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O mundo dos
sonhos é na verdade um dos portões para o plano astral. Os iniciados na
Tradição dos Mistérios aprendem como obter controle consciente sobre seus
sonhos. Uma vez que o tema e o desenvolvimento de um sonho possam ser
determinados, é possível criar-se um portal, ou passagem, através do qual
entramos na dimensão astral como e quando desejamos. Alguns iniciados
preferem estabelecer um cenário de templo no mundo dos sonhos, por meio do
qual podem transferir as influências ao material Astral sem ingressar
pessoalmente na própria dimensão.
O material
da dimensão astral é conhecido como luz astral. Pode ser moldado e modelado
como argila pelas energias de nosso pensamentos e emoções. É nessa
substância etérea que criamos formas de pensamento que servem de canal para
forças mais elevadas. Esse material não só é influenciado pelas emanações da
dimensão física como também pelas dos planos mais elevados, inclusive os
planos Divino e espiritual. Dessa forma, situações e eventos originados
acima se formam no plano astral, vindo a se manifestar na dimensão física (a
não ser que outra energia altere essa forma de algum modo). É aí que a arte
da adivinhação tem sua base na ciência metafísica. Se uma pessoa pode
acessar as imagens em formação no plano astral, poderá então compreender o
que está prestes a se manifestar no plano físico.
Devemos
compreender, contudo, que a adivinhação é simplesmente a previsão de eventos
que se encaminham para sua manifestação. As imagens astrais que animam esses
eventos podem ser alteradas pelo fluxo constante de correntes que passam
pela dimensão astral. Desse modo, o que realmente vemos na adivinhação é o
que virá a ocorrer, se os padrões não forem alterados. Nada, segundo os
Ensinamentos Misteriosos, é fixado no tempo, nada irá inevitavelmente
acontecer em nossas vidas apesar de nossas tentativas (a não ser, é claro, a
morte de nossos corpos físicos). Entretanto, os eventos mais importantes de
nossas vidas são parte do padrão impresso em nossos espíritos quando nossas
almas nascem na carne. Essa é a base metafísica da astrologia, a chamada
impressão Estelar. Nosso mapa natal pode apresentar os principais padrões
estabelecidas para nós em nossa experiência física, bem como as forças e
fraquezas de nosso estado espiritual. Podemos trabalhar a favor ou contra
esses padrões, pois possuímos livre-arbítrio.
O Plano Elemental:
Os
Ensinamentos Wiccanos incluem o plano elemental, também
conhecido como plano das Forças. Esse plano representa as ações dos quatro
elementos criativos incluídos em tudo o que se manifesta no plano material.
Gerenciando esses elementos, bem como o processo através do qual eles se
manifestam, há um quinto elemento conhecido como espírito. Esse elemento
etéreo permeia os quatro elementos. Se os quatro elementos são associados
aos quatro quartos do Círculo Cósmico, então o quinto elemento pode ser
considerado a própria substância do círculo.
A Terra é o
elemento da solidez e reflete o princípio metafísico da Lei. O Ar é o
elemento do intelecto e reflete o princípio metafísico da Vida. O fogo é o
elemento da ação e reflete a Luz metafísica. A Água é o elemento da
fertilidade e reflete o princípio metafísico do Amor. Os vários aspectos do
plano intelectual estão entrelaçados em tudo o que um Wiccano faz ou
vivencia. Em termos de Magia, eles estão envolvidos no lançamento de
encantos e na consagração de amuletos, instrumentos, e no próprio círculo
ritual. Num sentido metafísico, eles refletem a psique e a estabilidade
emocional do Wiccano. A personalidade de um indivíduo e quaisquer
distúrbios emocionais estão diretamente relacionados a um equilíbrio (ou
desequilíbrio) das naturezas elementais que residem na pessoa.
A
consciência desses elementos pode ser vista como mana, ou mais comumente
como elementais. Ao elemento da terra,
associamos os seres conhecidos como gnomos. Ao ar, associamos seres
conhecidos como silfos. Ao fogo pertencem seres conhecidos como salamandras
e à água criaturas conhecidas como ondinas. Os alimentos da terra são
espíritos cujas vibrações são tão próximas das da terra física que
influenciam as estruturas minerais de terra, exercendo assim poder sobre
pedras, a flora e a fauna. Os elementais do ar são espíritos cujas vibrações
estão intimamente ligadas à energia que emana dos impulsos elétricos
nervosos de todos os seres vivos. Assim, exercem poder sobre a mente e o
sistema nervoso. As salamandras são espíritos cujo índice vibratório é muito
semelhante à energia emocional geralmente atribuída ao amor, ódio, medo,
prazer, bem como outras emanações poderosas. Influenciam, dessa forma, os
estados emocionais e o metabolismo geral do corpo. Os ondinas são espíritos
cujas vibrações são semelhantes às dos fluídos. Assim, regem o equilíbrio
dos fluidos umidade na Natureza e em todas os seres vivos.
Toda a
Criação é influenciada e animada pela presença (ou falta) desses elementos.
Todo objeto sujeito à manifestação compartilha de uma natureza tangível e
uma natureza espiritual. A natureza tangível dá forma a esse objeto,
enquanto a espiritual lhe dá vitalidade. Assim sendo, tudo o que for de
natureza física tem seu contraponto espiritual ou elemental.
Correspondências metafísicas dos quatro elementos também não encontradas no
Zodíaco e contribuem para as qualidades do mapa natal de um indivíduo
nascido em um dia qualquer. Empédocles (aluno de Pitágoras) foi a primeira
pessoa na história a ensinar os quatro elementos como uma doutrina coesa e
a introduzir o conceito dos quatro elementos na astrologia. Por volta de 475
a. C., ele ensinava, em sua Sicília natal, apresentando os quatro elementos
como a raiz quádrupla de todas as coisas. Estas são as associações
tradicionais no Ocultismo europeu, derivadas dos ensinamentos de Empédocles:
Terra:
Touro, Virgem, Capricórnio
Terra:
frio + seco
Ar:
Gêmeos, Libra, Aquário
Ar:
quente + úmido
Fogo:
Áries, Leão, Sagitário
Terra:
quente + seco
Água:
Câncer, Escorpião, Peixes
Água:
frio + úmido
Os Registros Akáshicos:
Segundo os
Ensinamentos Wiccanos, a Esfera Magnética da Terra (também conhecida como
éter contido) é um campo energético contendo os padrões de todos os atos,
pensamentos e fatos do passado. Esse campo é conhecido na terminologia
ocultista como o Manto Ódico. O material que compõe esse material
etéreo é conhecido como Akasha, e os padrões nele contidos são chamados de
Biblioteca Akáshica. Diz-se que esse plano pode ser acessado através de
habilidades psíquicas, viagens astrais ou estados de transe, e é a fonte do
que alguns chamam de material canalizado. Os ocultistas buscam ligar-se
mentalmente a essa dimensão para obter o conhecimento preservado e contido
nos padrões de energia.
Segundo uma
velha crença Wiccana, um bruxo pode compreender a voz do vento. Esse dogma
surgiu publicamente pela primeira vez em Aradia – Gospel of the Witches, de
Charles Leland. Ele fornece uma lista dos poderes associados aos bruxos
italianos que seguem os ensinamentos de Aradia. Compreender a voz do vento
significa estar em harmonia com as vibrações das correntes Akáshikas.
Através dessa sintonia, podemos obter o conhecimento levado pelo vento e
relembrar coisas dadas como perdidas no passado. Aradia dizia que uma pessoa
deve participar da roda do ano, observando cada Treguenda (Sabbat) para
unir-se às forças da Natureza.
Os registros
Akáshicos são mais facilmente acessados ao nascer do Sol. O portal elemental
de Akasha (ver apêndice) á geralmente empregado como portal mental para essa
dimensão. As técnicas empregadas pelo Ocultismo Ocidental para ganhar acesso
aos planos foram introduzidas publicamente pela Golden Dawn. Quando estiver
tentando canalizar a partir dos registros Akáshicos, deve utilizar o portal
de Akasha e mentalmente buscar um cenário de uma biblioteca num templo.
Summerland:
Summerland é
um termo geralmente empregado na Wicca como referência ao Outro Mundo para o
qual as almas dos mortos se encaminham após o término da vida física. Pode
ser visto como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos
conhecidos Alegres Campos de Caça de algumas tradições dos nativos
norte-americanos. O Summerland dos Wiccanos existe no plano astral e é
experimentado de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a
vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência. O período em
que alguém permanece em Summerland depende da habilidade do indivíduo de
libertar e retomar o material que a alma carrega vida a pós vida, o que pode
fazer com que essa alma renasça na dimensão física.
A existência
em Summerland permite a um indivíduo a oportunidade de estudar e compreender
as lições da vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas
quais a alma tenha passado. Na teologia Wiccana, este é conhecido como um
período de descanso e recuperação. Uma vez encerrado esse período de tempo,
o plano elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento em
qualquer dimensão que se harmonize à sua natureza espiritual naquele
momento. A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode
ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física.
Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma é atraída aos aspectos da vida
física que melhor a preparem para as lições necessárias para assegurar sua
evolução e conseqüente liberação do Ciclo do Renascimento.
De acordo
com os Ensinamentos Misteriosos, um aborto natural ou um natimorto indica
uma alma que não mais precisava retornar à dimensão física, necessitando
apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades
elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual. A outra razão para
tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição de perda para a
própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma
alma que não necessitava mais de uma existência física. Os serviços dessas
almas elevadas é geralmente notado não só nesses cenários, mas também nos
ensinamentos acerca da reencarnação de avatares como Buda ou Jesus.
As Dimensões Ocultas:
A filosofia
Oculta afirma existirem quatro reinos que compõem a Criação: Espiritual,
Mental, Astral e Físico. Assim como há uma dimensão ou plano de existência
física, há também dimensões astrais ou espirituais. Cada plano é tido como
um reflexo do plano imediatamente acima. Essencialmente, cada plano
manifesta a “forma de pensamento” no plano acima dele. Na Magia, o
praticante estabelece seu desejo num plano superior para que ele retorne na
forma da manifestação de seu desejo. Os sete planos são os seguintes:
Diretamente
acima do plano físico, temos o plano elemental,
também conhecido como plano elemental das forças. Tudo o que ocorre no plano
físico está diretamente ligado a esse plano. As dimensões reagem mais ou
menos como uma fileira de pedras de dominó; uma desencadeia a outra,
ocasionando uma reação em cadeia. Essa é uma lei da física, mas também da
metafísica (assim na Terra como no Céu), e é assim que os encantamentos de
magia, bem como as orações religiosas, são transmitidos.
Essa lei é o
mecanismo interior que atua entre os planos, cada qual vibrando em resposta
ao anterior. Acima do plano das forças está o plano astral, reino etéreo que
contém os pensamentos formados da Consciência Coletiva. É aqui que existem
todos os paraísos e infernos das crenças religiosas, alimentados pelas
mentes dos fiéis no plano físico. Nesse plano, podemos formar imagens do que
desejamos (bem como as que tememos).
Por todos
nós temos a centelha divina que nos criou, também empregamos os mesmo
padrões. Nossas mentes criativas operam como o que nos deu a consciência
criativa – a principal diferença é que somos limitados, pois somos apenas
centelha, e não a Fonte. O processo criativo, contudo, é muito semelhante e
nós o utilizamos para criar magia.
Se eu, por
exemplo, decidisse criar uma estante para apoiar papéis durante um discurso,
precisaria em primeiro lugar formular esse pensamento. Isso envolveria
diversos estágios representados pelos sete planos. O plano divino receberia
a centelha do plano máximo. O plano espiritual conceberia o projeto, o plano
mental produziria a visualização, o plano astral daria forma ao pensamento
no plano etéreo, o plano das forças portaria o pensamento formado e o plano
físico lhe daria substância.
Em termos
mais simples, a necessidade surge (plano máximo) e começo a pensar no que
necessito para satisfazer essa necessidade (plano divino). Conseqüentemente,
eu formo uma idéia (plano espiritual) e a refino em algo que posso
visualizar (plano mental). Uma vez que posso ver o objeto com meu olho
mental, eu o atraio e lhe dou forma no papel (plano astral). A seguir, junto
os materiais necessários e começo a montar o objeto (plano elemental). Uma
vez terminado o trabalho, tenho diante de mim o objeto físico necessário
para concluir minha tarefa (plano físico).
A arte da
magia é uma arte de criação. O material utilizado é a substância astral. O
poder de criar a partir de nossos pensamentos reside em nosso interior,
graças a centelha divina. Criamos segundo a “fórmula divina” dos planos.
Quanto mais forte a emoção, mais exato é o pensamento, e por conseqüência
assim será a resposta astral correspondente. Para efetuar mudanças no plano
físico (magicamente), devemos em primeiro lugar efetuá-las no mundo astral.
O propósito
da magia ritual é gerar e direcionar a energia (que contém a forma de
pensamento) ao plano astral. Os símbolos, gestos, cores e outros acessórios
rituais são todos métodos de comunicação astral. Eles também geram a
mentalidade necessária a todos os participantes através da qual as imagens
mágicas são enviadas ao subconsciente. Cada um envia sua própria vibração ou
energia, gerando súbitas ondas de fluxo. As formas de pensamento passam
então a surgir na dimensão astral e se tornam canais para as forças
superiores dos outros planos.
O ritual
energiza essas formas, canais são abertos, os semelhantes se associam e os
poderes são fortalecidos. A seguir, de acordo com o trabalho e sua natureza,
a energia gerada subirá ao plano astral ou a energia divina será atraída ao
plano físico, no caso de rituais que invocam deidades.
Fonte:
http://br.geocities.com/wyvern_atack/planos.html
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