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Dependendo da
velocidade e da distância com que são aplicados, os longitudinais atendem
todos os padrões e técnicas estabelecidas pela combinação desses dois
fatores. Assim, um longitudinal lento e próximo terá características
concentradoras de ativantes e se lento e distante, funcionará
como concentrador de calmante. Os movimentos do passe, através da
força mental, é que irão conduzir, ou melhor dizendo, direcionar ou
dispersar os fluidos que as técnicas concentradoras acumularam.
Os longitudinais, quando usados como dispersivos ou passes de
distribuição geral, são excelentes para promover a distribuição e introjeção
de fluidos concentrados no campo vibratório do paciente para absorção do
mesmo, restabelece a harmonia das vibrações anímicas e físicas, auxiliando
nas dores, todavia na resolução de problemas de transe mediúnico, hipnótico
ou sonambúlico, seu efeito é lento e se faz necessária muita movimentação
para isso, devendo se utilizada nestes casos as técnicas mais objetivas para
estes problemas. Grande vantagem ai vista é que, por sua versatilidade,
podemos fazer uso desta técnica para atender a praticamente todos os casos
de fluidificação, ressalvadas as especialidades que solicitam técnicas mais
objetivas.
O passe tradicionalmente visto nas casas espíritas é composto de três
movimentos:
O primeiro é a imposição das mãos na altura dos parietais, onde é
estabelecido o contato entre as correntes magnéticas, do passista e do
receptor.
Os passes se executam com os braços estendidos naturalmente, sem nenhuma
contração e com a necessária flexibilidade para a realização dos movimentos;
como regra geral, que deve ser rigorosamente observada, os passes não podem
ser feitos no sentido contrário às correntes, isto é, de baixo para cima, o
que seria, se assim podemos nos exprimir, uma verdadeira "desmagnetização",
verificando acima de tudo que este movimento, digo, de baixo para cima,
causaria uma força contrária a rotação natural dos chacras dificultando a
assimilação e levando os chacras a não absorverem e manterem os fluidos nas
suas periferias. Todavia acontecendo tais movimentos errôneos, é necessário
aplicar alguns dispersivos ou comumente chamado os passes de distribuição,
movimentando os fluidos presos nas periferias dos chacras devido os
movimentos terem sido de baixo para cima.
Por isso, as mãos devem descer suavemente, em movimento nem muito lento,
nem muito apressado, até o ponto terminal do passe e cada vez que se repete
um passe, deve-se ter o cuidado de fechar as mãos e afastá-las do corpo do
paciente e, assim voltar rapidamente ao ponto de partida.
Com a descida das mãos, inicia-se o segundo movimento que é a
limpeza dos fluidos arrastados pelas mãos; ao final do movimento, as mãos se
fecham e em seguida é feita a eliminação dos fluidos negativos da mesma,
para baixo ou para trás.
O terceiro movimento é a colocação dos fluidos salutares. Neste
momento, através das mãos, se realiza a doação dos fluidos e o movimento
deve ser suave, não sendo necessário imprimir força ao mesmo. Com relação a
esta terceira etapa, pode-se estabelecer a seguinte comparação: Na frente do
paciente existe uma linha contendo gotas de orvalho que descerão sobre o
mesmo, de forma suave. Assim deve-se dimensionar o ato de doação.
Poderemos verificar que existe uma mescla acima do Passe Longitudinal
com as Imposições.
Normalmente este modalidade, onde encontramos a imposição com os
longitudinais, servem para os pacientes com desarmonias fluídicas gerais,
quando se detecta problemas no trânsito fluídico pelos centros vitais,
crises de epilepsia, convulsões, perdas do domínio das funções nervosas,
quando necessita de reforço fluídico para uma maior harmonização entre todos
os centros vitrais. Sua aplicação é bastante simples, como poderemos ver:
com uma das mãos fazemos uma imposição sob o centro vital que iremos
fluidificar, com a outra iremos fazer um longitudinal, a partir do centro
vital onde estamos fazendo a imposição, fazendo assim, dispersivos gerais.
Ressaltamos, ainda que ao final dessa técnica de conjugação, devemos fazer
dispersivos localizados, sobre o centro em desarmonia, pois o mesmo poderá
reter uma carga grande de fluidos, pois, enquanto uma mão faz o longitudinal
a outra é fixada sob o chacra desarmonizado. Depois do dispersivo localizado
no chacra desarmonizado aconselhamos um dispersivo geral sob todo o campo
vibratório do paciente.
10.3.3.3 - PASSE COLETIVO:
Caracteriza-se esta modalidade, quando o número de passistas é
insuficiente para atender a todos os freqüentadores individualmente, pode-se
lançar mão deste recurso como medida de emergência. Realiza-se esse trabalho
com o diretor, após a prece e a preleção evangélica, pedindo a todos os
passistas presentes que doem fluidos aos trabalhadores do plano espiritual e
mentalizem as aplicações dos passes necessários a cada paciente.
Esta modalidade poderá ser aplicada mentalmente, imaginando os passistas
aplicando os passes através das projeções mentais sob os pacientes no
recinto.
10.3.3.4 - PASSE A DISTÂNCIA – IRRADIAÇÕES:
Nesta modalidade, comumente verificamos uma equipe de médiuns que visitam
hospitais e que na busca do auxílio reservam uma atividade para as
irradiações a distância para aqueles enfermos visitados nos hospitais.
O médium sintonizado com o necessitado, a distância canaliza igualmente
fluidos salutares e benéficos. Os doentes são beneficiados não somente em
virtude dos fluidos dirigidos conscientemente pelos encarnados como pelas
energias extraídas dos presentes pelos cooperadores espirituais.
O passe a distância entretanto é praticado da seguinte maneira :
Concentração e prece
Idealizar a figura material do doente – se for conhecido – dando como
presente; ou, então, imaginar sua figura, no local indicado e ir lá com o
pensamento.
Fazer sobre essa figura, imaginada ou ideoplastizada, os passes
indicados, encerrando com uma prece.
AS VIBRAÇÕES IRRADIADAS E AS AQUISIÇÕES ESPIRITUAIS:
"O Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa, irradia
por todos os lados..."
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. q. 420)
"Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois
que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo".
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. q. 89 a)
"Todos os Espíritos irradiam com igual força?
Longe disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um".
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. 92 a)
Pelas questões acima podemos perceber a importância das qualidades morais
e espirituais para uma ação eficaz no campo das vibrações. Por isso é
fundamental que o integrante da reunião mediúnica, ou reunião de passes
magnéticos a distância se aprimore a cada dia, procurando superar as suas
imperfeições a fim de que a sua participação no auxílio aos que mais sofrem
se processe de forma mais consistente.
A VONTADE E O SEU PAPEL NAS VIBRAÇÕES:
"A vontade é a gerência esclarecida e vigilante; governando todos os
setores da ação mental".
"... ela (a vontade) é o leme de todos os tipos de forças
incorporados ao nosso conhecimento.
Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do
espírito". (Emmanuel. Pensamento e Vida. Cap. II, páginas 16 e 17)
"A vontade é, assim, a expressão do nosso livre-arbítrio. Por ela
damos os nossos testemunhos e demostramos os nossos ideais no bem. (...) A
vontade é constituída dos seguintes fatores dinâmicos: impulso, autodomínio,
deliberação, determinação e ação. Todos eles interligados e decorrentes
entre si".
(Ney Prieto Peres. Manuel Prático do Espírita. Parte III, Cap. 42,
pág. 203)
Pelo que percebemos diante das colocações acima, a vontade é um
instrumento fundamental na ação do bem. Urge que desenvolvamo-la com esforço
perseverante, pois, igualmente através do seu exercício, nós conseguirmos
vencer as nossas más inclinações e atingirmos o nosso progresso moral.
10.3.3.5 - TRANSVERSAL:
Técnica essencialmente dispersiva, por este fato muito eficiente quando
aplicada com conhecimento.
Funciona basicamente, com os braços paralelamente esticados sem
enrijecimento dos mesmos e as mãos voltadas em direção ao ponto que se
deseje aplicar o transversal, abrindo-os com rapidez e vigor. Tendo bastante
cautela quanto a distância tomada entre as mãos e o corpo do paciente, para
não batermos no mesmo.
Neste caso, é como se nós arrancássemos a lama de um companheiro e
jogássemos para longe, de forma que a sujeira não volte mais para ele,
simplesmente posicionando os braços à altura da cabeça, peito e ventre e em
seguida abrindo os braços no sentido de dispersão das energias maléficas
impregnadas no campo vibratório do paciente. Depois de abertos os braços,
recomenda-se fechar as mãos, retornando-as ao ponto onde se deseje fazer
nova dispersão.
Sua ação é muito efetiva quando se requer uma dispersão muito intensa,
tanto no sentido de introjetar fluidos concentrados quanto para desfazer o
estado de transe do paciente que se estamos fluidificando.
Podemos ainda, verificar uma ramificação da técnica ora estudada é o :
Transversal Cruzado Basicamente, tem o mesmo procedimento, só que
em vez dos braços ficarem estendidos paralelamente, eles são cruzados à
frete do paciente, sempre em direção ao ponto que se deseje dispersar. Com
eles também visamos projetar fluidos dispersivos que produzem como que um
choque que desarticula as ligações fluídicas do obsessor com o doente,
movimentando as agregações fluídicas obsessor-doente.
Interessante salientar, que pelo vigor com que é praticada, essa técnica
deveria cansar muito o passista, mas como o passe, geralmente, é via de mão
dupla, o efeito positivo dos dispersivos no paciente traduz-se numa sensação
de equilíbrio e satisfação no passista.
No caso de dispersão em paciente que acabou de incorporar, ou que esteve
sob efeito de hipnose ou sonambulismo e está sentindo dificuldade de
retornar ao domínio da própria consciência e até as vezes do próprio corpo,
o transversal deve ser aplicado sobre o chakra frontal, com bastante vigor e
atenção por parte do passista. Geralmente o efeito desta prática é muito
rápida. Os braços como acima vimos devem se estender completamente no
sentido lateral.
10.3.3.6 - PERPENDICULAR:
Também prática geralmente usada para dispersar, onde o seu poder é mais
consistente, pode também ser útil em concentrações fluídicas em grandes
regiões. Seu funcionamento solicita que o paciente esteja formando um ângulo
reto com o passista, no campo das concentrações fluídicas deve ser aplicado
com velocidade muito lenta.
O passista passará as mãos simultaneamente , uma pela frente e outra
pelas costas, perpendicularmente, sempre no sentido da cabeça aos pés, com
rapidez, no sentido de dispersar.
O passista faz um giro em torno do paciente para formar o ângulo adequado
da aplicação e posiciona uma mão sobre a parte da frente da cabeça e a outra
pela parte de trás, descendo as duas juntamente de cada lado do corpo, até
os pés
Observações:
1 Quando formos usar o perpendicular como concentrador de fluidos,
deveremos movimentar as mãos ao longo do corpo do paciente, numa velocidade
muito lenta, conforme algumas experiências, em torno de 8 segundos, da
cabeça aos pés.
2 Verificamos patentemente a existência de sub-chacras em nosso em nosso
corpo fluídico, pois, conforme vemos esta técnica também aciona-os e uma
forma patente de se verificar esta técnica é o fato de nas reuniões
mediúnicas os passistas atenderem os companheiros em trabalho mediúnico
pelas costas, com resultados sempre satisfatórios, indicando acima de tudo o
interligamento dos chakras.
Verificamos algo mais, que sempre as imposições feitas para facilitar as
manifestações mediúnicas são, quando não sobre o coronário, sobre a região
do umeral. (região localizada entre a nuca e as omoplatas). O umeral também
esta em relação com a medula espinhal, exerce influência sobre as tensões
musculares, atua também na parte do sistema nervoso. Verificamos, ai, que
dispersivos localizados nas costas através dos perpendiculares, são
extremamente eficientes.
10.3.3.7 - CIRCULAR OU ROTATÓRIO:
Como podemos deduzir, é a técnica definida que usa de movimentos
circulares.
Esta técnica é definida como concentradora, mesmo quando feitos em giros
mais rápidos.
Mas. Por quê? Ë bastante simples.
Como os centros de força, conforme tivemos a oportunidade de estudar,
giram no sentido horário e as mãos, quando operando esta técnica de
circulares ou rotatórios, giram nesse mesmo sentido, contribuem para um
tempo maior de captação, de forma que o incremento de velocidade das mãos
nos circulares tornarão esses passes mais concentradores.
É verdade, conforme nos dizem os grandes estudiosos da matéria como Jacob
Melo (O Manual do Passista), “que existe um limite para o aumento deste
poder concentrante, todavia não sabemos definir ainda com precisão até que
ponto o incremento de velocidade repercute no aumento do efeito
concentrador”. O que na verdade verificamos, é que a ponderação deverá
seguramente ser a diretriz para qualquer passista, principalmente sabendo
que poderá causar danos magnéticos ao paciente, no caso da demora.
Veremos dois grupos de aplicação nesta modalidade:
1 Circulares normais - são executados com as mãos, com os braços
sem movimentos.
Como esses passe são além de concentradores, muito ativantes, deverão ser
aplicados muito próximos ao ponto que se deseja realizá-los. Os dedos ficam
levemente arqueados em direção a esse ponto, com a palma girando, sempre em
sentido horário.
Quando a mão finaliza um giro, retorna-se a mesma, fechando-a,
suspendendo-a na amplitude que a munheca permitir - já que o braço, em tese,
não deverá mover-se - e reinicia-se o círculo outra vez, repetindo o
processo até que a fluidificação esteja concluída.
2 As aflorações - esta solicita o movimento do braço e do
antebraço. Normalmente, as mãos ficam espalmadas, sem contrações, ou com o
dedos levemente arqueados.
Como esta técnica é mais utilizada para grande regiões, pratica-se
movimentando o braço no sentido de giro sobre a região a ser tratada, sempre
no sentido horário e a pequena distância. Normalmente o giro é feito de
forma contínua, mas se houver por alguma motivo interrupções, as mãos
deverão ser afastadas, fechadas e depois, no reinicio do passe, repousadas
no mesmo ponto em que a floração será reiniciada.
“Os passes circulares, são muito eficientes em processos de
inflamações em pequenas regiões, problemas digestivos e males em geral do
baixo ventre.
No caso de serem usadas as duas mãos, deve estar muito atento ao
sentido do giro, pois nosso automatismo fisiológico normalmente impulsiona a
que a mão tome o sentido horário e a outra o anti-horário. Em caso de
dúvidas, incicie o passe com uma mão apenas e, logo em seguida, adicione a
outra, que deverá seguir o mesmo sentido da anterior. Lembrando que os
circulares em sentido anti-horário causas congestões fluídicas, provocando
mal-estares. E dependendo do tempo da magnetização, poderá causar danos
imprevisíveis.
As aflorações também podem ser aplicadas como se fossem
longitudinais. Neste caso, os círculos seriam feitos ao longo do corpo do
paciente, sempre da cabeça aos pés, com os braços girando em sentido
horário”. (Jacob Melo – O manual do Passista)
10.3.3.8 - SOPRO OU INSUFLAÇÃO:
Consiste em insuflar com a boca, mais ou menos aberta, o hálito humano
sobre as partes afetadas do paciente, fazendo penetrar o máximo possível na
área dos tecidos. Para isso é necessário que o passista aspire ar suficiente
para dilatar seu tórax, além do normal, deverá Ter capacidade bem ampla de
respiração, podendo obtê-la através de exercícios de respiração profunda.
André Luiz em Os mensageiros – Cap 19 – O Sopro, nos diz
“Nossos técnicos não se forma de pronto. Exercitam-se longamente,
adquiririam experiência a preço alto. Em tudo há uma ciência de começar. São
servidores respeitáveis pelas realizações que atingiram, ganharam
remunerações de vultos e gozam de enorme acatamento mas, precisam conservar
a pureza da boca e a santidade das intenções. Nos círculos carnais, para que
o sopro se afirme suficientemente, é imprescindível que o homem tenha
estômago sadio, a boca habituada a falar o bem, com abstenção do mal, e
mente reta, interessada em auxiliar. Obedecendo a esses requisitos, teremos
o sopro calmante e revigorador, estimulante e curativo. Através dele,
poder-se-á transmitir, também na Crosta, a saúde, o conforto e a vida”.
Divide-se em dois grande grupos:
1. Frias - são muito usadas como dispersivos ou calmante a depender
da distancia e da força que se imprime no próprio sopro a verificar, pois
são aplicadas, normalmente a uma relativa distância da região que se deseje
dispersar, como se ali estivesse uma a vela que se queira apagar.
O sopro é dado com os pulmões cheio de ar, liberando-os lentamente (se o
objetivo é acalmar) e rapidamente e com vigor ( para o objetivo de
dispersar, como acordar o paciente de um sono magnético, sonambúlico ou
mediúnico, depressão nervosa, afastamento de espírito). Poderemos verificar,
que nesta aplicação o centro laríngeo será o grande usinador de fluidos e
que dependendo do seu estado, doará saúde ou desarmonia.
2. Quentes - ao contrário das frias, são extremamente
concentradoras de ativantes. São aplicadas o mais próximo possível da região
que se queira fluidificar, como se ali tivesse uma lâmina que quiséssemos
embaçar.
É praticada com os pulmões cheios de ar, com o aquecimento do estômago,
liberando-os lentamente, até esgotar o ar.
Findando a insuflação, afasta-se a boca do local, respira-se normalmente
algumas vezes e depois, com os pulmões novamente cheios, repete-se a
insuflação.
Verificamos que esta modalidade de insuflação deverá ser é extremamente
desgastante para o passista, podendo até causar tonturas leves.
Cuidados na Aplicação:
Evite-se aplicar diretamente sob os centros vitais principais; após um
máximo de duas insuflações quentes, faça-se uma série de dispersivos
localizados antes de repeti-las, salvo exceções, nunca faça mais de 5
insuflações quentes por sessão, pois a perda fluídica é muito grande.
Além da boca sadia, tenha um hálito mental equilibrado, conforme nos
orienta André Luiz acima.
Antes dos passes evite alimentos pesados e muito gordurosos. Tenha boa
higiene bucal e evite fazer insuflações se tiver problemas gástricos e de
esôfago.
Não use a palavra para acusar, falar mal, condenar, fofocar ou levantar
falso.
Apesar dos inconvenientes de sua prática, cabe às insuflações quentes o
maior grau de eficiência em tratamentos de inflamações e infeções em
pequenas regiões (tumores localizados, feridas com dificuldade de
cicatrização). Entretanto, pelo seu poder muito concentrador de ativantes,
sempre há riscos de retorno de cargas fluídicas densas para a fonte.
Assim é muito importante fazer sempre uma intercalação com dispersões
localizadas, inclusive algumas delas sendo feitas por insuflações frias à
pequena distância, como também o uso de flanela fina para melhores cuidados
(com essas precauções evitamos possíveis agregações fluídicas desarmonizadas
à boca do passista)
10.3.3.9 - O AUTO PASSE:
Edgar Armond, no Livro Passes e Radiações nos informa que
esta é uma modalidade bastante útil porque permite ao próprio doente e aos
médiuns trabalharem em sua própria cura e utilizarem os recursos imensos que
estão a disposição de todos pela misericórdia de Deus, Criador e Pai. Os
médiuns devem utilizar do Auto Passe para limpeza psíquica de si mesmo e o
recarregamento de energias dos plexos e centros de força.
Todavia, se analisarmos que como médiuns passistas, somos verdadeiros
filtros e que colaboramos ou dificultamos e até mesmo contaminados as
aplicações fluídicas da espiritualidade no enfermo, deveremos crer a partir
destas informações que devemos estar cientes de nossa postura em relação a
nossa conduta moral, sabendo também que o passe é, via de regra, uma via de
mão dupla.
Então somos levados a crer que se estamos descompensados, não estaríamos
também incapacitados de aplicar o passe?
Nestes casos bastaria uma prece sincera para restabelecermos nossa
harmonização.
Kardec, na Revista Espírita, set 1865, pág 254 – Da
mediunidade curadora, nos assevera: “A prece, que é um pensamento, quando
fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não
só chamando o concurso dos bons espíritos, mas dirigindo ao doente uma
salutar corrente fluídica”. E como somos transmissores desta corrente,
seguramente ficaremos também envolvidos de uma certa forma nas mesmas.
Não descartamos e respeitamos todas as opiniões dadas a respeito deste
item, concordamos que a prece é sempre um verdadeiro e profundo mecanismo de
auto-passe. Concluindo que nossa conduta moral mesclada com o trabalho no
bem e o amparo a outros através do passe, sempre nos facultará recursos
imensuráveis de auxílio em busca de nosso próprio crescimento.
DURANTE A APLICAÇÃO DO PASSE:
Enquanto estamos no trabalho de aplicação do passe, deveremos estar
voltados para concentrações em coisas edificantes, em prece, mentalizando um
lugar harmônico, em fim:
1. Confiança na espiritualidade e desejo de ajudar, todo
condicionado na Providência Divina, ou melhor dizendo, fé, amor e humildade
2. Estar sereno, para assim poder registrar pela intuição, as
orientações espirituais para a fluidificação a ser desempenhada.
3. Estar mentalizando a recuperação dos órgãos do enfermo, sob a
ação dos mensageiros do Senhor; sempre condicionando esta recuperação a
vontade Divina e direcionamento moral do paciente.
4. Conhecer a localização dos centros de força, pois com isso os
espíritos que trabalham nesta atividade poderão através de sua intuição,
direcionar as cargas fluídicas benéficas para os chakras que influenciam as
localidades enfermas.
5. Silencio não somente exterior todavia interior localizando todas
as atenções na ação a ser desempenhada.
6. Reflexos das impressões dos pacientes, é bastante comum os
passistas sentirem as sensações que os pacientes experimentam. Ora nosso
campo fluídico absorve com facilidade as emanações do paciente, nestes casos
são recomendados dispersivos gerais primeiramente antes das aplicações
fluídicas. É comum, também, os passes em pessoas sob a atuação de espíritos
em desequilíbrio, o passista poderá registrar reflexos negativos desde a
hora em que se propões a ajudar, podendo perdurarem ainda depois do passe.
Sabendo que somos ainda imperfeitos, somos também criados pela mesma matéria
elementar e que nosso campo vibratório assimila com facilidade outras
emanações exteriores que conosco se afinizem, verificaremos a grande
facilidade de as absorver, pois ainda somos pequenos, daí a grandiosa frase
deixada pelo Divino Amigo “Orai e Vigiai”, só assim, através do altruísmo,
da moralização do ser, paulatinamente modificaremos o nosso ritmo vibratório
não afinizando mais com energias deletérias.
É compreensível que os espíritos envolvidos na trama obsessiva,
conhecendo a disposição do passista em colaborar, pretendam também mexer com
o seu bom ânimo, afastando-o do caminho do enfermo. Perseverança e
conhecimento das responsabilidades são porções medicamentosas para tais
afecções.
DISPERSIVOS E SUAS IMPORTÂNCIAS
Já falamos bastante em dispersivos ou passes de distribuição e limpeza,
todavia gostaríamos de dar alguns destaques breves sobre suas funções bem
como a importância nas técnicas dos passes já utilizadas por nós na nossa
casa espírita. O termo dispersivo, também conhecido por alguns como limpeza
fluídica.
Analisando o dicionário Aurélio, o termo dispersar entre outras coisas
significa - fazer ir para diferentes partes, pôr em debandada, espalhar.
A primeira significação desta palavra em foco , na cabeça de muitos
médiuns tem o sentido de dissipar, desfazer.
Por isso, conversar um pouco sobre os mesmos nos levará, seguramente, a
melhores compressões desta técnica.
Os dispersivos:
Aqui seguem algumas características dos passes de distribuição ou
dispersivos:
-
Filtram os fluidos, refinando-os para os atendimentos;
-
Introjetam os fluidos que ficam, por motivos vários, armazenados nas
periferias dos centros vitais para consumo gradual do paciente;
-
Catalisam fluidos, aumentando seu poder e velocidade de penetração,
fazendo uma assepsia no campo vibratório do paciente facilitando a
penetração dos mesmos, facilita também o alcance e transferência entre
os centros vitais; quando em grande circuito, faculta a harmonia e o
equilíbrio entre os centros vitais;
-
Esparge as camadas fluídicas superficiais, deixando mais visíveis e
sensíveis os focos de desarmonias; elimina os excessos de concentrados
fluídicos por ocasião do passe, assim favorecendo ao paciente uma
sensação de equilíbrio e ao passista uma recompensação
fluídico-magnética que dificulta a possibilidade de uma fadiga;
-
Resolve desarmonias causadas por fadigas, embora nestes casos seja
quase sempre requerida a ingestão simultânea de água fluidificada;
-
Corrige eventuais equívocos no uso de técnicas de passe; redireciona
cargas fluídicas entre os centros vitais. Por fim, é certo que os
dispersivos extraem excessos fluídicos redirecionando-os mesmo, para
regiões mais necessitadas, mas não extraem ou arrancam os fluidos que
foram aplicados, como supõem alguns, nem muito menos joga-os fora.
Quando doamos fluidos através do passe, o organismo vital do paciente os
absorve e retêm, por um processo de afinidade, não permitindo que fluidos
retidos a partir de então, sejam retomados por um simples dispersivo.
Os excessos são extraídos exatamente porque não estão retidos pela
combinação ou afinidade, daí a maleabilidade em seus manuseios.
10.3.3.10 - PASSE NOS CHAKRAS
(Centros de Força)
São aconselháveis para a reativação para os centros de força nos casos de
desenvolvimento mediúnico, no campo das curas, levando-se em consideração a
localização de cada um e sua repercussão nos plexos do organismo físico.
Aplicam-se os passes acima mencionados relativos e direcionado aos pontos
onde se encontram os chacras refletido em nosso organismo físico pelos
plexos. Levando sempre em consideração o tempo de sua aplicação para ao
invés de reativar, sobrecarregar
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