|
O Plano Mental é o
imediatamente superior ao Astral, porém é absolutamente necessário que o
estudante de Teosofia e Esoterismo compreenda a verdade capital de que em
nosso universo há sete planos, mundos, níveis, esferas ou regiões, cada um
com sua matéria peculiar de apropriado grau de densidade que interpenetra a
matéria do plano contiguamente inferior.
Portanto, as palavras "superior", "alto" e "baixo", com referência aos
planos ou mundos de nosso universo, não denotam sua posição, pois que todos
ocupam o mesmo espaço, senão tão-só indicam o maior ou menor grau de
condensação de matéria primordial e sua diversa tônica de vibração ou
manifestação consciencial já que não existe um termo correto para explicar
essa.
|
 |
|
Como exemplo da possibilidade de entrar no plano
mental durante o sono, mencionaremos um incidente ocorrido em relação a um
pessoa de mente elevada, ao chegar ao oceano de luz e cor em que ele flutua,
inteiramente absorto em seus próprios pensamentos, permanecia em extática
contemplação da paisagem e de tudo quanto a paisagem lhe sugeria, com aguda
intuição, a perfeita apreciação e o intenso vigor do pensamento peculiar do
plano mental, despertou com um sentimento de profunda paz e gozo interior,
embora não se recordasse de nada do que sonhou.
O Plano Mental é formado de 7 Subplanos:
-
4 inferiores ou Atrasado (baixo) (Sétimo até o quarto)
-
3 Superiores ou Evoluído (alto) (Terceiro, segundo e primeiro)
|

02.2 - AMBIENTE:
Não existem construções como no mundo físico, casas,
estradas. O plano mental é um mar de luz, aconchegante, vibrante, vivo,
existe uma energia inteligente no ar, uma dança mágica de cores a vibração
conta a história do universo, uma felicidade, uma paz indiscritível.
Que um homem se imagine, com o sentimento de intensa felicidade e poder
enormemente aumentado já descritos, flutuando em um mar de luz viva, rodeado
por todas as variedades concebíveis de beleza de cor e forma – o todo
mudando com cada onda de pensamento que emite de sua mente, e sendo em
verdade, como logo irá descobrir, somente a expressão de seu pensamento na
matéria do plano e em sua essência elemental. Pois aquela matéria é da
mesmíssima classe que aquela de que o próprio corpo mental é composto, e
portanto quando aquela vibração de partículas do corpo mental a que chamamos
pensamento ocorre, ela imediatamente se difunde para a matéria mental
circunstante, e nela suscita vibrações correspondentes, enquanto que na
essência elemental ela se espelha com absoluta exatidão.
|
|
Pensamentos concretos naturalmente tomam a forma dos objetos, enquanto que
idéias abstratas usualmente aparecem como todos os tipos de perfeitas e
formosíssimas formas geométricas; mas em relação a isso deve ser lembrado
que muitos pensamentos que para nós cá embaixo são pouco mais que a mais
aérea das abstrações, se tornam fatos concretos neste plano superior.
|

02.3 - VEÍCULOS USADO NO PLANO MENTAL:
02.3.1 -
CORPO MENTAL: (saiba
mais sobre o Corpo Mental)
Veículo usado:
Corpo Mental. Forma:
Luz Ovalada, sede da consciência.
Este veiculo da consciência humana compõe-se dos quatro subplanos inferiores
do Devachân, aos quais pertence. Mas trabalho dentro do plano astral e este
dentro do corpo físico. Quando a pessoa é bruta pouca evoluída, este corpo
não se manifesta solitariamente, tem sua atividade quando dentro dos corpos
astral e físico. |
|
O corpo Mental apresenta uma particularidade ao mostrar a sua parte exterior
na aura humana, na medida que o ser evolui em suas encarnações, esse corpo
vai crescendo, aumenta em volume e em atividade. Em cada encarnação é
fabricado um corpo físico, que varia segundo local e sexo. Um ser humano
comum, que tem só sentidos para o mundo físico é um ser adormecido para o
mundo astral e principalmente o mental. Mesmo quando adormece seu corpo
astral fica nas proximidades do físico, como se fosse um balão amarrado na
mão de uma criança, sempre adormecido, produzindo sonhos normais internos
(dentro do cérebro físico).
Para entendermos como é construído o corpo mental, temos que ir até a origem
de um ser.
Cada espírito é uma partícula da Força presente em todo o Universo. Cada
partícula inicia sua trajetória evolutiva no reino mineral, percorre o
vegetal e atinge o reino animal. Portanto, em todo o Universo esta Força
está em constante evolução. Um espírito não "nasce" do nada, ele é o
resultado de uma longa trajetória. Como disse um sábio, "A consciência dorme
no mineral, respira no vegetal, sonha no animal e acorda no hominal."
Lá no Reino Mineral os primeiros traços na energia na sua forma mais
grosseira nos primeiros traços existencial surge os primeiros sinais, quando
essa energia começa os primeiros traços vibratórios já que está condensada
na sua forma mais bruta, o universo físico toda tem seu duplo astral e seu
mental. |

02.3.2 -
CORPO CAUSAL: (Saiba
mais sobre o Corpo Causal)
É o segundo corpo Mental, que designamos sob seu nome
distintivo de: “Corpo Causal”. Damos-lhe este nome em virtude de nele
residirem todas as causas cujos efeitos se manifestam nos planos inferiores.
É o receptáculo, o reservatório, onde todos os tesouros do homem se acham
acumulados para a eternidade e vai sempre se desenvolvendo sem parar. É no
corpo causal que são assimilados todos os resultados duráveis da atividade
humana. Num ser embrutecido, ele no começo é como um tênuo véu incolor, vai
se fortalecendo e se revestindo de cores maravilhosas na medida que vão
passando as reencarnações e vai se tornando exuberante, vibrante
energeticamente, adquirindo vida ativa no PLANO MENTAL SUPERIOR. Conhecido
como fio-ego, sutrâtma reencarnador. Neste corpo reside o Karma e o Darma,
sendo que o darma tem atributos imortais e o Karma atributos temporários,
onde trava-se esta luta energética para purificar e queimar essas energias
negativas. |
|
02.3.3 – Além do Plano Mental:
Os planos acima do mental são o Bhúdico,
Atman, Anupadaka, Adi. São usados o
corpo espiritual INTIMO, a essência do ser, mais próxima de Deus.
02.3.4 –
Dimensões:
3º dimensão =
mundo físico (comprimento, largura, profundidade)
4º dimensão =
mundo vital plano astral - mundo da fadas, gnomos, e elementais da naatureza
5º dimensão =
mundo astral mental inferior - mundo dos sonhos
6º dimensão =
mental superior o mundo causal
7º dimensão =
mundo atmico e budhico - morada do Pai, do real Ser
|
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02.4 - PLANO MENTAL INFERIOR:
É corporal, ainda inferior em evolução consciencial, mesclado pelas energias
do psicossoma ou do plano astral, permite a deslocação interdimensional de
uma bola de energia ovóide (Corpo mental).
02.4.1 -
Sétimo Subplano -O Céu Inferior
Veículo usado: corpo Mental
Esta subdivisão mais baixa do mundo celeste, à qual a ação de nosso corpo
mental alçou os objetos de seu amável cuidado, tem como sua principal
característica a afeição por familiares ou amigos – altruísta, é claro, mas
usualmente algo estreita.
Aqui, entretanto, devemos nos precaver contra a possibilidade de
mal-entendido. Quando é dito que a afeição familiar leva um homem ao sétimo
subplano celestial, e a devoção religiosa ao sexto, as pessoas por vezes
naturalmente imaginam que uma pessoa tendo estas duas características
fortemente desenvolvidas em si dividiria este período no mundo celeste entre
estas duas subdivisões, primeiro passando um longo período de felicidade em
meio à sua família, e então ascendendo para o próximo nível, onde esgotaria
as forças espirituais engendradas por suas aspirações devocionais.
02.4.2 -
Sexto Subplano - O Segundo Céu
Veículo usado: corpo Mental.
Podemos dizer que a característica dominante desta subdivisão seja a devoção
religiosa. A distinção entre tal devoção e o sentimento religioso que acha
sua expressão no segundo subplano do astral reside no fato de que a primeira
é puramente altruísta (sendo o homem que a sente totalmente desinteressado
quanto ao resultado que sua devoção possa trazer a si mesmo), enquanto a
outra é sempre despertada pela esperança e desejo de ganhar alguma vantagem
através dela; de modo que no segundo subplano astral onde tais sentimentos
religiosos são ativos eles invariavelmente contêm um elemento de barganha
egoísta, enquanto que a devoção que soergue o homem até o sexto subplano do
mundo celeste é inteiramente livre de qualquer destas manchas. |
|
02.4.3 -
Quinto Subplano - O Terceiro Céu
Veículo usado: corpo Mental
A característica principal desta subdivisão pode ser definida como devoção
se expressando em trabalho ativo. O ser neste plano, por exemplo, em vez de
meramente adorar seu Salvador, pensaria em si mesmo indo pelo mundo para
trabalhar por ele. É especialmente o plano da consecução de grandes esquemas
e projetos irrealizados na Terra – de grandes organizações inspiradas pela
devoção religiosa, e usualmente tendo como objetivo algum propósito
filantrópico.
02.4.4 -
Quarto Subplano - O Quarto Céu
Veículo usado: corpo Mental.
Tão variadas são as atividades deste, o mais alto dos planos rûpa, que é
difícil agrupá-las sob uma única característica. Talvez elas possam ser
melhor arranjadas em quatro divisões principais – busca altruísta por
conhecimento espiritual, alto pensamento filosófico ou científico,
habilidade artística ou literária exercida com propósitos altruístas, e
serviço por amor ao serviço. A definição exata de cada uma destas classes
será mais prontamente compreendida quando alguns exemplos de cada forem
dados.
Naturalmente é daquelas religiões onde a necessidade de conhecimento
espiritual é reconhecida que a maioria da população deste subplano é
retirada. Será lembrado que no sexto subplano encontramos muitos Budistas,
cuja religião tinha principalmente assumido a forma de devoção ao seu grande
líder como pessoa; aqui, ao contrário, temos estes seguidores mais
inteligentes cuja aspiração suprema foi sentar a seus pés e aprender – os
que o viram mais como um instrutor do que como uma criatura a ser adorada.
|
|
02.5 - PLANO MENTAL SUPERIOR:
O segundo Plano Mental, pode se chamar acorporal, mais evoluído,
puro, constitui o meio ambiente nativo da Consciência, ambiente
indescritível e incompreensível à racionalidade humana atual, não espaço,
não tempo, não forma.
Os Mundos Celestes
Superiores
Veículo usado: corpo Causal.
Nós agora deixamos os quatro níveis inferiores ou rûpa do plano mental, nos
quais o homem atua em sua personalidade temporária, e passamos a considerar
os três níveis superiores ou arûpa, sua morada verdadeira e relativamente
perene.
02.5.1 -
Terceiro
Subplano - O Quinto Céu
Veículo usado: corpo Causal.
Este, o mais baixo dos subplanos arûpa, é também de longe a mais populosa de
todas as regiões com que nos familiarizamos, pois aqui estão presentes quase
todos os sessenta bilhões de Almas que nos dizem estar engajadas na presente
evolução humana – todas, de fato, exceto o comparativamente pequeno número
das que são capazes de atuar no segundo e primeiro subplanos. Cada alma é
representada por uma forma ovóide – de início uma simples película, incolor
e quase invisível, da mais tênue consistência; mas, com a evolução do Ego,
este corpo começa a mostrar uma tremeluzente iridescência como uma bolha de
sabão, as cores a brincar em sua superfície como os matizes cambiantes
produzidos pela luz do sol nos borrifos de uma cachoeira.
Compostas de matéria inconcebivelmente fina, delicada e etérea, intensamente
viva e pulsando com fogo vivente, ao adiantar sua evolução ela se torna um
radiante globo de cores flamejantes, suas altas vibrações emitindo
fulgurações de tons mutáveis sobre sua superfície – tons dos quais a Terra
nada sabe – brilhantes, suaves e luminosos além do poder de descrição da
linguagem. |
|
02.5.2 -
Segundo Subplano - O Sexto Céu
Veículo usado: corpo Causal
Da densamente povoada região que estivemos considerando passaremos para um
mundo mais esparsamente habitado, como se nos deslocássemos de uma grande
cidade para um pacato vilarejo interiorano; pois no presente estágio da
evolução humana somente uma pequena minoria de indivíduos subiu até este
elevadíssimo nível onde até o menos avançado é definitivamente
auto-consciente, e também consciente de seu entorno. |
|
Capaz de rever o
passado donde veio pelo menos em alguma extensão, a Alma neste nível está
ciente do propósito e método da evolução; ela sabe que está empenhada num
trabalho de auto-desenvolvimento, e reconhece os estágios da vida física e
post-mortem pelos quais passa em seus veículos inferiores. A personalidade a
que está conectada é vista por ela como parte de si mesma, e tenta guiá-la,
usando seu conhecimento do passado como um repositório de experiência da
qual eduz princípios de conduta, convicções claras e imutáveis sobre o certo
e o errado.
02.5.3 -
Primeiro Subplano - O Sétimo Céu
Veículo usado: Causal e Super Ego ( Intimo )
Este, o nível mais glorioso do mundo mental, ainda tem apenas poucos
moradores de nossa humanidade, pois em suas altitudes não reside ninguém
além dos Mestres da Sabedoria e Compaixão, e seus discípulos iniciados. Da
beleza de forma e cor e som daqui nenhuma palavra pode falar, pois a
linguagem mortal não possui termos nos quais aqueles radiantes esplendores
possam achar expressão. Basta que existam, e que alguns de nossa raça os
estejam vestindo, o penhor do que outros hão de ser, a fruição cuja semente
foi plantada nos planos mais baixos. Estes completaram a evolução mental, de
modo que neles o mais elevado rebrilha mesmo através do mais baixo; pois o
véu ilusório da personalidade foi erguido de seus olhos, e sabem e percebem
que não são a natureza inferior, mas só a usam como veículo de experiência.
|
|
Ela pode ainda ter o poder nos menos evoluídos deles
de abalar e limitar, mas eles não podem jamais cair no desatino de confundir
o veículo com o Eu por trás dele. Disto estão salvos por manterem sua
consciência ininterrupta não só de um dia para outro mas de vida para vida,
de modo que as vidas passadas não são tanto recuperadas pela retrospecção,
mas estão como que sempre presentes em sua consciência, sentindo-as o homem
como uma só vida antes do que como muitas.
02.6 -
Habitantes do Plano Mental:
02.6.1 - HUMANOS:
Exatamente como foi o caso quando tratamos do mundo inferior, será desejável
que subdividamos os habitantes humanos do plano mental em duas classes:
01 - Os Encarnados:
Aqueles seres humanos que, enquanto ainda ligados a um corpo físico, são
encontrados se movendo em plena consciência e atividade neste plano, são
invariavelmente Adeptos ou seus discípulos iniciados, pois até que um
estudante tenha sido ensinado por seu Mestre como usar seu corpo mental ele
será incapaz de se mover com liberdade mesmo nos seus níveis inferiores.
02 - Os Adormecidos ou em transe:
Ao pensarmos nos habitantes encarnados do plano mental, naturalmente se
apresenta por si a questão de se ou pessoas comuns durante o sono, ou
pessoas psiquicamente desenvolvidas numa condição de transe, podem alguma
vez penetrar até este plano. Em ambos os casos a resposta deve ser que a
ocorrência é possível, ainda que extremamente rara. Pureza de vida e de
propósito são pré-requisitos absolutos, e mesmo quando o plano fosse
alcançado não haveria nada que se poderia chamar de consciência real, mas
simplesmente uma capacidade para receber certas impressões.
|
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03 - Os Desencarnados:
Antes de considerarmos em detalhe a condição das entidades desencarnadas nas
várias subdivisões do plano mental, devemos ter mui claramente em nossas
mentes a larga distinção entre os níveis rûpa e arûpa, aos quais já fizemos
menção. No primeiro o homem vive inteiramente no mundo de seus próprios
pensamentos, ainda se identificando completamente com sua personalidade na
vida que acabou de deixar; no último ele é simplesmente o Ego ou Alma
reencarnante, que (se tiver desenvolvido suficiente consciência naquele
nível para saber qualquer coisa com clareza) compreende, pelo menos em
alguma extensão, a evolução na qual está engajado, e o trabalho que tem de
fazer.
Deveria ser lembrado que cada homem passa através de ambos estes estágios
entre a morte e o nascimento, ainda que a maioria não desenvolvida tenha tão
pouca consciência em qualquer um deles que poderia ser dito com mais verdade
que sonham através deles. Não obstante, seja consciente ou
inconscientemente, todo ser humano deve tocar os níveis mais altos do plano
mental antes que a reencarnação possa ter lugar; e à medida que sua evolução
progride este toque se torna mais e mais definido e real para ele. Não só é
mais consciente lá à medida que progride, mas o período que passa naquele
mundo se torna mais longo; pois o fato é que sua consciência está lenta mas
constantemente se elevando através dos diferentes planos do sistema.
O homem primitivo, por exemplo, tem comparativamente pouca consciência em
qualquer plano além do físico durante a vida, e do astral inferior após a
morte; e na verdade o mesmo pode ser dito do homem inteiramente não
desenvolvido de nossos dias. Uma pessoa um pouco mais avançada começa a ter
um curto período de vida celeste (nos níveis inferiores, é claro), mas ainda
passa consideravelmente a maior parte de seu tempo entre encarnações no
plano astral. |
|
02.6.2 - NÃO-HUMANOS:
Essência elemental, portanto, é meramente um nome aplicado durante certos
estágios primitivos de sua evolução à essência monádica, que por sua vez
pode ser definida como a emanação da Vida Divina do Segundo Logos dentro da
matéria. Estamos todos familiarizados com o fato de que antes desta emanação
chegar ao estágio da individualização no qual forma o corpo causal de um
homem, já atravessou e animou por sua vez seis fases mais inferiores da
evolução – a animal, a vegetal, a mineral e três reinos elementais. Ao
energizar aqueles respectivos estágios foi chamada às vezes de mônada
animal, vegetal ou mineral – mesmo que este termo seja definitivamente
enganador, uma vez que muito antes de chegar a qualquer destes reinos já se
tornou não uma, mas muitas mônadas. O nome, foi, contudo, adotado para
transmitir a idéia de que, mesmo que a diferenciação na essência monádica já
tenha há muito se estabelecido, ainda não havia sido levada ao ponto de
individualização. Agora, quando a essência monádica está energizando os três
grandes reinos elementais que precedem o mineral, é chamada pelo nome de
"essência elemental".
01 - A Velação do Espírito:
Antes, contudo, que a natureza da essência monádica e a maneira pela qual se
manifesta nos vários planos possa ser entendida, deve ser percebido o método
pelo qual o espírito reveste-se de matéria em sua descida. Aqui não estamos
tratando da formação original da matéria dos planos, mas simplesmente da
descida de uma nova onda de evolução para dentro de matéria pré-existente.
Antes do período de que estamos falando, esta onda de vida passou éons
incontáveis evoluindo, de um modo de que só podemos ter pouquíssima
compreensão, através de sucessivas formações de átomos, moléculas e células;
mas deixaremos de lado toda esta primeira parte desta estupenda história, e
consideraremos somente sua descida na matéria de planos um tanto mais dentro
do alcance do intelecto humano, embora ainda muito acima do que o nível
meramente físico. |
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02 - O Reino Animal:
O reino animal é representado no plano mental por duas divisões principais.
No mundo celeste inferior encontramos as almas-grupo às quais a maioria dos
animais está ligada, e no terceiro subplano os corpos causais dos
comparativamente poucos membros deste reino que já se individualizaram.
Estes últimos, contudo, estritamente falando, já não são animais; são
praticamente os únicos exemplos para ver-se agora dos primitivíssimos corpos
causais, subdesenvolvidos em tamanho e ainda coloridos somente com as
tenuíssimas primeiras vibrações das qualidades recém-nascidas.
Após sua morte nos planos físico e astral, os animais individualizados têm
usualmente uma vida muito prolongada, ainda que amiúde algo sonhadora, no
mundo celeste inferior. Sua condição durante este intervalo é análoga àquela
do ser humano naquele mesmo nível, ainda que com muito menos atividade
mental.
03 - Os Reinos Elementais:
A essência elemental que encontramos no plano mental constitui o primeiro e
segundo dos grandes reinos elementais. Uma onda da Vida Divina, tendo
encerrado nalgum éon anterior sua evolução descendente através do plano
búdico, desce ao sétimo céu, e anima grandes massas da matéria atômica
mental, tornando-se assim a essência elemental do primeiro grande reino.
Neste, sua condição mais simples, não combina os átomos em moléculas a fim
de formar um corpo para si, mas simplesmente por sua atração aplica-lhes uma
imensa força compressora.
04 - Os Devas ou Anjos:
Muito pouco pode ser expresso em linguagem humana sobre estes admiráveis e
exaltados seres, e a maior parte do que sabemos deles já foi descrito em O
Plano Astral. Para a informação daqueles que não possuem aquele manual em
mãos, repetirei aqui um pouco da explanação geral dada lá com referência a
estas entidades. |
|
O mais elevado sistema de evolução especialmente
conectado com esta Terra, até onde sabemos, é o dos seres a quem os hindus
chamam de Devas, e que noutras partes têm sido chamados de Anjos, Filhos de
Deus, etc. Eles podem, de fato, ser considerados como um reino estando
imediatamente acima da humanidade, do mesmo modo que a humanidade por sua
vez jaz imediatamente acima do reino animal, mas com esta importante
diferença, de que enquanto para um animal não há nenhuma possibilidade de
evolução através de nenhum outro reino senão o humano, o homem, quando
atinge o nível de Asekha, ou Adepto pleno, encontra várias sendas de
progresso abertas diante de si, das quais esta grande evolução Dévica é
apenas uma (Vide ‘Invisible Helpers [Auxiliares Invisíveis]’, pg 124).
Na literatura oriental esta palavra ‘Deva’ é freqüentemente usada vagamente
para significar quase qualquer tipo de entidade não-humana, de modo que
inclui amiúde os mais excelsos poderes espirituais de um lado, e espíritos
da natureza e elementais artificiais de outro. Aqui, entretanto, seu emprego
será restrito à magnífica evolução que ora consideramos.
Mesmo que ligados a esta Terra, os Anjos de modo algum
a ela estão confinados, pois o conjunto de nossa presente cadeia de sete
mundos é como se fosse um único mundo para eles, sua evolução se dando
através de um grande sistema de sete cadeias. Suas falanges têm portanto
sido recrutadas principalmente de outras humanidades do sistema solar,
algumas mais altas e outras menos que a nossa, uma vez que só uma porção
muito pequena da nossa já alcançou o nível em que nos é possível unirmo-nos
a eles; mas parece certo que algumas de suas numerosas classes jamais
passaram em seu progresso ascendente por qualquer humanidade de alguma forma
comparável à nossa. |
|
05 - Classes dos Devas:
Suas três grandes divisões inferiores, partindo da mais baixa, são
geralmente denominadas de Kâma-devas, Rûpa-devas e Arûpa-devas, que podem
ser traduzidas como Anjos do mundo astral, do mundo celeste inferior e do
mundo celeste superior respectivamente. Assim como nosso corpo usual aqui –
o corpo mais inferior possível para nós – é o físico, assim o corpo usual de
um Kâma-deva é o astral; de modo que ele está numa posição similar àquela em
que a humanidade estará quando alcançar o planeta F, e ele, vivendo
ordinariamente no corpo astral, se alçaria a esferas superiores num corpo
mental exatamente como poderíamos fazer em um corpo astral, ao passo que
entrar no corpo causal não lhe seria (quando suficientemente desenvolvido)
um esforço maior do que para nós seria usarmos o corpo mental. Igualmente, o
corpo comum do Rûpa-deva seria o mental, uma vez que seu domicílio é os
quatro níveis rûpa do plano mental; enquanto que o Arûpa-deva pertence aos
três níveis superiores daquele plano, e não possui nenhum corpo mais denso
que o causal. Acima dos Arûpa-devas existem quatro outras grandes classes em
seu reino, habitando respectivamente os quatro planos superiores de nosso
sistema solar; e novamente, acima e além de todo o conjunto do reino Dévico
estão as grandes hostes de espíritos planetários; mas a consideração de
seres tão glorificados estaria deslocada aqui.
02.6.3 - ARTIFICIAIS:
Muito breves palavras precisam ser ditas sobre esta parte de nosso assunto.
O plano mental está mesmo muito mais povoado que o astral pelos elementais
artificiais chamados à existência temporária pelos pensamentos de seus
habitantes; e quando é recordado o quão mais magnífico e mais potente é o
pensamento neste plano, e que suas forças são utilizadas não somente pelos
habitantes humanos, encarnados ou desencarnados, mas também pelos Devas e
visitantes de planos mais altos, de imediato veremos a importância e
influência destas entidades artificiais dificilmente pode ser exagerada.
|
|
Não
é necessário aqui percorrermos um terreno já palmilhado no manual anterior
sobre o efeito dos pensamentos do homem e a necessidade de vigiá-los
cuidadosamente; e bastante já foi dito descrevendo a diferença entre a ação
do pensamento nos níveis rûpa e arûpa para mostrar como o elemental
artificial do plano mental é chamado à existência, e dar alguma idéia da
infinita variedade de entidades temporárias que assim se produzem, e a
imensa importância do trabalho que constantemente é feito por seu
intermédio. Um uso muito grande deles é feito pelos Adeptos e seus
discípulos iniciados, e é escusado dizer que o elemental artificial formado
por mentes tão poderosas como estas é uma criatura de existência
infinitamente mais longa e proporcionalmente maior poder do que qualquer uma
das descritas ao tratarmos do plano astral.
Como um
Homem obtém a Vida Celeste pela Primeira Vez:
Veremos, portanto, que nos estágios iniciais de sua evolução muitos dos Egos
atrasados jamais chegam conscientemente ao mundo celeste, enquanto que um
número já maior obtém apenas um comparativamente leve toque de alguns de
seus planos inferiores. Cada alma deve é claro recolher-se em seu Eu real
nos níveis superiores antes da reencarnação; mas não se segue que naquela
condição experimente qualquer coisa que possamos chamar de consciência.
Formas-Pensamento:
Naturalmente os pensamentos visíveis neste plano não são de modo nenhum
definidamente direcionados para alguma outra pessoa; muitos são simplesmente
jogados a flutuar a esmo, e a diversidade de formas e cores encontradas
entre estes é praticamente infinita, de modo que o seu estudo é uma ciência
em si, e uma ciência fascinante.
As formas de pensamento laçadas pela ação da mente baseiam-se nos três
princípios seguintes:
1 – A qualidade do pensamento determina a cor.
2 – A natureza do pensamento determina a forma.
3 – A precisão do pensamento determina a nitidez de seu contorno.
|
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02.7 - OS REGISTROS DO PASSADO – REGISTROS AKÁSICOS
Registros Akáshicos (Akasha
é uma palavra em sânscrito que significa "céu", "espaço" ou "éter"), segundo
o hinduísmo e diversas correntes místicas, são um conjunto de conhecimentos
armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e
ocorrerá no Universo.
Quem vai à Quinta Dimensão (atravessar o tunel de
luz) é para falar com os Mestres, ajudar e conhecer espaços importantes como
o "Ministério da Regeneração" aonde poderá ajudar no trabalho. Ou se tiver
sido obediente, poderá ser levado ao Registro Akáshico para consultar
informação não pertinente mas util. Conhecer esse LIVRO DA VIDA.
Ao falarmos das características gerais do plano não devemos omitir a menção
ao sempre presente pano de fundo formado pelos registros do passado – a
memória da Natureza, a única história do mundo realmente confiável. Enquanto
que o que temos neste plano não seja ainda o registro absoluto, mas um mero
reflexo de algo ainda mais alto, de qualquer maneira é claro, acurado, e
contínuo, diferindo assim das manifestações desconexas e irregulares que são
tudo o que resta dele no mundo astral. É, portanto, somente quando um
clarividente possui a visão deste plano mental que suas imagens do passado
podem ser fidedignas; e mesmo então, a menos que ele tenha o poder de voltar
em plena consciência daquele plano ao físico, temos que admitir a
possibilidade de erros ao trazer a lembrança do que viu.
02.8 -
OUTROS PLANOS:
Pertencentes aos dois planos ainda mais elevados que o mental, pois seu Buddhi o representa naquilo que por isso mesmo é chamado plano búdico, e seu
Atmâ (a Divina Centelha dentro de si), no terceiro plano do sistema solar
que tem sido usualmente chamado de nirvânico. No homem comum estes
princípios superiores estão ainda quase inteiramente subdesenvolvidos, e de
qualquer forma os planos a que pertencem estão ainda mais fora do alcance de
qualquer descrição do que está o mental.
Os sete planos cósmicos são:
1) O plano físico cósmico;
2) O plano astral cósmico;
3) O plano mental cósmico;
4) O plano búdico cósmico;
5) O plano átmico cósmico;
6) O plano monádico cósmico e
7)
O plano logóico cósmico.
02.8.1 - A
Dimensão
Mental:
Esta é uma dimensão espetacular! Rios de som irisdecente limitados por
margens de arco-íris de luz pulsante. Pensamentos aparecem como padrões
caleidoscópicos de som e luz. Você cruza campos de idéias sob um céu
cristalino cintilante de inspiração. Se você entrar nesse mundo não tente
racionalizar ou entendê-lo ou você pode enlouquecer, porque ele está além da
compreensão humana. |
|
02.8.2 - A
Dimensão Búdica:
Este é um mundo quente, abstrato, preenchido com paz absoluta e amor
infinito. É uma dimensão de branco puro. Não há outra percepção sonora ou
visual aqui além do branco brilhante penetrante. Nessa dimensão você
abandona muito rapidamente o pensamento consciente e a individualidade. Você
não consegue pensar por muito tempo uma vez que entre aqui e não há
necessidade ou desejo de fazer isso. Há um desejo irresistível lhe atraindo
para uma tranqüilidade silenciosa.
02.8.3 - A
Dimensão Átmica:
Esta dimensão parece ser o mundo do espírito. Aqui, espíritos aguardam por
aqueles que amaram durante sua vida na Terra. Esse é um feliz local de
encontro. É o lugar onde a reunião de almas acontece.
A luz nesse mundo é a mais pura, prata mais brilhante, mais brilhante que o
piscar de um arco de solda. É tão brilhante que parece impossível olhar para
ela, mas ela é - por tudo isso - uma luz supremamente gentil, macia e
calmante. É a luz do amor divino. As pessoas aqui aparecem como elas eram no
mundo físico, mas na sua maior magnificência. Elas brilham extasiadamente,
flamejantes com o amor mais brilhante, felicidade e alegria imaginável. A
atmosfera é elétrica e vital, mas ao mesmo tempo profundamente espiritual.
Nesse mundo você pode sentir a presença de Deus como uma força palpável e
penetrante.
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Fontes: C.W. Leadbeather, Annie Besant, Blavastky, Shon Thor e
diversos outros artigos - Colaboração de Diogo Ordine e Marcos Vano.
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