|
AÇÃO e REAÇÃO - Francisco Cândido Xavier -
André Luiz
O
inferno
nada mais é que os reflexo de nós mesmos, quando, pelo relaxamento e pela
crueldade, nos entregamos à prática de ações deprimentes, que nos
constrangem a temporária segregação nos resultados deploráveis de nossos
próprios erros.
AÇÃO e REAÇÃO - Francisco Cândido Xavier – André Luiz - 17ª edição.
página - André Luiz
Umbral, situado entre a Terra
e o Céu, dolorosa região de sombras, erguida e cultivada pela mente humana,
em geral rebelde e ociosa, desvairada e enfermiça.
NO MUNDO MAIOR - Francisco
Cândido Xavier - pelo espírito André Luiz - [20ª edição, pág. 60] - André
Luiz
Não devemos acreditar, porém,
quanto aos serviços de resgate e de expiação, que a esfera carnal seja a
única capaz de oferecer o bendito ensejo de sofrimento áspero, redentor. Em
regiões sombrias, fora dela, quais não podes ignorar, há oportunidade de
tratamento expiatório para os devedores mais infelizes, que voluntariamente
contraíram perigosos débitos para com a Lei.
Compilação de diversos Sites:
provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do
trabalho e da edificação espiritual.
A expiação é a pena imposta ao
malfeitor que comete um crime.
Nome atribuído a uma localidade do chamado "astral inferior", onde se
estabelecem os espíritos de baixa vibração espiritual, que precisam pagar
por infrações cometidas contra as leis de Deus. Em geral suicidas,
homicidas, almas desajustadas e cometedoras de graves delitos. Sua descrição
não foge muito as descrições dantescas do inferno. |
 |
|
01.3.3 -
INFERNO:

Inferno é um termo usado por diferentes religiões,
mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de
grande sofrimento e de condenação. A origem do termo é latina: infernum, que
significa "as profundezas" ou o "mundo inferior".
Etimologia
A palavra inferno, que hoje conhecemos, origina-se das
palavras Hades e Sheol, ambas com mesmo significado, tendo conotação clara
de um lugar para onde os mortos vão.
Mitologia
grega
Na mitologia
grega, as profundezas correspondiam ao reino de Hades, para onde iam os
mortos. Daí ser comum encontrar-se a referência de que Hades era deus
dos Infernos. O uso do plural, infernos indica mais o caráter de submundo e
mundo das profundezas do que o caráter de lugar de condenação, em geral dado
pelo singular, inferno. Distinguindo o lugar dos mortos - o Hades - a
mitologia grega também concebeu um lugar de condenação ou de prisão, o
Tártaro.
A Grolier
Universal Encyclopedia(Enciclopédia Universal Grolier, 1971, Vol. 9, p.
205), sob “Inferno”, diz:
Oriente
“Os hindus e
os budistas consideram o inferno como lugar de purificação espiritual e de
restauração final. A tradição islâmica o considera como um lugar de castigo
eterno.” O conceito de sofrimento após a morte é encontrado entre os ensinos
religiosos pagãos dos povos antigos da Babilônia e do Egito. As crenças dos
babilônios e dos assírios retratavam o “mundo inferior . . . como lugar
cheio de horrores, . . . presidido por deuses e demônios de grande força e
ferocidade”. Embora os antigos textos religiosos egípcios não ensinem que a
queima de qualquer vítima individual prosseguiria eternamente, eles deveras
retratam o “Outro Mundo” como tendo “covas de fogo” para “os condenados”. —
The Religion of Babylonia and Assyria (A Religião de Babilônia
e Assíria), de Morris Jastrow Jr., 1898, p. 581; The Book of the Dead (O
Livro dos Mortos), com apresentação de E. Wallis Budge, 1960, pp. 135, 144,
149, 151, 153, 161, 200.
Judaísmo
No judaísmo, o termo Gehinom (ou Gehena) designa a situação
de purificação necessária à alma para que possa entrar no Paraíso -
denominado por Gan Eden. Nesse sentido, o inferno na religião e mitologia
judaica não é eterno, mas uma condição finita, após a qual a alma está
purificada. Outro termo designativo do mundo dos mortos é Sheol, que
apresenta essa característica de desolação, silêncio e purificação.
Cristianismo
No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do
inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A idéia de que o
inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para
diversas correntes cristãs, nem sempre foi e ainda não é consenso entre os
cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, houve quem defendesse que a
permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno significa
"sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da
ressurreição. Essa idéia é defendida hoje por várias correntes cristãs.
Adventismo
Adventistas do Sétimo Dia
Assim sendo, fica evidente que os mortos dormem na
sepultura num estado de insconsciência (Jó 14:12; Mt. 27:52; I Co. 15:51; I
Ts. 4: 13-15), logo não estão em alguma habitação intermediária.
Todos aguardam a segunda vinda de Cristo, quando então os
salvos serão ressuscitados e reinarão com Jesus durante mil anos (1 Tess.
4:15-18; 2 Corintios 4:14, Apocalipse 20:6). Depois desse período, os ímpios
ressuscitarão para o Juízo final (Apocalipse 20:5-9). Então cairá fogo e
enxofre do Eterno Deus para purificar a Terra (2 Pedro 3:10-12). Esse fogo
queimará tudo (Isaias 33:12; Malaquias 4:1). Satanás, seus anjos e os ímpios
também serão aniquilados. Jesus e seu povo fiel reinará para sempre na Nova
Terra (Apocalipse 21:1-5). Nos textos originais, o significado da palavra
inferno está associado à total inconsciência dos mortos na sepultura.
Catolicismo
Para a corrente católica, conduzida pela Igreja Católica
Apostólica Romana, o inferno é eterno e corresponde a um dos chamados
novíssimos: a morte, o juízo final, o inferno e o paraíso.
Protestantismo
Para muitas das denominações protestantes, o inferno é o
local destituído da presença de Deus, porém não lhe está oculto, sendo que
no cumprir das profecias esse inferno será lançado no lago que arde com fogo
e enxofre.
A interpretação bíblica protestante afirma que, após a
morte, a alma, uma vez no inferno, não poderá mais sair, assim como em
relação ao paraíso (céu), não existindo forma de cruzar a fronteira que
separa estes dois locais.
Há ainda outra visão dentro do cristianismo não-católico,
que coloca a morte como um sono, um estado sem consciência (Eclesiastes 9:5;
Jó 14:21; João 11:11-14), de forma que, conseqüentemente, os ímpios mortos
não estão no inferno nem os salvos mortos no céu, mas aguardando a segunda
vinda de Cristo, quando então os salvos entrarão para o céu, que é eterno, e
os ímpios entrarão no lago de fogo, o inferno, (Apocalipse 20:15), que
também será eterno (Miquéias 4:3). Segundo esta interpretação, o inferno é
um lugar preparado para a punição de Satanás, seus anjos e seus seguidores
(Mateus 25:41), ao contrário da visão comum que coloca Satanás como
dominante do inferno.
Testemunhas de Jeová
Para as Testemunhas de Jeová, o inferno de fogo como lugar
literal de tortura das pessoas iníquas é rejeitado. Citam na Bíblia, os
termos normalmente traduzidos por "inferno", Hades (Bíblia) [termo grego] e
Seol [ou Sheol, termo hebraico], significando "sepultura" ou "lugar dos
mortos". Também no caso de Geena [termo grego] com a ideia de destruição e
aniquilação eterna.(Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas). Citam
Atos 2:27, onde Jesus desceu ao Inferno (Hades ou Seol) e foi ressuscitado .
As Testemunhas de Jeová acreditam que após a ressurreição dos mortos, os
pecados anteriores não lhes serão imputados, mas poderão recomeçar a vida
escolhendo voluntariamente servir a Deus e alcançar assim a salvação.
Islamismo:
No Islã, o inferno é eterno, consistindo em sete portões
pelos quais entram as várias categorias de condenados, sejam eles muçulmanos
injustos ou não-muçulmanos. Como na crença judáica, para o islamismo o
inferno também é um lugar de purificação das almas, onde aqueles que, se ao
menos um dia de suas vidas acreditaram que Deus (Allah) é único, não Gerou e
nem Foi gerado, terão suas almas levadas ao Paraíso um dia. Não raro, é
comum a crença de que no Islã o castigo é eterno, por ter bases
fundamentalistas de alguns praticantes, pelo fato de o Alcorão mencionar
diversas vezes a palavra castigo e sofrimento no fogo do inferno. Porém é
fato que o mesmo Texto deixa claro que existem condições para se pagar os
pecados e sofrer as consequencias, como também existem meios de se alcançar
o perdão para o não banimento ao inferno por meio de aplicações de condutas
que condizem com os bons costumes e a maneira de enxergar Deus, a vida e a
forma de como deverá cada ser conduzi-la, a ponto de pagarem seus pecados
post mortem, ou alcançarem a graça do perdão Divino.
Budismo:
De certo modo, todo o samsara é um lugar de sofrimento para
o budismo, visto que em qualquer reino do samsara existe sofrimento.
Contam-se dezoito formas de infernos, sendo oito quentes,
oito frios e mais dois infernos que são, na verdade, duas subcategorias de
infernos: os da vizinhança dos infernos quentes e o infernos efêmeros. Além
desses dezoito que constituem o "Reino dos Infernos", pelo sofrimento, o
"Reino dos Fantasmas Famintos" é comparável à noção de inferno, sendo
constituído de estados de consciência de forte privação - como fome ou sede
- sem que haja possibilidade de saciar essa privação.
No budismo, o renascimento em um inferno é uma conseqüência
das virtudes e não-virtudes praticadas, de acordo com a verdade relativa do
karma. Entretanto, alguns poucos atos podem, por si, conduzir a um
renascimento nos infernos, principalmente o ato de matar um Buda e o ato de
matar o próprio pai ou a própria mãe. A meditação sobre os infernos deve
gerar compaixão.
O Inferno,
recebe várias versões nas mais variadas mitologias:
Sheol,
Mitologia Hebraica
Di Yu,
o inferno da mitologia chinesa;
Hades,
o inferno da mitologia greco-romana;
Helgardh,
o inferno da mitologia nórdica;
Mundo dos mortos,
o inferno da mitologia egípcia;
Mag Mell,
o inferno da Mitologia irlandesa;
Ne no Kuni e Yomi no Kuni,
os infernos da mitologia japonesa.
|