraditório e da ampla defesa .
Bibliografia:
AMORIM, Deolindo. Espiritismo e Criminologia. Rio de Janeiro: CELD,
. 224p.
NOBRE, Freitas. O Crime, a Psicografia e os Transplantes.
PARANHOS, Adalberto. O Espírita diante da Lei.
TIMPONI, Miguel. A Psicografia ante os Tribunais (5a. ed.). Rio de
Janeiro: FEB, 1978. |
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03.13 - PSICOFONIA:
Psicofonia (do grego psyké,
alma e phoné, som, voz), de acordo com a Doutrina Espírita, é o
fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz
de um médium.
A Doutrina Espírita identifica duas classe principais de
psicofonia:
a consciente
- quando o médium afirma ter percebido mentalmente ou escutado uma
fala proveniente de um espírito que desejava se comunicar, tendo-a
reproduzido com o seu aparelho fonador;
e inconsciente ou sonambúlica
- quando o médium afirma
não saber o que disse, fazendo entender, neste caso, que o espírito
comunicante ter-se-ia utilizado diretamente de seu aparelho fonador,
por estar ele, médium, inconsciente.
Como se verifica em toda classificação espírita, esta deve ser
entendida como didática, sabendo-se haver uma diversidade de nuances
entre uma e outra classe.
Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns chama os médiuns psicofônicos
inconscientes de médiuns falantes.
fonte: Wikipedia |
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